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Sementes da Palavra, É tempo de semear

Arquivo por mês: março 2016

mar 27

LEITURA ORANTE DA PÁSCOA: LUZES DA RESSURREIÇÃO!

RESSURREIÇÃO - 5

JESUS RESSUSCITOU!

QUEM AMA ACREDITA, O AMOR DÁ CRÉDITOS - Jo 20, 1-9 -

Preparo-me para a Leitura Orante, rezando com os internautas do mundo inteiro e os cristãos de todos os tempos e lugares: Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Creio, Senhor Jesus, que sou parte de seu Corpo.

Trindade Santíssima

- Pai, Filho, Espírito Santo -

presente e agindo na Igreja e na profundidade do meu ser.

Eu vos adoro, amo e agradeço.

1. Leitura (Verdade)

- O que a Palavra diz? Leio atentamente, na Bíblia, o texto do Evangelho do Dia: Jo 20,1-9. Domingo bem cedo, quando ainda estava escuro, Maria Madalena foi até o túmulo e viu que a pedra que tapava a entrada tinha sido tirada. Então foi correndo até o lugar onde estavam Simão Pedro e outro discípulo, aquele que Jesus amava, e disse: - Tiraram o Senhor Jesus do túmulo, e não sabemos onde o puseram! Então Pedro e o outro discípulo foram até o túmulo. Os dois saíram correndo juntos, mas o outro correu mais depressa do que Pedro e chegou primeiro. Ele se abaixou para olhar lá dentro e viu os lençóis de linho; porém não entrou no túmulo. Mas Pedro, que chegou logo depois, entrou. Ele também viu os lençóis colocados ali e a faixa que tinham posto em volta da cabeça de Jesus. A faixa não estava junto com os lençóis, mas estava enrolada ali ao lado. Aí o outro discípulo, que havia chegado primeiro, também entrou no túmulo. Ele viu e creu. (Eles ainda não tinham entendido as Escrituras Sagradas, que dizem que era preciso que Jesus ressuscitasse.)

Refletindo

Maria Madalena vai bem cedo, ainda era escuro, ao túmulo. O texto diz o que Maria viu e, não o que não viu. Viu a pedra afastada e não viu o corpo de Jesus, Maria é a primeira mensageira do túmulo vazio. Por outro lado, os lençóis e a faixa que tinham posto em volta da cabeça de Jesus, estavam lá, deixados, abandonados, pois uma pessoa viva não precisava deles. São prova mais evidente do que o sepulcro vazio. O "outro discípulo", João, o discípulo amado, viu o túmulo vazio e creu. Quem ama acredita, o amor dá créditos, gera a fé.

2. Meditação(Caminho)

- O que a Palavra diz para mim? Pergunto-me: para onde caminho? Acredito? Tenho fé e dou crédito nos testemunhos? É o amor que me leva a descobrir e encontrar a vida nova, Jesus Cristo vivo na minha comunidade? Leio e rezo, a bela mensagem dos bispos, inspirada, no convite dos discípulos de Emaús: "“Fica conosco, pois cai a tarde e o dia já se declina” (Lc 24,29). Fica conosco, Senhor, acompanha-nos ainda que nem sempre tenhamos sabido reconhecer-te. Fica conosco, porque ao redor de nós as mais densas sombras vão se fazendo, e Tu és a Luz; em nossos corações se insinua a falta de esperança, e tu os faz arder com a certeza da Páscoa. Estamos cansados do caminho, mas tu nos confortas na fração do pão para anunciar a nossos irmãos que na verdade tu tens ressuscitado e que nos tem dado a missão de ser testemunhas de tua ressurreição. Fica conosco, Senhor, quando ao redor de nossa fé católica surgem as névoas da dúvida, do cansaço ou da dificuldade: tu, que és a própria Verdade como revelador do Pai, ilumina nossas mentes com tua Palavra; ajuda-nos a sentir a beleza de crer em ti. Fica em nossas famílias, ilumina-as em suas dúvidas, sustenta-as em suas dificuldades, consola-as em seus sofrimentos e no cansaço de cada dia, quando ao redor delas se acumulam sombras que ameaçam sua unidade e sua natureza. Tu que és a Vida, fica em nossos lares, para que continuem sendo ninhos onde nasça a vida humana abundante e generosamente, onde se acolha, se ame, se respeite a vida desde a sua concepção até seu término natural. Fica, Senhor, com aqueles que em nossas sociedade são os mais vulneráveis; fica com os pobres e humildes, com os indígenas e afro-americanos, que nem sempre encontram espaços e apoio para expressar a riqueza de sua cultura e a sabedoria de sua identidade. Fica, Senhor, com nossas crianças e com nossos jovens, que são a esperança e a riqueza de nosso Continente, protege-os de tantas armadilhas que atentam contra sua inocência e contra suas legítimas esperanças. Oh bom Pastor, fica com nossos anciãos e com nossos enfermos! Fortalece a todos em sua fé para que sejam teus discípulos e missionários!" (DAp 554).

3. Oração (Vida)

- O que a Palavra me leva a dizer a Deus? Rezo com Maria, a Mãe de Jesus, as alegrias da Ressurreição de seu Filho Jesus.

- Rainha do céu, alegrai-vos, aleluia!

- Porque quem merecestes trazer em vosso puríssimo seio, aleluia!

- Ressuscitou como disse, aleluia!

- Rogai a Deus por nós, aleluia!

- Exultai e alegrai-vos, ó Virgem Maria, aleluia!

- Porque o Senhor ressuscitou verdadeiramente, aleluia!

   Ave, Maria...

- Rogai por nós, Santa Mãe de Deus.

- Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos

Ó Deus, que alegrastes o mundo com a ressurreição de vosso Filho, Jesus Cristo, Senhor nosso, concedei-nos, vo-lo suplicamos, que por sua Mãe, a Virgem Maria, alcancemos as alegrias da vida eterna. Pelo mesmo Cristo, nosso Senhor. Amém.

4. Contemplação(Vida/ Missão)

- Qual o meu novo olhar a partir da Palavra? Vou cultivar um olhar de amor que acredita e por isto descobre na comunidade a Vida e os sinais de Vida.

Bênção

- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.

- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.

- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.

- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

Ir. Patrícia Silva, fsp

patricia.silva@paulinas.com.br

mar 27

MARIA MADALENA: SEMPRE LEMBRADA

MARIA MADALENA

 OBRIGADO, MADALENA! - 

               *Por Frei José Ariovaldo da Silva, OFM  - 

O amado morreu.

Ao seio da terra desceu.

Silêncio igual nunca se deu...

E eu?!...

Noite adentro a saudade bateu

daquele que na cruz morreu

só por ser Filho de Deus,

sinônimo de compaixão,

de quem recebi todo perdão...

Tomada de imensa gratidão,

iluminada pelo sol generoso

a romper da noite a escuridão,

por ele encorajada, lá fui eu.

Frascos de perfume na mão,

comigo Maria e Salomé,

não fomos só para chorar,

fomos também perfumar

do mestre aquela fria mansão.

Agora ouça o que eu digo:

Fiquei muito, muito assustada,

pois a tumba estava aberta

e, lá dentro, vi mais nada,

senão um jovem todo de branco

a dizer que Jesus havia saído,

tinha ressurgido, estava vivo...

Saí então apressada, correndo,

de vila em vila, cidade em cidade,

a todos noticiando a feliz novidade...

Sou Maria Madalena.

Provando a divina bondade

me vejo santa e pequena.

Hoje a graça transbordou

sobre mim, criatura que sou.

e quero festejar com você,

você que nele também crê

e por ele pra sempre optou.

Quero festejar com você,

que da morte à vida passou,

no batismo se lavou,

no Espírito se santificou...

Você também ressuscitou.

Feliz Páscoa!

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FREI ARIOVALDO -2*Frei José Ariovaldo da Silva é frade franciscano (OFM); doutor em Liturgia pelo Pontifício Instituto Litúrgico de Roma; professor do Instituto Teológico Franciscano (Petrópolis, RJ); membro da equipe de reflexão da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da CNBB; membro do Centro de Liturgia “Dom Clemente Isnard”, ligado ao Instituto Pio XI (UNISAL – São Paulo); foi membro da Comissão para Acabamento da Basílica de Aparecida; assessor de Liturgia, conferencista, escritor.

mar 27

CRISTO RESSUSCITOU: ALELUIA!

RESSURREIÇÃO - 2

PÁSCOA DO SENHOR – DOMINGO – 27/03/2016 –

 Evangelho  (Jo 20, 1-9)

 — O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

 —  PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo  João

 — Glória a vós, Senhor.

1No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo de Jesus, bem de madrugada, quando ainda estava escuro, e viu que a pedra tinha sido tirada do túmulo. 2Então ela saiu correndo e foi encontrar Simão Pedro e o outro discípulo, aquele que Jesus amava, e lhes disse: “Tiraram o Senhor do túmulo, e não sabemos onde o colocaram”. 3Saíram, então, Pedro e o outro discípulo e foram ao túmulo. 4Os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais depressa que Pedro e chegou primeiro ao túmulo. 5Olhando para dentro, viu as faixas de linho no chão, mas não entrou. 6Chegou também Simão Pedro, que vinha correndo atrás, e entrou no túmulo. Viu as faixas de linho deitadas no chão 7e o pano que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não posto com as faixas, mas enrolado num lugar à parte. 8Então entrou também o outro discípulo, que tinha chegado primeiro ao túmulo. Ele viu, e acreditou. 9De fato, eles ainda não tinham compreendido a Escritura, segundo a qual ele devia ressuscitar dos mortos.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

  FONTE http://liturgia.cancaonova.com/liturgia/    

mar 27

A DERROTA DA MORTE: CRISTO, NOSSA VIDA

RESSURREIÇÃO - 3

RESSUSCITOU DOS MORTOS...!

*Por Mons. José Maria Pereira –

            “Este é o dia que Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos!” (Sl 117).

             O Senhor ressuscitou verdadeiramente, aleluia!

            A Ressurreição gloriosa do Senhor é a chave para interpretarmos toda a sua vida e o fundamento da nossa fé. Sem essa vitória sobre a morte, diz S. Paulo, vazia seria a nossa pregação e vã a nossa fé. (Cf. 1 Cor 15,14).

            A Ressurreição do Senhor é uma realidade central da nossa fé católica, e como tal foi pregada desde os começos do cristianismo. A importância deste milagre é tão grande que os Apóstolos são, antes de mais nada, testemunhas da Ressurreição de Jesus. Este é o núcleo de toda pregação, e isto é o que, depois de mais de vinte séculos nós anunciamos ao mundo: Cristo vive!  A Ressurreição é a prova suprema da divindade de Cristo.

            A Liturgia Pascal lembra, na primeira leitura, um dos mais comoventes discursos de Pedro sobre a Ressurreição de Jesus: “Deus O ressuscitou no terceiro dia, concedendo-lhe manifestar-se... às testemunhas que Deus havia escolhido: a nós que comemos e bebemos com Jesus, depois que ressuscitou dos mortos” (At 10,40-41). Surge nestas palavras a vibrante emoção do chefe dos Apóstolos pelos grandes acontecimentos de que foi testemunha, pela intimidade com Cristo ressuscitado, sentando-se à mesma mesa, comendo e bebendo com Ele.

                A Ressurreição é a grande luz para todo o mundo: “Eu sou a luz” (Jo 8,10), dissera Jesus; luz para o mundo, para cada época da história, para cada sociedade, para cada homem.

                   No evangelho (Jo 20,1-9) vemos que a Boa Nova da Ressurreição provocou, num primeiro momento, um temor e espanto tão fortes, que as mulheres “saíram e fugiram do túmulo... e não disseram nada a ninguém, porque tinham medo”. Entre elas, porém encontrava-se Maria Madalena que viu a pedra retirada do túmulo e correu a dar a notícia a Pedro e João: “Tiraram o Senhor do túmulo, e não sabemos onde O colocaram” (Jo 20,2). “Os dois saem correndo para o sepulcro e, entrando no túmulo, observaram as faixas que estavam no chão e o lençol...” (Jo 20,6-7). “Ele viu e acreditou” (Jo 20,8).  É o primeiro ato de fé da igreja nascente em Cristo Ressuscitado, originado pela solicitude de uma mulher e pelos sinais do lençol, das faixas de linho, no sepulcro vazio. Se se tratasse de um roubo, quem se teria preocupado em despir o cadáver e colocar o lençol com tanto cuidado? Deus serve-se de coisas bem simples para iluminar os discípulos que “ainda não tinham entendido a Escritura, segunda a qual Jesus devia ressuscitar dos mortos” (Jo 20,9), nem compreendiam ainda o que o próprio Jesus tinha predito acerca da Sua ressurreição.

           Ainda que sob outro aspecto, os “sinais” da Ressurreição vêem-se ainda presentes no mundo: a fé heróica, a vida evangélica da tanta gente humilde e escondida; a vitalidade da igreja que as perseguições externas e as lutas internas não chegam a enfraquecer; a Eucaristia, presença viva de Jesus ressuscitado que continua a atrair a Si todos os homens. Pertence a cada um dos homens vislumbrar e aceitar estes sinais, acreditar como acreditam os Apóstolos e tornar cada vez mais firme a sua fé.

              A Ressurreição do Senhor é um apelo muito forte: lembra-nos sempre que vivemos neste mundo como peregrinos e que estamos em viagem para a verdadeira pátria, a eterna. Cristo ressuscitou para levar consigo os homens, na Sua Ressurreição, para onde Ele vive eternamente, fazendo-os participantes da Sua glória.

               Maria, a mãe de Jesus, que acompanhou o Filho nas terríveis e duras horas da paixão; junto da Cruz, emudecida de dor, não soubera o que dizer; agora, com a Ressurreição, emudecida de alegria, não consegue falar. Procuremos estar unidos a essa imensa alegria da nossa Mãe. Toda a esperança na Ressurreição de Jesus que restava sobre a terra tinha-se refugiado no seu coração. Com toda a igreja, neste tempo pascal, saudemos a Virgem Maria: “Rainha do céu, alegrai-vos, aleluia! Por que aquele que merecestes trazer em vosso seio ressuscitou como disse, aleluia!...”

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*Mons. José Maria Pereira, Sacerdote da Diocese de Petrópolis, é, também, Professor e Reitor do Seminário Diocesano Nossa Senhora do Amor Divino, e colabora enviando semanalmente a homilia do domingo.

mar 27

ELE VENCEU A MORTE, E POR ELE TEMOS A VIDA!

RESSURREIÇÃO - 2

PÁSCOA DO SENHOR, ANO C

*Por Ludovico Garmus, Ofm –

Oração: “Ó Deus, por vosso Filho Unigênito, vencedor da morte, abristes hoje para nós as portas da eternidade. Concedei que, celebrando a ressurreição do Senhor, renovados pelo vosso Espírito, ressuscitemos na luz da vida nova”.

 Primeira leitura: At 10,34a.37-43

Comemos e bebemos com ele depois que ressuscitou dos mortos.

 Lucas traz um exemplo de como poderia ser a pregação inicial dos apóstolos, testemunhas da ressurreição de Cristo, para os que ouviram falar de Jesus, mas ainda não conheciam a fé cristã. Pedro está na casa de Cornélio, comandante do exército romano, que o convidou para que falasse sobre Jesus de Nazaré algo mais do que ele já conhecia. Por isso, Pedro não perde tempo em falar de coisas conhecidas: “Vós sabeis o que aconteceu em toda a Judeia, a começar pela Galileia, depois do batismo pregado por João”. Invertendo a frase, temos a estrutura dos evangelhos sinóticos: atividade de João Batista, atividade de Jesus na Galileia, paixão e morte de Jesus na Judeia. Pedro afirma que Jesus só andou fazendo o bem por toda a parte, porque “foi ungido por Deus com o Espírito Santo e com poder” (v. 38). Apesar do bem que fazia na terra dos judeus e em Jerusalém, acabou sendo morto, pregado numa cruz. Mas Deus o ressuscitou ao terceiro dia e Jesus se manifestou a eles. Os apóstolos foram escolhidos como testemunhas qualificadas, porque “comeram e beberam com Jesus depois que ressuscitou dos mortos”. Jesus foi constituído por Deus como Juiz dos vivos e dos mortos. Quem nele crê recebe o perdão dos pecados.

 Salmo responsorial

Este é o dia que o Senhor fez para nós: alegremo-nos e nele exultemos.

 Segunda leitura: Cl 3,1-4

Esforçai-vos por alcançar as coisas do alto, onde está Cristo.

 O autor do texto que ouvimos convida os cristãos a guiarem sua vida pelos valores celestes e não pelos da terra. O cristão deve morrer para tudo que leva ao pecado, para viver uma vida nova em Cristo. Isso é simbolizado pelo batismo: No símbolo da imersão na água batismal morre o homem velho e, ao emergir, nasce o homem novo, para viver uma vida nova em Cristo. Como Cristo ressuscitou e está com Deus, diz o autor, nossa vida “está escondida, com Cristo, em Deus”. Esta vida se manifestará quando Cristo voltar triunfante em sua glória, no fim dos tempos. É o que diz Paulo ao falar da ressurreição dos mortos: “Cristo ressuscitou dos mortos como o primeiro dos que morreram”. Por isso, “assim, em Cristo todos reviverão. Cada qual, porém, em sua ordem: Cristo como primeiro fruto, em seguida os que forem de Cristo por ocasião de sua vinda” (1Cor 15,20-23). Quando isso acontecer, “o último inimigo a ser vencido será a morte” (1Cor 15,26). Para Marta, que chorava a morte de seu irmão Lázaro, Jesus diz: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá” (Jo 11,25).

  Aclamação ao Evangelho: Aleluia, Aleluia, Aleluia.

            O nosso cordeiro pascal, Jesus Cristo, já foi imolado.

            Celebremos, assim, esta festa, na sinceridade e verdade.

 Evangelho: Jo 20,1-9

Ele devia ressuscitar dos mortos.

 No primeiro dia da semana, Maria Madalena vai de madrugada ao túmulo e encontra a pedra removida. É uma das mulheres que estavam junto à cruz, com a mãe de Jesus e o discípulo que Jesus amava. Não vai ao túmulo para ungir o corpo de Jesus, como as mulheres em Mc 16,1, pois Nicodemos e José de Arimateia já o tinham feito, usando aromas e trinta quilos de mirra e aloés (Jo 19,39-40). Como a mulher do Cântico dos Cânticos (Ct 3,1), bem de madrugada, ainda “no escuro”, ela sai para visitar o sepulcro e chorar o seu amado. Vendo a pedra removida, sai correndo para avisar a Pedro e ao outro discípulo: “Tiraram o Senhor do sepulcro e não sabemos onde o puseram”. Os dois discípulos também correm para verificar o que aconteceu e buscar uma explicação. Com o Senhor morto e o sepulcro fechado, a vida parecia ter parado. Mas a pedra, que parecia selar para sempre o destino do Mestre, foi removida e o sepulcro estava aberto e vazio. Primeiro entra Pedro e encontra apenas as faixas de linho, que envolviam o corpo, e o sudário, que envolvia a cabeça de Jesus. Depois entra o outro discípulo e encontra as mesmas coisas que Pedro; mas, ele “viu e creu”.

Por que Pedro viu apenas viu um sepulcro vazio e panos espalhados pelo chão? Por que o discípulo amado, a testemunha por excelência, “viu e creu”? Pedro pode ter pensado o que Madalena pensou: alguém roubou o corpo de Jesus, boato mencionado por Mateus. O discípulo amado, fiel a Jesus até aos pés da cruz, acreditou nas Escrituras que anunciam sua ressurreição. Porque amava, viu não apenas um sepulcro vazio, mas também os panos esvaziados, afrouxados, testemunhando a vitória de Jesus sobre a morte, porque tinha o poder de dar sua vida e de retomá-la (10,17-18). Por trás do discípulo amado pode estar a figura do Apóstolo João. Representa, também, todo o cristão iniciado na fé, que ama o Senhor e é por Ele amado. É, por excelência, a testemunha de Cristo Ressuscitado. Ele não crê apenas porque “viu” o Cristo Ressuscitado como Maria Madalena e os Apóstolos. Crê porque compreende a Escritura (como os iniciados), “segundo a qual Cristo devia ressuscitar dos mortos”.

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*Frei Ludovico Garmus é Doutor em Exegese Bíblica, Professor de Exegese no Instituto Teológico Franciscano-ITF, em Petrópolis, escritor, conferencista e colabora com o nosso Blog, autorizando a reprodução de textos e de reflexões de sua autoria.
   

mar 27

LEITURA DE HOJE: LEIA E REFLITA

RESSURREIÇÃO - 3

LEITURA SUGERIDA PARA HOJE – PÁSCOA DO SENHOR – DOMINGO – 27/03/2016 –

 Leitura do Livro dos Atos dos Apóstolos – (At 10, 34a. 37-43) –

 Naqueles dias, 34aPedro tomou a palavra e disse: 37“Vós sabeis o que aconteceu em toda a Judeia, a começar pela Galileia, depois do batismo pregado por João: 38como Jesus de Nazaré foi ungido por Deus com o Espírito Santo e com poder. Ele andou por toda a parte, fazendo o bem e curando a todos os que estavam dominados pelo demônio; porque Deus estava com ele.

 39E nós somos testemunhas de tudo o que Jesus fez na terra dos judeus e em Jerusalém. Eles o mataram, pregando-o numa cruz.

 40Mas Deus o ressuscitou no terceiro dia, concedendo-lhe manifestar-se 41não a todo o povo, mas às testemunhas que Deus havia escolhido: a nós, que comemos e bebemos com Jesus, depois que ressuscitou dos mortos.

 42E Jesus nos mandou pregar ao povo e testemunhar que Deus o constituiu Juiz dos vivos e dos mortos.

 43Todos os profetas dão testemunho dele: “Todo aquele que crê em Jesus recebe, em seu nome, o perdão dos pecados”.

 .- Palavra do Senhor.

 - Graças a Deus.

 SALMO RESPONSORIAL (Sl 117)

 — Este é o dia que o Senhor fez para nós:/ alegremo-nos e nele exultemos!

— Este é o dia que o Senhor fez para nós:/ alegremo-nos e nele exultemos!

 — Dai graças ao Senhor, porque ele é bom! / “Eterna é a sua misericórdia!”/ A casa de Israel agora o diga:/ “Eterna é a sua misericórdia!”

— Este é o dia que o Senhor fez para nós:/ alegremo-nos e nele exultemos!

— A mão direita do Senhor fez maravilhas,/ a mão direita do Senhor me levantou./ Não morrerei, mas ao contrário, viverei/ para contar as grandes obras do Senhor!

— Este é o dia que o Senhor fez para nós:/ alegremo-nos e nele exultemos!

— A pedra que os pedreiros rejeitaram,/ tornou-se agora a pedra angular;/ pelo Senhor é que foi feito tudo isso!/ Que maravilhas ele fez a nossos olhos!

— Este é o dia que o Senhor fez para nós:/ alegremo-nos e nele exultemos!

 SEGUNDA LEITURA (Cl 3, 1-4)

 LEITURA DA CARTA DE SÃO PAULO AOS COLOSSENSES:

 Irmãos: 1Se ressuscitastes com Cristo, esforçai-vos por alcançar as coisas do alto, 2onde está Cristo, sentado à direita de Deus; aspirai às coisas celestes e não às coisas terrestres. 3Pois vós morrestes, e a vossa vida está escondida, com Cristo, em Deus.

4Quando Cristo, vossa vida, aparecer em seu triunfo, então vós aparecereis também com ele, revestidos de glória.

 - Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.

  FONTE http://liturgia.cancaonova.com/liturgia/

mar 27

SEMANÁRIO DOMINICAL: A PÁSCOA DO SENHOR

PAULO DAHER

DOMINGO DE PÁSCOA – 27.03.2016 –

 *Por Monsenhor Paulo Daher –

 At 10,34a.37-43,  Pedro, falou ao povo, na casa de Cornélio, antes de batizá-lo, lembrando  quem era o Cristo, que veio com poder fazendo o bem a todos, curando a enfermidade de muitos.  No entanto nós somos testemunhas: prenderam-no e o suspendeiro na cruz. Mas Deus o ressuscitou ao terceiro dia e se manifestou a nós e ordenou que anunciássemos ao povo que ele é juiz dos vivos e dos mortos. Os profetas dão testemunho de que todos os que nele crerem receberão o perdão dos pecados.   

Pedro em poucas palavras apresenta Jesus: quem foi, o que fez e o que prometeu fazer a todos os que acreditarem nele...

Neste momento foi importante relembrar a figura e a missão de Jesus, que começou durante sua vida, se submeteu, como os profetas predisseram, à “justiça” dos homens, mas superou todas dificuldades e como argumento mais forte, ressuscitou. Mostrou que nenhum poder deste mundo pode mudar o plano de Deus. 

E o apóstolo ali estava para cumprir o que Cristo pedira que acontecesse na missão de sua Igreja: anunciar a todas pessoas, fazer com que todos conhecessem que Jesus veio chamar a todos sem exceção para participarem das riquezas de seu reino.

A Igreja de Cristo deve levar a todos a boa nova, a mensagem divina  acompanha a vida de todas as pessoas, se interessa por todos,  deseja e faz com que todos saibam que são muito queridos de Deus.

Quando as graças, as bênçãos de Deus caem do céu sobre a terra, não escolhem lugares nem pessoas, todos estarão recebendo atenção de Deus. Só não aproveita quem não quer ou foge desta chuva abundante. Deus vem, Deus se apresenta, Deus chama, mas não força ninguém.

Lembrar e celebrar a ressurreição de Cristo é fazer-nos entender que o Senhor vem em nossa direção com seus braços divinos e misericordiosos abertos para abraçar a todos. Seria uma falta séria e grosseira fugir deste abraço. E Deus infelizmente às vezes fica com seus braços abertos no ar, porque fugimos deste encontro tão desejado por Ele.

O romano Cornélio, que não participava do povo de Deus, mas sentiu forte atração pelo Cristo, procurou caminhos para que pudesse ele e sua família fazer parte do reino de Cristo

Que estamos fazendo nós, talvez desde crianças, com tantas graças, atenções de Deus por nós? Será que Jesus está nos procurando no meio da multidão de gente que vive sem Ele? São Cornélio, ajuda-nos a correr em busca deste Senhor maravilhoso que me procura!

 Na carta aos Colossenses  3,1-4, o apóstolo Paulo diz: se nós ressuscitarmos com Cristo, procuremos as coisas do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus. Pensem nas coisas do alto e não nas da terra, pois vocês morreram e sua vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo que é nossa vida se manifestar, então também serão manifestados com Ele em glória.   

A ressurreição de Cristo, mostrou-nos que o Senhor tendo vivido uma vida humana como qualquer pessoa, cumprido sua missão de anunciar ao povo judeu uma nova vida, e tendo sido oficialmente rejeitado pelos chefes religiosos judeus que o crucificaram, superou todas as barreiras e apresentou-se como verdadeiro Messias, Salvador de toda a humanidade.

Não foi só a vitória de Cristo. Tudo o que aconteceu com Jesus deve ser entendido e aceito como um convite para cada um de nós, “ressuscitar” com Ele e participar de sua vida.

Jesus ofereceu-se ao Pai para obter o perdão de nossos pecados. Trouxe-nos de volta para a casa do Pai. E dá-nos agora condições melhores para que guiados e fortalecidos por Ele realizar o plano que Deus Pai ofereceu-nos para a realização de nossa felicidade aqui neste mundo e depois na vida eterna. 

Procurar as coisas do alto: organizar nossa vida de tal sorte que mesmo vivendo neste mundo, possamos escolher melhores caminhos. A partir do amor sincero a Deus e a todos, unidos como irmãos de todos, guiados pela Igreja de Cristo, sejamos firmes na fé, nais confiantes pela esperança, fortalecidos pela caridade.

Vocês morreram e sua vida está escondida com Cristo em Deus.

Morte no sentido de afastamento do que é aparente vida, busca de nós mesmos, esquecendo dos irmãos e de nosso Pai comum.

Quem nos conhecer poderá perceber que queremos viver uma vida que tenha sentido na busca de verdade e do bem, abertos a todos os que precisam de nossa atenção e carinho de verdadeiro irmão.

 O evangelho de S. João, no cap. 20.1-9, diz que Maria Madalena vai ao sepulcro, de madrugada e viu que a pedra fora retirada da boca do sepulcro. Volta e fala a Pedro e a João.  Os dois foram até o sepulcro. João chega primeiro e não entra. Pedro chegou entrou  e viu os panos de linho dobrado. João entrou e viu e acreditou. Não tinham ainda comprendido que conforme as Escrituras Jesus devia resssuscitar dos mortos.

Este trecho de s. João apresenta um lado do pós-ressurreição  do Senhor. Mateus (28, 1-10) tem mais outros fatos. Marcos (16, 1-14) e Lucas (24, 1-12) também. A figura de Madalena, de outras senhoras de João e Pedro, é destacada pelos evangelistas.

Sem repetir os fatos da pós-ressurreição de Jesus, reflitamos: todos os pormenores das aparições de Jesus, apresentam a Crucificação dele como a prova maior do grande amor de Jesus por nós, e que Ele venceu a morte, como se diz.

Vencer a morte quer dizer: ela não foi o fim de sua vida, mas o gesto poderoso e misericordioso que assumiu diante de seu Pai por nós, por nossos pecados e pelos pecados de todas as pessoas de todos os tempos.

E este gesto não aconteceu num passado histórico e ficou para trás! A pedra removida do Santo Sepulcro, fazendo aparecer Cristo ressuscitado e vivo de novo na terra foi a porta sagrada que se abriu para sempre para oferecer a todos os que o procurarem para sua salvação.

Como o Coração aberto de Cristo disposto a acolher a todos os que o procurarem.  

O anúncio da ressurreição de Cristo aos apóstolos, destacando Pedro e João, coloca a Igreja de Cristo, como a responsável para sempre de anunciar a presença  do Cristo total: sua vida, ensinamentos, milagres, morte e ressurreição como o Caminho, a Verdade e a Vida que todos precisam para realizar sua felicidade total que Deus Pai planejou para todos.

A Luz de Cristo anunciada na Vigília de Páscoa, ilumine toda a nossa vida. Que a Semana Santa possa nos conduzir para uma vida fortalecida de criaturas novas, como membros da Igreja, e missionários do Amor de Cristo para todas as pessoas.

Viva na alegria da fé com todos os seus a Páscoa-Ressurreição do Senhor Jesus!

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*Monsenhor Paulo Daher é Sacerdote da  Diocese de Petrópolis, e colabora enviando gentilmente seus comentários aos textos litúrgicos da semana.

mar 26

SOMOS PARECIDOS COM O APÓSTOLO PEDRO

PEDRO NEGA JESUS - 2

PEDRO NEGOU JESUS TRÊS VEZES, E NÓS, COMO TERÍAMOS AGIDO?

*Por Luiz Antonio de Moura –

            O Apóstolo Pedro, em dado momento da caminhada ao lado de Jesus, afirma: “Ainda que todos se escandalizem de ti, eu, porém, nunca!” (Mc 14, 29). Jesus, conhecendo todas as coisas, tranquiliza Pedro dizendo: “Em verdade te digo: hoje, ainda, antes que o galo cante, tu me terás negado por três vezes”.

            Não demorou muito para que, Jesus preso, Pedro fosse reconhecido em público como um dos que andavam com o nazareno e, por três vezes, negou conhecer aquele que estava ali, a poucos passos dele, sendo interrogado e preparado para o flagelo.

           Muitos de nós, ouvindo esta passagem do Evangelho, talvez possamos reprovar a atitude de Pedro, condenando-o à primeira vista e, o que é mais comum, inadmitindo que pudéssemos agir da mesma forma. Vale conferir!

            A atitude de Pedro ocorreu em meio ao tumulto verificado em decorrência da prisão de Jesus, considerado por muitos como o Messias anunciado pelos profetas do Antigo Testamento ou, por outros, como líder de um movimento destinado a destronar o poder romano, levando o povo humilde à ascensão social e religiosa, haja vista que o judaísmo vivido e difundido era, também, extremamente opressor.

            Naquele ambiente, no qual o líder já estava sob o domínio das autoridades políticas e religiosas, qualquer um que fosse identificado como seguidor do preso poderia ser imediatamente arrastado para aquele turbilhão que, todos sabiam, culminaria em morte, e morte na cruz, como era o costume de então.

            Desse modo, Pedro, ansioso por saber o que de fato estava se passando com Jesus, aproxima-se o máximo possível daquele cenário, para tentar observar e ouvir algo que pudesse servir de consolo a todos os amigos e familiares do nazareno, ou, na melhor das hipóteses, acompanhar a própria soltura da vítima. Assim, ele fica por ali, na espreita de alguma notícia, quando uma das criadas olha para ele e dá o alarme, com certeza em voz alta: “Também tu estavas com Jesus, o Galileu” (Mt 26, 69). Pedro, meio que assustado, desconversa imediatamente, respondendo: “Não sei o que dizes”. Meio que disfarçando, sai dali e caminha um pouco mais adiante, quando outra criada olha para ele e diz: “Este homem também estava com Jesus de Nazaré” (Mt 26, 71). Pedro nega enfaticamente: “Eu nem conheço tal homem”. Ele, porém, não consegue paz e, em pouco tempo, outros se aproximam dele e afirmam: “Sim, tu és daqueles; teu modo de falar te dá a conhecer” (Mt, 26, 73). Pedro, então, perde a paciência e esbraveja: “Eu já vos disse, não conheço esse tal de Jesus, de quem falais”. No instante seguinte, ouve-se o galo cantar e Pedro, muito ressentido, sai dali às pressas, com o choro preso na garganta, e a história segue em frente, tal qual a conhecemos.

     Quem, dentre nós, teria assumido ser companheiro de Jesus naquelas circunstâncias e diante daqueles riscos?

            Sem precisarmos apontar o dedo na direção de ninguém, pensemos em quantas vezes, na rua, no trabalho, em casa, no clube, entre os amigos ou entre pessoas que professam ideias e fé diferentes, deixamos de assumir nossa amizade íntima com Jesus. Em quantas vezes, por exemplo, temos coragem de assumir em público que não comemos carne na quarta-feira de cinzas e na sexta-feira santa. Em quantas vezes temos medo de falar abertamente sobre os ensinamentos de Jesus, para não parecermos puritanos aos olhos de um mundo tão materialista e tão consumista.

            Pensemos, ainda, sobre quantas vezes omitimos a nossa opinião, sobre a nossa religião que, por vezes, está sendo ultrajada por outros que não professam a nossa fé. Omitimo-nos, quando o assunto é sobre a política do momento, porque temos medo de sermos associados a determinada corrente de pensamento. Ficamos calados e fingirmos nada saber, quando vemos a violência praticada pela polícia, nas ruas das nossas cidades, ou, ainda, afirmamos nada conhecer acerca daquele bandido ou assassino que domina os jovens do nosso bairro, tudo, por medo da punição.

            Se nós, hoje, agimos assim, por que condenamos Pedro que, para se preservar e se proteger do perigo de morte, negou conhecer Jesus de Nazaré?

            Não estamos falando, aqui, de defender Pedro ou de acusar os demais homens de todos os tempos. O que queremos deixar claro e evidente, é que somos todos humanos e que, portanto, os medos e as fraquezas de uns são, também, os medos e as fraquezas de outros. O procedimento de Pedro em nada difere dos nossos procedimentos no dia-a-dia das nossas vidas.

            Não é que sejamos medrosos ou covardes, assim como Pedro também não o foi. É, simplesmente, o nosso instinto de sobrevivência que fala mais alto nos momentos mais críticos da nossa existência, e nos faz recuar diante das ameaças e dos perigos que nos empurram contra os muros da maldade, da vingança, da crueldade, do castigo e de todas as insanidades de que são capazes nossos adversários que, não por coincidência, são seres humanos como nós!

            Nestes dias, lembremos de Pedro com carinho, amizade e compreensão porque, ele, certamente, é dos nossos e nós, com toda certeza, somos iguais a ele. Reflitamos.

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*Luiz Antonio de Moura é graduado em Direito (Universidade Católica de Petrópolis), pós-graduado em Direito do Trabalho (Universidade Estácio de Sá) e em Administração Pública (Fundação Getúlio Vargas-RJ), trabalha no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região - RJ e, atualmente, é aluno de Teologia no Instituto Teológico Franciscano - ITF, em Petrópolis-RJ. Administra o site www.lisaac.blog.br e a página Sementes de vida: É tempo de semear, no Facebook.

mar 26

EVANGELHO DE HOJE: LEIA, CREIA E DIVULGUE

A PALAVRA DE DEUS - 3

VIGÍLIA PASCAL – SÁBADO - 26/03/2016 –

 Evangelho  (Lc 24, 1-12)

 — O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

 —  PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo  segundo  Lucas

 — Glória a vós, Senhor.

1No primeiro dia da semana, bem de madrugada, as mulheres foram ao túmulo de Jesus, levando os perfumes que haviam preparado. 2Elas encontraram a pedra do túmulo removida. 3Mas, ao entrar, não encontraram o corpo do Senhor Jesus 4e ficaram sem saber o que estava acontecendo. Nisso, dois homens com roupas brilhantes pararam perto delas. 5Tomadas de medo, elas olhavam para o chão, mas os dois homens disseram: “Por que estais procurando entre os mortos aquele que está vivo? 6Ele não está aqui. Ressuscitou! Lembrai-vos do que ele vos falou, quando ainda estava na Galileia: 7‘O Filho do Homem deve ser entregue nas mãos dos pecadores, ser crucificado e ressuscitar ao terceiro dia’”. 8Então as mulheres se lembraram das palavras de Jesus. 9Voltaram do túmulo e anunciaram tudo isso aos Onze e a todos os outros. 10Eram Maria Madalena, Joana e Maria, mãe de Tiago. Também as outras mulheres que estavam com elas contaram essas coisas aos apóstolos. 11Mas eles acharam que tudo isso era desvario, e não acreditaram. 12Pedro, no entanto, levantou-se e correu ao túmulo. Olhou para dentro e viu apenas os lençóis. Então voltou para casa, admirado com o que havia acontecido.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

  FONTE http://liturgia.cancaonova.com/liturgia/    

mar 26

LEITURA DE HOJE: LEIA E REFLITA

LITURGIA ESPECIAL

LEITURA SUGERIDA PARA HOJE – VIGÍLIA PASCAL - SÁBADO – 26/03/2016 –

 Leitura do Livro do Gênesis – (Gn 1, 1-2,2) –

 1No princípio Deus criou o céu e a terra. 2A terra estava deserta e vazia, as trevas cobriam a face do abismo e o Espírito de Deus pairava sobre as águas.

 3Deus disse: “Faça-se a luz!” E a luz se fez. 4Deus viu que a luz era boa e separou a luz das trevas. 5E à luz Deus chamou “dia” e às trevas, “noite”. Houve uma tarde e uma manhã: primeiro dia.

 6Deus disse: “Faça-se um firmamento entre as águas, separando umas das outras”. 7E Deus fez o firmamento, e separou as águas que estavam embaixo das que estavam em cima do firmamento. E assim se fez. 8Ao firmamento Deus chamou “céu”. Houve uma tarde e uma manhã: segundo dia.

 9Deus disse: “Juntem-se as águas que estão debaixo do céu num só lugar e apareça o solo enxuto!” E assim se fez. 10Ao solo enxuto Deus chamou “terra” e ao ajuntamento das águas, “mar”. E Deus viu que era bom.

 11Deus disse: “A terra faça brotar vegetação e plantas que deem semente, e árvores frutíferas que deem fruto segundo a sua espécie, que tenham nele a sua semente sobre a terra”. E assim se fez. 12E a terra produziu vegetação e plantas que trazem semente segundo a sua espécie, e árvores que dão fruto tendo nele a semente da sua espécie. E Deus viu que era bom. 13Houve uma tarde e uma manhã: terceiro dia.

 14Deus disse: “Façam-se luzeiros no firmamento do céu, para separar o dia da noite. Que sirvam de sinais para marcar as festas, os dias e os anos, 15e que resplandeçam no firmamento do céu e iluminem a terra”. E assim se fez. 16Deus fez os dois grandes luzeiros: o luzeiro maior para presidir o dia, e o luzeiro menor para presidir à noite, e as estrelas. 17Deus colocou-os no firmamento do céu para alumiar a terra, 18para presidir ao dia e à noite e separar a luz das trevas. E Deus viu que era bom. 19E houve uma tarde e uma manhã: quarto dia.

 20Deus disse: “Fervilhem as águas de seres animados de vida e voem pássaros sobre a terra, debaixo do firmamento do céu”.

 21Deus criou os grandes monstros marinhos e todos os seres vivos que nadam, em multidão, nas águas, segundo as suas espécies, e todas as aves, segundo as suas espécies. E Deus viu que era bom. 22E Deus os abençoou, dizendo: “Sede fecundos e multiplicai-vos e enchei as águas do mar, e que as aves se multipliquem sobre a terra”. 23Houve uma tarde e uma manhã: quinto dia.

 24Deus disse: “Produza a terra seres vivos segundo as suas espécies, animais domésticos, répteis e animais selvagens, segundo as suas espécies”. E assim se fez.

 25Deus fez os animais selvagens, segundo as suas espécies, os animais domésticos, segundo as suas espécies e todos os répteis do solo, segundo as suas espécies. E Deus viu que era bom.

 26Deus disse: “Façamos o homem à nossa imagem e segundo a nossa semelhança, para que domine sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais de toda a terra, e sobre todos os répteis que rastejam sobre a terra”.

 27E Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus ele o criou: homem e mulher os criou. 28E Deus os abençoou e lhes disse: “Sede fecundos e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a! Dominai sobre os peixes do mar, sobre os pássaros do céu e sobre todos os animais que se movem sobre a terra”.

 29E Deus disse: “Eis que vos entrego todas as plantas que dão semente sobre a terra, e todas as árvores que produzem fruto com sua semente, para vos servirem de alimento. 30E a todos os animais da terra, e a todas as aves do céu, e a tudo o que rasteja sobre a terra e que é animado de vida, eu dou todos os vegetais para alimento”. E assim se fez.

 31E Deus viu tudo quanto havia feito, e eis que tudo era muito bom. Houve uma tarde e uma manhã: sexto dia.

 2,1E assim foram concluídos o céu e a terra com todo o seu exército. 2No sétimo dia, Deus considerou acabada toda a obra que tinha feito; e no sétimo dia descansou de toda a obra que fizera.

 .- Palavra do Senhor.

 - Graças a Deus.

   FONTE http://liturgia.cancaonova.com/liturgia/

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