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Sementes da Palavra, É tempo de semear

Arquivo por mês: agosto 2020

ago 08

LEITURA DIÁRIA: É PRECISO CAMINHAR COM DEUS

LEIA A BÍBLIA - 2019

18ª SEMANA DO TEMPO COMUM – SÁBADO – 08/08/2020 –

26Durante a refeição, Jesus tomou o pão, benzeu-o, partiu-o e o deu aos discípulos, dizendo: Tomai e comei, isto é meu corpo.27Tomou depois o cálice, rendeu graças e deu-lho, dizendo: Bebei dele todos,28porque isto é meu sangue, o sangue da Nova Aliança, derramado por muitos homens em remissão dos pecados.29Digo-vos: doravante não beberei mais desse fruto da vinha até o dia em que o beberei de novo convosco no Reino de meu Pai. 31Disse-lhes então Jesus: Esta noite serei para todos vós uma ocasião de queda; porque está escrito: Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho serão dispersadas (Zc 13,7).32Mas, depois da minha Ressurreição, eu vos precederei na Galileia. (Mt 26, 26-31.32)

PRIMEIRA LEITURA:

LEITURA DO LIVRO DO PROFETA HABACUC – (Hab 1,12-2,4) –

 12Acaso não existes desde o princípio, Senhor, meu Deus, meu santo, que não haverás de morrer? Senhor, puseste essa gente como instrumento de tua justiça; criaste-a, ó meu rochedo, para exercer punição. 13Teus olhos são puros para não veres o mal; não podes aceitar a visão da iniquidade. Por que, então, olhando para os malvados e vendo-os devorar o justo, ficas calado? 14Tratas os homens como os peixes do mar, como os répteis, que não têm dono. 15O pescador pega tudo com o anzol, puxa os peixes com a rede varredoura e recolhe-os na outra rede; com isso, alegra-se e faz a festa. 16Faz imolação por causa da sua malha, oferece incenso por causa da sua rede, porque com elas cresceu a captura de peixes e sua comida aumentou. 17Será por isso que ele sempre desembainhará a espada, para matar os povos sem dó nem piedade? 2,1Vou ocupar meu posto de guarda e estarei de atalaia, atento ao que me será dito e ao que será respondido à minha denúncia. 2Respondeu-me o Senhor, dizendo: “Escreve esta visão, estende seus dizeres sobre tábuas, para que possa ser lida com facilidade. 3A visão refere-se a um prazo definido, mas tende para um desfecho e não falhará; se demorar, espera, pois ela virá com certeza e não tardará. 4Quem não é correto vai morrer, mas o justo viverá por sua fé”.                                

– Palavra do Senhor.     

– Graças a Deus.

EVANGELHO:  Mt 17,14-20

O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo  segundo São Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

14Naquele tempo, chegando Jesus e seus discípulos junto da multidão, um homem aproximou-se de Jesus, ajoelhou-se e disse: 15“Senhor, tem piedade do meu filho. Ele é epilético e sofre ataques tão fortes, que muitas vezes cai no fogo ou na água. 16Levei-o aos teus discípulos, mas eles não conseguiram curá-lo!” 17Jesus respondeu: “Ó gente sem fé e perversa! Até quando deverei ficar convosco? Até quando vos suportarei? Trazei aqui o menino”. 18Então Jesus o ameaçou e o demônio saiu dele. Na mesma hora, o menino ficou curado. 19Então, os discípulos aproximaram-se de Jesus e lhe perguntaram em particular: “Por que nós não conseguimos expulsar o demônio?” 20Jesus respondeu: “Porque a vossa fé é demasiado pequena. Em verdade vos digo, se vós tiverdes fé do tamanho de uma semente de mostarda, direis a esta montanha: ‘Vai daqui para lá’, e ela irá. E nada vos será impossível”.                             

– Palavra da salvação!

– Glória a vós, Senhor.

 

FONTE:   https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/

ago 07

LEITURA DIÁRIA: É PRECISO CAMINHAR COM DEUS

LEIA A BÍBLIA - 2019

18ª SEMANA DO TEMPO COMUM – SEXTA-FEIRA – 07/08/2020 –

26Durante a refeição, Jesus tomou o pão, benzeu-o, partiu-o e o deu aos discípulos, dizendo: Tomai e comei, isto é meu corpo.27Tomou depois o cálice, rendeu graças e deu-lho, dizendo: Bebei dele todos,28porque isto é meu sangue, o sangue da Nova Aliança, derramado por muitos homens em remissão dos pecados.29Digo-vos: doravante não beberei mais desse fruto da vinha até o dia em que o beberei de novo convosco no Reino de meu Pai. 31Disse-lhes então Jesus: Esta noite serei para todos vós uma ocasião de queda; porque está escrito: Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho serão dispersadas (Zc 13,7).32Mas, depois da minha Ressurreição, eu vos precederei na Galileia. (Mt 26, 26-31.32)

PRIMEIRA LEITURA:

LEITURA DO LIVRO DO PROFETA NAUM – (Na 2,1.3; 3,1-3.6-7) –

1“Eis sobre os montes os passos de um mensageiro, que anuncia a paz. Ó Judá, celebra tuas festas, cumpre tuas promessas: nunca mais Belial pisará teu solo; ele foi aniquilado. 3O Senhor há de restaurar a grandeza de Jacó, assim como a grandeza de Israel, pois os ladrões os saquearam e devastaram suas videiras. 3,1Ai de ti, cidade sanguinária, cheia de imposturas, cheia de espoliação e de incessante rapinagem. 2Estalo de chicotes, fragor de rodas, cavalos relinchando, ringir de carros impetuosos, cavaleiros à carga, 3espadas brilhando e lanças reluzentes, trucidados sem conta, mortos aos montes; cadáveres sem fim, tropeça-se sobre os corpos. 6Farei cair sobre ti tuas abominações e te lançarei em rosto merecidos insultos; de ti farei um exemplo. 7Assim, todos os que te virem fugirão para longe, dizendo: ‘Nínive está em ruínas! Quem terá compaixão dela? Onde achar quem a console?'”                                

– Palavra do Senhor.     

– Graças a Deus.

EVANGELHO:  Mt 16,24-28

O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo  segundo São Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 24Jesus disse aos discípulos: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga. 25Pois quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim vai encontrá-la. 26De fato, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, mas perder a sua vida? O que poderá alguém dar em troca de sua vida? 27Porque o Filho do Homem virá na glória do seu Pai, com os seus anjos, e então retribuirá a cada um de acordo com a sua conduta. 28Em verdade vos digo: alguns daqueles que estão aqui não morrerão antes de verem o Filho do Homem vindo com o seu Reino”.                             

– Palavra da salvação!

– Glória a vós, Senhor.

 

FONTE:   https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/

ago 06

LEITURA DIÁRIA: É PRECISO CAMINHAR COM DEUS

LEIA A BÍBLIA - 2019

18ª SEMANA DO TEMPO COMUM – QUINTA-FEIRA – TRANSFIGURAÇÃO DO SENHOR – 06/08/2020 –

26Durante a refeição, Jesus tomou o pão, benzeu-o, partiu-o e o deu aos discípulos, dizendo: Tomai e comei, isto é meu corpo.27Tomou depois o cálice, rendeu graças e deu-lho, dizendo: Bebei dele todos,28porque isto é meu sangue, o sangue da Nova Aliança, derramado por muitos homens em remissão dos pecados.29Digo-vos: doravante não beberei mais desse fruto da vinha até o dia em que o beberei de novo convosco no Reino de meu Pai. 31Disse-lhes então Jesus: Esta noite serei para todos vós uma ocasião de queda; porque está escrito: Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho serão dispersadas (Zc 13,7).32Mas, depois da minha Ressurreição, eu vos precederei na Galileia. (Mt 26, 26-31.32)

PRIMEIRA LEITURA:

LEITURA DO LIVRO DO PROFETA DANIEL – (Dn 7,9-10.13-14) –

9Eu continuava olhando até que foram colocados uns tronos, e um ancião de muitos dias aí tomou lugar. Sua veste era branca como neve, e os cabelos da cabeça, como lã pura; seu trono eram chamas de fogo, e as rodas do trono, como fogo em brasa. 10Derramava-se aí um rio de fogo que nascia diante dele; serviam-no milhares de milhares, e milhões de milhões assistiam-no ao trono; foi instalado o tribunal, e os livros foram abertos. 13Continuei insistindo na visão noturna, e eis que, entre as nuvens do céu, vinha um como filho de homem, aproximando-se do ancião de muitos dias, e foi conduzido à sua presença. 14Foram-lhe dados poder, glória e realeza, e todos os povos, nações e línguas o serviam: seu poder é um poder eterno que não lhe será tirado, e seu reino, um reino que não se dissolverá.                                

– Palavra do Senhor.     

– Graças a Deus.

EVANGELHO:  Mt 17,1-9

O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo  segundo São Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e os levou a um lugar à parte, sobre uma alta montanha. 2E foi transfigurado diante deles; o seu rosto brilhou como o sol, e as suas roupas ficaram brancas como a luz. 3Nisto apareceram-lhes Moisés e Elias, conversando com Jesus. 4Então Pedro tomou a palavra e disse: “Senhor, é bom ficarmos aqui. Se queres, vou fazer aqui três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias”. 5Pedro ainda estava falando quando uma nuvem luminosa os cobriu com sua sombra. E da nuvem uma voz dizia: “Este é o meu Filho amado, no qual eu pus todo meu agrado. Escutai-o!” 6Quando ouviram isso, os discípulos ficaram muito assustados e caíram com o rosto em terra. 7Jesus se aproximou, tocou neles e disse: “Levantai-vos e não tenhais medo”. 8Os discípulos ergueram os olhos e não viram mais ninguém, a não ser somente Jesus. 9Quando desciam da montanha, Jesus ordenou-lhes: “Não conteis a ninguém esta visão até que o Filho do Homem tenha ressuscitado dos mortos”.                             

– Palavra da salvação!

– Glória a vós, Senhor.

 

FONTE:   https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/

ago 05

LEITURA DIÁRIA: É PRECISO CAMINHAR COM DEUS

LEIA A BÍBLIA - 2019

18ª SEMANA DO TEMPO COMUM – QUARTA-FEIRA – 05/08/2020 –

26Durante a refeição, Jesus tomou o pão, benzeu-o, partiu-o e o deu aos discípulos, dizendo: Tomai e comei, isto é meu corpo.27Tomou depois o cálice, rendeu graças e deu-lho, dizendo: Bebei dele todos,28porque isto é meu sangue, o sangue da Nova Aliança, derramado por muitos homens em remissão dos pecados.29Digo-vos: doravante não beberei mais desse fruto da vinha até o dia em que o beberei de novo convosco no Reino de meu Pai. 31Disse-lhes então Jesus: Esta noite serei para todos vós uma ocasião de queda; porque está escrito: Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho serão dispersadas (Zc 13,7).32Mas, depois da minha Ressurreição, eu vos precederei na Galileia. (Mt 26, 26-31.32)

PRIMEIRA LEITURA:

LEITURA DO LIVRO DO PROFETA JEREMIAS – (Jr 31,1-7) –

1“Naquele tempo, diz o Senhor, serei Deus para todas as tribos de Israel, e elas serão meu povo”. 2Isto diz o Senhor: “Encontrou perdão no deserto o povo que escapara à espada; Israel encaminha-se para o seu descanso”. 3O Senhor apareceu-me de longe: “Amei-te com amor eterno e te atraí com a misericórdia. 4De novo te edificarei, serás reedificada, ó jovem nação de Israel; de novo teus tambores ornarão as praças e sairás entre grupos de dançantes. 5Hás de plantar vinhas nos montes de Samaria; os cultivadores hão de plantar e também colher. 6Virá o dia em que gritarão os guardas no monte Efraim: ‘Levantai-vos, vamos a Sião, vamos ao Senhor, nosso Deus’. 7Isto diz o Senhor: Exultai de alegria por Jacó, aclamai a primeira das nações; tocai, cantai e dizei: ‘Salva, Senhor, teu povo, o resto de Israel'”.                               

– Palavra do Senhor.     

– Graças a Deus.

EVANGELHO:  Mt 15,21-28

O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo  segundo São Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 21Jesus retirou-se para a região de Tiro e Sidônia. 22Eis que uma mulher cananeia, vindo daquela região, pôs-se a gritar: “Senhor, filho de Davi, tem piedade de mim: minha filha está cruelmente atormentada por um demônio!” 23Mas Jesus não lhe respondeu palavra alguma. Então, seus discípulos aproximaram-se e lhe pediram: “Manda embora essa mulher, pois ela vem gritando atrás de nós”. 24Jesus respondeu: “Eu fui enviado somente às ovelhas perdidas da casa de Israel”. 25Mas a mulher, aproximando-se, prostrou-se diante de Jesus e começou a implorar: “Senhor, socorre-me!” 26Jesus lhe disse: “Não fica bem tirar o pão dos filhos para jogá-lo aos cachorrinhos”. 27A mulher insistiu: “É verdade, Senhor; mas os cachorrinhos também comem as migalhas que caem da mesa de seus donos!” 28Diante disso, Jesus lhe disse: “Mulher, grande é a tua fé! Seja feito como tu queres!” E desde aquele momento sua filha ficou curada.                             

– Palavra da salvação!

– Glória a vós, Senhor.

 

FONTE:   https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/

ago 04

LEITURA DIÁRIA: É PRECISO CAMINHAR COM DEUS

LEIA A BÍBLIA - 2019

18ª SEMANA DO TEMPO COMUM – TERÇA-FEIRA – SÃO JOÃO MARIA VIANEY – PRESBÍTERO E CONFESSOR – 04/08/2020 –

26Durante a refeição, Jesus tomou o pão, benzeu-o, partiu-o e o deu aos discípulos, dizendo: Tomai e comei, isto é meu corpo.27Tomou depois o cálice, rendeu graças e deu-lho, dizendo: Bebei dele todos,28porque isto é meu sangue, o sangue da Nova Aliança, derramado por muitos homens em remissão dos pecados.29Digo-vos: doravante não beberei mais desse fruto da vinha até o dia em que o beberei de novo convosco no Reino de meu Pai. 31Disse-lhes então Jesus: Esta noite serei para todos vós uma ocasião de queda; porque está escrito: Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho serão dispersadas (Zc 13,7).32Mas, depois da minha Ressurreição, eu vos precederei na Galileia. (Mt 26, 26-31.32)

PRIMEIRA LEITURA:

LEITURA DO LIVRO DO PROFETA JEREMIAS – (Jr 30,1-2.12-15.18-22) –

1Palavra que foi dirigida a Jeremias da parte do Senhor: 2“Isto diz o Senhor, Deus de Israel: Escreve para ti, num livro, todas as palavras que te falei. 12Isto diz o Senhor: Incurável é tua ferida, maligna tua chaga; 13não há quem conheça teu diagnóstico; uma úlcera tem remédio, mas em ti não se produz cicatrização. 14Todos os teus amigos te esqueceram, não te procuram mais; eu te causei uma ferida, como se fosses inimigo, como um castigo cruel, por causa do grande número de maldades que te fez endurecer no pecado. 15Por que gritas em teu sofrimento? É insanável a tua dor. Eu te tratei com rudeza por causa das tuas inúmeras maldades e por causa do teu endurecimento no pecado. 18Isto diz o Senhor: Eis que eu mudarei a sorte das tendas de Jacó e terei compaixão de suas moradias, a cidade ressurgirá das suas ruínas e a fortaleza terá lugar para suas fundações; 19de lá sairão cânticos de louvor e sons festivos. Hei de multiplicá-los, eles não diminuirão, hei de glorificá-los, eles não serão humilhados. 20Teus filhos serão felizes como outrora, e sua comunidade, estável na minha presença; e agirei contra todos os que os molestarem. 21Para chefe será escolhido um dos seus, e o soberano sairá do seu meio; eu o incitarei, e ele se aproximará de mim. Quem dará a vida em penhor da sua aproximação de mim? – diz o Senhor. 22Sereis meu povo e eu serei vosso Deus”.                               

– Palavra do Senhor.     

– Graças a Deus.

EVANGELHO:  Mt 15,1-2.10-14

O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo  segundo São Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

1Naquele tempo, alguns fariseus e mestres da Lei, vindos de Jerusalém, aproximaram-se de Jesus e perguntaram: 2“Por que os teus discípulos não observam a tradição dos antigos? Pois não lavam as mãos quando comem o pão?” 10Jesus chamou a multidão para perto de si e disse: “Escutai e compreendei. 11Não é o que entra pela boca que torna o homem impuro, mas o que sai da boca, isso é que torna o homem impuro”. 12Então os discípulos se aproximaram e disseram a Jesus: “Sabes que os fariseus ficaram escandalizados ao ouvir as tuas palavras?” 13Jesus respondeu: “Toda planta que não foi plantada pelo meu Pai celeste será arrancada. 14Deixai-os! São cegos guiando cegos. Ora, se um cego guia outro cego, os dois cairão no buraco”.                             

– Palavra da salvação!

– Glória a vós, Senhor.

 

FONTE:   https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/

ago 03

EDITORIAL DA SEMANA: O MAL COMO DECORRÊNCIA DE SI MESMO

A FORÇA DO MAL

DE ONDE VEM O MAL, QUAL É A SUA ORIGEM?

*Por L. A. de Moura –

Muitas e muitas pessoas querem saber a razão pela qual o mal está sempre presente no mundo. É difícil, para muita gente, compreender os motivos que levam o mal a duelar com o bem, apesar de Deus, das religiões, das crenças, devoções e seguimentos cultuais. Assim, você tem toda razão de, também, questionar sobre tudo isto. Preocupa-me, no entanto, e muito, o fato de você dirigir tais questionamentos a mim, como se eu tivesse a capacidade para explicar o que teólogos, filósofos e religiosos do mundo todo cansaram de fazê-lo, fornecendo suas versões sem, no entanto, e jamais, terem conseguido de modo satisfatório, dizimar as dúvidas que ainda pairam a respeito do tema.

Entretanto, eu, que não sou nada disso, não passando de um simples  pensador, estudioso e pesquisador, cujo espírito é voltado muito mais para a reflexão, poderei tentar te fornecer, apenas, e, tão somente, um ponto de vista que, por fim, poderá te confundir ainda mais ou, quem sabe, servir como uma faísca capaz de acender uma verdadeira tocha no íntimo da sua alma. Só isso, nada mais do que isso. Vem comigo, então, vamos tentar caminhar um pouco por esta estrada sinuosa e cheia de armadilhas.

Talvez, e na minha opinião, seja fundamental deixar claro, desde o início desta conversa, que não é Deus a origem do mal. Não foi Ele quem criou o mal e, muito menos, quem o introduziu no mundo dos viventes. O mal existe como consequência, como efeito. Vejamos, por primeiro, o que está escrito na narrativa do Livro do Gênesis. Então, disse o Senhor ao homem: “Não comas do fruto da árvore da ciência do bem e do mal; porque, em qualquer dia que comeres dele, morrerás indubitavelmente” (Gn 2, 17).

Na mesma narrativa bíblica, vamos encontrar uma personagem cuja atuação foi decisiva para que os seres humanos desobedecessem a ordem divina e, finalmente, tirassem a rolha da lâmpada na qual estava guardado o gênio do mal: a serpente. Figura mítica, mas, que, teve a perspicácia de dizer ao ser humano: “Vós de nenhum modo morrereis. Mas Deus sabe que, em qualquer dia que comerdes dele (do fruto da árvore da ciência do bem e do mal), vossos olhos se abrirão, e sereis como deuses, conhecendo o bem e o mal” (Gn 3, 4-5).

Veja, o ser humano teve interesse, curiosidade, ambição, ilusão ou dê-se lá o nome que quiser, de conhecer “o bem e o mal”. Desta forma, ao destampar a lâmpada mágica da desobediência, viu sair para fora os dois gêmeos – o bem e o mal – e, com eles, a morte, como consequência maior de um ato que não deveria ter sido praticado.

Ora, se bem refletido, a morte é o fechamento de todos os males que afligem o ser humano neste mundo. É, por assim dizer, a decorrência final.

O bem, certamente, seduz a muitos e a muitos leva a uma vida a ele dedicada. E traz, é claro, as devidas consequências. O mal, de igual modo, também, seduz a muitos, graças à satisfação ilusória dos sonhos, das ambições, dos apetites, dos planos e dos projetos de muitos viventes que, ainda hoje, acreditam piamente que, apesar de tudo, a felicidade neste plano terreno existe, está ao alcance de todos e que, portanto, deve ser perseguida e conseguida a qualquer preço. Eis aí a palavra-chave do nosso tema: “a qualquer preço”. De fato, tudo, absolutamente tudo, tem e cobra um preço. Costumo dizer, abrindo um pequeno parêntesis, que a vida é semelhante a um grande restaurante: você chega, entra, senta, pede o prato mais caro do cardápio; pede a bebida mais exótica que desejar; bebe até perder o controle dos seus atos; quebra pratos, garrafas, taças e copos. Briga, quebra mesas e cadeiras, ofende as pessoas. Faz tudo o que estiver ao seu alcance. Atende a todos os seus instintos. Porém, todos os prejuízos causados serão pagos, centavo por centavo. Quem pagará? Ora, o que importa é o pagamento.

Então, e fechando o parêntesis, a busca pela felicidade, e não raro pelos  desjos e prazeres da vida, cobra o devido preço. Quem sai em busca de tudo o que o mundo tem a oferecer, “a qualquer preço”, sem pensar sobre quem terá de pagá-lo, certamente vai realizar tudo o que planejou. Nada ou ninguém poderá detê-lo. Entretanto, as consequências virão e, certamente, cairão sobre muitos que, nem sempre, têm algo a ver com os atos praticados. Isto, porque, quem pode, e enquanto pode, se defende da imediatidade das consequências advindas dos atos erráticos que praticou. No fim, porém, muitas vezes já sem recursos e sem forças acaba, também, sucumbindo à voracidade do mal.

Você poderia, então, questionar: Mas, como é possível que um justo pague pelos atos do injusto e do ímpio? Veja, o mal não escolhe a quem vai atingir. Ele vem como a fúria de uma tempestade que assola e, muitas vezes, destrói tudo e todos os que estão na sua direção. Lembra da historinha do restaurante? Tudo deverá ser ressarcido. Para o dono do estabelecimento não importa quem pagará a conta. Ele quer receber por tudo o que foi consumido e destruído. Imagine, por exemplo, o caso de uma criança sozinha em casa. A mãe, para encontrar-se com o namorado na rua, esquece uma panela de  pressão no fogão, com o queimador aceso. Se ela fica com o namorado por um tempo prolongado, suficiente para que a panela exploda, certamente, a criança será fortemente atingida, sem ter culpa de absolutamente nada. As consequências só deixam de ocorrer, se o ato for interrompido a tempo.

Quem pesquisou e descobriu a fusão do átomo, e daí concluiu que poderia construir uma bomba atômica, para subjugar e dominar povos e nações, por arrogância, ambição ou vingança, levou o mal e a destruição a milhares de inocentes porque a bomba, depois de acionada, tem como consequência única realizar o que dela é esperado: a explosão radioativa de altíssima potência e magnitude. Aquele que cria uma bactéria em laboratório e que, eventualmente, perde o controle da sua criação, leva dor, sofrimento e morte a centenas, milhares de pessoas, absolutamente inocentes. O que eu quero dizer é que o mal é decorrente de atos praticados por alguém, de algum modo, em algum lugar e com alguma pretensão ou finalidade. Daí ser fácil concluir que, todas as vezes que praticamos o bem, as consequências, também, são inevitáveis e, assim, contribuímos para a felicidade de muitos e muitos, os quais não nos são conhecidos, mas que, indiretamente, recebem os frutos do bem que praticamos.

A partir daí, você pode refletir melhor, e verificar quanto mal é praticado no mundo, todos os dias, em todos os setores da vida, a começar pelas agressões à própria natureza. E quais são as consequências? São as piores possíveis. E quem as sofre, direta ou indiretamente? Toda a humanidade. As feridas causadas à natureza trazem como consequências os desastres naturais, a doença do ar, do solo e do subsolo, a infecção dos rios e dos mares, afetando milhões de pessoas e de outros seres vivos em todo o mundo. Com o ar, a terra, os rios, os mares e o subsolo fortemente atingidos, vêm as doenças, graves ou gravíssimas, a fome, a desnutrição e... mais doenças e mortes, numa escalada sucessiva de males que vão se multiplicando ao infinito. Tudo, porque alguém, em algum momento e lugar, decidiu que pode agredir a natureza, que nada acontece. Ora, os males e os sofrimentos daí decorrentes são, ou serão, suportados por quem? Justamente por todos aqueles que, ao contrário, vivem defendendo o respeito para com a natureza. No entanto, as consequências pelos erros cometidos já estão fora de controle. Lembra da figura mítica da serpente? “Vós de nenhum modo morrereis”.

É justo atribuir o mal a Deus? É justo afirmar que Deus deveria livrar o ser humano de tantos males, quando é o próprio ser humano o provocador e causador de tudo isto? O próprio Deus (encarnado) sofreu as consequências da maldade humana. Desta forma, acho que você concordará que o ser humano é o único responsável por todo o mal que existe no mundo, haja vista partir dele a prática de todos os atos capazes de gerar consequências absolutamente desastrosas para todos os demais seres vivos, sem qualquer distinção ou exceção.

Alguns cientistas humanistas já conseguiram demonstrar o quanto de bem decorre da prática do bem. Sobre o mal pode-se firmar o mesmo raciocínio!

Portanto, o que estamos enfrentando, atualmente, todos os males que estão despencando sobre as nossas cabeças, certamente, decorrem de atos malignos, maldosos, mal planejados, maliciosos ou mal executados por algum ou alguns dos nossos congêneres. Pessoas que, em algum momento das suas vidas, desejaram “ser como deuses, dominando o bem e o mal”.

Como antecipei para você, desde o início desta nossa conversa, não tenho a pretensão de explicar o que muitos sábios já tentaram sem sucesso. Porém, deixo para você, apenas, a minha opinião sobre o assunto. Daí para a frente, fica com você a missão de tentar encontrar alguma outra resposta que possa ser mais satisfatória.

Por fim, peço que observe que, se a humanidade quisesse extinguir o mal, bastaria fazer quase tudo de forma muito diferente do que tem feito. Fazendo e ensinando às futuras gerações. Caso contrário estaremos, simplesmente, experimentando a primeira de muitas outras pandemias com características iguais ou muito piores do que esta. E que ninguém se atreva a colocar a culpa em Deus, como tem ocorrido vez por outra, acreditando e disseminando a crença de que o Criador envia o castigo para redimir os pecados da humanidade, ou coisas do gênero. Não é castigo, não são castigos. São consequências decorrentes de tantos males praticados ao longo do tempo. Pratique-se o bem, e as consequências também haverão de ser derramadas sobre nossas vidas. Dizia São João de Deus, ao pedir que os ricos cuidassem dos doentes e inválidos: "Fazei o bem a vós mesmos, socorrendo os que jazem pelas ruas, maltratados por tantas e tantas enfermidades".

Espero que você obtenha sucesso na busca por explicações mais “científicas” acerca da presença do mal. Apesar da ciência e das tantas explicações que ela promove, o mal está aí, cada dia mais presente, mais forte e mais expansivo. Se este texto te aproveita para alguma coisa, faça bom proveito. Caso contrário, a tecla DEL do seu dispositivo pode resolver o problema, sem qualquer consequência previsível. De qualquer forma, seja feliz, e boa sorte!

NAMASTÊ - NOVO ___________________________________________________________

*L. A. de Moura é estudante de Filosofia, estudioso da Teologia, é um pensador espiritualista, um caminhante e um cultor do silêncio.

ago 03

LEITURA DIÁRIA: É PRECISO CAMINHAR COM DEUS

LEIA A BÍBLIA - 2019

18ª SEMANA DO TEMPO COMUM – SEGUNDA-FEIRA – 03/08/2020 –

26Durante a refeição, Jesus tomou o pão, benzeu-o, partiu-o e o deu aos discípulos, dizendo: Tomai e comei, isto é meu corpo.27Tomou depois o cálice, rendeu graças e deu-lho, dizendo: Bebei dele todos,28porque isto é meu sangue, o sangue da Nova Aliança, derramado por muitos homens em remissão dos pecados.29Digo-vos: doravante não beberei mais desse fruto da vinha até o dia em que o beberei de novo convosco no Reino de meu Pai. 31Disse-lhes então Jesus: Esta noite serei para todos vós uma ocasião de queda; porque está escrito: Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho serão dispersadas (Zc 13,7).32Mas, depois da minha Ressurreição, eu vos precederei na Galileia. (Mt 26, 26-31.32)

PRIMEIRA LEITURA:

LEITURA DO LIVRO DO PROFETA JEREMIAS – (Jr 28,1-17) –

1Nesse mesmo ano, no início do reinado de Sedecias, rei de Judá, no quinto mês do quarto ano, disse-me o profeta Ananias, filho de Azur, profeta de Gabaon, na casa do Senhor e na presença dos sacerdotes e de todo o povo: 2“Isto diz o Senhor dos exércitos, Deus de Israel: Quebrei o jugo do rei da Babilônia. 3Ainda dois anos e eu farei reconduzir a este lugar todos os vasos da casa do Senhor, que Nabucodonosor, rei da Babilônia, tirou deste lugar e transferiu para a Babilônia. 4Também reconduzirei a este lugar Jeconias, filho de Joaquim e rei de Judá, juntamente com toda a massa de judeus desterrados para Babilônia, diz o Senhor, pois eu quebro o jugo do rei da Babilônia”. 5Respondeu o profeta Jeremias ao profeta Ananias, na presença dos sacerdotes e de todo o povo que estava na casa do Senhor, 6dizendo: “Amém, assim permita o Senhor! Realize ele as palavras que profetizaste, trazendo de volta os vasos para a casa do Senhor e todos os deportados da Babilônia para esta terra. 7Ouve, porém, esta palavra que eu digo aos teus ouvidos e aos ouvidos de todo o povo: 8os profetas que existiram antigamente, antes de mim e antes de ti, profetizaram sobre guerras, aflições e peste para muitos povos e reinos poderosos; 9mas o profeta que profetiza paz, esse somente será reconhecido como profeta que, em verdade, o Senhor enviou quando sua palavra for verificada”. 10Então o profeta Ananias retirou o jugo do pescoço do profeta Jeremias e quebrou-o; 11e disse Ananias, na presença de todo o povo: “Isto diz o Senhor: Deste modo quebrarei o jugo de Nabucodonosor, rei da Babilônia, dentro de dois anos, livrando dele o pescoço de todos os povos”. E foi-se pelo seu caminho o profeta Jeremias. 12Depois que o profeta Ananias havia retirado o jugo do pescoço do profeta Jeremias, dirigiu-se novamente a palavra do Senhor a Jeremias: 13“Vai dizer a Ananias: Isto diz o Senhor: Quebraste um jugo de madeira, mas em seu lugar farás um de ferro. 14Isto diz o Senhor dos exércitos, Deus de Israel: Pus um jugo de ferro sobre o pescoço de todas estas nações, para servirem a Nabucodonosor, rei da Babilônia, e lhe serão de fato submissas; além disso, dei-lhe também os animais do campo”. 15Disse ainda o profeta Jeremias ao profeta Ananias: “Ouve, Ananias, não foste enviado pelo Senhor e, contudo, fizeste este povo confiar em mentiras. 16Isto diz o Senhor: Eis que te farei partir desta terra; morrerás este ano, pois pregaste a infidelidade contra o Senhor”. 17Naquele ano, no sétimo mês, morreu o profeta Ananias.                               

– Palavra do Senhor.     

– Graças a Deus.

EVANGELHO:  Mt 14,22-36

O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo  segundo São Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

Depois que a multidão comera até saciar-se, 22Jesus mandou que os discípulos entrassem na barca e seguissem, à sua frente, para o outro lado do mar, enquanto ele despediria as multidões. 23Depois de despedi-las, Jesus subiu ao monte para orar a sós. A noite chegou, e Jesus continuava ali, sozinho. 24A barca, porém, já longe da terra, era agitada pelas ondas, pois o vento era contrário. 25Pelas três horas da manhã, Jesus veio até os discípulos, andando sobre o mar. 26Quando os discípulos o avistaram andando sobre o mar, ficaram apavorados e disseram: “É um fantasma”. E gritaram de medo. 27Jesus, porém, logo lhes disse: “Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!” 28Então Pedro lhe disse: “Senhor, se és tu, manda-me ir ao teu encontro, caminhando sobre a água”. 29E Jesus respondeu: “Vem!” Pedro desceu da barca e começou a andar sobre a água, em direção a Jesus. 30Mas, quando sentiu o vento, ficou com medo e, começando a afundar, gritou: “Senhor, salva-me!” 31Jesus logo estendeu a mão, segurou Pedro e lhe disse: “Homem fraco na fé, por que duvidaste?” 32Assim que subiram na barca, o vento se acalmou. 33Os que estavam na barca prostraram-se diante dele, dizendo: “Verdadeiramente, tu és o Filho de Deus!” 34Após a travessia, desembarcaram em Genesaré. 35Os habitantes daquele lugar reconheceram Jesus e espalharam a notícia por toda a região. Então levaram a ele todos os doentes; 36e pediam que pudessem ao menos tocar a barra de sua veste. E todos os que a tocaram ficaram curados.                             

– Palavra da salvação!

– Glória a vós, Senhor.

 

FONTE:   https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/      

ago 02

LECTIO DIVINA: POR FREI LUDOVICO GARMUS – OFM

LUDOVICO GARMUS

18º DOMINGO DO TEMPO COMUM – O HOMEM NÃO VIVE SOMENTE DE PÃO –

*Por Frei Ludovico Garmus, ofm –

ORAÇÃO: “Manifestai, ó Deus, vossa inesgotável bondade para com os filhos e filhas que vos imploram e se gloriam de vos ter como criador e guia, restaurando para elas a vossa criação, e conservando-a renovada”.

1. PRIMEIRA LEITURA: Is 55,1-3

Apressai-vos, e comei!

O texto que ouvimos conclui oráculos dos discípulos do profeta Isaías do século VIII (II Isaías), agora dirigidos aos exilados em Babilônia. Um profeta anônimo, pelos anos 550-540 a.C., fala aos netos dos exilados há mais de 50 anos. Jeremias havia escrito uma carta para eles logo que foram exilados, dizendo que o exílio iria durar bastante tempo (Jr 29,1-14). Agora, porém, as circunstâncias políticas tinham mudado e era hora de voltar. Mas como despertar a atenção e o interesse da nova geração que não tinha conhecido o templo nem a terra de seus antepassados? Como despertar uma fome e sede espirituais de um retorno à aliança com Deus, quando eram tentados a abandonar sua fé? Por isso, a mensagem visa animar a fé e a esperança nos desanimados, e despertar uma sede e fome de Deus no fundo de seus corações. É a gratuidade e a força da Palavra de Deus que operará este milagre. Era preciso ouvir os profetas, mensageiros de Deus: “Inclinai o vosso ouvido e vinde a mim, ouvi e tereis vida!” Muitos exilados na Babilônia, talvez já tivessem resolvido os problemas básicos materiais: tinham moradia, trabalho e alimentação. Mas, somente o Deus vivo poderia saciar sua fome e sede espirituais, e não os ídolos mortos. Nada melhor do que voltar à terra prometida aos antepassados, uma terra de liberdade e fartura, “onde corre leite e mel” Dt 26,15).

Nos tempos difíceis da pandemia do Covid-19, na qual estamos vivendo, somos convidados a ouvir a palavra de Deus, para renovar nossa fé e esperança em Cristo Jesus, nossa Vida e Salvação.

SALMO RESPONSORIAL: Sl 144

Vós abris a vossa mão e saciais os vossos filhos.

2. SEGUNDA LEITURA: Rm 8,35.37-39

Nenhuma criatura poderá nos separar

Do amor de Deus manifestado em Cristo.

Paulo experimentou intensamente o amor de Cristo desde sua conversão. Na Carta aos Gálatas chega a dizer: “Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim. Minha vida presente na carne eu a vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim” (Gl 2,20). Quando escreve aos cristãos de Roma, Paulo sente-se envolvido, junto com todos os cristãos, pelo amor de Deus, manifestado em Jesus Cristo, do qual nenhuma força adversa poderá nos separar. Tribulação, angústia, perseguição, fome, nudez, perigo e espada que ele e os cristãos sofreram, foram momentos que o fizeram crescer na fé e no amor a Cristo Jesus. As situações extremas de sofrimento vividas por Paulo podem atingir a qualquer um de nós. Que tais sofrimentos façam crescer, também em nossa vida, a fé, a esperança e o amor a Cristo Jesus.

ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO

O homem não vive somente de pão,

Mas vive de toda palavra que sai da boca de Deus.

3. EVANGELHO: Mt 14,13-21

Todos comeram e ficaram satisfeitos.

Após o discurso das parábolas (cap. 13), no evangelho de Mateus, Jesus visita Nazaré, sua cidade de origem, onde é rejeitado pelos conterrâneos. Logo em seguida recebe a notícia do martírio de João Batista, seu precursor. Jesus sentiu a rejeição de seus conterrâneos em Nazaré, sentiu a dor da perda do amigo João Batista e a ameaça que pairava sobre sua pessoa e missão; por isso, retira-se “para um lugar deserto e afastado”. O povo, porém, “sente o cheiro de seu pastor” e o segue a pé (14,13). Jesus, que desejava estar a sós com o Pai, para orar e refletir sobre sua missão, se vê de novo cercado pela multidão. Ao ver a multidão, Jesus “encheu-se de compaixão por eles e curou os que estavam doentes”. Era um povo sedento de sua palavra e faminto de seus gestos de amor (1ª leitura). – É interessante que o evangelho não diz que Jesus aproveitou a ocasião para ensinar ao povo. É que Jesus ensina também pelas ações, pelo toque de suas mãos que curam e trazem consolo ao coração. Jesus conversa com as pessoas, com as famílias que apresentavam seus doentes. Jesus “se compadece”, isto é, coloca-se no lugar das pessoas que sofrem e sofre com elas.

Quando chega a tarde os discípulos alertam a Jesus que precisava despedir a multidão, pois era tarde e o povo precisava procurar alimento e um abrigo. E Jesus lhes responde: “Eles não precisam ir embora. Dai-lhes vós mesmos de comer”. Eles reclamam, dizendo: “Só temos aqui cinco pães e dois peixes”. Nós sempre pensamos que o pouco não dá para dividir porque vai faltar. Na lógica de Jesus é possível dividir o pouco, porque dividindo, o pouco se multiplica. Jesus multiplicou os cinco pães e dois peixes, dividindo-os. E se muitos dividirem o pouco que têm, todos serão atendidos e acaba sobrando. Este é o milagre que Jesus quis ensinar ao povo. Milagre que vimos acontecer durante a pandemia.

A celebração da missa, na qual temos a mesa da Palavra e a Mesa do Pão, é um constante convite para vivermos o milagre da divisão do pão com os necessitados, em nossa vida prática. Certamente, Jesus, atendendo o povo doente e dividindo os pães e peixes, com poucas palavras, fez um dos discursos que mais mexem com nossa vida de Igreja e provocam a sociedade. _______________________________________________________

* Frei Ludovico Garmus é Doutor em Exegese Bíblica, Professor de Exegese no Instituto Teológico Franciscano-ITF, em Petrópolis, escritor, conferencista e colabora com o nosso Blog, autorizando a reprodução de textos e de reflexões de sua autoria.

ago 02

COMENTANDO O EVANGELHO: MONS. JOSÉ MARIA PEREIRA

ZÉ MARIA - 2018

XVIII DOMINGO DO TEMPO COMUM – O PÃO DA SALVAÇÃO –

*Por Mons. José Maria Pereira –

A Palavra de Deus, em Mt 14, 13-21, mostra-nos Jesus, ao desembarcar num lugar deserto, viu-se rodeado de uma grande multidão que O procurava. Jesus “encheu-se de compaixão por eles e curou os que estavam doentes” (Mt 14, 14). Curou-os por própria iniciativa, porque, levar os doentes para aquele lugar isolado, deserto, era já uma bela oração e uma forte expressão de fé.

Os Apóstolos ficam preocupados com a multidão que não tem o que comer naquela região desértica e manifestam essa preocupação a Jesus. Eram cinco mil homens, sem contar as mulheres e as crianças; para comer tinham apenas cinco pães e dois peixes.

Depois de mandar que se sentassem na relva, Jesus, tomando os cinco pães e os dois peixes, levantando os olhos ao Céu, pronunciou a bênção e, partindo os pães os deu aos discípulos e os discípulos às multidões. Todos comeram até ficarem saciados. O Senhor cuida dos seus, dos que O seguem! Então, Jesus realiza um gesto que faz pensar no Sacramento da Eucaristia: “Elevando os olhos ao Céu, abençoou-os. Partindo em seguida os pães, deu-os aos seus discípulos, que os distribuíram ao povo” (Mt 14,19). O milagre consiste na partilha fraterna de poucos pães que, confiados ao poder de Deus, não só são suficientes para todos, mas chegam a sobrar, a ponto de encher doze cestos. O Senhor pede aos discípulos que distribuam o pão à multidão; deste modo, orienta-os e prepara-os para a futura missão apostólica: com efeito, deverão levar a todos a alimentação da Palavra de Vida e do Sacramento.

O relato do Milagre começa com as mesmas palavras e descreve os mesmos gestos com que os Evangelhos e São Paulo nos transmitem a instituição da Eucaristia (Mt 26, 26; Mc 14, 22; Lc 22, 19; 1Cor 11, 25). Esse milagre, além de ser uma manifestação da misericórdia divina de Jesus para com os necessitados, era figura da Sagrada Eucaristia, da qual o Senhor falaria pouco depois, na sinagoga de Cafarnaum (Jo 6, 26-59). Assim o interpretaram muitos padres da Igreja. Cristo está atento às necessidades materiais, mas deseja dar ulteriormente, porque o homem tem sempre “fome de algo mais, precisa de algo mais. No Pão de Cristo está presente o Amor de Deus; no encontro com Ele, nós alimentamo-nos, por assim dizer, do próprio Deus vivo, e comemos verdadeiramente do Pão do Céu” (Joseph Ratzinger, Jesus de Nazaré, 2007).

O milagre daquela tarde junto do lago manifestou o poder e o amor de Jesus pelos homens. Poder e amor que hão de possibilitar também, ao longo da história, que o Corpo de Cristo seja encontrado, sob as espécies sacramentais, pelas multidões dos fiéis que O procurarão famintas e necessitadas de consolo. Como diz São Tomás de Aquino: “… tomam-no um, tomam-no mil, tomam-no este ou aquele, mas não se esgota quando O tomam…”.

São João indica-nos que o milagre causou um grande entusiasmo naquela multidão que se tinha saciado (Jo 6, 14). Refletia São Josemaria Escrivá: “Senhor, se aqueles homens, por um pedaço de pão – embora o milagre da multiplicação tenha sido muito grande –, se entusiasmam e te aclamam, que não deveremos nós fazer pelos muitos dons que nos concedeste, e especialmente porque te entregas a nós, sem reservas, na Eucaristia?”  (Forja, 304). O Concílio Vaticano II afirmou que o sacrifício eucarístico é “fonte e centro de toda a vida cristã. Na Eucaristia está contido todo o tesouro espiritual da Igreja, isto é, o próprio Cristo, a nossa Páscoa e o pão vivo que dá aos homens a vida mediante a sua carne vivificada e vivificadora pelo Espírito Santo” (L.G. 11 e PO. 5).

Na comunhão, recebemos Jesus, Filho de Maria, que naquela tarde realizou o grandioso milagre. Na Hóstia, possuímos o Cristo de todos os mistérios da Redenção: o Cristo de Maria Madalena, do filho pródigo e da Samaritana, o Cristo ressuscitado dos mortos, sentado à direita do Pai. Esta maravilhosa presença de Cristo no meio de nós deveria revolucionar a nossa vida! Ele está aqui, conosco: em cada cidade, em cada povoado… Espera-nos e sente a nossa falta quando nos atrasamos.

Jesus, realmente presente na Sagrada Eucaristia, dá a este Sacramento uma eficácia sobrenatural infinita. A Santíssima Eucaristia é a doação máxima que Jesus Cristo fez de Si mesmo, revelando-nos o amor infinito de Deus por cada homem. Na Eucaristia, Jesus não dá “alguma coisa”, mas dá-se a Si mesmo; entrega o seu corpo e derrama o seu sangue. Graças à Eucaristia, a Igreja renasce sempre de novo! Quanto mais viva for a fé eucarística no povo de Deus, tanto mais profunda será a sua participação na vida eclesial por meio de uma adesão convicta à missão que Cristo confiou aos seus discípulos.

Vimos no relato do milagre que aquelas pessoas até se esqueceram da comida para não perderem o contato com Jesus. Peçamos a graça de sempre procurarmos o Mestre, desejar recebê-Lo na Eucaristia. Nós O encontramos na Sagrada Comunhão. Ele nos espera a cada um! Não fica na expectativa de que lhe peçamos alguma coisa: antecipa-se e cura-nos das nossas fraquezas, protege-nos contra os perigos, contra as vacilações que pretendem separar-nos dEle, e dá vida ao nosso caminhar. Cada Comunhão é uma fonte de graças, uma nova luz e um novo impulso que, às vezes sem o notarmos, nos dá fortaleza para enfrentarmos com garbo humano e sobrenatural a vida diária, a fim de que os nossos afazeres nos levem até Ele.

“A piedade eucarística, diz São João Paulo II, aproximar-vos-á cada vez mais do Senhor; e pedir-vos-á o oportuno recurso à Confissão sacramental, que leva à Eucaristia, como a Eucaristia leva à Confissão”. Recebendo a Eucaristia, podemos compreender o que diz São Paulo: “Quem nos separará do amor de Cristo?” (Rm 8, 35 – 39). Em Cristo encontramos sempre a nossa fortaleza! “Na Eucaristia, Jesus faz de nós testemunhas da compaixão de Deus por cada irmão e irmã; nasce assim, à volta do Mistério Eucarístico, o serviço da caridade para com o próximo” (Exortação Apostólica pós-sinodal Sacramentum Caritatis, 88).

O Senhor nos convida insistentemente a recebê-Lo no Sacramento da Eucaristia: “Em verdade, em verdade, vos digo: se não comerdes a Carne do Filho do homem e não beberdes o seu Sangue, não tereis a vida em vós” (Jo 6, 53).

Vale a pena tomar o Catecismo da Igreja Católica e aprofundar os números que tratam sobre Os Frutos da Comunhão (números 1391 a 1401). O Catecismo resume, no número 1416: “A santa comunhão do Corpo e do Sangue de Cristo aumenta a união do comungante com o Senhor, perdoa-lhes os pecados veniais e o preserva dos pecados graves. Por serem reforçados os laços de caridade entre o comungante e Cristo, a recepção deste Sacramento reforça a unidade da Igreja, corpo místico de Cristo”.  

Confiemos a nossa oração à Virgem Maria, a fim de que Ela abra o nosso coração à compaixão pelo próximo e à partilha fraterna.

________________________________________________________

*Monsenhor José Maria Pereira, Sacerdote da Diocese de Petrópolis, é, também, Professor, Juiz do Tribunal Eclesiástico Interdiocesano de Niterói e Diocesano de Petrópolis e Vigário da Paróquia de São José do ItamaratI, enviando para o site, semanalmente, a homilia do domingo.

     

ago 02

LEITURA DIÁRIA: É PRECISO CAMINHAR COM DEUS

Sacred objects, bible, bread and wine

18º DOMINGO DO TEMPO COMUM – 02/08/2020

26Durante a refeição, Jesus tomou o pão, benzeu-o, partiu-o e o deu aos discípulos, dizendo: Tomai e comei, isto é meu corpo.27Tomou depois o cálice, rendeu graças e deu-lho, dizendo: Bebei dele todos,28porque isto é meu sangue, o sangue da Nova Aliança, derramado por muitos homens em remissão dos pecados.29Digo-vos: doravante não beberei mais desse fruto da vinha até o dia em que o beberei de novo convosco no Reino de meu Pai. 31Disse-lhes então Jesus: Esta noite serei para todos vós uma ocasião de queda; porque está escrito: Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho serão dispersadas (Zc 13,7).32Mas, depois da minha Ressurreição, eu vos precederei na Galileia. (Mt 26, 26-31.32)

PRIMEIRA LEITURA:

LEITURA DO LIVRO DO PROFETA ISAÍAS – (Is 55,1-3) –

Assim diz o Senhor: 1“Ó vós todos que estais com sede, vinde às águas; vós que não tendes dinheiro, apressai-vos, vinde e comei, vinde comprar sem dinheiro, tomar vinho e leite sem nenhuma paga. 2Por que gastar dinheiro com outra coisa que não o pão, desperdiçar o salário senão com satisfação completa? Ouvi-me com atenção e alimentai-vos bem, para deleite e revigoramento do vosso corpo. 3Inclinai vosso ouvido e vinde a mim, ouvi e tereis vida; farei convosco um pacto eterno, manterei fielmente as graças concedidas a Davi”.       

– Palavra do Senhor.     

– Graças a Deus.

SALMO RESPONSORIAL: Sl 144(145)

R. Vós abris a vossa mão e saciais os vossos filhos.

1. Misericórdia e piedade é o Senhor, / ele é amor, é paciência, é compaixão. / O Senhor é muito bom para com todos, / sua ternura abraça toda criatura. 

R. Vós abris a vossa mão e saciais os vossos filhos.

2. Todos os olhos, ó Senhor, em vós esperam / e vós lhes dais no tempo certo o alimento; / vós abris a vossa mão prodigamente / e saciais todo ser vivo com fartura. 

R. Vós abris a vossa mão e saciais os vossos filhos.

3. É justo o Senhor em seus caminhos, / é santo em toda obra que ele faz. / Ele está perto da pessoa que o invoca, / de todo aquele que o invoca lealmente. 

R. Vós abris a vossa mão e saciais os vossos filhos.

SEGUNDA LEITURA:

LEITURA DA CARTA DE SÃO PAULO AOS ROMANOS – (Rm 8,35.37-39)

Irmãos, 35quem nos separará do amor de Cristo? Tribulação? Angústia? Perseguição? Fome? Nudez? Perigo? Espada? 37Em tudo isso, somos mais que vencedores, graças àquele que nos amou! 38Tenho a certeza de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os poderes celestiais, nem o presente, nem o futuro, nem as forças cósmicas, 39nem a altura, nem a profundeza, nem outra criatura qualquer será capaz de nos separar do amor de Deus por nós, manifestado em Cristo Jesus, nosso Senhor.          

 – Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

EVANGELHO: Mt 14,13-21

O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo  segundo São Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 13quando soube da morte de João Batista, Jesus partiu e foi de barco para um lugar deserto e afastado. Mas, quando as multidões souberam disso, saíram das cidades e o seguiram a pé. 14Ao sair do barco, Jesus viu uma grande multidão. Encheu-se de compaixão por eles e curou os que estavam doentes. 15Ao entardecer, os discípulos aproximaram-se de Jesus e disseram: “Este lugar é deserto e a hora já está adiantada. Despede as multidões, para que possam ir aos povoados comprar comida!” 16Jesus, porém, lhes disse: “Eles não precisam ir embora. Dai-lhes vós mesmos de comer!” 17Os discípulos responderam: “Só temos aqui cinco pães e dois peixes”. 18Jesus disse: “Trazei-os aqui”. 19Jesus mandou que as multidões se sentassem na grama. Então pegou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos para o céu e pronunciou a bênção. Em seguida partiu os pães e os deu aos discípulos. Os discípulos os distribuíram às multidões. 20Todos comeram e ficaram satisfeitos, e, dos pedaços que sobraram, recolheram ainda doze cestos cheios. 21E os que haviam comido eram mais ou menos cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças.

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor.

 

FONTE:   https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/

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