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Nome: Luiz Antonio de Moura
Data de registro: 12 de dezembro de 2014

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abr 21

FREI LUDOVICO GARMUS REFLETE SOBRE A PÁSCOA

LUDOVICO GARMUS

PÁSCOA DO SENHOR – ESTE É O DIA QUE O SENHOR FEZ PARA NÓS –

*Por Frei Ludovico Garmus, ofm –

ORAÇÃO: “Ó Deus, por vosso Filho Unigênito, vencedor da morte, abristes hoje para nós as portas da eternidade. Concedei que, celebrando a ressurreição do Senhor, renovados pelo vosso Espírito, ressuscitemos na luz da vida nova”.

1. PRIMEIRA LEITURA: At 10,34a.37-43

Comemos e bebemos com ele depois que ressuscitou dos mortos.

Lucas traz um exemplo de como poderia ser o querigma, sito é, a pregação inicial dos apóstolos, testemunhas da ressurreição de Cristo, para os que ouviram falar de Jesus, mas, ainda não conheciam a fé cristã. Pedro está na casa de Cornélio, comandante do exército romano, que o convidou para que falasse sobre Jesus de Nazaré, algo mais do que ele já conhecia. Por isso, Pedro não perde tempo em falar de coisas conhecidas: “Vós sabeis o que aconteceu em toda a Judeia, a começar pela Galileia, depois do batismo pregado por João”. Invertendo a frase, temos a estrutura dos evangelhos sinóticos: atividade de João Batista, atividade de Jesus na Galileia, paixão e morte de Jesus na Judeia. Pedro afirma que Jesus andou por toda a parte só fazendo o bem, porque “foi ungido por Deus com o Espírito Santo e com poder” (v. 38). Apesar do bem que fazia na terra dos judeus e em Jerusalém, Jesus acabou sendo morto, pregado numa cruz. Mas Deus o ressuscitou dos mortos, ao terceiro dia, e Jesus se manifestou a eles. Os apóstolos foram escolhidos como testemunhas qualificadas, porque “comeram e beberam com Jesus depois que ressuscitou dos mortos”. Jesus foi constituído por Deus como Juiz dos vivos e dos mortos. Quem nele crê recebe o perdão dos pecados.

SALMO RESPONSORIAL

Este é o dia que o Senhor fez para nós:

alegremo-nos e nele exultemos.

2. SEGUNDA LEITURA: Cl 3,1-4

Esforçai-vos por alcançar as coisas do alto, onde está Cristo.

O autor do texto que ouvimos convida os cristãos a guiarem sua vida pelos valores celestes e não pelos da terra. O cristão deve morrer para tudo que leva ao pecado, para viver uma vida nova em Cristo. Isso é simbolizado pelo batismo: No símbolo da imersão na água batismal morre o homem velho e, ao emergir, nasce o homem novo, para viver uma vida nova em Cristo. Como Cristo ressuscitou e está com Deus, diz o autor, assim nossa vida “está escondida, com Cristo, em Deus”. Esta vida se manifestará quando Cristo voltar triunfante em sua glória, no fim dos tempos. É o que diz Paulo ao falar da ressurreição dos mortos: “Cristo ressuscitou dos mortos como o primeiro dos que morreram”. Por isso, “assim, em Cristo todos reviverão. Cada qual, porém, em sua ordem: Cristo como primeiro fruto, em seguida os que forem de Cristo por ocasião de sua vinda” (1Cor 15,20-23). Quando isso acontecer, “o último inimigo a ser vencido será a morte” (1Cor 15,26). Para Marta, que chorava a morte de seu irmão Lázaro, Jesus diz: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá” (Jo 11,25). Para quem crê em Cristo morto e ressuscitado, “O homem não nasce para morrer; morre para ressuscitar” (L. Boff).

ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO: Aleluia, Aleluia, Aleluia.

O nosso cordeiro pascal, Jesus Cristo, já foi imolado.

Celebremos, assim, esta festa, na sinceridade e verdade.

3. EVANGELHO: Jo 20,1-9

Ele devia ressuscitar dos mortos.

No primeiro dia da semana, Maria Madalena vai de madrugada ao túmulo e encontra a pedra removida. É uma das mulheres que estavam junto à cruz, com a mãe de Jesus e o discípulo que Jesus amava. Não vai ao túmulo para ungir o corpo de Jesus, como as mulheres em Mc 16,1, pois Nicodemos e José de Arimateia já o tinham feito, usando aromas e trinta quilos de mirra e aloés (Jo 19,39-40). Como a mulher do Cântico dos Cânticos (Ct 3,1), bem de madrugada, ainda “no escuro”, ela sai para visitar o sepulcro e chorar o seu amado. Vendo a pedra removida, sai correndo para avisar a Pedro e ao outro discípulo: “Tiraram o Senhor do sepulcro e não sabemos onde o puseram”. Os dois discípulos também correm para verificar o que aconteceu e buscar uma explicação. Com o Senhor morto e o sepulcro fechado, a vida parecia ter parado. Mas a pedra, que parecia selar para sempre o destino do Mestre, foi removida e o sepulcro estava aberto e vazio. O túmulo vazio, esvazia o poder da morte (1Cor 15,26). Primeiro entra Pedro e encontra apenas as faixas de linho, que envolviam o corpo, e o sudário, que envolvia a cabeça de Jesus. Depois entra o outro discípulo e encontra as mesmas coisas que Pedro; mas, ele “viu e creu”.

Por que Pedro viu apenas viu um sepulcro vazio e panos espalhados pelo chão? Por que o discípulo amado, a testemunha por excelência, “viu e creu”? Pedro pode ter pensado o que Madalena pensou: alguém roubou o corpo de Jesus, boato mencionado por Mateus. O discípulo amado, fiel a Jesus até aos pés da cruz, acreditou nas Escrituras que anunciam sua ressurreição. Porque amava, viu não apenas um sepulcro vazio, mas também os panos esvaziados, afrouxados, testemunhando a vitória de Jesus sobre a morte, porque tinha o poder de dar sua vida e de retomá-la (10,17-18). O discípulo amado lembra a figura do Apóstolo João. Representa, também, todo o cristão iniciado na fé, que ama o Senhor e é por ele amado. O discípulo amado é, por excelência, a testemunha de Cristo Ressuscitado. Ele não crê apenas porque “viu” o Cristo Ressuscitado como Maria Madalena, os Apóstolos e Tomé. Crê porque compreende a Escritura (como os iniciados), “segundo a qual Cristo devia ressuscitar dos mortos”. ______________________________________________________________

*Frei Ludovico Garmus é Doutor em Exegese Bíblica, Professor de Exegese no Instituto Teológico Franciscano-ITF, em Petrópolis, escritor, conferencista e colabora com o nosso Blog, autorizando a reprodução de textos e de reflexões de sua autoria.

abr 21

LEITURAS PARA A SEMANA SANTA

RESSURREIÇÃO - 2019

DOMINGO: PÁSCOA DA RESSURREIÇÃO – 21/04/2019 –

“Eis que o tempo se completa. Agora o Filho do Homem será entregue nas mãos dos homens, para sentir na própria carne, não mais as tentações pelas quais passamos, mas, a injustiça, a dor, o abandono, a angústia, a força da mentira e da infâmia e a solidão do espírito que todos nós sentimos ao longo da vida. Nesta semana, vamos recordar cada um desses passos para, ao final, mortos com Ele na Cruz, com Ele ressurgirmos para a Vida Eterna. A semana é de reflexão,  de oração e de reconciliação conosco, com os irmãos e com o próprio Deus.” –

PRIMEIRA LEITURA:

LEITURA DO LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS – (At 10,34.37-43) –

Naqueles dias, 34Pedro tomou a palavra e disse: 37“Vós sabeis o que aconteceu em toda a Judeia, a começar pela Galileia, depois do batismo pregado por João: 38como Jesus de Nazaré foi ungido por Deus com o Espírito Santo e com poder. Ele andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os que estavam dominados pelo demônio, porque Deus estava com ele. 39E nós somos testemunhas de tudo o que Jesus fez na terra dos judeus e em Jerusalém. Eles o mataram, pregando-o numa cruz. 40Mas Deus o ressuscitou no terceiro dia, concedendo-lhe manifestar-se 41não a todo o povo, mas às testemunhas que Deus havia escolhido: a nós, que comemos e bebemos com Jesus, depois que ressuscitou dos mortos. 42E Jesus nos mandou pregar ao povo e testemunhar que Deus o constituiu juiz dos vivos e dos mortos. 43Todos os profetas dão testemunho dele: ‘Todo aquele que crê em Jesus recebe, em seu nome, o perdão dos pecados’”.  

– Palavra do Senhor!

– Graças a Deus.

 SALMO RESPONSORIAL: 117(118)

R. Este é o dia que o Senhor fez para nós: / alegremo-nos e nele exultemos!

1. Dai graças ao Senhor, porque ele é bom! / “Eterna é a sua misericórdia!” / A casa de Israel agora o diga: / “Eterna é a sua misericórdia!” – 

R. Este é o dia que o Senhor fez para nós: / alegremo-nos e nele exultemos!

2. A mão direita do Senhor fez maravilhas, / a mão direita do Senhor me levantou. / Não morrerei, mas, ao contrário, viverei / para cantar as grandes obras do Senhor! –

R. Este é o dia que o Senhor fez para nós: / alegremo-nos e nele exultemos!

3. A pedra que os pedreiros rejeitaram / tornou-se agora a pedra angular. / Pelo Senhor é que foi feito tudo isso: / que maravilhas ele fez a nossos olhos! – 

R. Este é o dia que o Senhor fez para nós: / alegremo-nos e nele exultemos!

SEGUNDA LEITURA:

LEITURA DA CARTA DE SÃO PAULO AOS COLOSSENSES (Cl 3,1-4)  

 Irmãos, 1se ressuscitastes com Cristo, esforçai-vos por alcançar as coisas do alto, 2onde está Cristo, sentado à direita de Deus; aspirai às coisas celestes e não às coisas terrestres. 3Pois vós morrestes, e a vossa vida está escondida, com Cristo, em Deus. 4Quando Cristo, vossa vida, aparecer em seu triunfo, então vós aparecereis também com ele, revestidos de glória.  

– Palavra do Senhor! 

– Graças a Deus. 

EVANGELHO: Jo 20,1-9

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo † segundo São João.

— Glória a vós, Senhor.

1No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo de Jesus, bem de madrugada, quando ainda estava escuro, e viu que a pedra tinha sido retirada do túmulo. 2Então ela saiu correndo e foi encontrar Simão Pedro e o outro discípulo, aquele que Jesus amava, e lhes disse: “Tiraram o Senhor do túmulo e não sabemos onde o colocaram”. 3Saíram, então, Pedro e o outro discípulo e foram ao túmulo. 4Os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais depressa que Pedro e chegou primeiro ao túmulo. 5Olhando para dentro, viu as faixas de linho no chão, mas não entrou. 6Chegou também Simão Pedro, que vinha correndo atrás, e entrou no túmulo. Viu as faixas de linho deitadas no chão 7e o pano que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não posto com as faixas, mas enrolado num lugar à parte. 8Então entrou também o outro discípulo, que tinha chegado primeiro ao túmulo. Ele viu e acreditou. 9De fato, eles ainda não tinham compreendido a Escritura, segundo a qual ele devia ressuscitar dos mortos. 

– Palavra da salvação!

– Glória a vós, Senhor.

  FONTE:   https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/

abr 21

REFLETINDO COM MONSENHOR JOSÉ MARIA

ZÉ MARIA - 2018

DOMINGO DE PÁSCOA – NOSSA ESPERANÇA –

*Por Mons. José Maria Pereira –

Cristo ressuscitou! A paz esteja convosco! Hoje se celebra o grande Mistério, fundamento da fé e da esperança cristã: Jesus de Nazaré, o Crucificado, ressuscitou dos mortos ao terceiro dia, conforme as Escrituras. O anúncio feito aos anjos, naquela aurora do primeiro dia, depois do sábado, a Maria Madalena e às mulheres que foram ao sepulcro, o ouvimos, hoje, com renovada emoção: “Por que buscais entre os mortos aquele que está vivo? Não está aqui, ressuscitou!” ( Lc 24, 5-6 ).

O Senhor ressuscitou verdadeiramente, aleluia!

A todos formulo cordiais votos de Páscoa com as palavras de Santo Agostinho: “A Ressurreição do Senhor é a nossa esperança”. Com esta afirmação, Santo Agostinho explicava aos   seus fiéis que Jesus ressuscitou para que nós, apesar de destinados à morte, não desesperássemos, pensando que a vida acaba totalmente com a morte; Cristo ressuscitou para nos dar a esperança.

A Ressurreição gloriosa do Senhor é a chave para interpretarmos toda a sua vida e o fundamento da nossa fé. Sem essa vitória sobre a morte, diz S. Paulo, vazia seria a nossa pregação e vã a nossa fé. (Cf. 1 Cor 15,14).

A Ressurreição do Senhor é uma realidade central da nossa fé católica, e como tal foi pregada desde os começos do cristianismo. A importância deste milagre é tão grande que os Apóstolos são, antes de mais nada, testemunhas da Ressurreição de Jesus. Este é o núcleo de toda pregação, e isto é o que, depois de mais de vinte séculos nós anunciamos ao mundo: Cristo vive!  A Ressurreição é a prova suprema da divindade de Cristo. Jesus ressuscitou, não para que a sua memória permaneça viva no coração dos seus discípulos, mas para que Ele mesmo viva em nós, e, n’Ele, possamos já saborear a alegria da vida eterna. Na manhã de Páscoa, tudo se renovou. “Morte e vida defrontaram – se num prodigioso combate: O Senhor da vida estava morto; mas agora, vivo, triunfa” ( Sequência Pascal). Esta é a novidade! Uma novidade que muda a vida de quem a acolhe, como sucedeu com os santos. Assim aconteceu, por exemplo, com São Paulo.

Portanto, a Ressurreição não é uma teoria, mas uma realidade histórica revelada pelo Homem Jesus Cristo por meio da sua “Páscoa”, da sua “passagem”, que abriu um “caminho novo” entre a Terra e o Céu ( Cf. Heb 10, 20). Não é um mito nem um sonho, não é uma visão nem uma utopia, não é uma fábula, mas um acontecimento único e irrepetível : Jesus de Nazaré, filho de Maria, que ao pôr do sol de Sexta – feira foi descido da Cruz e sepultado, deixou vitorioso o túmulo. De fato, ao alvorecer do primeiro dia, depois do Sábado, Pedro e João encontraram o túmulo vazio. Madalena e as outras mulheres encontraram Jesus ressuscitado; reconheceram – no também os dois discípulos de Emaús ao partir o pão; o Ressuscitado apareceu aos Apóstolos à noite, no Cenáculo e depois a muitos outros discípulos, na Galileia.

A Liturgia Pascal lembra, na primeira leitura, um dos mais comoventes discursos de Pedro sobre a Ressurreição de Jesus: “Deus O ressuscitou no terceiro dia, concedendo-Lhe manifestar-se… às testemunhas que Deus havia escolhido: a nós que comemos e bebemos com Jesus, depois que ressuscitou dos mortos” (At 10,40-41). Surge nestas palavras a vibrante emoção do chefe dos Apóstolos pelos grandes acontecimentos de que foi testemunha, pela intimidade com Cristo ressuscitado, sentando-se à mesma mesa, comendo e bebendo com Ele.

A Ressurreição é a grande luz para todo o mundo: “Eu sou a luz” (Jo 8,10), dissera Jesus; luz para o mundo, para cada época da história, para cada sociedade, para cada homem.

No Evangelho (Jo 20,1-9) vemos que a Boa Nova da Ressurreição provocou, num primeiro momento, um temor e espanto tão fortes, que as mulheres “saíram e fugiram do túmulo… e não disseram nada a ninguém, porque tinham medo”. Entre elas, porém encontrava-se Maria Madalena que viu a pedra retirada do túmulo e correu a dar a notícia a Pedro e João: “Tiraram o Senhor do túmulo, e não sabemos onde O colocaram” (Jo 20,2). “Os dois saem correndo para o sepulcro e, entrando no túmulo, observaram as faixas que estavam no chão e o lençol…” (Jo 20,6-7). “Ele viu e acreditou” (Jo 20,8).  É o primeiro ato de fé da igreja nascente em Cristo Ressuscitado, originado pela solicitude de uma mulher e pelos sinais do lençol, das faixas de linho, no sepulcro vazio. Se se tratasse de um roubo, quem se teria preocupado em despir o cadáver e colocar o lençol com tanto cuidado? Deus serve-se de coisas bem simples para iluminar os discípulos que “ainda não tinham entendido a Escritura, segunda a qual Jesus devia ressuscitar dos mortos” (Jo 20,9), nem compreendiam ainda o que o próprio Jesus tinha predito acerca da Sua ressurreição.

Ainda que sob outro aspecto, os “sinais” da Ressurreição veem-se ainda presentes no mundo: a fé heroica, a vida evangélica da tanta gente humilde e escondida; a vitalidade da igreja que as perseguições externas e as lutas internas não chegam a enfraquecer; a Eucaristia, presença viva de Jesus ressuscitado que continua a atrair a Si todos os homens. Pertence a cada um dos homens vislumbrar e aceitar estes sinais, acreditar como acreditam os Apóstolos e tornar cada vez mais firme a sua fé.

A Ressurreição do Senhor é um apelo muito forte: lembra-nos sempre que vivemos neste mundo como peregrinos e que estamos em viagem para a verdadeira pátria, a eterna. Cristo ressuscitou para levar consigo os homens, na Sua Ressurreição, para onde Ele vive eternamente, fazendo-os participantes da Sua glória.

O Senhor Ressuscitado faça – se presente em todo lugar com a sua força de vida, de paz e de liberdade. Hoje, a todos são dirigidas as palavras com as quais, na manhã da Páscoa, o Anjo tranquilizou os corações amedrontados das mulheres: “Não tenhais medo!… Não está aqui; ressuscitou” ( Mt 28, 5-6). Jesus ressuscitou e concede – nos a paz. Ele mesmo é a paz. Por isso, vigorosamente, a Igreja repete: “Cristo Ressuscitou”. Que a humanidade do Terceiro Milênio não tenha medo de abrir – Lhe o coração! O Seu Evangelho sacia plenamente a sede de paz e de felicidade que habita em todo o coração humano. Agora Cristo está vivo e caminha conosco. Um Mistério imenso de Amor! Aleluia!

Maria, a Mãe de Jesus, que acompanhou o Filho nas terríveis e duras horas da paixão; junto da Cruz, emudecida de dor, não soubera o que dizer; agora, com a Ressurreição, emudecida de alegria, não consegue falar. Procuremos estar unidos a essa imensa alegria da nossa Mãe. Toda a esperança na Ressurreição de Jesus que restava sobre a terra tinha-se refugiado no seu coração. Com toda a igreja, neste tempo pascal, saudemos a Virgem Maria: “Rainha do céu, alegrai-vos, aleluia! Por que Aquele que merecestes trazer em vosso seio ressuscitou como disse, aleluia!…”

Somos chamados a ser testemunhas da Morte e Ressurreição de Cristo. Não podemos conservar para nós a grande notícia! Devemos levá-la ao mundo inteiro: “Vimos o Senhor” ( Jo 20, 25 ). Ajude-nos a Virgem Maria a viver plenamente a alegria pascal, para que, amparados pela força do Espírito Santo, nos tornemos capazes de a difundir por nossa vez onde quer que vivamos e trabalhemos.

Uma Feliz Páscoa para todos!

________________________________________________________

* Mons. José Maria Pereira, Sacerdote da Diocese de Petrópolis, é, também, Professor, Juiz do Tribunal Eclesiástico Interdiocesano de Niterói e Diocesano de Petrópolis e Vigário da Paróquia de São José do Itamaraty, enviando para o site, semanalmente, a homilia do domingo.

abr 20

LEITURAS PARA A SEMANA SANTA

SÁBADO DE ALELUIA

SEMANA SANTA: VIGÍLIA PASCAL – SÁBADO – 20/04/2019 –

“Eis que o tempo se completa. Agora o Filho do Homem será entregue nas mãos dos homens, para sentir na própria carne, não mais as tentações pelas quais passamos, mas, a injustiça, a dor, o abandono, a angústia, a força da mentira e da infâmia e a solidão do espírito que todos nós sentimos ao longo da vida. Nesta semana, vamos recordar cada um desses passos para, ao final, mortos com Ele na Cruz, com Ele ressurgirmos para a Vida Eterna. A semana é de reflexão,  de oração e de reconciliação conosco, com os irmãos e com o próprio Deus.” –

PRIMEIRA LEITURA:

LEITURA DO LIVRO DO GÊNESIS – (Gn    1,1.26-31) –

1No princípio Deus criou o céu e a terra. 26Deus disse: “Façamos o homem à nossa imagem e segundo a nossa semelhança, para que domine sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais de toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam sobre a terra”. 27E Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus ele o criou: homem e mulher os criou. 28E Deus os abençoou e lhes disse: “Sede fecundos e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a! Dominai sobre os peixes do mar, sobre os pássaros do céu e sobre todos os animais que se movem sobre a terra”. 29E Deus disse: “Eis que vos entrego todas as plantas que dão semente sobre a terra e todas as árvores que produzem fruto com sua semente, para vos servirem de alimento. 30E a todos os animais da terra, e a todas as aves do céu, e a tudo o que rasteja sobre a terra e que é animado de vida, eu dou todos os vegetais para alimento”. E assim se fez. 31E Deus viu tudo quanto havia feito, e eis que tudo era muito bom. Houve uma tarde e uma manhã: sexto dia.

– Palavra do Senhor.     

– Graças a Deus.

EVANGELHO: Lc 24,1-12

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo † segundo São Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

1No primeiro dia da semana, bem de madrugada, as mulheres foram ao túmulo de Jesus, levando os perfumes que haviam preparado. 2Elas encontraram a pedra do túmulo removida. 3Mas, ao entrar, não encontraram o corpo do Senhor Jesus 4e ficaram sem saber o que estava acontecendo. Nisso, dois homens com roupas brilhantes pararam perto delas. 5Tomadas de medo, elas olhavam para o chão, mas os dois homens disseram: “Por que estais procurando entre os mortos aquele que está vivo? 6Ele não está aqui. Ressuscitou! Lembrai-vos do que ele vos falou, quando ainda estava na Galileia: 7‘O Filho do homem deve ser entregue nas mãos dos pecadores, ser crucificado e ressuscitar ao terceiro dia’”. 8Então as mulheres se lembraram das palavras de Jesus. 9Voltaram do túmulo e anunciaram tudo isso aos onze e a todos os outros. 10Eram Maria Madalena, Joana e Maria, mãe de Tiago. Também as outras mulheres que estavam com elas contaram essas coisas aos apóstolos. 11Mas eles acharam que tudo isso era desvario e não acreditaram. 12Pedro, no entanto, levantou-se e correu ao túmulo. Olhou para dentro e viu apenas os lençóis. Então voltou para casa, admirado com o que havia acontecido.        

– Palavra da salvação!

– Glória a vós, Senhor.

  FONTE:   https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/

abr 19

LEITURAS PARA A SEMANA SANTA

PAIXÃO DO SENHOR - 2

SEXTA-FEIRA SANTA: PAIXÃO DO SENHOR – 19/04/2019 –

“Eis que o tempo se completa. Agora o Filho do Homem será entregue nas mãos dos homens, para sentir na própria carne, não mais as tentações pelas quais passamos, mas, a injustiça, a dor, o abandono, a angústia, a força da mentira e da infâmia e a solidão do espírito que todos nós sentimos ao longo da vida. Nesta semana, vamos recordar cada um desses passos para, ao final, mortos com Ele na Cruz, com Ele ressurgirmos para a Vida Eterna. A semana é de reflexão, de oração e de reconciliação conosco, com os irmãos e com o próprio Deus.” –

PRIMEIRA LEITURA:

LEITURA DO LIVRO DO PROFETA ISAÍAS – (Is 52,13-53,12) –

13Ei-lo, o meu servo será bem-sucedido; sua ascensão será ao mais alto grau. 14Assim como muitos ficaram pasmados ao vê-lo – tão desfigurado ele estava, que não parecia ser um homem ou ter aspecto humano –, 15do mesmo modo ele espalhará sua fama entre os povos. Diante dele os reis se manterão em silêncio, vendo algo que nunca lhes foi narrado e conhecendo coisas que jamais ouviram. 53,1Quem de nós deu crédito ao que ouvimos? E a quem foi dado reconhecer a força do Senhor? 2Diante do Senhor, ele cresceu como renovo de planta ou como raiz em terra seca. Não tinha beleza nem atrativo para o olharmos, não tinha aparência que nos agradasse. 3Era desprezado como o último dos mortais, homem coberto de dores, cheio de sofrimentos; passando por ele, tapávamos o rosto; tão desprezível era, não fazíamos caso dele. 4A verdade é que ele tomava sobre si nossas enfermidades e sofria, ele mesmo, nossas dores; e nós pensávamos fosse um chagado, golpeado por Deus e humilhado! 5Mas ele foi ferido por causa de nossos pecados, esmagado por causa de nossos crimes; a punição a ele imposta era o preço da nossa paz, e suas feridas, o preço da nossa cura. 6Todos nós vagávamos como ovelhas desgarradas, cada qual seguindo seu caminho; e o Senhor fez recair sobre ele o pecado de todos nós. 7Foi maltratado e submeteu-se, não abriu a boca; como cordeiro levado ao matadouro ou como ovelha diante dos que a tosquiam, ele não abriu a boca. 8Foi atormentado pela angústia e foi condenado. Quem se preocuparia com sua história de origem? Ele foi eliminado do mundo dos vivos; e por causa do pecado do meu povo, foi golpeado até morrer. 9Deram-lhe sepultura entre ímpios, um túmulo entre os ricos, porque ele não praticou o mal nem se encontrou falsidade em suas palavras. 10O Senhor quis macerá-lo com sofrimentos. Oferecendo sua vida em expiação, ele terá descendência duradoura e fará cumprir com êxito a vontade do Senhor. 11Por esta vida de sofrimento, alcançará luz e uma ciência perfeita. Meu servo, o justo, fará justos inúmeros homens, carregando sobre si suas culpas. 12Por isso, compartilharei com ele multidões e ele repartirá suas riquezas com os valentes seguidores, pois entregou o corpo à morte, sendo contado como um malfeitor; ele, na verdade, resgatava o pecado de todos e intercedia em favor dos pecadores.

– Palavra do Senhor!

– Graças a Deus.

SALMO RESPONSORIAL: 30(31)

R. Pai, em tuas mãos eu entrego o meu espírito.

1. Senhor, eu ponho em vós minha esperança; / que eu não fique envergonhado eternamente! / Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito, / porque vós me salvareis, ó Deus fiel! – 

R. Pai, em tuas mãos eu entrego o meu espírito.

2. Tornei-me o opróbrio do inimigo, / o desprezo e zombaria dos vizinhos / e objeto de pavor para os amigos; / fogem de mim os que me veem pela rua. / Os corações me esqueceram como um morto, / e tornei-me como um vaso espedaçado. –

R. Pai, em tuas mãos eu entrego o meu espírito.

3. A vós, porém, ó meu Senhor, eu me confio / e afirmo que só vós sois o meu Deus! / Eu entrego em vossas mãos o meu destino; / libertai-me do inimigo e do opressor! – 

R. Pai, em tuas mãos eu entrego o meu espírito.

4. Mostrai serena a vossa face ao vosso servo / e salvai-me pela vossa compaixão. / Fortalecei os corações, tende coragem, / todos vós que ao Senhor vos confiais! – 

R. Pai, em tuas mãos eu entrego o meu espírito.

SEGUNDA LEITURA:

LEITURA DA CARTA AOS HEBREUS (Hb 4,14-16; 5,7-9)

Irmãos, 14temos um sumo sacerdote eminente, que entrou no céu, Jesus, o Filho de Deus. Por isso, permaneçamos firmes na fé que professamos. 15Com efeito, temos um sumo sacerdote capaz de se compadecer de nossas fraquezas, pois ele mesmo foi provado em tudo como nós, com exceção do pecado. 16Aproximemo-nos então, com toda a confiança, do trono da graça, para conseguirmos misericórdia e alcançarmos a graça de um auxílio no momento oportuno. 5,7Cristo, nos dias de sua vida terrestre, dirigiu preces e súplicas, com forte clamor e lágrimas, àquele que era capaz de salvá-lo da morte. E foi atendido, por causa de sua entrega a Deus. 8Mesmo sendo Filho, aprendeu o que significa a obediência a Deus por aquilo que ele sofreu. 9Mas, na consumação de sua vida, tornou-se causa de salvação eterna para todos os que lhe obedecem.

– Palavra do Senhor!

– Graças a Deus.

EVANGELHO: Jo 18,1-19,42

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo † segundo São João.

— Glória a vós, Senhor.

N (Narrador): Paixão de nosso Senhor Jesus Cristo segundo João – Naquele tempo, 1Jesus saiu com os discípulos para o outro lado da torrente do Cedron. Havia aí um jardim, onde ele entrou com os discípulos. 2Também Judas, o traidor, conhecia o lugar, porque Jesus costumava reunir-se aí com os seus discípulos. 3Judas levou consigo um destacamento de soldados e alguns guardas dos sumos sacerdotes e fariseus e chegou ali com lanternas, tochas e armas. 4Então Jesus, consciente de tudo o que ia acontecer, saiu ao encontro deles e disse:

P (Presidente): A quem procurais?

N: 5Responderam:

G (Grupo ou assembleia): A Jesus, o nazareno.

N: Ele disse:

P: Sou eu.

N: Judas, o traidor, estava junto com eles. 6Quando Jesus disse “sou eu”, eles recuaram e caíram por terra. 7De novo lhes perguntou:

P: A quem procurais?

N: Eles responderam:

G: A Jesus, o nazareno.

N: 8Jesus respondeu:

P: Já vos disse que sou eu. Se é a mim que procurais, então deixai que estes se retirem.

N: 9Assim se realizava a palavra que Jesus tinha dito: “Não perdi nenhum daqueles que me confiaste”. 10Simão Pedro, que trazia uma espada consigo, puxou dela e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita. O nome do servo era Malco. 11Então Jesus disse a Pedro:

P: Guarda a tua espada na bainha. Não vou beber o cálice que o Pai me deu?

N: 12Então os soldados, o comandante e os guardas dos judeus prenderam Jesus e o amarraram. 13Conduziram-no primeiro a Anás, que era o sogro de Caifás, o sumo sacerdote naquele ano. 14Foi Caifás que deu aos judeus o conselho: “É preferível que um só morra pelo povo”. 15Simão Pedro e um outro discípulo seguiam Jesus. Esse discípulo era conhecido do sumo sacerdote e entrou com Jesus no pátio do sumo sacerdote. 16Pedro ficou fora, perto da porta. Então o outro discípulo, que era conhecido do sumo sacerdote, saiu, conversou com a encarregada da porta e levou Pedro para dentro. 17A criada que guardava a porta disse a Pedro:

L (Leitor): Não pertences também tu aos discípulos desse homem?

N: Ele respondeu:

L: Não!

N: 18Os empregados e os guardas fizeram uma fogueira e estavam se aquecendo, pois fazia frio. Pedro ficou com eles, aquecendo-se. 19Entretanto, o sumo sacerdote interrogou Jesus a respeito de seus discípulos e de seu ensinamento. 20Jesus lhe respondeu:

P: Eu falei às claras ao mundo. Ensinei sempre na sinagoga e no templo, onde todos os judeus se reúnem. Nada falei às escondidas. 21Por que me interrogas? Pergunta aos que ouviram o que falei; eles sabem o que eu disse.

N: 22Quando Jesus falou isso, um dos guardas que ali estava deu-lhe uma bofetada, dizendo:

L: É assim que respondes ao sumo sacerdote?

N: 23Respondeu-lhe Jesus:

P: Se respondi mal, mostra em quê; mas, se falei bem, por que me bates?

N: 24Então Anás enviou Jesus amarrado para Caifás, o sumo sacerdote. 25Simão Pedro continuava lá, em pé, aquecendo-se. Disseram-lhe:

G: Não és tu, também, um dos discípulos dele?

N: Pedro negou:

L: Não!

N: 26Então um dos empregados do sumo sacerdote, parente daquele a quem Pedro tinha cortado a orelha, disse:

L: Será que não te vi no jardim com ele?

N: 27Novamente Pedro negou. E na mesma hora, o galo cantou. 28De Caifás, levaram Jesus ao palácio do governador. Era de manhã cedo. Eles mesmos não entraram no palácio, para não ficarem impuros e poderem comer a Páscoa. 29Então Pilatos saiu ao encontro deles e disse:

L: Que acusação apresentais contra este homem?

N: 30Eles responderam:

G: Se não fosse malfeitor, não o teríamos entregado a ti!

N: 31Pilatos disse:

L: Tomai-o vós mesmos e julgai-o de acordo com a vossa lei.

N: Os judeus lhe responderam:

G: Nós não podemos condenar ninguém à morte.

N: 32Assim se realizava o que Jesus tinha dito, significando de que morte havia de morrer. 33Então Pilatos entrou de novo no palácio, chamou Jesus e perguntou-lhe:

L: Tu és o rei dos judeus?

N: 34Jesus respondeu:

P: Estás dizendo isso por ti mesmo ou outros te disseram isso de mim?

N: 35Pilatos falou:

L: Por acaso sou judeu? O teu povo e os sumos sacerdotes te entregaram a mim. Que fizeste?

N: 36Jesus respondeu:

P: O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas teriam lutado para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é daqui.

N: 37Pilatos disse a Jesus:

L: Então tu és rei?

N: Jesus respondeu:

P: Tu o dizes: eu sou rei. Eu nasci e vim ao mundo para isto: para dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz.

N: 38Pilatos disse a Jesus:

L: O que é a verdade?

N: Ao dizer isso, Pilatos saiu ao encontro dos judeus e disse-lhes:

L: Eu não encontro nenhuma culpa nele. 39Mas existe entre vós um costume, que pela Páscoa eu vos solte um preso. Quereis que vos solte o rei dos judeus?

N: 40Então, começaram a gritar de novo:

G: Este não, mas Barrabás!

N: Barrabás era um bandido. 19,1Então Pilatos mandou flagelar Jesus. 2Os soldados teceram uma coroa de espinhos e a colocaram na cabeça de Jesus. Vestiram-no com um manto vermelho, 3aproximavam-se dele e diziam:

G: Viva o rei dos judeus!

N: E davam-lhe bofetadas. 4Pilatos saiu de novo e disse aos judeus:

L: Olhai, eu o trago aqui fora, diante de vós, para que saibais que não encontro nele crime algum.

N: 5Então Jesus veio para fora, trazendo a coroa de espinhos e o manto vermelho. Pilatos disse-lhes:

L: Eis o homem!

N: 6Quando viram Jesus, os sumos sacerdotes e os guardas começaram a gritar:

G: Crucifica-o! Crucifica-o!

N: Pilatos respondeu:

L: Levai-o vós mesmos para o crucificar, pois eu não encontro nele crime algum. N: 7Os judeus responderam:

G: Nós temos uma lei, e, segundo esta lei, ele deve morrer, porque se fez Filho de Deus.

N: 8Ao ouvir essas palavras, Pilatos ficou com mais medo ainda. 9Entrou outra vez no palácio e perguntou a Jesus:

L: De onde és tu?

N: Jesus ficou calado. 10Então Pilatos disse:

L: Não me respondes? Não sabes que tenho autoridade para te soltar e autoridade para te crucificar?

N: 11Jesus respondeu:

P: Tu não terias autoridade alguma sobre mim se ela não te fosse dada do alto. Quem me entregou a ti, portanto, tem culpa maior.

N: 12Por causa disso, Pilatos procurava soltar Jesus. Mas os judeus gritavam:

G: Se soltas esse homem, não és amigo de César. Todo aquele que se faz rei declara-se contra César.

N: 13Ouvindo essas palavras, Pilatos levou Jesus para fora e sentou-se no tribunal, no lugar chamado Pavimento, em hebraico “Gábata”. 14Era o dia da preparação da Páscoa, por volta do meio-dia. Pilatos disse aos judeus:

L: Eis o vosso rei!

N: 15Eles, porém, gritavam:

G: Fora! Fora! Crucifica-o!

N: Pilatos disse:

L: Hei de crucificar o vosso rei?

N: Os sumos sacerdotes responderam:

G: Não temos outro rei senão César.

N: 16Então Pilatos entregou Jesus para ser crucificado, e eles o levaram. 17Jesus tomou a cruz sobre si e saiu para o lugar chamado Calvário, em hebraico “Gólgota”. 18Ali o crucificaram, com outros dois: um de cada lado, e Jesus no meio. 19Pilatos mandou ainda escrever um letreiro e colocá-lo na cruz; nele estava escrito: “Jesus nazareno, o rei dos judeus”. 20Muitos judeus puderam ver o letreiro, porque o lugar em que Jesus foi crucificado ficava perto da cidade. O letreiro estava escrito em hebraico, latim e grego. 21Então os sumos sacerdotes dos judeus disseram a Pilatos:

G: Não escrevas “o rei dos judeus”, mas sim o que ele disse: “Eu sou o rei dos judeus”.

N: 22Pilatos respondeu:

L: O que escrevi está escrito.

N: 23Depois que crucificaram Jesus, os soldados repartiram a sua roupa em quatro partes, uma parte para cada soldado. Quanto à túnica, esta era tecida sem costura, em peça única de alto a baixo. 24Disseram então entre si:

G: Não vamos dividir a túnica. Tiremos a sorte para ver de quem será.

N: Assim se cumpria a Escritura que diz: “Repartiram entre si as minhas vestes e lançaram sorte sobre a minha túnica”. Assim procederam os soldados. 25Perto da cruz de Jesus, estavam de pé a sua mãe, a irmã da sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. 26Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe:

P: Mulher, este é o teu filho.

N: 27Depois disse ao discípulo:

P: Esta é a tua mãe.

N: Dessa hora em diante, o discípulo a acolheu consigo. 28Depois disso, Jesus, sabendo que tudo estava consumado e para que a Escritura se cumprisse até o fim, disse:

P: Tenho sede.

N: 29Havia ali uma jarra cheia de vinagre. Amarraram numa vara uma esponja embebida de vinagre e levaram-na à boca de Jesus. 30Ele tomou o vinagre e disse:

P: Tudo está consumado.

N: E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.

Todos se ajoelham e faz-se uma pausa.

N: 31Era o dia da preparação para a Páscoa. Os judeus queriam evitar que os corpos ficassem na cruz durante o sábado, porque aquele sábado era dia de festa solene. Então pediram a Pilatos que mandasse quebrar as pernas aos crucificados e os tirasse da cruz. 32Os soldados foram e quebraram as pernas de um e, depois, do outro que foram crucificados com Jesus. 33Ao se aproximarem de Jesus e vendo que já estava morto, não lhe quebraram as pernas; 34mas um soldado abriu-lhe o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água. 35Aquele que viu dá testemunho, e seu testemunho é verdadeiro; e ele sabe que fala a verdade, para que vós também acrediteis. 36Isso aconteceu para que se cumprisse a Escritura, que diz: “Não quebrarão nenhum dos seus ossos”. 37E outra Escritura ainda diz: “Olharão para aquele que transpassaram”. 38Depois disso, José de Arimateia, que era discípulo de Jesus – mas às escondidas, por medo dos judeus –, pediu a Pilatos para tirar o corpo de Jesus. Pilatos consentiu. Então José veio tirar o corpo de Jesus. 39Chegou também Nicodemos, o mesmo que antes tinha ido de noite encontrar-se com Jesus. Levou uns trinta quilos de perfume feito de mirra e aloés. 40Então tomaram o corpo de Jesus e envolveram-no, com os aromas, em faixas de linho, como os judeus costumam sepultar. 41No lugar onde Jesus foi crucificado havia um jardim e, no jardim, um túmulo novo, onde ainda ninguém tinha sido sepultado. 42Por causa da preparação da Páscoa, e como o túmulo estava perto, foi ali que colocaram Jesus.

– Palavra da salvação!

– Glória a vós, Senhor.

 
FONTE:
https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/

abr 18

LEITURAS PARA A SEMANA SANTA

QUARESMA-2

SEMANA SANTA: A CEIA DO SENHOR – QUINTA-FEIRA – 18/04/2019 –

“Eis que o tempo se completa. Agora o Filho do Homem será entregue nas mãos dos homens, para sentir na própria carne, não mais as tentações pelas quais passamos, mas, a injustiça, a dor, o abandono, a angústia, a força da mentira e da infâmia e a solidão do espírito que todos nós sentimos ao longo da vida. Nesta semana, vamos recordar cada um desses passos para, ao final, mortos com Ele na Cruz, com Ele ressurgirmos para a Vida Eterna. A semana é de reflexão,  de oração e de reconciliação conosco, com os irmãos e com o próprio Deus.” –

PRIMEIRA LEITURA:

LEITURA DO LIVRO DO ÊXODO – (Ex    12,1-8.11-14) – Naqueles dias, 1o Senhor disse a Moisés e a Aarão no Egito: 2“Este mês será para vós o começo dos meses; será o primeiro mês do ano. 3Falai a toda a comunidade dos filhos de Israel, dizendo: No décimo dia deste mês, cada um tome um cordeiro por família, um cordeiro para cada casa. 4Se a família não for bastante numerosa para comer um cordeiro, convidará também o vizinho mais próximo, de acordo com o número de pessoas. Deveis calcular o número de comensais conforme o tamanho do cordeiro. 5O cordeiro será sem defeito, macho, de um ano. Podereis escolher tanto um cordeiro como um cabrito: 6e devereis guardá-lo preso até o dia catorze deste mês. Então toda a comunidade de Israel reunida o imolará ao cair da tarde. 7Tomareis um pouco do seu sangue e untareis os marcos e a travessa da porta, nas casas em que o comerdes. 8Comereis a carne nessa mesma noite, assada ao fogo, com pães ázimos e ervas amargas. 11Assim devereis comê-lo: com os rins cingidos, sandálias nos pés e cajado na mão. E comereis às pressas, pois é a Páscoa, isto é, a ‘passagem’ do Senhor! 12E naquela noite passarei pela terra do Egito e ferirei na terra do Egito todos os primogênitos, desde os homens até os animais; e infligirei castigos contra todos os deuses do Egito, eu, o Senhor. 13O sangue servirá de sinal nas casas onde estiverdes. Ao ver o sangue, passarei adiante, e não vos atingirá a praga exterminadora quando eu ferir a terra do Egito. 14Este dia será para vós uma festa memorável em honra do Senhor, que haveis de celebrar, por todas as gerações, como instituição perpétua”. 

– Palavra do Senhor.     

– Graças a Deus.

EVANGELHO: Jo 13,1-15

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo † segundo São João.

— Glória a vós, Senhor.

1Era antes da festa da Páscoa. Jesus sabia que tinha chegado a sua hora de passar deste mundo para o Pai; tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim. 2Estavam tomando a ceia. O diabo já tinha posto no coração de Judas, filho de Simão Iscariotes, o propósito de entregar Jesus. 3Jesus, sabendo que o Pai tinha colocado tudo em suas mãos e que de Deus tinha saído e para Deus voltava, 4levantou-se da mesa, tirou o manto, pegou uma toalha e amarrou-a na cintura. 5Derramou água numa bacia e começou a lavar os pés dos discípulos, enxugando-os com a toalha com que estava cingido. 6Chegou a vez de Simão Pedro. Pedro disse: “Senhor, tu me lavas os pés?” 7Respondeu Jesus: “Agora não entendes o que estou fazendo; mais tarde compreenderás”. 8Disse-lhe Pedro: “Tu nunca me lavarás os pés!” Mas Jesus respondeu: “Se eu não te lavar, não terás parte comigo”. 9Simão Pedro disse: “Senhor, então lava não somente os meus pés, mas também as mãos e a cabeça”. 10Jesus respondeu: “Quem já se banhou não precisa lavar senão os pés, porque já está todo limpo. Também vós estais limpos, mas não todos”. 11Jesus sabia quem o ia entregar; por isso disse: “Nem todos estais limpos”. 12Depois de ter lavado os pés dos discípulos, Jesus vestiu o manto e sentou-se de novo. E disse aos discípulos: “Compreendeis o que acabo de fazer? 13Vós me chamais Mestre e Senhor e dizeis bem, pois eu o sou. 14Portanto, se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. 15Dei-vos o exemplo, para que façais a mesma coisa que eu fiz”.       

– Palavra da salvação!

– Glória a vós, Senhor.

  FONTE:   https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/

abr 17

LEITURAS PARA A SEMANA SANTA

QUARESMA-2

SEMANA SANTA: PAIXÃO E MORTE DO SENHOR – QUARTA-FEIRA – 17/04/2019 –

“Eis que o tempo se completa. Agora o Filho do Homem será entregue nas mãos dos homens, para sentir na própria carne, não mais as tentações pelas quais passamos, mas, a injustiça, a dor, o abandono, a angústia, a força da mentira e da infâmia e a solidão do espírito que todos nós sentimos ao longo da vida. Nesta semana, vamos recordar cada um desses passos para, ao final, mortos com Ele na Cruz, com Ele ressurgirmos para a Vida Eterna. A semana é de reflexão,  de oração e de reconciliação conosco, com os irmãos e com o próprio Deus.” –

PRIMEIRA LEITURA:

LEITURA DO LIVRO DO PROFETA ISAÍAS – (Is    50,4-9) – 4O Senhor Deus deu-me língua adestrada, para que eu saiba dizer palavras de conforto à pessoa abatida; ele me desperta cada manhã e me excita o ouvido, para prestar atenção como um discípulo. 5O Senhor abriu-me os ouvidos; não lhe resisti nem voltei atrás. 6Ofereci as costas para me baterem e as faces para me arrancarem a barba: não desviei o rosto de bofetões e cusparadas. 7Mas o Senhor Deus é meu auxiliador, por isso não me deixei abater o ânimo, conservei o rosto impassível como pedra, porque sei que não sairei humilhado. 8A meu lado está quem me justifica; alguém me fará objeções? Vejamos. Quem é meu adversário? Aproxime-se. 9Sim, o Senhor Deus é meu auxiliador; quem é que me vai condenar? 

– Palavra do Senhor.     

– Graças a Deus.

EVANGELHO: Mt 26,14-25

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo † segundo São Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 14um dos doze discípulos, chamado Judas Iscariotes, foi ter com os sumos sacerdotes 15e disse: “O que me dareis se vos entregar Jesus?” Combinaram, então, trinta moedas de prata. 16E daí em diante, Judas procurava uma oportunidade para entregar Jesus. 17No primeiro dia da festa dos Ázimos, os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram: “Onde queres que façamos os preparativos para comer a Páscoa?” 18Jesus respondeu: “Ide à cidade, procurai certo homem e dizei-lhe: ‘O mestre manda dizer: O meu tempo está próximo, vou celebrar a Páscoa em tua casa, junto com meus discípulos’”. 19Os discípulos fizeram como Jesus mandou e prepararam a Páscoa. 20Ao cair da tarde, Jesus pôs-se à mesa com os doze discípulos. 21Enquanto comiam, Jesus disse: “Em verdade eu vos digo, um de vós vai me trair”. 22Eles ficaram muito tristes e, um por um, começaram a lhe perguntar: “Senhor, será que sou eu?” 23Jesus respondeu: “Quem vai me trair é aquele que comigo põe a mão no prato. 24O Filho do homem vai morrer, conforme diz a Escritura a respeito dele. Contudo, ai daquele que trair o Filho do homem! Seria melhor que nunca tivesse nascido!” 25Então Judas, o traidor, perguntou: “Mestre, serei eu?” Jesus lhe respondeu: “Tu o dizes”.      

– Palavra da salvação!

– Glória a vós, Senhor.

  FONTE:   https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/

abr 16

LEITURAS PARA A SEMANA SANTA

QUARESMA-2

SEMANA SANTA: PAIXÃO E MORTE DO SENHOR – TERÇA-FEIRA – 16/04/2019 –

“Eis que o tempo se completa. Agora o Filho do Homem será entregue nas mãos dos homens, para sentir na própria carne, não mais as tentações pelas quais passamos, mas, a injustiça, a dor, o abandono, a angústia, a força da mentira e da infâmia e a solidão do espírito que todos nós sentimos ao longo da vida. Nesta semana, vamos recordar cada um desses passos para, ao final, mortos com Ele na Cruz, com Ele ressurgirmos para a Vida Eterna. A semana é de reflexão,  de oração e de reconciliação conosco, com os irmãos e com o próprio Deus.”

PRIMEIRA LEITURA:

LEITURA DO LIVRO DO PROFETA ISAÍAS – (Is    49,1-6) – 1Nações marinhas, ouvi-me; povos distantes, prestai atenção: o Senhor chamou-me antes de eu nascer, desde o ventre de minha mãe ele tinha na mente o meu nome; 2fez de minha palavra uma espada afiada, protegeu-me à sombra de sua mão e fez de mim uma flecha aguçada, escondida em sua aljava, 3e disse-me: “Tu és o meu servo, Israel, em quem serei glorificado”. 4E eu disse: “Trabalhei em vão, gastei minhas forças sem fruto, inutilmente; entretanto o Senhor me fará justiça e o meu Deus me dará recompensa”. 5E, agora, diz-me o Senhor – ele que me preparou desde o nascimento para ser seu servo – que eu recupere Jacó para ele e faça Israel unir-se a ele; aos olhos do Senhor, esta é a minha glória. 6Disse ele: “Não basta seres meu servo para restaurar as tribos de Jacó e reconduzir os remanescentes de Israel: eu te farei luz das nações, para que minha salvação chegue até os confins da terra”. 

– Palavra do Senhor.     

– Graças a Deus.

EVANGELHO: Jo 13,21-33.36-38

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo † segundo São João.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, estando à mesa com seus discípulos, 21Jesus ficou profundamente comovido e testemunhou: “Em verdade, em verdade vos digo, um de vós me entregará”. 22Desconcertados, os discípulos olhavam uns para os outros, pois não sabiam de quem Jesus estava falando. 23Um deles, a quem Jesus amava, estava recostado ao lado de Jesus. 24Simão Pedro fez-lhe um sinal para que ele procurasse saber de quem Jesus estava falando. 25Então, o discípulo, reclinando-se sobre o peito de Jesus, perguntou-lhe: “Senhor, quem é?” 26Jesus respondeu: “É aquele a quem eu der o pedaço de pão passado no molho”. Então Jesus molhou um pedaço de pão e deu-o a Judas, filho de Simão Iscariotes. 27Depois do pedaço de pão, satanás entrou em Judas. Então Jesus lhe disse: “O que tens a fazer, executa-o depressa”. 28Nenhum dos presentes compreendeu por que Jesus lhe disse isso. 29Como Judas guardava a bolsa, alguns pensavam que Jesus lhe queria dizer: “Compra o que precisamos para a festa” ou que desse alguma coisa aos pobres. 30Depois de receber o pedaço de pão, Judas saiu imediatamente. Era noite. 31Depois que Judas saiu, disse Jesus: “Agora foi glorificado o Filho do homem, e Deus foi glorificado nele. 32Se Deus foi glorificado nele, também Deus o glorificará em si mesmo e o glorificará logo. 33Filhinhos, por pouco tempo estou ainda convosco. Vós me procurareis, e agora vos digo, como eu disse também aos judeus: ‘Para onde eu vou, vós não podeis ir’”. 36Simão Pedro perguntou: “Senhor, para onde vais?” Jesus respondeu-lhe: “Para onde eu vou, tu não me podes seguir agora, mas me seguirás mais tarde”. 37Pedro disse: “Senhor, por que não posso seguir-te agora? Eu darei a minha vida por ti!” 38Respondeu Jesus: “Darás a tua vida por mim? Em verdade, em verdade te digo, o galo não cantará antes que me tenhas negado três vezes”.     

– Palavra da salvação!

– Glória a vós, Senhor.

 

FONTE:   https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/

abr 15

EDITORIAL DA SEMANA: SOMOS VERDADEIRAMENTE CRISTÃOS?

JESUS E A CRUZ

NA CRUZ, TODAS AS RESPOSTAS –

*Por Luiz Antonio de Moura –

Estamos vivendo dias que demandam profunda reflexão. O cristão verdadeiro, ou o verdadeiro cristão, vive, ou deveria viver, constantemente em profunda reflexão, em razão da fé personificada que professa. Crer em Jesus Cristo, não é como crer em fatos ou contos que são narrados por outras pessoas aos nossos simpáticos ouvidos. Crer em Jesus Cristo é muito mais do que isso. É ligar-se a Ele de tal forma que, como afirma o Apóstolo Paulo “já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim” (Gl 2, 20). E, viver em lugar de outra pessoa, importa pensar e agir exatamente da forma que tal pessoa vive, viveu ou viveria. Age, agiu ou agiria. Quem não passa por esta experiência, não sabe o que é viver o papel que adora dizer que vive. Ou melhor, passa pela vida enganando-se e tentando enganar aos outros. Tentando, porque quem está de fora tudo vê, tudo percebe e tudo registra.

Esta semana, como sempre ocorre na vida de todos nós cristãos, principalmente, os católicos, recordamos os últimos dias, palavras e gestos de Jesus sobre a terra e, somos convidados a caminhar com Ele até as últimas consequências, inclusive, morrendo na cruz, de onde, ainda com Ele, somos levados ao túmulo para, ao final, com Ele ressurgirmos para a verdadeira vida. A vida em plenitude e em abundância, sobre a qual Ele tantas vezes falou. Nesta semana, mais do que nas demais semanas do ano, o Espírito Santo convida cada um de nós ao reexame de consciência. Para tanto, Ele nos sugere parar tudo o que estamos fazendo. Deixar de lado o vicio do trabalho, do jogo, da bebida e da mesmice, por pouco que seja, para vasculharmo-nos completamente por dentro, a fim de identificarmos em quais partes não estamos conseguindo imitar Jesus.

Jesus, acima de qualquer outra virtude, revela Deus aos homens. Ele não se cansa de afirmar que quem O vê, vê o Pai que está nos Céus. Nós também somos assim, revelamos Deus nas nossas ações, no nosso proceder diante dos homens e do mundo? Nossas atitudes para com os nossos semelhantes, sejam eles quem forem, assemelham-se às do Deus de bondade, de misericórdia, de amor a quem Jesus revela aos homens? Ou nós ainda somos daqueles e daquelas que insistem em afirmar que “cada um tem o seu Deus”“cada um segue o seu coração” ou coisas do gênero?

Jesus viveu e conviveu com os pobres, na real pobreza em que eles viviam. Quantos de nós não falamos sobre os pobres ou convivemos com a pobreza apenas à distância, por meio de patrocínio de ações, que funcionam mais como meros desencargos de consciência? Quantos de nós fazemo-nos de pobres junto com os pobres, no dia-a-dia das suas vidas? Ou, ao contrário, escolhemos um dia qualquer para, em nossos carrões de luxo, irmos almoçar com os pobres, só para demonstrar algum tipo de proximidade? Precisamos, nesta semana, vasculhar nosso interior em busca destas respostas, porque só elas é que poderão dizer, com segurança, se somos cristãos de verdade, cristãos verdadeiros, ou não. Só estas respostas é que têm o poder de nos tornar semelhantes Àquele Jesus ao qual dizemos amar e seguir.

Jesus buscou, amou, contemplou e trouxe para junto de si os excluídos do seu tempo, sem qualquer discriminação, não se importando se eram pecadores(as), cobradores de impostos, soldados de Roma ou leprosos. A todos, sem exceção, acolheu de forma integral, demonstrando muita felicidade por estar ao lado de todos eles, em público ou não. E nós, também agimos desta forma, buscamos, acolhemos, amamos e trazemos para junto de nós os excluídos do nosso tempo, sem nos importar com suas origens? Agimos desta maneira, sem qualquer forma de discriminação e sem escondermos o que estamos fazendo, sob o falso argumento de que boas ações devem ser feitas em segredo?

Jesus, de forma expressa, identifica-se com os famintos e sedentos (tive fome, destes-me de comer; sede, destes-me de beber), com os peregrinos, com os desnudos, enfermos e encarcerados, afirmando que todo o bem feito a qualquer um destes, é feito diretamente a Ele, da mesma forma que, todas vezes que deixamos de fazê-lo, é a Ele que negamos assistência. Quantas vezes, de coração sincero e sem fazermos pose para as câmeras, enxergamos nos pobres, desnudos, doentes e necessitados de todo tipo de ajuda, a figura ímpar de Jesus? Dividimos o pouco que temos, ou separamos algumas migalhas, juntando-as com as de outros tantos, para prestar algum socorro aos mais necessitados?

Quantas vezes, nas ruas da cidade, paramos para oferecer um copo com água, uma quentinha de comida ou mesmo uma palavra amiga àqueles que, muitas vezes são tidos por malandros e aproveitadores? Quantas vezes não olhamos com repugnância para famílias inteiras, sujas e maltrapilhas, amontoadas feito lixo embaixo das marquises dos prédios mais elegantes do centro da cidade?

Nos Evangelhos, em nenhuma parte está escrito que Jesus, ao final dos dias, sentava-se com os amigos, ao redor de mesa farta e sortida, para uma alimentação frugal e saudável, rica em proteínas e em carboidratos, sem se preocupar com os famintos do seu tempo. Ao contrário, Mateus narra que Jesus, ao cair da tarde de um dia de intensa pregação, além de curar muitos enfermos,  sentiu compaixão da multidão e, preocupado com a necessidade de alimento para tantos, ordena aos discípulos para que providenciem alimentos para todos, donde a primeira multiplicação dos pães (Mt 14, 13-21).

Jesus, conforme cobra do jovem rico, não quer que doemos algumas das nossas coisas aos mais pobres. Ele quer que tenhamos disponibilidade para vender tudo o que temos e distribuir o produto aos pobres e, depois, segui-Lo (Mt 19, 16-22).

Jesus ensina que o perdão deve ser dado sempre, e a qualquer tempo, independentemente do número de vezes (setenta vezes sete, é a infinitude do número perfeito). Ensina que, em demanda com nosso adversário, devemos nos reconciliar com ele enquanto estamos a caminho, antes de chegarmos em juízo (Mt 5, 25). Também ensina que, quando estivermos para fazer alguma oferenda diante do altar, e lembrarmos de que nosso irmão tem alguma coisa contra nós, devemos, primeiro, buscar a reconciliação com ele para, depois, e só então, apresentarmos a nossa oferenda (Mt 5, 23-24). E muito mais: manda amar a quem nos odeia; orar pelos nossos inimigos; oferecer a outra face; mostra que de nada adianta acumular bens; fala para não nos julgarmos uns aos outros, para não sermos, também, julgados.

Enfim, durante esta semana, somos confrontados com o Jesus por quem temos tido a coragem de confessar amor e a quem afirmamos seguir de forma incondicional. Serão verdadeiras as nossas afirmações? Estamos Nele e com Ele para sempre, ou O negamos diária e permanentemente diante dos homens e dos fatos? Somos capazes de caminhar com Ele até o Calvário e aceitarmos ser pregados na cruz também, ou agiremos como Pilatos e como Judas Iscariotes, lavando as nossas mãos e traindo o único amigo verdadeiro que temos?

É uma semana que convida a estas e a muitas outras reflexões. Portanto, é útil, ao menos uma vez no ano, deixar de lado as manias que cultivamos, os ídolos e os mitos que reverenciamos, e aproximarmo-nos do Jesus caminhante, Daquele Jesus que, corajosa, serena e obedientemente, carrega sua cruz sem impor a ninguém o ônus que voluntariamente assumiu como sendo seu. Quantas vezes nós colocamos sobre os ombros alheios o peso de uma carga que é somente nossa, e ainda nos julgamos no direito de cobrar posturas e posições daqueles aos quais, de forma direta ou indireta, exploramos ou compactuamos com a exploração por toda uma vida?

É preciso refletir e, caso a conclusão seja a de que não conseguimos mesmo seguir Jesus, de verdade e com verdade, é melhor pararmos de fazer pose de santinhos ou de santinhas e buscarmos um lugar no meio dos pobres, doentes, inválidos, pecadores, blasfemadores e adúlteros, em busca da misericórdia deste Jesus que, desde sempre, soube ser igual ao Pai, razão pela qual Ele, também, é Deus.

Não deixe esta semana passar em branco, como apenas mais uma semana na sua vida. Leia a Bíblia, especialmente, o Novo Testamento, observe mais de perto a vida, os costumes, os métodos, os gestos, as ações e as palavras de Jesus, reflita e procure ajustar-se a Ele, que é o Senhor da Vida. O Senhor da nossa vida. Depois, já ao final da semana, busque o perdão e a reconciliação  consigo e com os irmãos, porque, no domingo as portas do Céu se abrem para todos e todas que, em verdade, amam e procuram seguir o Filho de Deus, que prometeu: “Aquele que retém os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama, será amado por meu Pai, e eu o amarei também, e me manifestarei a ele” (Jo 14, 21). Seja feliz, e tenha uma semana santa verdadeiramente fértil para a sua alma!

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*Luiz Antonio de Moura é um pensador espiritualista, um caminhante e um cultor do silêncio.

 

abr 15

LEITURAS PARA A SEMANA SANTA

QUARESMA-2

SEMANA SANTA: PAIXÃO E MORTE DO SENHOR – SEGUNDA-FEIRA – 15/04/2019 –

“Eis que o tempo se completa. Agora o Filho do Homem será entregue nas mãos dos homens, para sentir na própria carne, não mais as tentações pelas quais passamos, mas, a injustiça, a dor, o abandono, a angústia, a força da mentira e da infâmia e a solidão do espírito que todos nós sentimos ao longo da vida. Nesta semana, vamos recordar cada um desses passos para, ao final, mortos com Ele na Cruz, com Ele ressurgirmos para a Vida Eterna. A semana é de reflexão,  de oração e de reconciliação conosco, com os irmãos e com o próprio Deus.”

PRIMEIRA LEITURA:

LEITURA DO LIVRO DO PROFETA ISAÍAS – (Is    42,1-7) – 1“Eis o meu servo – eu o recebo; eis o meu eleito – nele se compraz minha alma; pus meu espírito sobre ele, ele promoverá o julgamento das nações. 2Ele não clama nem levanta a voz, nem se faz ouvir pelas ruas. 3Não quebra uma cana rachada nem apaga um pavio que ainda fumega, mas promoverá o julgamento para obter a verdade. 4Não esmorecerá nem se deixará abater, enquanto não estabelecer a justiça na terra; os países distantes esperam seus ensinamentos”. 5Isto diz o Senhor Deus, que criou o céu e o estendeu, firmou a terra e tudo que dela germina, que dá a respiração aos seus habitantes e o sopro da vida ao que nela se move: 6“Eu, o Senhor, te chamei para a justiça e te tomei pela mão; eu te formei e te constituí como o centro de aliança do povo, luz das nações, 7para abrires os olhos dos cegos, tirar os cativos da prisão, livrar do cárcere os que vivem nas trevas”. 

– Palavra do Senhor.     

– Graças a Deus.

EVANGELHO: Jo 12,1-11

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo † segundo São João.

— Glória a vós, Senhor.

1Seis dias antes da Páscoa, Jesus foi a Betânia, onde morava Lázaro, que ele havia ressuscitado dos mortos. 2Ali ofereceram a Jesus um jantar; Marta servia e Lázaro era um dos que estavam à mesa com ele. 3Maria, tomando quase meio litro de perfume de nardo puro e muito caro, ungiu os pés de Jesus e enxugou-os com seus cabelos. A casa inteira ficou cheia do perfume do bálsamo. 4Então falou Judas Iscariotes, um dos seus discípulos, aquele que o havia de entregar: 5“Por que não se vendeu este perfume por trezentas moedas de prata, para as dar aos pobres?” 6Judas falou assim não porque se preocupasse com os pobres, mas porque era ladrão; ele tomava conta da bolsa comum e roubava o que se depositava nela. 7Jesus, porém, disse: “Deixa-a; ela fez isto em vista do dia de minha sepultura. 8Pobres, sempre os tereis convosco, enquanto a mim, nem sempre me tereis”. 9Muitos judeus, tendo sabido que Jesus estava em Betânia, foram para lá, não só por causa de Jesus, mas também para verem Lázaro, que Jesus havia ressuscitado dos mortos. 10Então os sumos sacerdotes decidiram matar também Lázaro, 11porque, por causa dele, muitos deixavam os judeus e acreditavam em Jesus.     

– Palavra da salvação!

– Glória a vós, Senhor.

  FONTE:   https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/

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