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Sementes da Palavra, É tempo de semear

Arquivo por mês: abril 2020

abr 30

LEITURA DIÁRIA: É PRECISO CAMINHAR COM DEUS

BÍBLIA DE DOMINGO

3ª SEMANA DA PÁSCOA – QUINTA-FEIRA – 30/04/2020 –

26Durante a refeição, Jesus tomou o pão, benzeu-o, partiu-o e o deu aos discípulos, dizendo: Tomai e comei, isto é meu corpo.27Tomou depois o cálice, rendeu graças e deu-lho, dizendo: Bebei dele todos,28porque isto é meu sangue, o sangue da Nova Aliança, derramado por muitos homens em remissão dos pecados.29Digo-vos: doravante não beberei mais desse fruto da vinha até o dia em que o beberei de novo convosco no Reino de meu Pai. 31Disse-lhes então Jesus: Esta noite serei para todos vós uma ocasião de queda; porque está escrito: Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho serão dispersadas (Zc 13,7).32Mas, depois da minha Ressurreição, eu vos precederei na Galileia. (Mt 26, 26-31.32)

PRIMEIRA LEITURA:

LEITURA DOS ATOS DOS APÓSTOLOS – (At  8,26-40) –

Naqueles dias, 26um anjo do Senhor falou a Filipe, dizendo: “Prepara-te e vai para o sul, no caminho que desce de Jerusalém a Gaza. O caminho é deserto”. Filipe levantou-se e foi. 27Nisso apareceu um eunuco etíope, ministro de Candace, rainha da Etiópia, e administrador-geral do seu tesouro, que tinha ido em peregrinação a Jerusalém. 28Ele estava voltando para casa e vinha sentado no seu carro, lendo o profeta Isaías. 29Então o Espírito disse a Filipe: “Aproxima-te desse carro e acompanha-o”. 30Filipe correu, ouviu o eunuco ler o profeta Isaías e perguntou: “Tu compreendes o que estás lendo?” 31O eunuco respondeu: “Como posso, se ninguém mo explica?” Então convidou Filipe a subir e a sentar-se junto a ele. 32A passagem da Escritura que o eunuco estava lendo era esta: “Ele foi levado como ovelha ao matadouro; e qual um cordeiro diante do seu tosquiador, ele emudeceu e não abriu a boca. 33Eles o humilharam e lhe negaram justiça; e seus descendentes, quem os poderá enumerar? Pois sua vida foi arrancada da terra”. 34E o eunuco disse a Filipe: “Peço que me expliques de quem o profeta está dizendo isso. Ele fala de si mesmo ou se refere a algum outro?” 35Então Filipe começou a falar e, partindo dessa passagem da Escritura, anunciou Jesus ao eunuco. 36Eles prosseguiram o caminho e chegaram a um lugar onde havia água. Então o eunuco disse a Filipe: “Aqui temos água. O que impede que eu seja batizado?”[37] 38O eunuco mandou parar o carro. Os dois desceram para a água, e Filipe batizou o eunuco. 39Quando saíram da água, o Espírito do Senhor arrebatou Filipe. O eunuco não o viu mais e prosseguiu sua viagem, cheio de alegria. 40Filipe foi parar em Azoto. E, passando adiante, evangelizava todas as cidades até chegar a Cesareia.                       

– Palavra do Senhor.     

– Graças a Deus.

EVANGELHO:  Jo 6,35-40

O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo  segundo São João.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus à multidão: 35“Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede. 36Eu, porém, vos disse que vós me vistes, mas não acreditais. 37Todos os que o Pai me confia virão a mim, e quando vierem, não os afastarei. 38Pois eu desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. 39E esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não perca nenhum daqueles que ele me deu, mas os ressuscite no último dia. 40Pois esta é a vontade do meu Pai: que toda pessoa que vê o Filho e nele crê tenha a vida eterna. E eu o ressuscitarei no último dia”.                         

– Palavra da salvação!

– Glória a vós, Senhor.

 

FONTE:   https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/          

abr 29

CONVERSANDO SOBRE A BÍBLIA – PARTE III (VD4)

PARAÍSO TERRESTRE - 2020ASSISTA O VÍDEO DESTE CONTEÚDO NO NOSSO CANAL NO YOUTUBE, CLICANDO EM: https://youtu.be/FCklto8ovV0

CONVERSANDO SOBRE A BÍBLIA – GÊNESIS 1, 3 –

PARTE III –

*Por L. A. de Moura – 

O tema de hoje envolve o Capítulo 3, do Livro do Gênesis. Mas, antes, vamos nos reportar ao Capítulo anterior (2) quando é narrado que, Deus “tinha plantado, desde o princípio, um paraíso de delícias, no qual pôs o homem que tinha formado” (Gn 2, 8). Neste jardim, conforme a narrativa, “Deus tinha produzido da terra toda a casta de árvores formosas à vista, e de frutos doces para comer”.

No centro deste jardim, no meio dele, a árvore da vida, e a árvore da ciência do bem e do mal, da qual o homem é proibido pelo Senhor, de comer do fruto, sob o aviso de que “no dia em que dela comeres certamente morrerás”.

Bem, conforme já havíamos falado desde o início, nosso intento não é fazer uma interpretação sistemática da Bíblia, mas, apenas, e, tão somente, abrir algumas brechas para facilitarem a sua compreensão acerca dos três tópicos que viemos falando desde o nosso primeiro contato, com ênfase, aqui, para a MENSAGEM a ser extraída do Capítulo sob comento.

Rapidamente, é preciso chamar a atenção do leitor e da leitora para o zelo de Deus, o cuidado, para com o ser humano que acabara de ser criado. A Palavra afirma que Deus “desde o princípio”, plantou um jardim de delícias, onde são colocados os nossos primeiros pais. Um Deus Criador e zeloso. Mas, também, exigente: proíbe que seja comido o fruto da árvore da ciência do bem e do mal.

O Capítulo 3 inicia traçando um “perfil” da serpente, onde é descrita como “o mais astuto de todos os animais” criados por Deus. Aqui merece destaque a simbologia e a mítica que a serpente representava no contexto dos povos pagãos, especialmente, da Mesopotâmia, da Pérsia e do Egito, como sendo uma figura “demoníaca”. No contexto do Gênesis, ela é apresentada como hostil, adversa a Deus e, por fim, revela-se altamente inimiga do ser humano.

Deus cria o ser humano, coloca-o em um “paraíso de delícias”, concede-lhe o domínio sobre todas as demais criaturas, permite-lhe que coma de todos os frutos ali produzidos, menos daquele da árvore do conhecimento do bem e do mal. Vemos, então, que, desde o princípio, o ser humano recebe do Criador todas as condições necessárias para uma existência plena, saudável e duradoura. No entanto, existem limites.

É justamente o limite imposto por Deus, que leva a serpente a mostrar ao ser humano, que não precisa ser respeitado. Aliás, que deve ser mesmo ultrapassado, a fim de que se torne como Deus, conhecedor do bem e do mal, capaz de decidir por si próprio os caminhos que quer tomar, escolhendo entre o bom e o mau.

Relativamente ao fruto daquela árvore, Deus afirma: “No dia em que dele comeres certamente morrerás”. A serpente declara justamente o oposto: “Certamente que não morrereis”. E, então, ela esclarece à mulher o motivo da proibição: “Deus sabe que, no dia em que dele (o fruto) comerdes, vossos olhos se abrirão e vós sereis como deuses, versados no bem e no mal” (Gn 3, 5).

Aqui nós podemos identificar um contraponto entre a ordem divina, que revela a consequência para a transgressão, e uma justificativa dada por quem se opõe frontalmente ao Criador. Como é fácil verificar, nossos primeiros pais cedem às palavras da serpente e desobedecem a ordem divina. Bem, este ato entrou para a história como “o pecado original” que, indubitavelmente, manchou toda a raça humana.

Deus, no entanto, e apesar de ter expulsado o ser humano do paraíso, o homem e a mulher, cuida de tecer túnicas de pele para vesti-los, não permitindo que saíssem absolutamente nus, rumo ao mundo exterior totalmente desconhecido por Adão e Eva. Este mundo exterior, no qual a mulher encontrará as dores do parto, os sofrimentos e a submissão ao marido, e o homem terá que trabalhar pesado para sustentar-se a si e aos seus, é, também, um mundo cheio de armadilhas, de perigos e, como se verá, de violência, de ambição, de ódio, de guerras e, fatalmente, de morte.

A desobediência a Deus, coisa que o mundo contemporâneo tanto relativiza, tem consequências gravíssimas. Assim como não foi no paraíso, não o é nos dias de hoje, caso de castigo divino, mas, simples consequência pelos atos praticados pelos seres humanos.

Apesar de tudo, Deus pune, sim, a serpente, pondo inimizade entre a linhagem dela (o descaminho, a mentira e a morte) e a linhagem da mulher, de onde, um dia, virá o Salvador (o caminho, a verdade e a vida). Hoje sabemos e temos consciência de que, só com o fato da Ressurreição de Jesus é que o ser humano retoma possibilidade de retorno ao paraíso. E aqui, aproveito para sugerir a leitura do Livro “Paraíso Terrestre – Saudade ou esperança?” do Frei Carlos Mesters, cuja leitura é ardentemente repleta de excelentes explicações.

Você, no entanto, pode estar se perguntando: Por que a proibição de Deus é restrita à árvore da ciência do bem e do mal, e não, à árvore da vida e, no final, Deus os expulsa do paraíso justamente para não comerem dela também?

Porque antes da transgressão da ordem divina o ser humano não conhecia a morte. Não estava condenado a ela. No entanto, após colocar-se, com o seu ato, passível de morte, poderia ser tentado, também, a comer do fruto da outra árvore. Por esta razão o Senhor, em aparente conversa com a Corte Celeste, declara: “Eis que o ser humano já é como um de nós, versado no bem e no mal, que agora ele não estenda a mão e colha também da árvore da vida, e coma e viva para sempre” (Gn 3, 22).

De tudo o que pudemos ver neste Capítulo terceiro, parece ter ficado bastante claro que, em meio a toda uma simbologia descrita pelas figuras míticas  utilizadas, a MENSAGEM transmitida pelo autor sagrado é, acima de tudo, a do cuidado do Criador para com a sua Criatura, a do incentivo à obediência, a da evidência das consequências da transgressão aos mandamentos e ensinamentos de Deus, a da presença constante de Deus na nossa vida, apesar das nossas continuadas transgressões, sempre a nos consolar e nos “vestir” e revestir com tudo o que nos é essencial para a vida e, por fim, sempre a esperança. Uma esperança que caminha conosco até o última dia da nossa existência. Leia com atenção, se ainda não leu, o Capítulo 3 do Livro do Gênesis, reflita e prossiga no estudo da Palavra de Deus. Não é tão difícil quanto você imaginava. Em breve daremos prosseguimento, com a litura do Capítulo 4. Sugiro que leia atentamente. Seja feliz, e mantenha a fé!

PARAÍSO TERRESTRE __________________________________________________________

*L. A. de Moura é Estudante de Teologia, é um pensador espiritualista, um caminhante e um cultor do silêncio.

abr 29

LEITURA DIÁRIA: É PRECISO CAMINHAR COM DEUS

BÍBLIA DE DOMINGO

3ª SEMANA DA PÁSCOA – QUARTA-FEIRA – 29/04/2020 –

26Durante a refeição, Jesus tomou o pão, benzeu-o, partiu-o e o deu aos discípulos, dizendo: Tomai e comei, isto é meu corpo.27Tomou depois o cálice, rendeu graças e deu-lho, dizendo: Bebei dele todos,28porque isto é meu sangue, o sangue da Nova Aliança, derramado por muitos homens em remissão dos pecados.29Digo-vos: doravante não beberei mais desse fruto da vinha até o dia em que o beberei de novo convosco no Reino de meu Pai. 31Disse-lhes então Jesus: Esta noite serei para todos vós uma ocasião de queda; porque está escrito: Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho serão dispersadas (Zc 13,7).32Mas, depois da minha Ressurreição, eu vos precederei na Galileia. (Mt 26, 26-31.32)

PRIMEIRA LEITURA:

LEITURA DOS ATOS DOS APÓSTOLOS – (At  8,1-8) –

1Naquele dia começou uma grande perseguição contra a Igreja de Jerusalém. E todos, com exceção dos apóstolos, se dispersaram pelas regiões da Judeia e da Samaria. 2Algumas pessoas piedosas sepultaram Estêvão e observaram grande luto por causa dele. 3Saulo, porém, devastava a Igreja: entrava nas casas e arrastava para fora homens e mulheres, para atirá-los na prisão. 4Entretanto, aqueles que se tinham dispersado iam por toda parte, pregando a Palavra. 5Filipe desceu a uma cidade da Samaria e anunciou-lhes o Cristo. 6As multidões seguiam com atenção as coisas que Filipe dizia. E todos unânimes o escutavam, pois viam os milagres que ele fazia. 7De muitos possessos saíam os espíritos maus, dando grandes gritos. Numerosos paralíticos e aleijados também foram curados. 8Era grande a alegria naquela cidade.                       

– Palavra do Senhor.     

– Graças a Deus.

EVANGELHO:  Jo 6,35-40

O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo  segundo São João.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus à multidão: 35“Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede. 36Eu, porém, vos disse que vós me vistes, mas não acreditais. 37Todos os que o Pai me confia virão a mim, e quando vierem, não os afastarei. 38Pois eu desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. 39E esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não perca nenhum daqueles que ele me deu, mas os ressuscite no último dia. 40Pois esta é a vontade do meu Pai: que toda pessoa que vê o Filho e nele crê tenha a vida eterna. E eu o ressuscitarei no último dia”.                         

– Palavra da salvação!

– Glória a vós, Senhor.

 

FONTE:   https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/          

abr 28

LEITURA DIÁRIA: É PRECISO CAMINHAR COM DEUS

BÍBLIA DE DOMINGO

3ª SEMANA DA PÁSCOA – TERÇA-FEIRA – 28/04/2020 –

26Durante a refeição, Jesus tomou o pão, benzeu-o, partiu-o e o deu aos discípulos, dizendo: Tomai e comei, isto é meu corpo.27Tomou depois o cálice, rendeu graças e deu-lho, dizendo: Bebei dele todos,28porque isto é meu sangue, o sangue da Nova Aliança, derramado por muitos homens em remissão dos pecados.29Digo-vos: doravante não beberei mais desse fruto da vinha até o dia em que o beberei de novo convosco no Reino de meu Pai. 31Disse-lhes então Jesus: Esta noite serei para todos vós uma ocasião de queda; porque está escrito: Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho serão dispersadas (Zc 13,7).32Mas, depois da minha Ressurreição, eu vos precederei na Galileia. (Mt 26, 26-31.32)

PRIMEIRA LEITURA:

LEITURA DOS ATOS DOS APÓSTOLOS – (At  7,51-8,1) –

Naqueles dias, Estêvão disse ao povo, aos anciãos e aos doutores da lei: 51“Homens de cabeça dura, insensíveis e incircuncisos de coração e ouvido! Vós sempre resististes ao Espírito Santo e, como vossos pais agiram, assim fazeis vós! 52A qual dos profetas vossos pais não perseguiram? Eles mataram aqueles que anunciavam a vinda do Justo, do qual, agora, vós vos tornastes traidores e assassinos. 53Vós recebestes a lei por meio de anjos e não a observastes!” 54Ao ouvir essas palavras, eles ficaram enfurecidos e rangeram os dentes contra Estêvão. 55Estêvão, cheio do Espírito Santo, olhou para o céu e viu a glória de Deus e Jesus, de pé, à direita de Deus. 56E disse: “Estou vendo o céu aberto e o Filho do homem, de pé, à direita de Deus”. 57Mas eles, dando grandes gritos e tapando os ouvidos, avançaram todos juntos contra Estêvão; 58arrastaram-no para fora da cidade e começaram a apedrejá-lo. As testemunhas deixaram suas vestes aos pés de um jovem, chamado Saulo. 59Enquanto o apedrejavam, Estêvão clamou, dizendo: “Senhor Jesus, acolhe o meu espírito”. 60Dobrando os joelhos, gritou com voz forte: “Senhor, não os condenes por este pecado”. E, ao dizer isso, morreu. 8,1Saulo era um dos que aprovavam a execução de Estêvão.                       

– Palavra do Senhor.     

– Graças a Deus.

EVANGELHO:  Jo 6,30-35

O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo  segundo São João.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, a multidão perguntou a Jesus: 30“Que sinal realizas, para que possamos ver e crer em ti? Que obra fazes? 31Nossos pais comeram o maná no deserto, como está na Escritura: ‘Pão do céu deu-lhes a comer’”. 32Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade vos digo, não foi Moisés quem vos deu o pão que veio do céu. É meu Pai que vos dá o verdadeiro pão do céu. 33Pois o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo”. 34Então pediram: “Senhor, dá-nos sempre desse pão”. 35Jesus lhes disse: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede”.                         

– Palavra da salvação!

– Glória a vós, Senhor.

 

FONTE:   https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/        

abr 27

LEITURA DIÁRIA: É PRECISO CAMINHAR COM DEUS

BÍBLIA DE DOMINGO

3ª SEMANA DA PÁSCOA – SEGUNDA-FEIRA – 27/04/2020 –

26Durante a refeição, Jesus tomou o pão, benzeu-o, partiu-o e o deu aos discípulos, dizendo: Tomai e comei, isto é meu corpo.27Tomou depois o cálice, rendeu graças e deu-lho, dizendo: Bebei dele todos,28porque isto é meu sangue, o sangue da Nova Aliança, derramado por muitos homens em remissão dos pecados.29Digo-vos: doravante não beberei mais desse fruto da vinha até o dia em que o beberei de novo convosco no Reino de meu Pai. 31Disse-lhes então Jesus: Esta noite serei para todos vós uma ocasião de queda; porque está escrito: Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho serão dispersadas (Zc 13,7).32Mas, depois da minha Ressurreição, eu vos precederei na Galileia. (Mt 26, 26-31.32)

PRIMEIRA LEITURA:

LEITURA DOS ATOS DOS APÓSTOLOS – (At  6,8-15) –

Naqueles dias, 8Estêvão, cheio de graça e poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo. 9Mas alguns membros da chamada Sinagoga dos Libertos, junto com cirenenses e alexandrinos e alguns da Cilícia e da Ásia, começaram a discutir com Estêvão. 10Porém não conseguiam resistir à sabedoria e ao Espírito com que ele falava. 11Então subornaram alguns indivíduos, que disseram: “Ouvimos este homem dizendo blasfêmias contra Moisés e contra Deus”. 12Desse modo, incitaram o povo, os anciãos e os doutores da lei, que prenderam Estêvão e o conduziram ao sinédrio. 13Aí apresentaram falsas testemunhas, que diziam: “Este homem não cessa de falar contra este lugar santo e contra a lei. 14E nós o ouvimos afirmar que Jesus nazareno ia destruir este lugar e ia mudar os costumes que Moisés nos transmitiu”. 15Todos os que estavam sentados no sinédrio tinham os olhos fixos sobre Estêvão e viram seu rosto como o rosto de um anjo.                       

– Palavra do Senhor.     

– Graças a Deus.

EVANGELHO:  Jo 6,22-29

O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo  segundo São João.

— Glória a vós, Senhor.

Depois que Jesus saciara os cinco mil homens, seus discípulos o viram andando sobre o mar. 22No dia seguinte, a multidão que tinha ficado do outro lado do mar constatou que havia só uma barca e que Jesus não tinha subido para ela com os discípulos, mas que eles tinham partido sozinhos. 23Entretanto, tinham chegado outras barcas de Tiberíades, perto do lugar onde tinham comido o pão depois de o Senhor ter dado graças. 24Quando a multidão viu que Jesus não estava ali nem os seus discípulos, subiram às barcas e foram à procura de Jesus em Cafarnaum. 25Quando o encontraram no outro lado do mar, perguntaram-lhe: “Rabi, quando chegaste aqui?” 26Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade eu vos digo, estais me procurando não porque vistes sinais, mas porque comestes pão e ficastes satisfeitos. 27Esforçai-vos não pelo alimento que se perde, mas pelo alimento que permanece até a vida eterna e que o Filho do homem vos dará. Pois este é quem o Pai marcou com seu selo”. 28Então perguntaram: “Que devemos fazer para realizar as obras de Deus?” 29Jesus respondeu: “A obra de Deus é que acrediteis naquele que ele enviou”.                         

– Palavra da salvação!

– Glória a vós, Senhor.

 

FONTE:   https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/        

abr 26

COMENTÁRIO AO EVANGELHO: PADRE JOSÉ MARIA PEREIRA (MONSENHOR)

ZÉ MARIA - 2018

 III DOMINGO DE PÁSCOA – ENCONTRO TRANSFORMADOR –

* Mons. José Maria Pereira –

O Texto do Evangelho (Lc 24, 13 – 35) refere-se à célebre narração dos discípulos de Emaús. Conta que dois seguidores de Cristo os quais, no dia depois do sábado, isto é, o terceiro após a sua morte, tristes e abatidos deixaram Jerusalém e dirigiam-se para uma aldeia pouco distante chamada Emaús. Ao longo do caminho aproximou-se deles Cristo Ressuscitado, mas eles não O reconheceram. Vendo-os aflitos, Jesus explicou, com base nas Escrituras, que o Messias tinha que sofrer e morrer para alcançar a sua Glória. Depois, entrou com eles em casa, sentou-se à mesa, abençoou o pão e partiu-o, e nesse momento reconheceram-no, mas ele desapareceu, deixando-os cheios de admiração diante daquele Pão partido, novo sinal da sua Presença. Imediatamente os dois voltaram para Jerusalém e contaram o que tinha acontecido aos outros discípulos.

Ao longo da conversa com Jesus os discípulos passam da tristeza à alegria, recuperam a esperança e com isso o afã de comunicar a alegria que há nos seus corações, tornando-se deste modo anunciadores e testemunhas de Cristo Ressuscitado. Este episódio mostra as consequências que Jesus Ressuscitado realiza nos dois discípulos: conversão do desespero em esperança; conversão da tristeza em alegria; e também conversão à vida comunitária. Às vezes, quando se fala de conversão, pensa-se unicamente no seu aspecto cansativo, de desapego e renúncia. Ao contrário, a conversão cristã é também e sobretudo fonte de alegria, de esperança e de amor. Ela é sempre obra de Cristo Ressuscitado, Senhor da vida, que nos obteve esta graça por meio da sua Paixão e no-la comunica em virtude da sua Ressurreição.

Jesus caminha junto daqueles dois homens que perderam quase toda a esperança, de modo que a vida começa a parecer-lhes sem sentido. Compreende a sua dor, penetra nos seus corações, comunica-lhes algo da vida que nele habita. “Quando, ao chegar àquela aldeia, Jesus faz menção de seguir o caminho; porém os discípulos insistiram com Jesus para que Ele ficasse com eles. Reconhecem-no depois ao partir o pão: O Senhor, exclamam, esteve conosco! Então disseram um para o outro: “Não estava ardendo o nosso coração quando Ele nos falava e nos explicava as Escrituras? (Lc 24,32). Cada cristão deve tornar Cristo presente entre os homens; deve viver de tal maneira que todos com quem tem contato sintam o bom odor de Cristo (2 Cor 24,32); o bom odor de Cristo deve atuar de forma que, através das ações do discípulo, se possa descobrir o rosto do Mestre” (Cristo que passa, nº 105).

A conversa dos dois discípulos com Jesus a caminho de Emaús, resume perfeitamente a desilusão dos que tinham seguido o Senhor, diante do aparente fracasso que representava para eles a Sua morte.

A localidade de Emaús não foi identificada com certeza. Existem várias hipóteses, e isto é sugestivo, porque nos deixa pensar que Emaús representa, na realidade, todos os lugares: a estrada que nos conduz é o caminho de todos os cristãos, aliás, de todos os homens. Nas nossas estradas, Jesus Ressuscitado faz-se companheiro de viagem, para reavivar, nos nossos corações, o calor da fé e da esperança e partir o Pão da Vida Eterna. No diálogo dos discípulos com o peregrino desconhecido impressiona a expressão que o evangelista Lucas coloca nos lábios de um deles: “Nós esperávamos...” (Lc 24, 21). Este verbo, no passado, diz tudo: Acreditamos, seguimos, esperamos... mas acabou. Também Jesus de Nazaré, que se mostrou um profeta poderoso em obras e em palavras, falhou, e nós ficamos desiludidos. Este drama dos discípulos de Emaús surge como um espelho da situação de muitos cristãos de nosso tempo: parece que a esperança da fé tenha falhado. A própria fé entra em crise, por causa de experiências negativas que nos fazem sentir abandonados pelo Senhor. Contudo, esta estrada para Emaús, na qual caminhamos, pode tornar-se uma via de purificação e maturação do nosso crer em Deus. Também hoje podemos entrar em diálogo com Jesus, escutando a sua Palavra. Também hoje Ele parte o Pão por nós e doa-se a Si mesmo como nosso Pão. Dessa maneira, o encontro com Cristo Ressuscitado, que é possível também hoje, doa-nos uma fé mais profunda e autêntica, harmonizada, por assim dizer, através do fogo do Evento pascal; uma fé robusta porque se alimenta não com ideias humanas, mas com a Palavra de Deus e a sua Presença Real na Eucaristia. É preciso sentar-se à mesa com o Senhor, tornar-se seus comensais, para que a sua Presença humilde no Sacramento do Seu Corpo e do Seu Sangue nos restitua o olhar da fé, para vermos tudo e todos com os olhos de Deus, na luz do seu Amor. Estar com Jesus que permaneceu conosco, assimilar o seu estilo de vida doada, escolher com Ele a lógica da comunhão entre nós, da solidariedade e da partilha. A Eucaristia é a máxima expressão da doação que Jesus faz de Si mesmo e é um convite constante a viver a nossa existência na lógica eucarística, como um dom a Deus e ao próximo.

Jesus, em resposta ao desalento dos discípulos, vai pacientemente descobrindo-lhes o sentido de toda a Sagrada Escritura acerca do Messias: “Não era preciso que o Cristo padecesse estas coisas e assim entrasse na Sua glória?” Com estas palavras o Senhor desfaz a ideia que ainda poderiam ter de um Messias terreno e político, fazendo-lhes ver que a missão de Cristo é sobrenatural: a salvação do gênero humano.

Na Sagrada Escritura estava anunciado que o plano salvador de Deus se realizaria por meio da Paixão e Morte redentora do Messias. A Cruz não é um fracasso, mas o caminho querido por Deus para o triunfo definitivo de Cristo sobre o pecado e sobre a morte (1 cor 1, 23-24).

A presença e a palavra do Mestre recuperam estes discípulos desanimados, e acendem neles uma esperança nova e definitiva: “Iam os dois discípulos para Emaús. O seu caminho era normal, como o de tantas outras pessoas que passavam por aquelas estradas. E aí, com naturalidade, aparece-lhes Jesus e vai com eles, com uma conversa que diminui a fadiga.

Termina o trajeto ao chegar à aldeia e aqueles dois que, sem o saberem, tinham sido feridos no fundo do coração pela Palavra e pelo Amor de Deus feito homem, têm pena de que Ele se vá embora. Porque Jesus despede-se como quem vai para mais longe (Lc 24,28). Nosso Senhor nunca Se impõe! Quer que O chamemos livremente, desde que entrevimos a pureza do Amor que nos colocou na alma. Temos de O deter à força e pedir-lhe: fica conosco, pois já é tarde e a noite vem chegando (Lc 24,29).

Somos assim: sempre pouco atrevidos, talvez por falta de sinceridade, talvez por pudor. No fundo pensamos: fica conosco, porque as trevas nos rodeiam a alma e só Tu és luz, só Tu podes acalmar esta ânsia que nos consome! Porque entre as coisas belas, honestas, não ignoramos qual é a primeira: possuir sempre Deus” (São Gregório Nazianzeno).

Depois da escuta da Palavra e o partir o Pão, os discípulos de Emaús sentem agora a urgência de voltar a Jerusalém! Partem logo para anunciar a descoberta aos irmãos e, junto com eles, proclamam a fé: “O Senhor Ressuscitou!” É o impulso à Missão. Os dois discípulos sentem a necessidade de regressar a Jerusalém e contar a extraordinária experiência que viveram: o encontro com o Senhor Ressuscitado. Há um grande esforço que deve ser realizado para que cada cristão se transforme em testemunha, pronta a anunciar com vigor e com alegria o acontecimento da Morte e da Ressurreição de Cristo.

Os discípulos dizem: “enquanto Ele nos falava, ardia o nosso coração!”

A verdade é que, sem a Eucaristia, sem a Palavra, os outros nos cansam, nos assustam. Com a Palavra e com o partir o Pão, reconhecemos que Cristo está no próximo. Reconhecemos que Cristo está do nosso lado e a presença dele é capaz de nos reanimar.

Quando Jesus Cristo saiu, os discípulos levantaram-se e foram correndo contar a boa nova para os outros discípulos!  São João Paulo II disse: “Os discípulos de Emaús, repletos de esperança e de alegria por terem reconhecido o Senhor “na fração do pão”, regressaram a Jerusalém sem hesitações para narrar aos irmãos aquilo que acontecera ao longo do caminho”. (33-35) Todos nós somos convidados a dar testemunho da Ressurreição de Cristo pela Eucaristia que comungamos. Essa é a missão e o compromisso que temos por ser Igreja e tomarmos parte da mesa do Senhor. Missa, que significa missão, é o envio do batizado, pela Igreja, a proclamar que Cristo vive e reina.

Este maravilhoso texto evangélico já contém a estrutura da Santa Missa: na primeira parte, a escuta da Palavra através das Sagradas Escrituras; na segunda, a Liturgia Eucarística e a comunhão com Cristo presente no Sacramento do seu Corpo e do seu Sangue. Ao alentar-se nesta dúplice mesa, a Igreja edifica-se incessantemente e renova-se, dia após dia na fé, na esperança e na caridade.

Aceitemos o convite do Apóstolo São Pedro: “Vivei respeitando a Deus durante o tempo em que viveis na Terra como estrangeiros” (1Pd 1, 17); convite que se concretiza numa vida vivida intensamente nos caminhos do nosso mundo, conscientes da meta que devemos alcançar: a unidade com Deus, em Cristo crucificado e ressuscitado. De fato, a nossa fé e a nossa esperança estão colocadas em Deus (1Pd 1, 21): dirigidas para Deus porque radicadas n’Ele, fundadas no seu amor e na sua fidelidade.

Por intercessão de Maria Santíssima, rezemos a fim de que todos os cristãos e comunidades, ao reviver a experiência dos discípulos de Emaús, redescubram a graça do encontro transformador com o Senhor Ressuscitado. Pois, o Senhor Ressuscitado caminha conosco, ontem, hoje e sempre.

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*Monsenhor José Maria Pereira, Sacerdote da Diocese de Petrópolis, é, também, Professor, Juiz do Tribunal Eclesiástico Interdiocesano de Niterói e Diocesano de Petrópolis e Vigário da Paróquia de São José do ItamaratI, enviando para o site, semanalmente, a homilia do domingo.

abr 26

LEITURA ORANTE: POR FREI LUDOVICO GARMUS, OFM

LUDOVICO GARMUS

3º DOMINGO DEPOIS DA PÁSCOA – RECONHECERAM-NO AO PARTIR O PÃO –

Frei Ludovico Garmus, ofm –

ORAÇÃO: “Ó Deus, que o vosso pela sua renovação espiritual, para que, tendo recuperado agora com alegria a condição de filhos de Deus, espere com plena confiança o dia da ressurreição”.

1. PRIMEIRA LEITURA: At 2,14.22-33

Não era possível que a morte o dominasse.

No dia de Pentecostes os judeus comemoravam em Jerusalém a doação da Lei de Moisés. Na mesma ocasião estavam reunidos em Jerusalém, também, os apóstolos com dezenas de discípulos e discípulas, no monte Sião. A comunidade estava reunida em oração, com portas e janelas fechadas, por medo dos judeus. De repente, houve um forte ruído do céu, acompanhado de um vento impetuoso e línguas de fogo, enchendo toda a casa onde os discípulos estavam reunidos. Era a manifestação do Espírito Santo prometida por Jesus, antes de sua ascensão ao céu (Lc 24,48). Muitos judeus peregrinos acorreram ao lugar para ver o que estava acontecendo. Em meio a uma imensa alegria, abrem-se as portas e janelas e os discípulos saem da casa. Pedro, então, toma a palavra para explicar ao povo o sentido de tudo o que estava acontecendo. Em seu discurso, Pedro dirige-se aos ouvintes judeus (v. 22-24) e anuncia o “querigma”, isto é, a proclamação da paixão, morte e ressurreição de Jesus, que visa levar os ouvintes à conversão e à fé em Jesus. Os acontecimentos do “querigma” pascal são pura iniciativa de Deus, nome repetido quatro vezes. A ação divina por meio de Jesus é pública: “tudo isso vós mesmos o sabeis”, porque as coisas aconteceram “entre vós”. Mas, a ressurreição de Jesus é presenciada e vivida apenas pelas testemunhas qualificadas (v. 32), os apóstolos e as 120 pessoas reunidas no cenáculo com eles. Pedro cita o salmo 15, argumentando que Davi fala profeticamente da ressurreição de Jesus, “que vós o matastes, pregando-o numa cruz” (v. 25-33). Deus Pai ressuscitou Jesus dentre os mortos (cf. Lc 9,21-22.43-45; 18,31-34) e o exaltou à sua direita na glória do céu. O Pai concedeu a Jesus o Espírito Santo que havia prometido, e Jesus o derramou sobre as testemunhas de sua ressurreição. Os ouvintes estavam presenciando a ação do Espírito Santo derramado sobre as testemunhas.

SALMO RESPONSORIAL: Sl 15 (16)

Vós me ensinais vosso caminho para a vida;

junto de vós felicidade sem limites!

2. SEGUNDA LEITURA: 1Pd 1,17-21

Fostes resgatados pelo precioso sangue de Cristo,

Cordeiro sem mancha!

Desde antes da criação do mundo Deus nos amou e no fim dos tempos enviou seu próprio Filho para nos salvar. Não foi com ouro ou prata que Cristo nos resgatou do pecado e da morte, mas com seu próprio sangue, entregando sua vida como máxima prova de amor. Mas Deus o ressuscitou dos mortos – diz Pedro – e por isso alcançamos a fé em Deus. Pela fé estamos firmemente ancorados em Deus, porque nossa fé e esperança estão guardadas no coração de nosso Deus. É o que cantamos no Salmo responsorial: “Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio”.

ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO

Senhor Jesus, revelai-nos o sentido da Escritura;

Fazei o nosso coração arder, quando falardes.

3. EVANGELHO: Lc 24,13-35

Reconheceram-no ao partir o pão.

Lucas coloca três narrativas relacionadas com a ressurreição de Jesus, todas, no primeiro dia da semana, dia especial em que os cristãos celebravam a ressurreição do Senhor (cf. At 20,7). Na primeira, conta como as mulheres, discípulas de Jesus que o acompanhavam desde a Galileia (Lc 8,1-3), e estavam presentes junto à cruz (23,55), dirigem-se ao túmulo levando perfumes, mas não encontram o corpo de Jesus. Dois anjos lhes explicam que o túmulo está vazio porque Jesus ressuscitou, como havia dito. Elas levam a notícia aos discípulos. Mas eles não acreditam na explicação dada pelos anjos. Pedro, no entanto, vai conferir o túmulo vazio e fica apenas admirado. Segue, então, a narrativa sobre os discípulos de Emaús, que hoje escutamos. Após a manifestação do Ressuscitado os dois discípulos voltam imediatamente a Jerusalém para contar sua experiência aos apóstolos, e eles lhes dizem: “O Senhor ressuscitou de verdade e apareceu a Simão”. Segue, então, na noite do mesmo dia semana a aparição de Jesus a todos os que estavam reunidos. – As experiências de Jesus ressuscitado acontecem quando as pessoas estão reunidas e falam dele; recordam e contam o que Ele fez e falou. Os anjos recordam que Jesus ressuscitou conforme havia dito na Galileia. Jesus leva a boa notícia de sua ressurreição aos discípulos tristes e desanimados, recorda as Escrituras e se manifesta a eles ao partir do pão. Partir o pão lembra a multiplicação/divisão dos pães. O coração dos discípulos começa a arder enquanto escutam o Mestre no caminho (mesa da palavra), mas o reconhecem quando parte o pão, gesto típico de Jesus (mesa da eucaristia).

Tudo aponta para a liturgia eucarística que estamos celebrando. A celebração da Eucaristia na comunidade reunida no Domingo, o Dia do Senhor, é o lugar privilegiado para a experiência da presença viva do Cristo Ressuscitado, que nos alimenta com sua palavra e com seu corpo e sangue.

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* Frei Ludovico Garmus é Doutor em Exegese Bíblica, Professor de Exegese no Instituto Teológico Franciscano-ITF, em Petrópolis, escritor, conferencista e colabora com o nosso Blog, autorizando a reprodução de textos e de reflexões de sua autoria.

abr 26

LEITURA DIÁRIA: É PRECISO CAMINHAR COM DEUS

BÍBLIA - 2019

3º DOMINGO DA PÁSCOA – 26/04/2020

26Durante a refeição, Jesus tomou o pão, benzeu-o, partiu-o e o deu aos discípulos, dizendo: Tomai e comei, isto é meu corpo.27Tomou depois o cálice, rendeu graças e deu-lho, dizendo: Bebei dele todos,28porque isto é meu sangue, o sangue da Nova Aliança, derramado por muitos homens em remissão dos pecados.29Digo-vos: doravante não beberei mais desse fruto da vinha até o dia em que o beberei de novo convosco no Reino de meu Pai. 31Disse-lhes então Jesus: Esta noite serei para todos vós uma ocasião de queda; porque está escrito: Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho serão dispersadas (Zc 13,7).32Mas, depois da minha Ressurreição, eu vos precederei na Galileia. (Mt 26, 26-31.32)

PRIMEIRA LEITURA:

LEITURA DO LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS – (At 2,14.22-33) –

No dia de Pentecostes, 14Pedro, de pé, junto com os onze apóstolos, levantou a voz e falou à multidão: 22“Homens de Israel, escutai estas palavras: Jesus de Nazaré foi um homem aprovado por Deus, junto de vós, pelos milagres, prodígios e sinais que Deus realizou, por meio dele, entre vós. Tudo isso vós bem o sabeis. 23Deus, em seu desígnio e previsão, determinou que Jesus fosse entregue pelas mãos dos ímpios, e vós o matastes, pregando-o numa cruz. 24Mas Deus ressuscitou a Jesus, libertando-o das angústias da morte, porque não era possível que ela o dominasse. 25Pois Davi dele diz: ‘Eu via sempre o Senhor diante de mim, pois está à minha direita para eu não vacilar. 26Alegrou-se por isso meu coração e exultou minha língua, e até minha carne repousará na esperança. 27Porque não deixarás minha alma na região dos mortos nem permitirás que teu santo experimente corrupção. 28Deste-me a conhecer os caminhos da vida, e a tua presença me encherá de alegria’. 29Irmãos, seja-me permitido dizer com franqueza que o patriarca Davi morreu e foi sepultado, e seu sepulcro está entre nós até hoje. 30Mas, sendo profeta, sabia que Deus lhe jurara solenemente que um de seus descendentes ocuparia o trono. 31É, portanto, a ressurreição de Cristo que previu e anunciou com as palavras: ‘Ele não foi abandonado na região dos mortos, e sua carne não conheceu a corrupção’. 32Com efeito, Deus ressuscitou esse mesmo Jesus, e disso todos nós somos testemunhas. 33E agora, exaltado pela direita de Deus, Jesus recebeu o Espírito Santo que fora prometido pelo Pai e o derramou, como estais vendo e ouvindo”.     

– Palavra do Senhor.     

– Graças a Deus.

SALMO RESPONSORIAL: Sl  15(16)

R. Vós me ensinais vosso caminho para a vida; / junto de vós, felicidade sem limites!

1. Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio! † Digo ao Senhor: “Somente vós sois meu Senhor: / nenhum bem eu posso achar fora de vós!” / Ó Senhor, sois minha herança e minha taça, / meu destino está seguro em vossas mãos! 

R. Vós me ensinais vosso caminho para a vida; / junto de vós, felicidade sem limites!

2. Eu bendigo o Senhor, que me aconselha, / e até de noite me adverte o coração. / Tenho sempre o Senhor ante meus olhos, / pois, se o tenho a meu lado, não vacilo. 

R. Vós me ensinais vosso caminho para a vida; / junto de vós, felicidade sem limites!

3. Eis por que meu coração está em festa, † minha alma rejubila de alegria / e até meu corpo no repouso está tranquilo; / pois não haveis de me deixar entregue à morte / nem vosso amigo conhecer a corrupção. 

R. Vós me ensinais vosso caminho para a vida; / junto de vós, felicidade sem limites!

4. Vós me ensinais vosso caminho para a vida; † junto a vós, felicidade sem limites, / delícia eterna e alegria ao vosso lado! 

R. Vós me ensinais vosso caminho para a vida; / junto de vós, felicidade sem limites!

SEGUNDA LEITURA:

LEITURA DA PRIMEIRA CARTA DE SÃO PEDRO – (1Pd  1,17-21)

Caríssimos, 17se invocais como Pai aquele que, sem discriminação, julga a cada um de acordo com as suas obras, vivei então respeitando a Deus durante o tempo de vossa migração neste mundo. 18Sabeis que fostes resgatados da vida fútil herdada de vossos pais, não por meio de coisas perecíveis, como a prata ou o ouro, 19mas pelo precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro sem mancha nem defeito. 20Antes da criação do mundo, ele foi destinado para isso e, neste final dos tempos, ele apareceu por amor de vós. 21Por ele é que alcançastes a fé em Deus. Deus o ressuscitou dos mortos e lhe deu a glória, e assim a vossa fé e esperança estão em Deus.        

 – Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

EVANGELHO: Lc 24,13-35

O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo  segundo São Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

13Naquele mesmo dia, o primeiro da semana, dois dos discípulos de Jesus iam para um povoado chamado Emaús, distante onze quilômetros de Jerusalém. 14Conversavam sobre todas as coisas que tinham acontecido. 15Enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e começou a caminhar com eles. 16Os discípulos, porém, estavam como que cegos e não o reconheceram. 17Então Jesus perguntou: “O que ides conversando pelo caminho?” Eles pararam, com o rosto triste, 18e um deles, chamado Cléofas, lhe disse: “Tu és o único peregrino em Jerusalém que não sabe o que lá aconteceu nestes últimos dias?” 19Ele perguntou: “O que foi?” Os discípulos responderam: “O que aconteceu com Jesus, o nazareno, que foi um profeta poderoso em obras e palavras diante de Deus e diante de todo o povo. 20Nossos sumos sacerdotes e nossos chefes o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram. 21Nós esperávamos que ele fosse libertar Israel, mas, apesar de tudo isso, já faz três dias que todas essas coisas aconteceram! 22É verdade que algumas mulheres do nosso grupo nos deram um susto. Elas foram de madrugada ao túmulo 23e não encontraram o corpo dele. Então voltaram, dizendo que tinham visto anjos e que estes afirmaram que Jesus está vivo. 24Alguns dos nossos foram ao túmulo e encontraram as coisas como as mulheres tinham dito. A ele, porém, ninguém o viu”. 

25Então Jesus lhes disse: “Como sois sem inteligência e lentos para crer em tudo o que os profetas falaram! 26Será que o Cristo não devia sofrer tudo isso para entrar na sua glória?” 27E, começando por Moisés e passando pelos profetas, explicava aos discípulos todas as passagens da Escritura que falavam a respeito dele. 28Quando chegaram perto do povoado para onde iam, Jesus fez de conta que ia mais adiante. 29Eles, porém, insistiram com Jesus, dizendo: “Fica conosco, pois já é tarde e a noite vem chegando!” Jesus entrou para ficar com eles. 30Quando se sentou à mesa com eles, tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e lhes distribuía. 31Nisso os olhos dos discípulos se abriram e eles reconheceram Jesus. Jesus, porém, desapareceu da frente deles. 32Então um disse ao outro: “Não estava ardendo o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?” 33Naquela mesma hora, eles se levantaram e voltaram para Jerusalém, onde encontraram os onze reunidos com os outros. 34E estes confirmaram: “Realmente, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão!” 35Então os dois contaram o que tinha acontecido no caminho e como tinham reconhecido Jesus ao partir o pão.

– Palavra da salvação!

– Glória a vós, Senhor.

 

FONTE:   https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/

abr 25

CONVERSANDO SOBRE A BÍBLIA – PARTE II

A BÍBLIA COMO MENSAGEM

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CONVERSANDO SOBRE A BÍBLIA – GÊNESIS 1, 1-2 –

PARTE II –

*Por L. A. de Moura – 

Inicialmente, é importante destacar que a composição de todo o Pentateuco – Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio – assim como grande parte do AT, decorre da narrativa de Tradições muito diferentes e distantes do tempo umas das outras. Dentre estas tradições, podemos destacar: a Javista, a Eloísta e a Sacerdotal. A primeira e a segunda são assim denominadas, por ser a forma como Deus era conhecido – Javé e/ou Eloim. A sacerdotal é uma tradição proveniente de toda uma linhagem de sacerdotes, normalmente de forma hereditária que, ao longo dos séculos, foi se consolidando na narrativa, por meio da escrituração, de fatos mais antigos.

Daí decorrem narrativas diferentes sobre um mesmo fato; vamos encontrar narrativas de um mesmo fato em Livros distintos e assim sucessivamente. Não devemos nos impressionar com estas diferenças, pois, conforme já destacamos, existe uma mensagem fundamental a ser transmitida. E é esta mensagem que interessa ao leitor médio da Bíblia. Leitor médio é aquele que lê para adquirir algum conhecimento e para fortalecer a fé, individual ou comunitária. Existem, é claro, os leitores estudiosos e pesquisadores da Bíblia que, necessariamente, vão aprofundando seus estudos da forma mais científica possível, até o ponto de debater o significado das palavras tanto na escrita original – hebraico ou aramaico – como no grego ou no latim.

O caso, porém, aqui, é apenas de aquisição de um conhecimento mediano, de modo a facilitar a familiarização com os textos e suas mais explícitas mensagens.

Dito isto, pensemos em Gn 1 e 2: Ao ler o capítulo 2, você certamente percebe que ele relata novamente, e com outros argumentos, toda a Criação dando, no entanto, maiores detalhes sobre a criação do homem e da mulher.

Bem, não se surpreenda ao saber que a primeira versão da Criação – Gn 1 – é posterior à segunda versão, descrita no Cap. 2. Pois aí mesmo vamos encontrar narrativas de duas Tradições diferentes: a primeira, é Sacerdotal. Esta tradição já detém alguns conhecimentos gregos sobre os astros e sobre o cosmos. Fala-se sobre uma divisão cósmica: céu e terra; fala-se sobre um abismo; sobre o firmamento; sobre o dia e a noite; sobre luzeiros e estrelas no firmamento; sobre os mares, com água em abundância. Depois, são criados animais, peixes, aves e, por fim, o primeiro casal: “façamos o homem à nossa imagem e semelhança”; “E criou-os varão e fêmea”.

Esta narrativa decorre da visão que os autores tinham acerca de toda a estrutura do mundo então conhecido já pelos gregos que, da terra, olhavam para o céu – firmamento – e observavam as estrelas e os dois grandes luzeiros – o Sol e a Lua. Além de observarem, também, a vida de todas as espécies sobre a terra. O contexto desta narrativa é o cenário no qual parte da humanidade, então conhecida, tinha os olhos voltados para o paganismo da Mesopotâmia, onde eram cultuados diversos deuses: prestavam culto ao deus Sol; à deusa Lua; ao deus dos mares; aos deuses e deusas da fertilidade etc. Os autores da Tradição Sacerdotal, portanto, inspirados por Deus, narram dentro de uma certa ordem e de uma lógica, a Criação de todas as coisas. Para estes autores, não se tratava de um deus Sol. O Sol é criação do Deus único; não existia deus da fertilidade: o Deus único criou o homem e a mulher e deu-lhes o poder de procriar etc. Todos os demais seres, independentemente de deuses próprios, foram criados por um único e mesmo Deus, Senhor da vida.

Percebem? A narrativa é escrita em um contexto no qual são combatidos os cultos aos deuses mesopotâmicos e, futuramente, babilônicos. É dirigida a um povo que ainda oscilava entre o Deus único e os deuses pagãos, em razão das reverenciadas maravilhas que realizavam. A mensagem é clara: revelar que tudo o que existe foi criado por um único e verdadeiro Deus. Então, de posse dos conhecimentos que detinham, os autores sagrados elaboram a narrativa do Gênesis, Cap. 1.

O texto do Gênesis, capítulo 2, é uma narrativa, cujos versículos de 1-4a, ou, como em alguma Bíblias, de 1-3, pode ser compreendida, também, como procedente da tradição sacerdotal. Residindo aí, talvez, a razão de o capítulo iniciar falando que “Assim foram acabados o céu e a terra, e todos os seus ornatos”, permitindo concluir que se trata de uma continuidade do capítulo 1. Parece haver aqui, neste inicio, uma mescla de tradições. O que, no momento, não é relevante para nós.

A partir do versículo 4b, ou simplesmente 4, a narrativa é mais antiga e provém da Tradição Javista. É uma tradição que, provavelmente, não se debruça sobre conhecimentos de outros povos, mas, atribui tudo a Javé, o Deus que conhecem e sobre o qual já ouviram muitas histórias.

Observe-se que, enquanto em Gn 1 existe verdadeira abundância de água, aqui, em Gn 2, não existe água. Apenas uma fonte que saía da terra. Toda a água necessária para dar vida às ervas e às árvores, provinha da chuva, da água caída do céu. Assim, afirma o autor do Gn 2: “o Senhor Deus não tinha (ainda) feito chover sobre a terra”.

Observe-se que, se em Gn 1 a narrativa afirma ter dito Deus “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança”, criando-os macho e fêmea, aqui, em Gn 2 o autor sagrado trata de esboçar um modelo de criação para o homem: “O Senhor Deus formou, pois, o homem do barro da terra, e inspirou no seu rosto um sopro de vida, e o homem tornou-se alma vivente”.

É narrada a criação de “um paraíso de delícias”, com todas as árvores frutíferas imagináveis, sendo duas especialmente identificadas pelo autor sagrado: a árvore da ciência do bem e do mal e a árvore da vida.

Esclarece, também, o autor sagrado que Deus formou da terra “todos os animais terrestres”, para apresentá-los ao primeiro homem, para ver se ele identificava algum que lhe pudesse servir de companhia.

Por último, então, não encontrado o homem nenhum animal que lhe pudesse servir de companhia, é narrado todo um procedimento para explicar como teria acontecido a criação da mulher. Vejam: em Gn 1, um autor sagrado portador de maiores conhecimentos, afirma, simplesmente, que Deus criou-os “varão e fêmea”, enquanto o autor mais antigo, mais primitivo, elabora todo um processo para tentar explicar a mensagem que queria transmitir.

No versículo 19, do cap. 2, o autor sagrado vai nos contar que Deus tira da terra, também, e não apenas o ser humano, mas os animais terrestres e todas as aves do céu para apresentá-los ao homem.

Ora, vejamos bem: Deus cria o homem e todos os animais e todas as aves. No entanto, apenas ao homem ele permite que escolha a sua companheira dentre todos os animais. Aqui, podemos verificar que Deus põe à prova a razão, o raciocínio com que dotara o homem. É óbvio que dentre todos os animais e dentre todas as aves, não havia qualquer um que se ajustasse ao homem, enquanto espécie. Mas, Deus queria ouvir isto da boca do próprio homem. E, então, ele afirma não ter encontrado nenhum animal que a ele se ajustasse. Deus, então, cria a mulher. Um ser da mesma espécie do homem: ambos são humanos.

Após estes pequenos comentários, o que podemos afirmar com segurança, é que Deus é o autor da vida. Tirar do barro da terra, pode ser uma imagem que nos diga que a matéria está aí, em todos os cantos, inclusive, na terra, e por excelência, mas, a vida não. A vida provém de Deus. Único que pode doá-la. E assim foi feito, desde o princípio.

Bem, como pode ser visto, tanto o capítulo 1, quanto o capítulo 2, são narrativas sobre um mesmo evento: a Criação de todas as coisas e de todos os seres por Deus.

Você verificou, pois, tratarem-se de narrativas diferentes, dirigidas ao povo de Deus, um povo mais antigo e outro bem mais moderno. Em contextos absolutamente distintos tendo, no entanto, uma única mensagem a ser transmitida: Deus é o autor da Criação. Todas as coisas, a partir do ponto comum VIDA, foram criadas por Deus.

Nada de deuses A, B, C ou D. Nada de cultos a deuses estranhos ou mesmo oferta de sacrifícios, porque, Deus é único.

Acredito que você, a partir desta pequena e humilde análise, tenha percebido o que ocorre em toda a Bíblia. Por trás de um enorme pano de fundo, existe uma MENSAGEM DIVINA. E é esta mensagem que os autores sagrados, sempre, querem passar para os seus leitores, da época e, por fim, de todas as épocas.

Ao ler a Bíblia você poderá compreender rapidamente as palavras sem, no entanto, compreender, com exatidão a mensagem transmitida. Aí é que entra a leitura permanente, o estudo sob a orientação de um Padre, de um Pastor bem formado, de um Teólogo ou de um biblista. Pessoas habilitadas a ajudarem você a uma melhor compreensão. Mas, no fundo, no fundo, é só o Espírito de Deus quem pode plantar no seu espírito e na sua alma a verdadeira compreensão de tudo o que está escrito. Reflita sobre tudo isto e, nunca se esqueça: sozinho(a) nesta tarefa, você não conseguirá vencer todos os desafios, porque são muito grandes e complexos. Porém, com persistência, paciência, boa vontade, constância e auxílio, você conseguirá. Seja feliz, e mantenha a fé!

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*L. A. de Moura é Estudante de Teologia, é um pensador espiritualista, um caminhante e um cultor do silêncio.

 

abr 25

LEITURA DIÁRIA: É PRECISO CAMINHAR COM DEUS

A BÍBLIA DE DOMINGO

2ª SEMANA DA PÁSCOA – SÁBADO – 25/04/2020 –

26Durante a refeição, Jesus tomou o pão, benzeu-o, partiu-o e o deu aos discípulos, dizendo: Tomai e comei, isto é meu corpo.27Tomou depois o cálice, rendeu graças e deu-lho, dizendo: Bebei dele todos,28porque isto é meu sangue, o sangue da Nova Aliança, derramado por muitos homens em remissão dos pecados.29Digo-vos: doravante não beberei mais desse fruto da vinha até o dia em que o beberei de novo convosco no Reino de meu Pai. 31Disse-lhes então Jesus: Esta noite serei para todos vós uma ocasião de queda; porque está escrito: Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho serão dispersadas (Zc 13,7).32Mas, depois da minha Ressurreição, eu vos precederei na Galileia. (Mt 26, 26-31.32)

PRIMEIRA LEITURA:

LEITURA DA PRIMEIRA CARTA DE PEDRO – (1Pd  5,5-14) –

Caríssimos, 5revesti-vos todos de humildade no relacionamento mútuo, porque Deus resiste aos soberbos, mas dá a sua graça aos humildes. 6Rebaixai-vos, pois, humildemente, sob a poderosa mão de Deus, para que, na hora oportuna, ele vos exalte. 7Lançai sobre ele toda a vossa preocupação, pois é ele quem cuida de vós. 8Sede sóbrios e vigilantes. O vosso adversário, o diabo, rodeia como um leão a rugir, procurando a quem devorar. 9Resisti-lhe, firmes na fé, certos de que iguais sofrimentos atingem também os vossos irmãos pelo mundo afora. 10Depois de terdes sofrido um pouco, o Deus de toda a graça, que vos chamou para a sua glória eterna em Cristo, vos restabelecerá e vos tornará firmes, fortes e seguros. 11A ele pertence o poder, pelos séculos dos séculos. Amém. 12Por meio de Silvano, que considero um irmão fiel junto de vós, envio-vos esta breve carta, para vos exortar e para atestar que esta é a verdadeira graça de Deus, na qual estais firmes. 13A Igreja que está em Babilônia, eleita como vós, vos saúda, como também Marcos, o meu filho. 14Saudai-vos uns aos outros com o abraço do amor fraterno. A paz esteja com todos vós que estais em Cristo.                       

– Palavra do Senhor.     

– Graças a Deus.

EVANGELHO:  Mc 16,15-20

O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo  segundo São Marcos.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, Jesus se manifestou aos onze discípulos 15e disse-lhes: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o evangelho a toda criatura! 16Quem crer e for batizado será salvo. Quem não crer será condenado. 17Os sinais que acompanharão aqueles que crerem serão estes: expulsarão demônios em meu nome, falarão novas línguas; 18se pegarem em serpentes ou beberem algum veneno mortal, não lhes fará mal algum; quando impuserem as mãos sobre os doentes, eles ficarão curados”. 19Depois de falar com os discípulos, o Senhor Jesus foi levado ao céu e sentou-se à direita de Deus. 20Os discípulos então saíram e pregaram por toda parte. O Senhor os ajudava e confirmava sua palavra por meio dos sinais que a acompanhavam.                         

– Palavra da salvação!

– Glória a vós, Senhor.

 

FONTE:   https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/        

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