Lisaac

Sementes da Palavra, É tempo de semear

Arquivo por mês: março 2020

mar 31

A PALAVRA DO PSICÓLOGO

DANIEL FRANÇA - 2

ISOLAMENTO SOCIAL NÃO É ISOLAMENTO EMOCIONAL

*Por Daniel C. França –

Em tempos de Coronavírus precisamos desenvolver a inteligência emocional, pois o tempo todo somos bombardeados por muitas informações e muitas delas fake news, então, informe-se nem que seja duas vezes por dia; seja seletivo e busque por sites e emissoras confiáveis. Precisamos gerenciar o que recebemos de informação e o que reforçamos de pensamentos.

A recomendação dos órgãos de saúde é que higienizemos bem as mãos e não as levemos aos olhos, boca e nariz e que participemos do isolamento social proposto pelas autoridades sanitárias. Isso não significa isolamento emocional. Usemos as redes sociais para nos comunicar com os nossos familiares e amigos. Não deixemos que o isolamento social crie o isolamento emocional.

Aproveitemos este tempo para fazer uma leitura, um curso, arrumar as suas coisas, assistir um filme ou série, executar atividades relaxantes ou alguma outra atividade que você não tinha tempo de fazer pela correria da vida. Desacelere!

Neste momento de pandemia, medo, ansiedade, não negligencie a sua saúde emocional. Pois ela tornará mais forte o seu sistema imunológico. A sua emoção saudável é essencial para vencermos está guerra. Faça psicoterapia!

______________________________________________________________

* Daniel C. de França é Psicólogo Clínico (CRP 05/57727),  palestrante e Pós-graduando em Neuropsicologia. Administra o site https://psicologodanielfra.wixsite.com/website/post/isolamento-social-não-é-isolamento-emocional. Disponibiliza contatos por meio de chat, no próprio site, pelo Whatsapp (21) 97310-3380 ou pelo email psicologodanielfranca@gmail.com

mar 31

QUARESMA: TEMPO DE ORAÇÃO, JEJUM E CARIDADE

LITURGIA DA QUARESMA - 5

5ª SEMANA DA QUARESMA – TERÇA-FEIRA – 31/03/2020 –

1Feliz o homem que não procede conforme o conselho dos ímpios, não trilha o caminho dos pecadores, nem se assenta entre os escarnecedores.2Feliz aquele que se compraz no serviço do Senhor e medita sua lei dia e noite.3Ele é como a árvore plantada na margem das águas correntes: dá fruto na época própria, sua folhagem não murchará jamais. Tudo o que empreende, prospera.4Os ímpios não são assim! Mas são como a palha que o vento leva.5Por isso não suportarão o juízo, nem permanecerão os pecadores na assembléia dos justos.6Porque o Senhor vela pelo caminho dos justos, ao passo que o dos ímpios leva à perdição. (Sl 1, 1-6)

PRIMEIRA LEITURA:

LEITURA DO LIVRO DOS NÚMEROS – (Nm  21,4-9) –

Naqueles dias, 4os filhos de Israel partiram do monte Hor, pelo caminho que leva ao mar Vermelho, para contornarem o país de Edom. Durante a viagem, o povo começou a impacientar-se 5e se pôs a falar contra Deus e contra Moisés, dizendo: “Por que nos fizestes sair do Egito para morrermos no deserto? Não há pão, falta água e já estamos com nojo desse alimento miserável”. 6Então o Senhor mandou contra o povo serpentes venenosas, que os mordiam; e morreu muita gente em Israel. 7O povo foi ter com Moisés e disse: “Pecamos, falando contra o Senhor e contra ti. Roga ao Senhor que afaste de nós as serpentes”. Moisés intercedeu pelo povo, 8e o Senhor respondeu: “Faze uma serpente abrasadora e coloca-a como sinal sobre uma haste; aquele que for mordido e olhar para ela viverá”. 9Moisés fez, pois, uma serpente de bronze e colocou-a como sinal sobre uma haste. Quando alguém era mordido por uma serpente e olhava para a serpente de bronze, ficava curado.                  

– Palavra do Senhor.     

– Graças a Deus.

EVANGELHO:  Jo 8,21-30

O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo  segundo São João.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos fariseus: 21“Eu parto e vós me procurareis, mas morrereis no vosso pecado. Para onde eu vou, vós não podeis ir”. 22Os judeus comentavam: “Por acaso, vai-se matar? Pois ele diz: ‘Para onde eu vou, vós não podeis ir’?” 23Jesus continuou: “Vós sois daqui de baixo, eu sou do alto. Vós sois deste mundo, eu não sou deste mundo. 24Disse-vos que morrereis nos vossos pecados, porque, se não acreditais que eu sou, morrereis nos vossos pecados”. 25Perguntaram-lhe, pois: “Quem és tu então?” Jesus respondeu: “O que vos digo desde o começo. 26Tenho muitas coisas a dizer a vosso respeito e a julgar também. Mas aquele que me enviou é fidedigno, e o que ouvi da parte dele é o que falo para o mundo”. 27Eles não compreenderam que lhes estava falando do Pai. 28Por isso, Jesus continuou: “Quando tiverdes elevado o Filho do homem, então sabereis que eu sou e que nada faço por mim mesmo, mas apenas falo aquilo que o Pai me ensinou. 29Aquele que me enviou está comigo. Ele não me deixou sozinho, porque sempre faço o que é de seu agrado”. 30Enquanto Jesus assim falava, muitos acreditaram nele.                            

– Palavra da salvação!

– Glória a vós, Senhor.

 

FONTE:   https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/      

mar 30

EDITORIAL DA SEMANA: A VIDA OU A ECONOMIA, O QUE VALE MAIS?

A VIDA VALE MAIS

A VIDA OU A ECONOMIA? QUESTÃO QUE TIRA O SONO DE ALGUNS DOS NOSSOS DOUTOS –

*Por L. A. de Moura –

Nestes dias de angústia, sofrimentos e apreensão mundial, nos quais a humanidade, na quase totalidade, está exposta aos efeitos de um vírus agressivo e letal, as Nações estão sendo convocadas pela realidade a darem respostas, as mais sábias, eficazes e urgentes possíveis, para minorar o máximo possível os efeitos de um mal, ainda, sem remédio para a cura ou para a prevenção.

A questão, em um primeiro momento, pode parecer simples, haja vista que, aparentemente, a quase totalidade dos seres humanos é vinculada a entidades estatais, são cidadãos desta ou daquela Pátria e, como sabemos, o Estado, como ente público por excelência é, acima de tudo, o maior arrecadador de tributos que existe. Razão pela qual, é de se supor, de forma lícita, tratar-se de ente que, apesar de não gerar riquezas, administra riquezas muitas vezes incalculáveis, verdadeiros tesouros, acima e abaixo dos espaços territoriais, quando não, extraterritoriais também.

Ora, em um momento de crise sanitária, intitulada pela OMS como “pandemia”, no qual uma das principais recomendações é o isolamento social e físico (dos contaminados), com indubitável afastamento das pessoas dos meios de produção, seja por motivo da doença propriamente dita, seja por motivo de prevenção quanto à possibilidade de um alastramento incontrolável, com consequências verdadeiramente incalculáveis, é de se supor, também, que os Estados nacionais, pelas mãos de seus governantes, direcionem parte das riquezas estatais para o imediato socorro dos cidadãos que, por décadas a fio, são religiosamente tributados, em nome do bem comum.

Pelo noticiário e pelas informações vindas de todo o mundo conhecido, diversos países estão agindo nesta direção, qual seja: estão zelando pelos seus cidadãos, lançando mão de verdadeiras fortunas para cuidar e prevenir. Cuidar das pessoas, tanto no aspecto sanitário, quanto no social e humano, permitindo que as consequências advindas da interrupção do fluxo econômico, não seja fator determinante da morte dos que escaparem da maldição do vírus devastador. Prevenir, ao mesmo tempo, para que os casos de contaminação que, em um primeiro momento, multiplicam-se de forma exponencial, sejam os mais baixos possíveis de modo a, também, preservar o maior número de todas as vidas humanas. Tudo isso, sem esquecer da questão alimentar que, também, é vital.

Esta parece ser a lógica de toda a estrutura que rege, atualmente, a vida em sociedade. Sem maiores detalhes ou aprofundamentos.

No entanto, e apesar de toda a gravidade do momento, que é passageiro, é bom que se diga, existem governos, gestores do dinheiro público, portanto, que, conduzidos por economistas caolhos e vesgos, posto que só enxergam cifras, nada mais, estão mais preocupados com os destinos da economia de suas Nações, do que com o cuidado, a prevenção e a preservação das vidas dos seus cidadãos. Aqueles mesmos cidadãos que, por décadas a fio, são vítimas preferenciais de todas as formas de tributação, em todas as esferas de governo.

Alguns, inclusive, chegam ao descaramento de questionar o que tem mais valor, a vida ou a economia? Ou, para disfarçar, defendem a tese de que ambas devem ser tratadas em pé de igualdade.

Bem, caminhamos para a terceira década deste século XXI, trazendo a tiracolo um monumental afastamento, pelos seres humanos, de Deus e das suas prescrições para uma vida longa e saudável de todas as criaturas sobre a Terra. Em momentos de desespero, de medo, de pânico, de insegurança e de incertezas, como o atual, é lógico, e esperado, que joelhos se dobrem aos céus, em busca de socorro, proteção e de toda forma de acolhimento.

Entretanto, seja como for, e incluindo até os que afirmam não crer em Deus, a vida é, e sempre será, o bem maior a ser preservado. Bem inalienável e protegido, tanto pela lei divina quanto pela lei humana, que, de uma forma ou de outra, impõem penas severas para os que atentam contra ela (vida), inclusive, para os que se omitem na sua defesa.

Não é possível que se possa aceitar de bom grado que algumas pessoas revelem profundo desprezo, tanto pela própria vida, quanto pela vida alheia, demonstrando, como temos visto e ouvido aqui e ali, maior cuidado com a geração de cifras e com a preservação de riquezas, do que com a prevenção e com a preservação de vidas humanas. Vidas que, inclusive, são as mesmas que mais adiante, logo ali na frente, vão restituir aos cofres estatais, com juros e correção monetária, tudo o que agora estiver sendo disponibilizado para o socorro material de todas elas, bem como as daqueles que delas dependem.

Portanto, parece ser tremendamente grosseira, para não dizer burra mesmo, a dúvida levantada em certos setores da sociedade acerca do que vale mais: a vida ou a economia? Do mesmo modo que é grosseiro, e burro, também, o raciocínio de que a preocupação deve ser com ambas: com a vida e com a economia, de forma simultânea. Ora qual é o pai que, estando a vida de seu filho ou filha por um fio, hesita em lançar mão de tudo o que conseguiu reunir em uma conta de poupança, para mantê-lo(a) vivo(a)? Qual é o pai que, de forma grosseira, desumana e burra, para tentar (!) salvar o filho ou a filha, aceita usar, apenas, parte do que tem depositado na tal poupança? Não irá ele, em primeiro lugar, vender a própria roupa do corpo, se for preciso, para salvar aquela vida, que também é sua?

Desta forma, no momento vivido por todos nós seres humanos, não dá para aceitar que os oportunistas de todos os gêneros e espécies consigam fazer vitoriosa a tese estapafúrdia de que, tanto a vida quanto a economia precisam ser preservadas conjuntamente, ainda que diante de uma pandemia de proporção planetária, como a que estamos vivendo.

A Palavra do Senhor assim é descrita: “Eis que ponho diante de vós o caminho da vida e o caminho da morte” (Jr 21, 8). E, neste sentido, o nosso Padre Zezinho, em memorável canção, eternizou a seguinte estrofe:

“Diante de ti ponho a vida e ponho a morte.

Mas tens que saber escolher.

Se escolhes matar, também morrerás.

Se deixas viver, também viverás.

Então vive e deixa viver!”

 (Pe. Zezinho, Em Prol da Vida).

É preciso saber escolher, diz a canção. Será demais pretender que as pessoas que gerenciam e administram as riquezas de uma Nação, ajam com sabedoria? Será muita pretensão imaginar que os homens públicos, eleitos ou não, sejam minimamente inteligentes e sábios diante dos percalços da vida? Ou devemos aceitar morrer por eles? Todas as respostas parecem, por demais, óbvias.

Portanto, façamos ouvidos de mercadores diante dos apóstolos e defensores da morte e deixemo-los à própria sorte. Cuidemos, pois, de todos os nossos irmãos e irmãs que, mundo afora, estão, assim como nós todos, sujeitos à pandemia do coronavírus, e oremos para que Deus, Senhor da vida e nosso Salvador, venha em nosso socorro neste momento difícil pelo qual estamos passando. Depois, e somente depois, assim como nos períodos de pós-guerra, todos juntos reconstruiremos a economia, se possível, em outros moldes, padrões e níveis, sempre a serviço da vida, e não mais, como tem sido, contra ela e contra a nossa mãe Terra. Reflita sobre isto. Preserve a vida, a sua e a dos outros. Recolha-se e mantenha-se em oração. Seja feliz, e boa sorte!

______________________________________________________________

*L. A. de Moura é estudante de Teologia, é um pensador espiritualista, um caminhante e um cultor do silêncio.

 

mar 30

QUARESMA: TEMPO DE ORAÇÃO, JEJUM E CARIDADE

LITURGIA DA QUARESMA - 5

5ª SEMANA DA QUARESMA – SEGUNDA-FEIRA – 30/03/2020 –

1Feliz o homem que não procede conforme o conselho dos ímpios, não trilha o caminho dos pecadores, nem se assenta entre os escarnecedores.2Feliz aquele que se compraz no serviço do Senhor e medita sua lei dia e noite.3Ele é como a árvore plantada na margem das águas correntes: dá fruto na época própria, sua folhagem não murchará jamais. Tudo o que empreende, prospera.4Os ímpios não são assim! Mas são como a palha que o vento leva.5Por isso não suportarão o juízo, nem permanecerão os pecadores na assembléia dos justos.6Porque o Senhor vela pelo caminho dos justos, ao passo que o dos ímpios leva à perdição. (Sl 1, 1-6)

PRIMEIRA LEITURA:

LEITURA DO LIVRO DO PROFETA DANIEL – (Dn  13,1-9.15-17.19-30.33-62 ou 41-62) –

Naqueles dias, 1na Babilônia vivia um homem chamado Joaquim. 2Estava casado com uma mulher chamada Susana, filha de Helcias, que era muito bonita e temente a Deus. 3Também os pais dela eram pessoas justas e tinham educado a filha de acordo com a lei de Moisés. 4Joaquim era muito rico e possuía um pomar junto à sua casa. Muitos judeus costumavam visitá-lo, pois era o mais respeitado de todos. 5Ora, naquele ano, tinham sido nomeados juízes dois anciãos do povo, a respeito dos quais o Senhor havia dito: “Da Babilônia brotou a maldade de anciãos-juízes, que passavam por condutores do povo”. 6Eles frequentavam a casa de Joaquim, e todos os que tinham alguma questão se dirigiam a eles. 7Ora, pelo meio-dia, quando o povo se dispersava, Susana costumava entrar e passear no pomar de seu marido. 8Os dois anciãos viam-na todos os dias entrar e passear e acabaram por se apaixonar por ela. 9Ficaram desnorteados, a ponto de desviarem os olhos para não olharem para o céu, e se esqueceram dos seus justos julgamentos. 15Assim, enquanto os dois estavam à espera de uma ocasião favorável, certo dia, Susana entrou no pomar como de costume, acompanhada apenas por duas empregadas. E sentiu vontade de tomar banho, por causa do calor. 16Não havia ali ninguém, exceto os dois velhos, que estavam escondidos e a espreitavam. 17Então ela disse às empregadas: “Por favor, ide buscar-me óleo e perfumes e trancai as portas do pomar, para que eu possa tomar banho”. 19Apenas as empregadas tinham saído, os dois velhos levantaram-se e correram para Susana, dizendo: 20“Olha, as portas do pomar estão trancadas e ninguém nos está vendo. Estamos apaixonados por ti: concorda conosco e entrega-te a nós! 21Caso contrário, deporemos contra ti que um moço esteve aqui e que foi por isso que mandaste embora as empregadas”. 22Gemeu Susana, dizendo: “Estou cercada de todos os lados! Se eu fizer isso, espera-me a morte; e, se não o fizer, também não escaparei das vossas mãos; 23mas é melhor para mim, não o fazendo, cair nas vossas mãos do que pecar diante do Senhor!” 24Então, ela pôs-se a gritar em alta voz, mas também os dois velhos gritaram contra ela. 25Um deles correu para as portas do pomar e as abriu. 26As pessoas da casa ouviram a gritaria no pomar e precipitaram-se pela porta do fundo, para ver o que estava acontecendo. 27Quando os velhos apresentaram sua versão dos fatos, os empregados ficaram muito constrangidos, porque jamais se dissera coisa semelhante a respeito de Susana. 28No dia seguinte, o povo veio reunir-se em casa de Joaquim, seu marido. Os dois anciãos vieram também, com a intenção criminosa de conseguir sua condenação à morte. Por isso, assim falaram ao povo reunido: 29“Mandai chamar Susana, filha de Helcias, mulher de Joaquim!” E foram chamá-la. 30Ela compareceu em companhia dos pais, dos filhos e de todos os seus parentes. 33Os que estavam com ela e todos os que a viam, choravam. 34Os dois velhos levantaram-se no meio do povo e puseram as mãos sobre a cabeça de Susana. 35Ela, entre lágrimas, olhou para o céu, pois seu coração tinha confiança no Senhor. 36Entretanto, os dois anciãos deram este depoimento: “Enquanto estávamos passeando a sós no pomar, esta mulher entrou com duas empregadas. Depois, fechou as portas do pomar e mandou as servas embora. 37Então, veio ter com ela um moço, que estava escondido, e com ela se deitou. 38Nós, que estávamos num canto do pomar, vimos essa infâmia. Corremos para eles e os surpreendemos juntos. 39Quanto ao jovem, não conseguimos agarrá-lo, porque era mais forte do que nós e, abrindo as portas, fugiu. 40A ela, porém, agarramos e perguntamos quem era aquele moço. Ela, porém, não quis dizer. Disso nós somos testemunhas”. [41A assembleia acreditou neles, pois eram anciãos do povo e juízes. E condenaram Susana à morte. 42Susana, porém, chorando, disse em voz alta: “Ó Deus eterno, que conheces as coisas escondidas e sabes tudo de antemão, antes que aconteça! 43Tu sabes que é falso o testemunho que levantaram contra mim! Estou condenada a morrer, quando nada fiz do que estes maldosamente inventaram a meu respeito!” 44O Senhor escutou sua voz. 45Enquanto a levavam para a execução, Deus excitou o santo espírito de um adolescente de nome Daniel. 46E ele clamou em alta voz: “Sou inocente do sangue dessa mulher!” 47Todo o povo, então, voltou-se para ele e perguntou: “Que palavra é essa que acabas de dizer?” 48De pé, no meio deles, Daniel respondeu: “Sois tão insensatos, filhos de Israel? Sem julgamento e sem conhecimento da causa verdadeira, vós condenais uma filha de Israel? 49Voltai a repetir o julgamento, pois é falso o testemunho que levantaram contra ela!” 50Todo o povo voltou apressadamente, e outros anciãos disseram ao jovem: “Senta-te no meio de nós e dá-nos o teu parecer, pois Deus te deu a honra da velhice”. 51Falou então Daniel: “Mantende os dois separados, longe um do outro, e eu os julgarei”. 52Tendo sido separados, Daniel chamou um deles e lhe disse: “Velho encarquilhado no mal! Agora aparecem os pecados que estavas habituado a praticar. 53Fazias julgamentos injustos, condenando inocentes e absolvendo culpados, quando o Senhor ordena: ‘Tu não farás morrer o inocente e o justo!’ 54Pois bem, se é que viste, dize-me à sombra de que árvore os viste abraçados?” Ele respondeu: “À sombra de uma aroeira”. 55Daniel replicou: “Mentiste com perfeição contra a tua própria cabeça. Por isso o anjo de Deus, tendo recebido já a sentença divina, vai rachar-te pelo meio!” 56Mandando sair este, ordenou que trouxessem o outro: “Raça de Canaã e não de Judá, a beleza fascinou-te e a paixão perverteu o teu coração. 57Era assim que procedíeis com as filhas de Israel, e elas, por medo, sujeitavam-se a vós. Mas uma filha de Judá não se submeteu a essa iniquidade. 58Agora, pois, dize-me debaixo de que árvore os surpreendeste juntos?” Ele respondeu: “Debaixo de uma azinheira”. 59Daniel retrucou: “Também tu mentiste com perfeição contra a tua própria cabeça. Por isso o anjo de Deus já está à espera, com a espada na mão, para cortar-te ao meio e para te exterminar!” 60Toda a assistência pôs-se a gritar com força, bendizendo a Deus, que salva os que nele esperam. 61E voltaram-se contra os dois velhos, pois Daniel os tinha convencido, por suas próprias palavras, de que eram falsas testemunhas. E, agindo segundo a lei de Moisés, fizeram com eles aquilo que haviam tramado perversamente contra o próximo. 62E assim os mataram, enquanto, naquele dia, era salva uma vida inocente.]                  

– Palavra do Senhor.     

– Graças a Deus.

EVANGELHO:  Jo 8,1-11

O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo  segundo São João.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1Jesus foi para o monte das Oliveiras. 2De madrugada, voltou de novo ao templo. Todo o povo se reuniu em volta dele. Sentando-se, começou a ensiná-los. 3Entretanto, os mestres da lei e os fariseus trouxeram uma mulher surpreendida em adultério. Colocando-a no meio deles, 4disseram a Jesus: “Mestre, esta mulher foi surpreendida em flagrante adultério. 5Moisés na lei mandou apedrejar tais mulheres. Que dizes tu?” 6Perguntavam isso para experimentar Jesus e para terem motivo de o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, começou a escrever com o dedo no chão. 7Como persistissem em interrogá-lo, Jesus ergueu-se e disse: “Quem dentre vós não tiver pecado seja o primeiro a atirar-lhe uma pedra”. 8E, tornando a inclinar-se, continuou a escrever no chão. 9E eles, ouvindo o que Jesus falou, foram saindo um a um, a começar pelos mais velhos; e Jesus ficou sozinho com a mulher, que estava lá, no meio, em pé. 10Então Jesus se levantou e disse: “Mulher, onde estão eles? Ninguém te condenou?” 11Ela respondeu: “Ninguém, Senhor”. Então Jesus lhe disse: “Eu também não te condeno. Podes ir e, de agora em diante, não peques mais”.                           

– Palavra da salvação!

– Glória a vós, Senhor.

 

FONTE:   https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/      

mar 29

DO ISOLAMENTO SOCIAL AO CONVÍVIO FAMILIAR: UM DESAFIO A SER VENCIDO

VIDA EM FAMÍLIA

MOMENTO DE GRANDES DESAFIOS –

*Por L. A. de Moura –

Hoje seria um dia como outro qualquer, não fosse o drama que está sendo vivido por toda a humanidade, envolvendo uma espécie de “peste” dos tempos pós-modernos, o “novo” coronavírus. Trata-se de uma pandemia, assim declarada pela Organização Mundial de Saúde que, não encontrando outra atitude a ser tomada, escancarou a verdade para todo o Planeta.

Pois bem! Para uns, o momento é de assombro, medo e precaução; para outros, de reflexão e de oração; para outros, ainda, é um momento de oportunismos e discursos que nada contribuem para escorar a fúria da calamidade sanitária.

O fato que parece ser bem real é que, talvez, pela primeira vez em muitas décadas, as pessoas estão sendo obrigadas, por todas as formas e meios, a estarem mais próximas de suas origens – família e lar – para fugirem do risco de morte em decorrência do mal que assola o mundo.

Também esta realidade está cercada de detalhes, dentre os quais, um chama especialmente a nossa atenção: o convívio com a família e com o lar. Conviver com a família, e no lar, tornou-se, para nós, humanos e modernos, um enorme desafio, porque estávamos totalmente desacostumados com esta convivência diuturna. Passamos muitos anos, para não dizer quase a vida toda, envolvidos com a vida social – trabalho, estudo e atividades comunitárias – no meio da qual sempre declaramos estar em família. Isto sem falarmos nos grupos de amigos e mais próximos, selecionados a dedo, entre os quais nosso convívio chega a ser mágico e realizador, tamanho o conforto com que caminhamos ao lado de todos os membros.

Na verdade, esta “família social” é muito mais numerosa do que a nossa família de berço; muito mais extensa e, ao mesmo tempo, muito menos complexa, dada a facilidade com que nos movemos em seu interior, diferentemente da família natal, na qual nossa mobilidade é infinitamente menor e onde os desafios, em diversas ocasiões, impõem-nos limites intransponíveis, graças à ascendência sanguínea de alguns de seus membros em relação a cada um de nós, bem como ao cuidado que devemos dedicar, especialmente, às palavras, gestos e hábitos  por nós manifestados e demonstrados.

Então, o que sobra da nossa vida em tempos ditos normais?  Em tempos absolutamente normais, sem as restrições às quais estamos, por ora, submetidos, sobra muito espaço e muitas emoções (alegrias, dissabores, vitórias, fracassos, parcerias, profundas amizades etc.) no seio da “família social” e, infelizmente, uma convivência cercada de mimos, de cuidados e de melindres no entorno da família de berço, no seio da qual palavras, opiniões e gestos devem ser muito bem pensados, medidos e calculados, para não gerarem conflitos, muitas vezes, insolúveis e divisórios.

Ora, neste momento, no qual fomos, literalmente, mandados pra casa, em total isolamento e em abstinência do convívio com a “família social”, estamos tendo, digamos, a oportunidade de refazer um caminho com o qual muitos de nós nunca esteve, verdadeiramente, familiarizado: o caminho da união com a minoria. Uma minoria qualificada é verdade, no interior da qual nada se assemelha à maioria com a qual estamos acostumados. Uma minoria que, normalmente, não aceita ser abduzida por conversas moles; não aceita ser direcionada por meio de teorias científicas ou doutrinárias, mas que preza pela força da antiguidade de vida. Uma minoria, enfim, na qual os irmãos mais velhos unem-se aos pais e aos avós, ou ao que deles sobrou, para ditar os caminhos diários no entorno do lar,  e para rejeitar todas as ciências, conhecimentos e experiências trazidos por nós, do gigantesco mundo social no qual fomos iniciados ainda nos primeiros anos de vida e no meio do qual transitamos com a desenvoltura de verdadeiros craques da bola.

Muitos, é verdade, poderão recorrer aos meios virtuais, para tentar manter suas saudosas relações sociais. Mas, convenhamos, não é a mesma coisa. Não surte o mesmo efeito que o tilintar de um caneco de chope e um bolinho de bacalhau depois de um dia extenuante de trabalho. Não causa a mesma sensação de uma sinuquinha, só de farra entre amigos, para desanuviar o clima tenso das responsabilidades profissionais, no final de tarde de uma sexta-feira, para fechar a semana com chave de ouro.

Trata-se, a meu ver, de um enorme desafio a ser enfrentado por todos nós que, de repente, fomos obrigados pelas circunstâncias a, como diríamos, voltar pra casa, como que refugiados de um mundo no qual o risco à vida mostra-se mais iminente do que qualquer outra promessa de um futuro alegre, feliz e capaz de satisfazer nossos caprichos.

Um desafio que, uma vez vencido, trará para toda a humanidade, um jeito mais simples de viver, haja vista que, nossos berços são muito mais humildes e jeitosos do que os da sociedade ativa, compulsiva e eletrizante. Vencido este desafio e, obviamente, superada a pandemia, talvez, muitos de nós, quiçá a maioria, conseguirá perceber a necessidade de aninhar-se no meio dos seus consanguíneos, origem de todos nós, deixando a “família social” em segundo plano, vista, apenas, como uma entidade de valor, e de valores, absolutamente mensurável, ao passo que a primeira, a família de berço, possui valores imensuráveis e produz resultados cujos efeitos podem ser sentidos por muitas e muitas gerações.

Não se pretende, aqui, buscar ter ou não ter razão. O que se pretende, neste momento no qual estamos todos, em maior ou em menor grau, propensos a muitas reflexões, é justamente incentivar a mais esta, da qual, talvez, possamos sair verdadeiramente mais eretos, mais sábios e muito mais felizes. Reflita, e tire suas próprias conclusões. Seja feliz, e boa sorte!

______________________________________________________________

*L. A. de Moura é estudante de Teologia, é um pensador espiritualista, um caminhante e cultor do silêncio.

mar 29

COMENTÁRIO AO EVANGELHO: PADRE JOSÉ MARIA PEREIRA (MONSENHOR)

ZÉ MARIA - 2018

V DOMINGO DA QUARESMA – JESUS E A MORTE –

*Por Mons. José Maria Pereira –

No evangelho (Jo 11, 1-45) Jesus se apresenta como o SENHOR DA VIDA. A doença e a morte do amigo Lázaro constituem ótima oportunidade para uma profissão de fé em Jesus Cristo, que se apresenta como a Ressurreição e a Vida. Entre as ressurreições operadas por Cristo, a de Lázaro tem uma importância fundamental, pois se trata de um morto que está no sepulcro há quatro dias. A resposta dada por Jesus àqueles que Lhe anunciam a doença de Lázaro: “Essa doença não leva à morte; é antes para a glória de Deus” (Jo 11,4): A glória de que fala Cristo, diz Santo Agostinho, “não foi um ganho para Jesus, mas proveito para nós. Portanto, diz Jesus que a doença não é de morte, porque aquela morte não era para morte, mas antes em ordem a um milagre, pelo qual os homens cressem em Cristo e evitassem assim a verdadeira morte.”

É encantador o diálogo entre Jesus e Marta: “Disse Marta a Jesus: Senhor, se estivesses aqui, meu irmão não teria morrido. Mas, mesmo assim eu sei que o que pedires a Deus, Ele te concederá. Disse-lhe Jesus: Teu irmão ressuscitará. Eu sei, disse Marta, que ele ressuscitará na ressurreição, no último dia! Disse-lhe Jesus: Eu sou a Ressurreição e a Vida. Quem crê em mim, mesmo que morra, viverá. E todo aquele que vive e crê em mim não morrerá jamais! Crês isto? Disse ela: Sim, Senhor, eu creio que tu és o Cristo, o Filho de Deus que devia vir ao mundo” (Jo 11, 21-27). Segundo Santo Agostinho, o pedido de Marta é um exemplo de oração confiante e de abandono nas mãos do Senhor que sabe melhor que nós o que nos convém. Por isso, “não Lhe disse: Rogo-Te agora que ressuscites meu irmão (…) Somente disse: Sei que tudo podes e fazes tudo o que queres; mas fazê-lo fica ao Teu juízo, não aos meus desejos.” “Eu sou a Ressurreição e a Vida …” (Jo 11, 25).

Estamos diante de uma das definições concisas que o Senhor deu de Si mesmo! É a Ressurreição porque com a Sua Vitória sobre a morte é causa da ressurreição de todos os homens. O milagre que vai realizar com Lázaro é um sinal desse poder vivificador de Cristo. Assim, pela fé em Jesus Cristo que foi o primeiro a ressuscitar de entre os mortos, o cristão está seguro de ressuscitar também um dia, como Cristo (1 Cor 15,23; Col. 1,18).

Por isso, para quem tem fé a morte não é o fim, mas a passagem para a vida eterna, uma mudança de morada como diz um dos Prefácios da Liturgia dos defuntos: “Senhor, para os que creem em vós, a vida não é tirada, mas transformada. E, desfeito o nosso corpo mortal, nos é dado nos Céus, um corpo imperecível.” “ E Jesus chorou” (Jo 11, 35). Podemos contemplar a profundidade e delicadeza dos sentimentos de Jesus. Se a morte corporal do amigo arranca lágrimas ao Senhor, que não fará a morte espiritual do pecador, causa da sua condenação eterna? Disse Santo Agostinho: “ Cristo chorou: chore também o homem sobre si mesmo. Por que chorou Cristo senão para ensinar o homem a chorar?” Choremos nós também, mas pelos nossos pecados, para que voltemos à vida da graça pela conversão e pelo arrependimento. Não desprezemos as lágrimas do Senhor, que chora por nós, pecadores. Disse São Josemaria Escrivá: “Jesus é teu amigo.   – O Amigo. – Com coração de carne, como o teu. – Com olhos de olhar amabilíssimo, que choraram por Lázaro… E, tanto como a Lázaro, te ama a Ti” (Caminho, nº 422).  “Meu Deus, eu Te amo, mas… ensina – me a amar!” (Caminho, 423).

A Jesus que diz: “Eu sou a Ressurreição e a Vida. Quem crê em Mim, mesmo que morra, viverá” ( Jo 11, 25-26 ). Eis a verdadeira novidade, que prorrompe e supera qualquer barreira! Cristo abate o muro da morte, n’Ele habita toda a plenitude de Deus, que é Vida, Vida eterna. Por isso, a morte não teve poder sobre Ele; e a ressurreição de Lázaro é sinal do seu domínio pleno sobre a morte física, que diante de Deus é como um sono (Jo 11,11). Mas há outra morte, que custou a Cristo a luta mais dura, inclusive o preço da Cruz: é a morte espiritual, o pecado, que ameaça arruinar a existência de cada homem.

Para vencer esta morte, Cristo morreu, e a sua Ressurreição não é o regresso à vida precedente, mas a abertura de uma Realidade nova, uma “nova Terra”, finalmente reunida com o Céu de Deus. Por isso São Paulo escreve: “ Se o Espírito de Deus, que ressuscitou Jesus dos mortos, habita em vós, Aquele que ressuscitou Cristo dos mortos dará a vida também aos vossos corpos mortais por meio do seu Espírito que habita em vós” ( Rm 8,11 ).

Ao aproximar-se a Páscoa, o relato da ressurreição de Lázaro é uma exortação para que nos libertemos, cada vez mais, do pecado, confiando no poder vivificador de Cristo que quer tornar os homens participantes de Sua própria ressurreição. Santo Agostinho vê na ressurreição de Lázaro uma figura do Sacramento da Penitência (Confissão): como Lázaro do túmulo, “sais tu quando te confessas. Pois, que quer dizer sair senão manifestar-se como vindo de um lugar oculto? Mas para que te confesses, Deus dá um grande grito, chama-te com uma graça extraordinária.

E assim como o defunto saiu ainda atado, também o que se vai confessar ainda é réu. Para que fique desatado dos seus pecados disse Senhor aos ministros: Desatai-o e deixai-o andar. Que quer dizer desatai-o e deixai-o andar? O que desligares na terra, será desligado no céu”. Podemos aplicar esse fato à ressurreição espiritual da alma em pecado que recobre a graça. Deus quer a nossa salvação (1 Tm 2,4), portanto, jamais havemos de desanimar no nosso afã e esperança por alcançar essa meta: “Nunca desesperes. Morto e corrompido estava Lázaro: já fede, porque há quatro dias que está enterrado (Jo 11, 3-9), diz Marta a Jesus. “Se ouvires a inspiração de Deus e a seguires (Lázaro vem para fora!), voltarás à Vida” (Caminho, nº 719). Pela fé em Jesus Cristo, Vida e Ressurreição, resolve-se a questão mais fundamental do homem: a vida. Jesus nos garante: “ Eu sou a Ressurreição e a Vida. Quem crê em Mim, mesmo que morra, viverá. Que a Quaresma nos ajude na conversão ruma à Páscoa! Como discípulos missionários ajudemos os muitos Lázaros que estão no sepulcro, esperando por quem grite: “Lázaro, vem para fora!”.

Na realidade, esta página do Evangelho mostra Jesus como verdadeiro Homem e verdadeiro Deus. Em primeiro lugar, o evangelista João insiste sobre a sua amizade com Lázaro e com as irmãs Maria e Marta. Ele ressalta o fato de que “Jesus era muito amigo” deles ( Jo11, 5 ), e por isso quis realizar o grande prodígio. “O nosso amigo Lázaro dorme, mas Eu vou acordá-lo” ( Jo11,11 ) – assim disse aos discípulos, expressando com a metáfora do sono o ponto de vista de Deus sobre a morte física: Deus vê-a precisamente como um sono, do qual nos pode despertar. Jesus demonstrou um poder absoluto em relação a esta morte: vê-se isto, quando restitui a vida ao filho da viúva de Nain ( Lc 7, 11-17 ) e à menina de doze anos ( Mc 5, 35-43 ). Precisamente dela, disse: “A menina não morreu, ela dorme” ( Mc 5, 39 ), atraindo sobre si o escárnio dos presentes. Mas, na verdade é exatamente assim: a morte do corpo é um sono do qual Deus pode acordar-nos em qualquer momento.

Este senhorio sobre a morte não impediu que Jesus sentisse compaixão pela dor da separação. Ao ver Marta e Maria chorando e quantos tinham vindo para as consolar, também Jesus “suspirou profundamente e comoveu-se” ( Jo 11, 33.35 ). O Coração de Cristo é divino-humano: nele, Deus e Homem encontraram-se perfeitamente, sem separação nem confusão. Ele é a imagem, aliás, a Encarnação do Deus que é amor, misericórdia e ternura paterna e materna, do Deus que é Vida. Por isso, declarou solenemente a Marta: “Eu sou a Ressurreição e a Vida. Quem crê em Mim, mesmo que tenha morrido, viverá. E todo aquele que vive e crê em Mim, não morrerá para sempre” Depois, acrescentou: “Crês nisto?” ( Jo11, 25-26 ).

É uma pergunta que Jesus dirige a cada um de nós; uma interrogação que certamente supera, ultrapassa a nossa capacidade de compreender e exige que confiemos n’Ele, como Ele se confiou ao Pai. A resposta de Marta é exemplar: “Sim, ó Senhor; eu creio que Tu és Cristo, o Filho de Deus que havia de vir ao mundo” (Jo 11, 27). Sim, ó Senhor! Também nós acreditamos, não obstante as nossas dúvidas e as nossas obscuridades; cremos em Ti, porque Tu tens palavras de vida eterna; desejamos acreditar em Ti, que nos infundes uma confiável esperança de vida para além da vida, de vida autêntica e repleta no teu Reino de luz e de paz.

Dirijamo-nos à Virgem Maria, que já participa desta Ressurreição, para que nos ajude a dizer com fé: “Sim, ó Senhor, eu creio que Tu és o Cristo, o Filho de Deus” (Jo11, 27), a descobrir verdadeiramente que Ele é a nossa salvação. Possa a sua intercessão revigorar a nossa fé e a nossa esperança em Jesus, especialmente nos momentos de maior provação e dificuldade.

________________________________________________________

*Monsenhor José Maria Pereira, Sacerdote da Diocese de Petrópolis, é, também, Professor, Juiz do Tribunal Eclesiástico Interdiocesano de Niterói e Diocesano de Petrópolis e Vigário da Paróquia de São José do ItamaratI, enviando para o site, semanalmente, a homilia do domingo.

       

mar 29

QUARESMA: TEMPO DE ORAÇÃO, JEJUM E CARIDADE

quaresma-significado-4

5º DOMINGO DA QUARESMA – 29/03/2020

1Feliz o homem que não procede conforme o conselho dos ímpios, não trilha o caminho dos pecadores, nem se assenta entre os escarnecedores.2Feliz aquele que se compraz no serviço do Senhor e medita sua lei dia e noite.3Ele é como a árvore plantada na margem das águas correntes: dá fruto na época própria, sua folhagem não murchará jamais. Tudo o que empreende, prospera.4Os ímpios não são assim! Mas são como a palha que o vento leva.5Por isso não suportarão o juízo, nem permanecerão os pecadores na assembléia dos justos.6Porque o Senhor vela pelo caminho dos justos, ao passo que o dos ímpios leva à perdição. (Sl 1, 1-6)

PRIMEIRA LEITURA:

LEITURA DA PROFECIA DE EZEQUIEL – (Ez 37,12-14) –

12Assim fala o Senhor Deus: “Ó meu povo, vou abrir as vossas sepulturas e conduzir-vos para a terra de Israel; 13e quando eu abrir as vossas sepulturas e vos fizer sair delas, sabereis que eu sou o Senhor. 14Porei em vós o meu espírito, para que vivais, e vos colocarei em vossa terra. Então sabereis que eu, o Senhor, digo e faço – oráculo do Senhor”.’    

– Palavra do Senhor.     

– Graças a Deus.

SALMO RESPONSORIAL: Sl  129(130)

R. No Senhor, toda graça e redenção!

1. Das profundezas eu clamo a vós, Senhor, / escutai a minha voz! / Vossos ouvidos estejam bem atentos / ao clamor da minha prece! 

R. No Senhor, toda graça e redenção!

2. Se levardes em conta nossas faltas, / quem haverá de subsistir? / Mas em vós se encontra o perdão, / eu vos temo e em vós espero. 

R. No Senhor, toda graça e redenção!

3. No Senhor ponho a minha esperança, / espero em sua palavra. / A minha alma espera no Senhor / mais que o vigia pela aurora. 

R. No Senhor, toda graça e redenção!

4. Espere Israel pelo Senhor / mais que o vigia pela aurora! / Pois no Senhor se encontra toda graça / e copiosa redenção. / Ele vem libertar a Israel / de toda a sua culpa. 

R. No Senhor, toda graça e redenção!

SEGUNDA LEITURA:

LEITURA DA CARTA DE SÃO PAULO AOS ROMANOS – (Rm  8,8-11)

Irmãos, 8os que vivem segundo a carne não podem agradar a Deus. 9Vós não viveis segundo a carne, mas segundo o Espírito, se realmente o Espírito de Deus mora em vós. Se alguém não tem o Espírito de Cristo, não pertence a Cristo. 10Se, porém, Cristo está em vós, embora vosso corpo esteja ferido de morte por causa do pecado, vosso espírito está cheio de vida, graças à justiça. 11E, se o Espírito daquele que ressuscitou Jesus dentre os mortos mora em vós, então aquele que ressuscitou Jesus Cristo dentre os mortos vivificará também vossos corpos mortais por meio do seu Espírito que mora em vós.       

 – Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

EVANGELHO: Jo 11,1-45 ou 3-7.17.20-27.33-45

O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo  segundo São João.

— Glória a vós, Senhor.

[Naquele tempo,] 1havia um doente, Lázaro, que era de Betânia, o povoado de Maria e de Marta, sua irmã. 2Maria era aquela que ungira o Senhor com perfume e enxugara os pés dele com seus cabelos. O irmão dela, Lázaro, é que estava doente. [3As irmãs mandaram] então [dizer a Jesus: “Senhor, aquele que amas está doente”. 4Ouvindo isso, Jesus disse: “Esta doença não leva à morte; ela serve para a glória de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por ela”. 5Jesus era muito amigo de Marta, de sua irmã Maria e de Lázaro. 6Quando ouviu que este estava doente, Jesus ficou ainda dois dias no lugar onde se encontrava. 7Então, disse aos discípulos: “Vamos de novo à Judeia”.] 8Os discípulos disseram-lhe: “Mestre, ainda há pouco os judeus queriam apedrejar-te, e agora vais outra vez para lá?” 9Jesus respondeu: “O dia não tem doze horas? Se alguém caminha de dia, não tropeça, porque vê a luz deste mundo. 10Mas, se alguém caminha de noite, tropeça, porque lhe falta a luz”. 11Depois acrescentou: “O nosso amigo Lázaro dorme. Mas eu vou acordá-lo”. 12Os discípulos disseram: “Senhor, se ele dorme, vai ficar bom”. 13Jesus falava da morte de Lázaro, mas os discípulos pensaram que falasse do sono mesmo. 14Então Jesus disse abertamente: “Lázaro está morto. 15Mas, por causa de vós, alegro-me por não ter estado lá, para que creiais. Mas vamos para junto dele”. 16Então Tomé, cujo nome significa gêmeo, disse aos companheiros: “Vamos nós também para morrermos com ele”. [17Quando Jesus chegou, encontrou Lázaro sepultado havia quatro dias.] 18Betânia ficava a uns três quilômetros de Jerusalém. 19Muitos judeus tinham vindo à casa de Marta e Maria para as consolar por causa do irmão. [20Quando Marta soube que Jesus tinha chegado, foi ao encontro dele. Maria ficou sentada em casa. 21Então Marta disse a Jesus: “Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido. 22Mas, mesmo assim, eu sei que o que pedires a Deus, ele to concederá”. 23Respondeu-lhe Jesus: “Teu irmão ressuscitará”. 24Disse Marta: “Eu sei que ele ressuscitará na ressurreição, no último dia”. 25Então Jesus disse: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, mesmo que morra, viverá. 26E todo aquele que vive e crê em mim não morrerá jamais. Crês isto?” 27Respondeu ela: “Sim, Senhor, eu creio firmemente que tu és o Messias, o Filho de Deus, que devia vir ao mundo”.] 28Depois de ter dito isso, ela foi chamar a sua irmã, Maria, dizendo baixinho: “O Mestre está aí e te chama”. 29Quando Maria ouviu isso, levantou-se depressa e foi ao encontro de Jesus. 30Jesus estava ainda fora do povoado, no mesmo lugar onde Marta se tinha encontrado com ele. 31Os judeus que estavam em casa consolando-a, quando a viram levantar-se depressa e sair, foram atrás dela, pensando que fosse ao túmulo para ali chorar. 32Indo para o lugar onde estava Jesus, quando o viu, caiu de joelhos diante dele e disse-lhe: “Senhor, se tivesses estado aqui, o meu irmão não teria morrido”. 33Quando [Jesus] a viu chorar, e também os que estavam com ela, estremeceu interiormente, [ficou profundamente comovido 34e perguntou: “Onde o colocastes?” Responderam: “Vem ver, Senhor”. 35E Jesus chorou. 36Então os judeus disseram: “Vede como ele o amava!” 37Alguns deles, porém, diziam: “Este, que abriu os olhos ao cego, não podia também ter feito com que Lázaro não morresse?” 38De novo, Jesus ficou interiormente comovido. Chegou ao túmulo. Era uma caverna, fechada com uma pedra. 39Disse Jesus: “Tirai a pedra!” Marta, a irmã do morto, interveio: “Senhor, já cheira mal. Está morto há quatro dias”. 40Jesus lhe respondeu: “Não te disse que, se creres, verás a glória de Deus?” 41Tiraram então a pedra. Jesus levantou os olhos para o alto e disse: “Pai, eu te dou graças porque me ouviste. 42Eu sei que sempre me escutas. Mas digo isto por causa do povo que me rodeia, para que creia que tu me enviaste”. 43Tendo dito isso, exclamou com voz forte: “Lázaro, vem para fora!” 44O morto saiu, atado de mãos e pés com os lençóis mortuários e o rosto coberto com um pano. Então Jesus lhes disse: “Desatai-o e deixai-o caminhar!” 45Então, muitos dos judeus que tinham ido à casa de Maria e viram o que Jesus fizera creram nele.]                

– Palavra da salvação!

– Glória a vós, Senhor.

 

FONTE:   https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/

mar 28

QUARESMA: TEMPO DE ORAÇÃO, JEJUM E CARIDADE

QUARESMA-2

4ª SEMANA DA QUARESMA – SÁBADO – 28/03/2020 –

1Feliz o homem que não procede conforme o conselho dos ímpios, não trilha o caminho dos pecadores, nem se assenta entre os escarnecedores.2Feliz aquele que se compraz no serviço do Senhor e medita sua lei dia e noite.3Ele é como a árvore plantada na margem das águas correntes: dá fruto na época própria, sua folhagem não murchará jamais. Tudo o que empreende, prospera.4Os ímpios não são assim! Mas são como a palha que o vento leva.5Por isso não suportarão o juízo, nem permanecerão os pecadores na assembléia dos justos.6Porque o Senhor vela pelo caminho dos justos, ao passo que o dos ímpios leva à perdição. (Sl 1, 1-6)

PRIMEIRA LEITURA:

LEITURA DO LIVRO DO PROFETA JEREMIAS – (Jr  11,18-20) –

18Senhor, avisaste-me e eu entendi; fizeste-me saber as intrigas deles. 19Eu era como manso cordeiro levado ao sacrifício e não sabia que tramavam contra mim: “Vamos cortar a árvore em toda a sua força, eliminá-lo do mundo dos vivos, para seu nome não ser mais lembrado”. 20E tu, Senhor dos exércitos, que julgas com justiça e perscrutas os afetos do coração, concede que eu veja a vingança que tomarás contra eles, pois eu te confiei a minha causa.                  

– Palavra do Senhor.     

– Graças a Deus.

EVANGELHO:  Jo 7,40-53

O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo  segundo São João.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 40ao ouvirem as palavras de Jesus, algumas pessoas da multidão diziam: “Este é, verdadeiramente, o profeta”. 41Outros diziam: “Ele é o Messias”. Mas alguns objetavam: “Porventura o Messias virá da Galileia? 42Não diz a Escritura que o Messias será da descendência de Davi e virá de Belém, povoado de onde era Davi?” 43Assim, houve divisão no meio do povo por causa de Jesus. 44Alguns queriam prendê-lo, mas ninguém pôs as mãos nele. 45Então, os guardas do templo voltaram para os sumos sacerdotes e os fariseus, e estes lhes perguntaram: “Por que não o trouxestes?” 46Os guardas responderam: “Ninguém jamais falou como este homem”. 47Então, os fariseus disseram-lhes: “Também vós vos deixastes enganar? 48Por acaso algum dos chefes ou dos fariseus acreditou nele? 49Mas essa gente que não conhece a lei é maldita!” 50Nicodemos, porém, um dos fariseus, aquele que se tinha encontrado com Jesus anteriormente, disse: 51“Será que a nossa lei julga alguém antes de o ouvir e saber o que ele fez?” 52Eles responderam: “Também tu és galileu, porventura? Vai estudar e verás que da Galileia não surge profeta”. 53E cada um voltou para sua casa.                           

– Palavra da salvação!

– Glória a vós, Senhor.

 

FONTE:   https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/      

mar 27

UM TESTEMUNHO E UM LOUVOR

 LOUVOR E ADORAÇÃO

PALAVRA E TESTEMUNHO DE UM CRISTÃO, PARA TODOS NÓS, CRISTÃOS –

*Por Marcos Luz –

Agradeço nesta manhã ao Poderoso Deus porque, antes tarde do que nunca. Já na segunda metade da quaresma deste ano de 2020, caminhando em direção ao final deste tempo litúrgico, e aos 47 anos de vida, sinto que finalmente compreendi, não na mente, mas no coração, o sentido da quaresma.

O principal evento salvífico da humanidade é a cruz, e não a manjedoura, mas muitas vezes nos preparamos mais para o Natal do que para a Páscoa. Evitando cair no engano do sentido penitencial/meritório, comum a muitos católicos romanos e também protestantes, percebo agora o quanto abstinências e jejuns (em quaisquer tempos, mas mais especificamente neste) são auxiliares valiosos para clarificação das ideias, a fim de uma interiorização mais profunda do sentido das Sagradas Escrituras.

Tenho aproveitado bem este jejum social como oportunidade de ler, refletir, meditar e sentir a força da revelação de Nosso Senhor no meu coração. Oro para que todos vocês também saibam perceber e consigam aproveitar essa oportunidade maravilhosa que Deus está nos concedendo de viver o tempo da quaresma de forma especial neste 2020. Nos preparando individualmente para uma Páscoa ricamente abençoada. Maranata. Obrigado, Senhor Jesus. Amém!

______________________________________________________

*Marcos Luz é estudante de Teologia, no Instituto Teológico Franciscano de Petrópolis e é membro da Igreja Batista de Itaipava (Petrópolis-RJ).

mar 27

QUARESMA: TEMPO DE ORAÇÃO, JEJUM E CARIDADE

QUARESMA-2

4ª SEMANA DA QUARESMA – SEXTA-FEIRA – 27/03/2020 –

1Feliz o homem que não procede conforme o conselho dos ímpios, não trilha o caminho dos pecadores, nem se assenta entre os escarnecedores.2Feliz aquele que se compraz no serviço do Senhor e medita sua lei dia e noite.3Ele é como a árvore plantada na margem das águas correntes: dá fruto na época própria, sua folhagem não murchará jamais. Tudo o que empreende, prospera.4Os ímpios não são assim! Mas são como a palha que o vento leva.5Por isso não suportarão o juízo, nem permanecerão os pecadores na assembléia dos justos.6Porque o Senhor vela pelo caminho dos justos, ao passo que o dos ímpios leva à perdição. (Sl 1, 1-6)

PRIMEIRA LEITURA:

LEITURA DO LIVRO DA SABEDORIA – (Sb  2,1.12-22) –

1Dizem entre si os ímpios, em seus falsos raciocínios: 12“Armemos ciladas ao justo, porque sua presença nos incomoda: ele se opõe ao nosso modo de agir, repreende em nós as transgressões da lei e nos reprova as faltas contra a nossa disciplina. 13Ele declara possuir o conhecimento de Deus e chama-se ‘filho de Deus’. 14Tornou-se uma censura aos nossos pensamentos, e só o vê-lo nos é insuportável; 15sua vida é muito diferente da dos outros e seus caminhos são imutáveis. 16Somos comparados por ele a moeda falsa, e foge de nossos caminhos como de impurezas; proclama feliz a sorte final dos justos e gloria-se de ter a Deus por pai. 17Vejamos, pois, se é verdade o que ele diz e comprovemos o que vai acontecer com ele. 18Se, de fato, o justo é ‘filho de Deus’, Deus o defenderá e o livrará das mãos dos seus inimigos. 19Vamos pô-lo à prova com ofensas e torturas, para ver a sua serenidade e provar a sua paciência; 20vamos condená-lo a morte vergonhosa, porque, de acordo com suas palavras, virá alguém em seu socorro”. 21Tais são os pensamentos dos ímpios, mas enganam-se; pois a malícia os torna cegos, 22não conhecem os segredos de Deus, não esperam recompensa para a santidade e não dão valor ao prêmio reservado às vidas puras.                  

– Palavra do Senhor.     

– Graças a Deus.

EVANGELHO:  Jo 7,1-2.10.25-30

O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo  segundo São João.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1Jesus andava percorrendo a Galileia. Evitava andar pela Judeia, porque os judeus procuravam matá-lo. 2Entretanto, aproximava-se a festa judaica das Tendas. 10Quando seus irmãos já tinham subido, então também ele subiu para a festa, não publicamente, mas sim como que às escondidas. 25Alguns habitantes de Jerusalém disseram então: “Não é este a quem procuram matar? 26Eis que fala em público e nada lhe dizem. Será que, na verdade, as autoridades reconheceram que ele é o Messias? 27Mas este nós sabemos donde é. O Cristo, quando vier, ninguém saberá donde ele é”. 28Em alta voz, Jesus ensinava no templo, dizendo: “Vós me conheceis e sabeis de onde sou; eu não vim por mim mesmo, mas o que me enviou é fidedigno. A esse, não o conheceis, 29mas eu o conheço, porque venho da parte dele, e ele foi quem me enviou”. 30Então, queriam prendê-lo, mas ninguém pôs a mão nele, porque ainda não tinha chegado a sua hora.                           

– Palavra da salvação!

– Glória a vós, Senhor.

 

FONTE:   https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/      

Posts mais antigos «

Apoio: