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Sementes da Palavra, É tempo de semear

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Nome: Luiz Antonio de Moura
Data de registro: 12 de dezembro de 2014

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abr 10

SEXTA-FEIRA SANTA: PAIXÃO DO SENHOR

MORTO NA CRUZ

SEMANA SANTA – SEXTA-FEIRA – PAIXÃO DO SENHOR – 10/04/2020 –

26Durante a refeição, Jesus tomou o pão, benzeu-o, partiu-o e o deu aos discípulos, dizendo: Tomai e comei, isto é meu corpo.27Tomou depois o cálice, rendeu graças e deu-lho, dizendo: Bebei dele todos,28porque isto é meu sangue, o sangue da Nova Aliança, derramado por muitos homens em remissão dos pecados.29Digo-vos: doravante não beberei mais desse fruto da vinha até o dia em que o beberei de novo convosco no Reino de meu Pai. 31Disse-lhes então Jesus: Esta noite serei para todos vós uma ocasião de queda; porque está escrito: Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho serão dispersadas (Zc 13,7).32Mas, depois da minha Ressurreição, eu vos precederei na Galileia. (Mt 26, 26-31.32)

PRIMEIRA LEITURA:

LEITURA DO PROFETA ISAÍAS – (Is  52,13-53,12) –

13Ei-lo, o meu servo será bem-sucedido; sua ascensão será ao mais alto grau. 14Assim como muitos ficaram pasmados ao vê-lo – tão desfigurado ele estava, que não parecia ser um homem ou ter aspecto humano –, 15do mesmo modo ele espalhará sua fama entre os povos. Diante dele, os reis se manterão em silêncio, vendo algo que nunca lhes foi narrado e conhecendo coisas que jamais ouviram. 53,1Quem de nós deu crédito ao que ouvimos? E a quem foi dado reconhecer a força do Senhor? 2Diante do Senhor, ele cresceu como renovo de planta ou como raiz em terra seca. Não tinha beleza nem atrativo para o olharmos, não tinha aparência que nos agradasse. 3Era desprezado como o último dos mortais, homem coberto de dores, cheio de sofrimentos; passando por ele, tapávamos o rosto; tão desprezível era, não fazíamos caso dele. 4A verdade é que ele tomava sobre si nossas enfermidades e sofria, ele mesmo, nossas dores; e nós pensávamos fosse um chagado, golpeado por Deus e humilhado! 5Mas ele foi ferido por causa de nossos pecados, esmagado por causa de nossos crimes; a punição a ele imposta era o preço da nossa paz, e suas feridas, o preço da nossa cura. 6Todos nós vagávamos como ovelhas desgarradas, cada qual seguindo seu caminho; e o Senhor fez recair sobre ele o pecado de todos nós. 7Foi maltratado e submeteu-se, não abriu a boca; como cordeiro levado ao matadouro ou como ovelha diante dos que a tosquiam, ele não abriu a boca. 8Foi atormentado pela angústia e foi condenado. Quem se preocuparia com sua história de origem? Ele foi eliminado do mundo dos vivos; e por causa do pecado do meu povo, foi golpeado até morrer. 9Deram-lhe sepultura entre ímpios, um túmulo entre os ricos, porque ele não praticou o mal nem se encontrou falsidade em suas palavras. 10O Senhor quis macerá-lo com sofrimentos. Oferecendo sua vida em expiação, ele terá descendência duradoura e fará cumprir com êxito a vontade do Senhor. 11Por esta vida de sofrimento, alcançará luz e uma ciência perfeita. Meu servo, o justo, fará justos inúmeros homens, carregando sobre si suas culpas. 12Por isso, compartilharei com ele multidões e ele repartirá suas riquezas com os valentes seguidores, pois entregou o corpo à morte, sendo contado como um malfeitor; ele, na verdade, resgatava o pecado de todos e intercedia em favor dos pecadores.                  

– Palavra do Senhor.     

– Graças a Deus.

EVANGELHO:  Jo 18,1-40.19,1-42

O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo  segundo São João.

— Glória a vós, Senhor.

1Depois dessas palavras, Jesus saiu com os seus discípulos para além da torrente de Cedron, onde havia um jardim, no qual entrou com os seus discípulos.2Judas, o traidor, conhecia também aquele lugar, porque Jesus ia frequentemente para lá com os seus discípulos.3Tomou então Judas a coorte e os guardas de serviço dos pontífices e dos fariseus, e chegaram ali com lanternas, tochas e armas.4Como Jesus soubesse tudo o que havia de lhe acontecer, adiantou-se e perguntou-lhes: A quem buscais?5Responderam: A Jesus de Nazaré. Sou eu, disse-lhes. (Também Judas, o traidor, estava com eles.)6Quando lhes disse Sou eu, recuaram e caíram por terra.7Perguntou-lhes ele, pela segunda vez: A quem buscais? Disseram: A Jesus de Nazaré.8Replicou Jesus: Já vos disse que sou eu. Se é, pois, a mim que buscais, deixai ir estes.9Assim se cumpriu a palavra que disse: Dos que me deste não perdi nenhum (Jo 17,12).10Simão Pedro, que tinha uma espada, puxou dela e feriu o servo do sumo sacerdote, decepando-lhe a orelha direita. (O servo chamava-se Malco.)11Mas Jesus disse a Pedro: Enfia a tua espada na bainha! Não hei de beber eu o cálice que o Pai me deu?12Então a coorte, o tribuno e os guardas dos judeus prenderam Jesus e o ataram.13Conduziram-no primeiro a Anás, por ser sogro de Caifás, que era o sumo sacerdote daquele ano.14Caifás fora quem dera aos judeus o conselho: Convém que um só homem morra em lugar do povo.15Simão Pedro seguia Jesus, e mais outro discípulo. Este discípulo era conhecido do sumo sacerdote e entrou com Jesus no pátio da casa do sumo sacerdote,16porém Pedro ficou de fora, à porta. Mas o outro discípulo (que era conhecido do sumo sacerdote) saiu e falou à porteira, e esta deixou Pedro entrar.17A porteira perguntou a Pedro: Não és acaso também tu dos discípulos desse homem? Não o sou, respondeu ele.18Os servos e os guardas acenderam um fogo, porque fazia frio, e se aqueciam. Com eles estava também Pedro, de pé, aquecendo-se.19O sumo sacerdote indagou de Jesus acerca dos seus discípulos e da sua doutrina.20Jesus respondeu-lhe: Falei publicamente ao mundo. Ensinei na sinagoga e no templo, onde se reúnem os judeus, e nada falei às ocultas.21Por que me perguntas? Pergunta àqueles que ouviram o que lhes disse. Estes sabem o que ensinei.22A estas palavras, um dos guardas presentes deu uma bofetada em Jesus, dizendo: É assim que respondes ao sumo sacerdote?23Replicou-lhe Jesus: Se falei mal, prova-o, mas se falei bem, por que me bates?24(Anás enviou-o preso ao sumo sacerdote Caifás.)25Simão Pedro estava lá se aquecendo. Perguntaram-lhe: Não és porventura, também tu, dos seus discípulos? Negou-o, dizendo: Não!26Disse-lhe um dos servos do sumo sacerdote, parente daquele a quem Pedro cortara a orelha: Não te vi eu com ele no horto?27Mas Pedro negou-o outra vez, e imediatamente o galo cantou.28Da casa de Caifás conduziram Jesus ao pretório. Era de manhã cedo. Mas os judeus não entraram no pretório, para não se contaminarem e poderem comer a Páscoa.29Saiu, por isso, Pilatos para ter com eles, e perguntou: Que acusação trazeis contra este homem?30Responderam-lhe: Se este não fosse malfeitor, não o teríamos entregue a ti.31Disse, então, Pilatos: Tomai-o e julgai-o vós mesmos segundo a vossa lei. Responderam-lhe os judeus: Não nos é permitido matar ninguém.32Assim se cumpria a palavra com a qual Jesus indicou de que gênero de morte havia de morrer (Mt 20,19).33Pilatos entrou no pretório, chamou Jesus e perguntou-lhe: És tu o rei dos judeus?34Jesus respondeu: Dizes isso por ti mesmo, ou foram outros que to disseram de mim?35Disse Pilatos: Acaso sou eu judeu? A tua nação e os sumos sacerdotes entregaram-te a mim. Que fizeste?36Respondeu Jesus: O meu Reino não é deste mundo. Se o meu Reino fosse deste mundo, os meus súditos certamente teriam pelejado para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu Reino não é deste mundo.37Perguntou-lhe então Pilatos: És, portanto, rei? Respondeu Jesus: Sim, eu sou rei. É para dar testemunho da verdade que nasci e vim ao mundo. Todo o que é da verdade ouve a minha voz.38Disse-lhe Pilatos: Que é a verdade?... Falando isso, saiu de novo, foi ter com os judeus e disse-lhes: Não acho nele crime algum.39Mas é costume entre vós que pela Páscoa vos solte um preso. Quereis, pois, que vos solte o rei dos judeus?40Então todos gritaram novamente e disseram: Não! A este não! Mas a Barrabás! (Barrabás era um salteador.)   

19,1Pilatos mandou então flagelar Jesus.2Os soldados teceram de espinhos uma coroa e puseram-lha sobre a cabeça e cobriram-no com um manto de púrpura.3Aproximavam-se dele e diziam: Salve, rei dos judeus! E davam-lhe bofetadas.4Pilatos saiu outra vez e disse-lhes: Eis que vo-lo trago fora, para que saibais que não acho nele nenhum motivo de acusação.5Apareceu então Jesus, trazendo a coroa de espinhos e o manto de púrpura. Pilatos disse: Eis o homem!6Quando os pontífices e os guardas o viram, gritaram: Crucifica-o! Crucifica-o! Falou-lhes Pilatos: Tomai-o vós e crucificai-o, pois eu não acho nele culpa alguma.7Responderam-lhe os judeus: Nós temos uma lei, e segundo essa lei ele deve morrer, porque se declarou Filho de Deus.8Estas palavras impressionaram Pilatos.9Entrou novamente no pretório e perguntou a Jesus: De onde és tu? Mas Jesus não lhe respondeu.10Pilatos então lhe disse: Tu não me respondes? Não sabes que tenho poder para te soltar e para te crucificar?11Respondeu Jesus: Não terias poder algum sobre mim, se de cima não te fora dado. Por isso, quem me entregou a ti tem pecado maior.12Desde então Pilatos procurava soltá-lo. Mas os judeus gritavam: Se o soltares, não és amigo do imperador, porque todo o que se faz rei se declara contra o imperador.13Ouvindo estas palavras, Pilatos trouxe Jesus para fora e sentou-se no tribunal, no lugar chamado Lajeado, em hebraico Gábata.14(Era a Preparação para a Páscoa, cerca da hora sexta.) Pilatos disse aos judeus: Eis o vosso rei!15Mas eles clamavam: Fora com ele! Fora com ele! Crucifica-o! Pilatos perguntou-lhes: Hei de crucificar o vosso rei? Os sumos sacerdotes responderam: Não temos outro rei senão César!16Entregou-o então a eles para que fosse crucificado.17Levaram então consigo Jesus. Ele próprio carregava a sua cruz para fora da cidade, em direção ao lugar chamado Calvário, em hebraico Gólgota.18Ali o crucificaram, e com ele outros dois, um de cada lado, e Jesus no meio.19Pilatos redigiu também uma inscrição e a fixou por cima da cruz. Nela estava escrito: Jesus de Nazaré, rei dos judeus.20Muitos dos judeus leram essa inscrição, porque Jesus foi crucificado perto da cidade e a inscrição era redigida em hebraico, em latim e em grego.21Os sumos sacerdotes dos judeus disseram a Pilatos: Não escrevas: Rei dos judeus, mas sim: Este homem disse ser o rei dos judeus.22Respondeu Pilatos: O que escrevi, escrevi.23Depois de os soldados crucificarem Jesus, tomaram as suas vestes e fizeram delas quatro partes, uma para cada soldado. A túnica, porém, toda tecida de alto a baixo, não tinha costura.24Disseram, pois, uns aos outros: Não a rasguemos, mas deitemos sorte sobre ela, para ver de quem será. Assim se cumpria a Escritura: Repartiram entre si as minhas vestes e deitaram sorte sobre a minha túnica (Sl 21,19). Isso fizeram os soldados.25Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena.26Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: Mulher, eis aí teu filho.27Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E dessa hora em diante o discípulo a levou para a sua casa.28Em seguida, sabendo Jesus que tudo estava consumado, para se cumprir plenamente a Escritura, disse: Tenho sede.29Havia ali um vaso cheio de vinagre. Os soldados encheram de vinagre uma esponja e, fixando-a numa vara de hissopo, chegaram-lhe à boca.30Havendo Jesus tomado do vinagre, disse: Tudo está consumado. Inclinou a cabeça e rendeu o espírito.31Os judeus temeram que os corpos ficassem na cruz durante o sábado, porque já era a Preparação e esse sábado era particularmente solene. Rogaram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas e fossem retirados.32Vieram os soldados e quebraram as pernas do primeiro e do outro, que com ele foram crucificados.33Chegando, porém, a Jesus, como o vissem já morto, não lhe quebraram as pernas,34mas um dos soldados abriu-lhe o lado com uma lança e, imediatamente, saiu sangue e água.35O que foi testemunha desse fato o atesta (e o seu testemunho é digno de fé, e ele sabe que diz a verdade), a fim de que vós creiais.36Assim se cumpriu a Escritura: Nenhum dos seus ossos será quebrado (Ex 12,46).37E diz em outra parte a Escritura: Olharão para aquele que transpassaram (Zc 12,10).38Depois disso, José de Arimatéia, que era discípulo de Jesus, mas ocultamente, por medo dos judeus, rogou a Pilatos a autorização para tirar o corpo de Jesus. Pilatos permitiu. Foi, pois, e tirou o corpo de Jesus.39Acompanhou-o Nicodemos (aquele que anteriormente fora de noite ter com Jesus), levando umas cem libras de uma mistura de mirra e aloés.40Tomaram o corpo de Jesus e envolveram-no em panos com os aromas, como os judeus costumam sepultar.41No lugar em que ele foi crucificado havia um jardim, e no jardim um sepulcro novo, em que ninguém ainda fora depositado.42Foi ali que depositaram Jesus por causa da Preparação dos judeus e da proximidade do túmulo.                        

– Palavra da salvação!

– Glória a vós, Senhor.

 

FONTE:   https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/      

abr 09

QUINTA-FEIRA SANTA: A SANTA CEIA DO SENHOR

SANTA CEIA - 2020

SEMANA SANTA – QUINTA-FEIRA – CEIA DO SENHOR – 09/04/2020

26Durante a refeição, Jesus tomou o pão, benzeu-o, partiu-o e o deu aos discípulos, dizendo: Tomai e comei, isto é meu corpo.27Tomou depois o cálice, rendeu graças e deu-lho, dizendo: Bebei dele todos,28porque isto é meu sangue, o sangue da Nova Aliança, derramado por muitos homens em remissão dos pecados.29Digo-vos: doravante não beberei mais desse fruto da vinha até o dia em que o beberei de novo convosco no Reino de meu Pai. 31Disse-lhes então Jesus: Esta noite serei para todos vós uma ocasião de queda; porque está escrito: Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho serão dispersadas (Zc 13,7).32Mas, depois da minha Ressurreição, eu vos precederei na Galileia. (Mt 26, 26-31.32)

PRIMEIRA LEITURA:

LEITURA DO LIVRO DO ÊXODO – (Ex 12,1-8.11-14) –

Naqueles dias, 1o Senhor disse a Moisés e a Aarão no Egito: 2“Este mês será para vós o começo dos meses; será o primeiro mês do ano. 3Falai a toda a comunidade dos filhos de Israel, dizendo: No décimo dia deste mês, cada um tome um cordeiro por família, um cordeiro para cada casa. 4Se a família não for bastante numerosa para comer um cordeiro, convidará também o vizinho mais próximo, de acordo com o número de pessoas. Deveis calcular o número de comensais conforme o tamanho do cordeiro. 5O cordeiro será sem defeito, macho, de um ano. Podereis escolher tanto um cordeiro como um cabrito: 6e devereis guardá-lo preso até o dia catorze deste mês. Então toda a comunidade de Israel reunida o imolará ao cair da tarde. 7Tomareis um pouco do seu sangue e untareis os marcos e a travessa da porta, nas casas em que o comerdes. 8Comereis a carne nessa mesma noite, assada ao fogo, com pães ázimos e ervas amargas. 11Assim devereis comê-lo: com os rins cingidos, sandálias nos pés e cajado na mão. E comereis às pressas, pois é a Páscoa, isto é, a ‘passagem’ do Senhor! 12E naquela noite passarei pela terra do Egito e ferirei na terra do Egito todos os primogênitos, desde os homens até os animais; e infligirei castigos contra todos os deuses do Egito, eu, o Senhor. 13O sangue servirá de sinal nas casas onde estiverdes. Ao ver o sangue, passarei adiante, e não vos atingirá a praga exterminadora quando eu ferir a terra do Egito. 14Este dia será para vós uma festa memorável em honra do Senhor, que haveis de celebrar, por todas as gerações, como instituição perpétua”.     

– Palavra do Senhor.     

– Graças a Deus.

SALMO RESPONSORIAL: Sl  115(116B)

R. O cálice por nós abençoado / é a nossa comunhão com o sangue do Senhor.

1. Que poderei retribuir ao Senhor Deus / por tudo aquilo que ele fez em meu favor? / Elevo o cálice da minha salvação, / invocando o nome santo do Senhor. 

R. O cálice por nós abençoado / é a nossa comunhão com o sangue do Senhor.

2. É sentida por demais pelo Senhor / a morte de seus santos, seus amigos. / Eis que sou o vosso servo, ó Senhor, / mas me quebrastes os grilhões da escravidão! 

R. O cálice por nós abençoado / é a nossa comunhão com o sangue do Senhor.

3. Por isso oferto um sacrifício de louvor, / invocando o nome santo do Senhor. / Vou cumprir minhas promessas ao Senhor / na presença de seu povo reunido. 

R. O cálice por nós abençoado / é a nossa comunhão com o sangue do Senhor.

SEGUNDA LEITURA:

LEITURA DA PRIMEIRA CARTA DE SÃO PAULO AOS CORÍNTIOS – (1Cor  11,23-26)

Irmãos, 23o que eu recebi do Senhor, foi isso que eu vos transmiti: na noite em que foi entregue, o Senhor Jesus tomou o pão 24e, depois de dar graças, partiu-o e disse: “Isto é o meu corpo que é dado por vós. Fazei isto em minha memória”. 25Do mesmo modo, depois da ceia, tomou também o cálice e disse: “Este cálice é a nova aliança, em meu sangue. Todas as vezes que dele beberdes, fazei isto em minha memória”. 26Todas as vezes, de fato, que comerdes desse pão e beberdes desse cálice, estareis proclamando a morte do Senhor, até que ele venha.       

 – Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

EVANGELHO: Jo 13,1-15

O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo  segundo São João.

— Glória a vós, Senhor.

1Era antes da festa da Páscoa. Jesus sabia que tinha chegado a sua hora de passar deste mundo para o Pai; tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim. 2Estavam tomando a ceia. O diabo já tinha posto no coração de Judas, filho de Simão Iscariotes, o propósito de entregar Jesus. 3Jesus, sabendo que o Pai tinha colocado tudo em suas mãos e que de Deus tinha saído e para Deus voltava, 4levantou-se da mesa, tirou o manto, pegou uma toalha e amarrou-a na cintura. 5Derramou água numa bacia e começou a lavar os pés dos discípulos, enxugando-os com a toalha com que estava cingido. 6Chegou a vez de Simão Pedro. Pedro disse: “Senhor, tu me lavas os pés?” 7Respondeu Jesus: “Agora não entendes o que estou fazendo; mais tarde compreenderás”. 8Disse-lhe Pedro: “Tu nunca me lavarás os pés!” Mas Jesus respondeu: “Se eu não te lavar, não terás parte comigo”. 9Simão Pedro disse: “Senhor, então lava não somente os meus pés, mas também as mãos e a cabeça”. 10Jesus respondeu: “Quem já se banhou não precisa lavar senão os pés, porque já está todo limpo. Também vós estais limpos, mas não todos”. 11Jesus sabia quem o ia entregar; por isso disse: “Nem todos estais limpos”. 12Depois de ter lavado os pés dos discípulos, Jesus vestiu o manto e sentou-se de novo. E disse aos discípulos: “Compreendeis o que acabo de fazer? 13Vós me chamais Mestre e Senhor e dizeis bem, pois eu o sou. 14Portanto, se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. 15Dei-vos o exemplo, para que façais a mesma coisa que eu fiz”.            

– Palavra da salvação!

– Glória a vós, Senhor.

 

FONTE:   https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/

abr 08

SEMANA SANTA: DIAS DE INTROSPECÇÃO, MEDITAÇÃO E ORAÇÃO

SEMANA SANTA - 2020A

SEMANA SANTA – QUARTA-FEIRA – 08/04/2020 –

26Durante a refeição, Jesus tomou o pão, benzeu-o, partiu-o e o deu aos discípulos, dizendo: Tomai e comei, isto é meu corpo.27Tomou depois o cálice, rendeu graças e deu-lho, dizendo: Bebei dele todos,28porque isto é meu sangue, o sangue da Nova Aliança, derramado por muitos homens em remissão dos pecados.29Digo-vos: doravante não beberei mais desse fruto da vinha até o dia em que o beberei de novo convosco no Reino de meu Pai. 31Disse-lhes então Jesus: Esta noite serei para todos vós uma ocasião de queda; porque está escrito: Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho serão dispersadas (Zc 13,7).32Mas, depois da minha Ressurreição, eu vos precederei na Galileia. (Mt 26, 26-31.32)

PRIMEIRA LEITURA:

LEITURA DO PROFETA ISAÍAS – (Is  50,4-9) –

4O Senhor Deus deu-me língua adestrada, para que eu saiba dizer palavras de conforto à pessoa abatida; ele me desperta cada manhã e me excita o ouvido, para prestar atenção como um discípulo. 5O Senhor abriu-me os ouvidos; não lhe resisti nem voltei atrás. 6Ofereci as costas para me baterem e as faces para me arrancarem a barba: não desviei o rosto de bofetões e cusparadas. 7Mas o Senhor Deus é meu auxiliador, por isso não me deixei abater o ânimo, conservei o rosto impassível como pedra, porque sei que não sairei humilhado. 8A meu lado está quem me justifica; alguém me fará objeções? Vejamos. Quem é meu adversário? Aproxime-se. 9Sim, o Senhor Deus é meu auxiliador; quem é que me vai condenar?                  

– Palavra do Senhor.     

– Graças a Deus.

EVANGELHO:  Mt 26,14-25

O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo  segundo São Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 14um dos doze discípulos, chamado Judas Iscariotes, foi ter com os sumos sacerdotes 15e disse: “O que me dareis se vos entregar Jesus?” Combinaram, então, trinta moedas de prata. 16E daí em diante, Judas procurava uma oportunidade para entregar Jesus. 17No primeiro dia da festa dos Ázimos, os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram: “Onde queres que façamos os preparativos para comer a Páscoa?” 18Jesus respondeu: “Ide à cidade, procurai certo homem e dizei-lhe: ‘O mestre manda dizer: O meu tempo está próximo, vou celebrar a Páscoa em tua casa, junto com meus discípulos’”. 19Os discípulos fizeram como Jesus mandou e prepararam a Páscoa. 20Ao cair da tarde, Jesus pôs-se à mesa com os doze discípulos. 21Enquanto comiam, Jesus disse: “Em verdade eu vos digo, um de vós vai me trair”. 22Eles ficaram muito tristes e, um por um, começaram a lhe perguntar: “Senhor, será que sou eu?” 23Jesus respondeu: “Quem vai me trair é aquele que comigo põe a mão no prato. 24O Filho do homem vai morrer, conforme diz a Escritura a respeito dele. Contudo, ai daquele que trair o Filho do homem! Seria melhor que nunca tivesse nascido!” 25Então Judas, o traidor, perguntou: “Mestre, serei eu?” Jesus lhe respondeu: “Tu o dizes”.                               

– Palavra da salvação!

– Glória a vós, Senhor.

 

FONTE:   https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/      

abr 07

SEMANA SANTA: DIAS DE INTROSPECÇÃO, MEDITAÇÃO E ORAÇÃO

SEMANA SANTA - 2020A

SEMANA SANTA – TERÇA-FEIRA – 07/04/2020 –

1Feliz o homem que não procede conforme o conselho dos ímpios, não trilha o caminho dos pecadores, nem se assenta entre os escarnecedores.2Feliz aquele que se compraz no serviço do Senhor e medita sua lei dia e noite.3Ele é como a árvore plantada na margem das águas correntes: dá fruto na época própria, sua folhagem não murchará jamais. Tudo o que empreende, prospera.4Os ímpios não são assim! Mas são como a palha que o vento leva.5Por isso não suportarão o juízo, nem permanecerão os pecadores na assembléia dos justos.6Porque o Senhor vela pelo caminho dos justos, ao passo que o dos ímpios leva à perdição. (Sl 1, 1-6)

PRIMEIRA LEITURA:

LEITURA DO PROFETA ISAÍAS – (Is  49,1-6) –

1Nações marinhas, ouvi-me; povos distantes, prestai atenção: o Senhor chamou-me antes de eu nascer; desde o ventre de minha mãe, ele tinha na mente o meu nome; 2fez de minha palavra uma espada afiada, protegeu-me à sombra de sua mão e fez de mim uma flecha aguçada, escondida em sua aljava, 3e disse-me: “Tu és o meu servo, Israel, em quem serei glorificado”. 4E eu disse: “Trabalhei em vão, gastei minhas forças sem fruto, inutilmente; entretanto o Senhor me fará justiça e o meu Deus me dará recompensa”. 5E, agora, diz-me o Senhor – ele que me preparou desde o nascimento para ser seu servo – que eu recupere Jacó para ele e faça Israel unir-se a ele; aos olhos do Senhor, esta é a minha glória. 6Disse ele: “Não basta seres meu servo para restaurar as tribos de Jacó e reconduzir os remanescentes de Israel: eu te farei luz das nações, para que minha salvação chegue até os confins da terra”.                  

– Palavra do Senhor.     

– Graças a Deus.

EVANGELHO:  Jo 13,21-33.36-38

O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo  segundo São João.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, estando à mesa com seus discípulos, 21Jesus ficou profundamente comovido e testemunhou: “Em verdade, em verdade vos digo, um de vós me entregará”. 22Desconcertados, os discípulos olhavam uns para os outros, pois não sabiam de quem Jesus estava falando. 23Um deles, a quem Jesus amava, estava recostado ao lado de Jesus. 24Simão Pedro fez-lhe um sinal para que ele procurasse saber de quem Jesus estava falando. 25Então, o discípulo, reclinando-se sobre o peito de Jesus, perguntou-lhe: “Senhor, quem é?” 26Jesus respondeu: “É aquele a quem eu der o pedaço de pão passado no molho”. Então Jesus molhou um pedaço de pão e deu-o a Judas, filho de Simão Iscariotes. 27Depois do pedaço de pão, satanás entrou em Judas. Então Jesus lhe disse: “O que tens a fazer, executa-o depressa”. 28Nenhum dos presentes compreendeu por que Jesus lhe disse isso. 29Como Judas guardava a bolsa, alguns pensavam que Jesus lhe queria dizer: “Compra o que precisamos para a festa” ou que desse alguma coisa aos pobres. 30Depois de receber o pedaço de pão, Judas saiu imediatamente. Era noite. 31Depois que Judas saiu, disse Jesus: “Agora foi glorificado o Filho do homem, e Deus foi glorificado nele. 32Se Deus foi glorificado nele, também Deus o glorificará em si mesmo e o glorificará logo. 33Filhinhos, por pouco tempo estou ainda convosco. Vós me procurareis, e agora vos digo, como eu disse também aos judeus: ‘Para onde eu vou, vós não podeis ir’”. 36Simão Pedro perguntou: “Senhor, para onde vais?” Jesus respondeu-lhe: “Para onde eu vou, tu não me podes seguir agora, mas me seguirás mais tarde”. 37Pedro disse: “Senhor, por que não posso seguir-te agora? Eu darei a minha vida por ti!” 38Respondeu Jesus: “Darás a tua vida por mim? Em verdade, em verdade te digo, o galo não cantará antes que me tenhas negado três vezes”.                              

– Palavra da salvação!

– Glória a vós, Senhor.

 

FONTE:   https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/      

abr 06

EDITORIAL DA SEMANA: O QUE A PANDEMIA ESTÁ REVELANDO PARA NÓS TODOS?

ROMA ABATIDA

POR QUE A HUMANIDADE ESTÁ ABATIDA?

*Por L. A. de Moura –

Agora, já em abril de 2020, não parece estar oculto de ninguém que o mundo todo está sendo atacado por um vírus cujo poder de letalidade é, simplesmente, assustador. Sistemas políticos e econômicos dos mais diversos, ideologias e crenças das mais ecléticas, estão sendo sacudidos por uma espécie de medo que vai da aparente indiferença, daqueles que fingem não acreditar no que estão vendo e ouvindo, até os que estão, realmente, apavorados, amedrontados e escondidos nas residências, como se a figura macabra da morte rondasse suas casas.

A verdade é que, de fato, a humanidade está sendo submetida a uma prova de proporções planetárias, numa época em que somamos no mundo mais de sete bilhões de habitantes que, até então, circulavam de um lado para o outro, comprando, vendendo, viajando, trabalhando, estudando, conversando, abraçando e sendo abraçados, cumprimentando e sendo cumprimentados de forma efusiva pelo mundo afora. Enfim, a vida fluía como que numa gigantesca cascata a rolar das mais ousadas altitudes, por entre todas as pedras sem que, aparentemente, nada pudesse frear aquele ímpeto humano. De repente, o estouro da boiada! Um estouro tão desenfreado e tão louco que, no momento, a melhor solução, é correr para dentro de casa e por lá permanecer até que a manada celerada passe, levando consigo o perigo da morte por arrastamento, cujo risco aumenta de forma exponencial a cada dia.

Para uns, o momento reclama profunda reflexão; para outros, é hora de repensar toda a estrutura do mundo e todas as estratégias para viver e sobreviver. Alguns falam em castigo de Deus e cumprimento de profecias bíblicas; outros acreditam tratar-se de um ciclo rebelde de toda a natureza, a emparedar os seres humanos para tomada de novos rumos. Há, ainda, os que acreditam em momento de oportunidade renascentista, vislumbrando o surgimento de uma nova e promissora humanidade. Na verdade, os fatos dão margem a todas estas especulações e, conscientemente, ninguém pode refutá-las sob a pecha de estarem contaminadas pelo erro. Assim, a cada um de nós é lícito e, portanto,  permitido, externar o resultado de suas reflexões, cabendo aos demais, e com o devido respeito, tomar conhecimento e, julgando oportuno e conveniente, aderir ou não às teses surgidas.

Particularmente, penso em duas razões que, para mim, revelam-se fundamentais, neste momento, para que estejamos, todos, e a um só tempo, passando por esta tempestade avassaladora. Em primeiro lugar, destaco o que, na minha opinião, é bastante evidente aos olhos de qualquer observador mais sistemático e atento: a escolha pelo afastamento de Deus e da sua Palavra, feita por largas parcelas da humanidade que, voluntariamente, optam pelo mundo com suas regras e atrações, seus bens e prazeres, suas sugestões e consumismos e, principalmente, por um desordenado convívio com a liberdade. Sempre em nome e em prestígio de um relativismo que a tudo permite, aceita, desculpa e justifica, como se decretada de vez, a morte do certo e do errado, do justo e do injusto e por aí vai, num dualismo quase infinito.

É claro que, quando se fala em “Palavra de Deus”, atrai-se o retorcido nariz de muitos que, ao ouvirem o termo, logo fazem uma ligação com o seguimento a esta ou àquela religião, haja vista que, de há muito, grandes parcelas da humanidade optaram por, digamos, caminhos próprios, embora insistam em declarar a fé em um Deus que, de tão bom que é, sempre está pronto para atendê-los, compreendê-los nas suas mais diversas razões, aceitá-los da forma que decidiram viver e, por fim, reservar-lhes um lugar alvissareiro numa espécie de paraíso no qual todas as delícias da terra serão elevadas à enésima potência. Um Deus, enfim, moldado ao gosto e altura de cada um dos seres humanos. Esse Deus, como sabemos, não existe! É apenas uma ficção elaborada por mentes e corações de seres humanos que, por precaução, e para não terem de  rejeitar a fé, decidem criar para si um deus imaginário, com fundamento em tudo o que representa gozo, prazer, felicidade, completude e, nas horas amargas, configure uma entidade a quem possam apelar, em busca de alento, socorro, proteção e livramento de todos os males que, inegavelmente, estão por aí, em todos os cantos e recantos do mundo.

O termo “Palavra de Deus”, que a tantos assusta e causa repulsa, por parecer vinculado ao seguimento religioso, na verdade, é o conjunto de mandamentos e de ensinamentos, compilados nas Sagradas Escrituras, transmitidos por Deus ao povo de Israel, por meio dos Profetas e, a todos os seres humanos, sem qualquer distinção, discriminação ou exceção, por meio de Jesus Cristo. O próprio Jesus vai afirmar não ter vindo para abolir a Lei, mas, antes, para cumpri-la e para aperfeiçoá-la (Mt 5, 17-18).

E aperfeiçoa mesmo quando, após citar cada um dos mandamentos contidos na Lei de Moisés, acrescenta o famoso “eu, porém, vos digo...”, sempre no sentido de acrescentar um pouquinho mais nas exigências já contidas na Lei (Mt 5, 21 e seguintes). Por fim, depois de tantos acréscimos que Ele faz à lei mosaica, vai fechar o círculo afirmando que “amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo” é o ápice de todos os mandamentos, donde depende toda a Lei e os profetas (Mt 22, 34-40).

Portanto, observar a Palavra de Deus, observar os mandamentos e os ensinamentos contidos nas Sagradas Escrituras, significa buscar uma vida em consonância com tudo o que Deus, por meio dos Profetas ou mesmo pela boca de Jesus Cristo, fez chegar ao nosso conhecimento. Virar as costas para estes ensinamentos e prescrições divinas, é o mesmo que virar as costas para Deus. Grandes nacos da humanidade vive de costas para a Palavra de Deus e, portanto, de costas para o próprio Deus. E o pior, acreditando que, tal qual ocorre com o mágico, num estalar de dedos, Deus vem correndo para livrá-los de todos os males, como se o Criador se transformasse em escravo da sua criatura. Eis aqui um primeiro ponto, sobre o qual é oportuno fazer uma boa e lúcida reflexão.

Em segundo lugar, destaco o verdadeiro desprezo que a imensa maioria das Nações dedica à saúde pública, ou melhor dizendo, à saúde dos seus cidadãos. É notório que a ameaça biológica que estamos enfrentando decorre, em grande parte, do despreparo das Nações para enfrentar casos como este de agora, no qual milhões de pessoas estão carentes de fazer um simples teste de confirmação da doença e, infelizmente, jazem em casa ou sabe Deus onde, à espera de quem chegar primeiro, a morte ou o teste.

A montagem emergencial de hospitais de campanha demonstra o quão desarrumado está o sistema mundial de saúde pública, haja vista que, deveria estar preparado para, em tais circunstâncias, atender imediatamente a um número razoável de seus cidadãos, sempre levando em conta as faixas etárias, os hábitos de vida, os riscos iminentes etc. Se um determinado País tem um elevado número de idosos, por exemplo, deve estar preparado para atendê-los de forma emergencial a qualquer momento, pois, a doença espreita os mais vulneráveis. Um sistema de saúde eficaz deveria trabalhar com estatísticas bem próximas da precisão.

Desse modo, e ressalvando a minha opinião pessoal, acredito que a humanidade está tendo sendo confrontada com duas deficiências dramáticas: a espiritual, por afastar-se voluntariamente de Deus, e a material, caracterizada por um, no mínimo, descaso de governos do mundo todo que, numa hora como estas, ficam atônitos, vendo seus cidadãos morrerem aos milhares, com a possibilidade de vê-los aos milhões, sem perceberem o que já deveriam ter feito há muito tempo.

O lado positivo de tudo isto, é que toda a espécie humana está tendo uma oportunidade ímpar para repensar modos de vida: filhos com seus pais; pais com seus filhos; esposos com esposas e vice-e-versa; trabalhadores, com seus patrões e vice-e-versa; governos, com seus cidadãos; cidadãos, com seus governantes e com as políticas por eles implantadas. Sem falar, é claro, nos sistemas educacional, cultural e artístico. Recordando, ainda, a necessidade de uma nova forma de evangelização do mundo, que deve sair dos púlpitos e altares dos templos e das igrejas para entrar diretamente nos corações de todos os homens, sem apegos a títulos, riquezas ou nomenclaturas devocionais e/ou institucionais.

A economia deve passar por uma reviravolta capaz de emparedar os economistas atuais que, por melhores que sejam, não conseguiram criar nada muito diferente do gênio de J. M. Keynes, A. Smith, M. Friedman e outros do passado. Agora, nossos nobres e excelentes economistas serão desafiados a arregaçarem as mangas, queimarem neurônios e sacarem fórmulas geniais para a superação do que está a caminho.

O lado positivo de tudo isto, é que a humanidade voltou a pronunciar o nome de Deus, com reverência e verdadeiro sentimento de devoção e de respeito, deixando de lado os vícios de linguagem caracterizados pelos famosos “Deus é grande”, “se Deus quiser” e “graças a Deus”, pronunciados de forma mecanizada em todas as circunstâncias que agradam ou interessam àqueles que os proferem dezenas de vezes por dia, como se fossem pílulas para emagrecimento.

A conversão para Deus será, certamente, a grande vacina, não apenas contra este, mas, contra todos os demais vírus e bactérias que estão por aí, na atmosfera, no ar que respiramos, nos alimentos que ingerimos e em todas as partes, prontos para nos jogar, como agora, na lona. Somente estando sempre, e em todos os momentos, lado a lado com Deus, é que podemos contar com a sua infalível proteção. Estar lado a lado com Deus, não apenas repetindo “mantras”, mas, e, sobretudo, observando sua vontade e todos os seus mandamentos para todos e para cada um de nós, a começar pelo sincero e verdadeiro amor para com Ele e para com o próximo.

E, por fim, uma verdadeira conversão econômico-política, exigindo daqueles que são eleitos pelo e para o povo, que cumpram com suas obrigações, a começar pela implantação e pela manutenção de um ágil, hábil e apto sistema de saúde pública, a evitar que, de uma hora para outra, sejamos submetidos a pandemias com a que enfrentamos neste momento.

Precisamos sair desta pandemia, realmente, muito maiores do que entramos. Caso contrário, devemos nos preparar para situações muito piores, em um futuro que, sequer, sabemos quando chegará. Reflita sobre este texto e, concordando ou não com ele, faça suas próprias reflexões e tire as conclusões possíveis. Depois, caso julgue oportuno, dê publicidade da melhor forma que encontrar para que, também nós, possamos ampliar nossos horizontes de reflexão. Seja feliz e, viva na fé!

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*L. A de Moura é estudante de Teologia, é um pensador espiritualista, um caminhante e um cultor do silêncio.

       

abr 06

SEMANA SANTA: DIAS DE INTROSPECÇÃO, MEDITAÇÃO E ORAÇÃO

SEMANA SANTA - 2020A

SEMANA SANTA – SEGUNDA-FEIRA – 06/04/2020 –

1Feliz o homem que não procede conforme o conselho dos ímpios, não trilha o caminho dos pecadores, nem se assenta entre os escarnecedores.2Feliz aquele que se compraz no serviço do Senhor e medita sua lei dia e noite.3Ele é como a árvore plantada na margem das águas correntes: dá fruto na época própria, sua folhagem não murchará jamais. Tudo o que empreende, prospera.4Os ímpios não são assim! Mas são como a palha que o vento leva.5Por isso não suportarão o juízo, nem permanecerão os pecadores na assembléia dos justos.6Porque o Senhor vela pelo caminho dos justos, ao passo que o dos ímpios leva à perdição. (Sl 1, 1-6)

PRIMEIRA LEITURA:

LEITURA DO PROFETA ISAÍAS – (Is  42,1-7) –

1“Eis o meu servo – eu o recebo; eis o meu eleito – nele se compraz minha alma; pus meu espírito sobre ele, ele promoverá o julgamento das nações. 2Ele não clama nem levanta a voz, nem se faz ouvir pelas ruas. 3Não quebra uma cana rachada nem apaga um pavio que ainda fumega, mas promoverá o julgamento para obter a verdade. 4Não esmorecerá nem se deixará abater, enquanto não estabelecer a justiça na terra; os países distantes esperam seus ensinamentos”. 5Isto diz o Senhor Deus, que criou o céu e o estendeu, firmou a terra e tudo que dela germina, que dá a respiração aos seus habitantes e o sopro da vida ao que nela se move: 6“Eu, o Senhor, te chamei para a justiça e te tomei pela mão; eu te formei e te constituí como o centro de aliança do povo, luz das nações, 7para abrires os olhos dos cegos, tirar os cativos da prisão, livrar do cárcere os que vivem nas trevas”.                  

– Palavra do Senhor.     

– Graças a Deus.

EVANGELHO:  Jo 12,1-11

O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo  segundo São João.

— Glória a vós, Senhor.

1Seis dias antes da Páscoa, Jesus foi a Betânia, onde morava Lázaro, que ele havia ressuscitado dos mortos. 2Ali ofereceram a Jesus um jantar; Marta servia e Lázaro era um dos que estavam à mesa com ele. 3Maria, tomando quase meio litro de perfume de nardo puro e muito caro, ungiu os pés de Jesus e enxugou-os com seus cabelos. A casa inteira ficou cheia do perfume do bálsamo. 4Então falou Judas Iscariotes, um dos seus discípulos, aquele que o havia de entregar: 5“Por que não se vendeu este perfume por trezentas moedas de prata, para as dar aos pobres?” 6Judas falou assim não porque se preocupasse com os pobres, mas porque era ladrão; ele tomava conta da bolsa comum e roubava o que se depositava nela. 7Jesus, porém, disse: “Deixa-a; ela fez isto em vista do dia de minha sepultura. 8Pobres, sempre os tereis convosco, enquanto a mim, nem sempre me tereis”. 9Muitos judeus, tendo sabido que Jesus estava em Betânia, foram para lá, não só por causa de Jesus, mas também para verem Lázaro, que Jesus havia ressuscitado dos mortos. 10Então os sumos sacerdotes decidiram matar também Lázaro, 11porque, por causa dele, muitos deixavam os judeus e acreditavam em Jesus.                             

– Palavra da salvação!

– Glória a vós, Senhor.

 

FONTE:   https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/      

abr 05

COMENTÁRIO AO EVANGELHO: PADR JOSEÉ MARIA PEREIRA (MONSENHOR)

ZÉ MARIA - 2018

DOMINGO DE RAMOS – HOSANA AO FILHO DE DAVI –

*Mons. José Maria Pereira –

Com a celebração do Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor, a Igreja abre a Semana Santa.

No Evangelho (Mt 27, 11 – 54) vemos que o cortejo organizou-se rapidamente. Jesus faz a sua entrada em Jerusalém, como Messias, montado num burrinho, conforme havia sido profetizado muitos séculos antes (Zac. 9,9). Jesus aceita a homenagem, e quando os fariseus, que também conheciam as profecias, tentaram sufocar aquelas manifestações de fé e alegria, o Senhor disse-lhes: “Eu vos digo, se eles se calarem, as pedras gritarão” (Lc 19, 40).

Assim, a nossa procissão de hoje quer ser imagem de algo mais profundo, imagem do fato que nos encaminhamos em peregrinação, juntamente com Jesus, pelo caminho alto que leva ao Deus vivo. É desta subida que se trata: tal é o caminho, a que Jesus nos convida. Mas, nesta subida, como podemos andar no mesmo passo que Ele? Porventura não ultrapassa as nossas forças? Sim, está acima das nossas próprias possibilidades. Desde sempre – e hoje ainda mais – os homens nutriram o desejo de “ser como Deus”; de alcançar, eles mesmos, a altura de Deus. Em todas as invenções do espírito humano, em última análise, procura-se conseguir asas para poder elevar-se à altura do Ser divino, para se tornar independentes, totalmente livres, como o é Deus. A humanidade pôde realizar tantas coisas: somos capazes de voar; podemos ver-nos uns aos outros, ouvir e falar entre nós dum extremo do mundo para o outro. E, todavia, a força de gravidade que nos puxa para baixo é poderosa. A par das nossas capacidades, não cresceu apenas o bem; cresceram também as possibilidades do mal, que se levantam como tempestades ameaçadoras sobre a História. E perduram também os nossos limites: basta pensar nas catástrofes, pandemia que, nestes meses, afligiram e continuam a afligir a humanidade.

Os Padres disseram que o homem está colocado no ponto de interseção de dois campos de gravidade. Temos, por um lado, a força de gravidade que puxa para baixo: para o egoísmo, para a mentira e para o mal; a gravidade que nos rebaixa e afasta da altura de Deus. Por outro lado, há a força de gravidade do amor de Deus: sabermo-nos amados por Deus e a resposta do nosso amor puxam-nos para o alto. O homem encontra-se no meio desta dupla força de gravidade, e tudo depende de conseguir livrar-se do campo de gravidade do mal e ficar livre para se deixar atrair totalmente pela força de gravidade de Deus, que nos torna verdadeiros, nos eleva, nos dá a verdadeira liberdade.

Nossa celebração inicia-se com o Hosana! E culmina no crucifica-o! Mas este não é um contrassenso; é, antes, o coração do mistério. O mistério que se quer proclamar é este: Jesus se entregou voluntariamente a sua Paixão; não se sentiu esmagado por forças maiores do que Ele (Ninguém me tira a vida, mas eu a dou livremente: Jo 10,18); foi Ele que, perscrutando a vontade do Pai, compreendeu que havia chegado a hora e a acolheu com a obediência livre do filho e com infinito amor para os homens: “… sabendo Jesus que tinha chegado a sua hora, hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim” (Jo 13,1).

Hoje Jesus quer também entrar triunfante na vida dos homens, sobre uma montaria humilde: quer que demos testemunho d’Ele com a simplicidade do nosso trabalho bem feito, com a nossa alegria, com a nossa serenidade, com a nossa sincera preocupação pelos outros. Quer fazer-se presente em nós através das circunstâncias do viver humano.

Naquele cortejo triunfal, quando Jesus vê a cidade de Jerusalém, chora! Jesus vê como Jerusalém se afunda no pecado, na ignorância e na cegueira. O Senhor vê como virão outros dias que já não serão como estes, um dia de alegria e de salvação, mas de desgraça e ruína. Poucos anos depois a cidade será arrasada. Jesus chora a impenitência de Jerusalém. Como são eloquentes estas lágrimas de Cristo.

O Concílio Vaticano II, GS, nº 22, diz: De certo modo, o próprio Filho de Deus se uniu a cada homem pela sua Encarnação. Trabalhou com mãos humanas, pensou com mente humana, amou com coração de homem. Nascido de Maria Virgem, fez-se verdadeiramente um de nós, igual a nós em tudo menos no pecado. Cordeiro inocente, mereceu-nos a vida derramando livremente o seu sangue, e n’Ele o próprio Deus nos reconciliou consigo e entre nós mesmos e nos arrancou da escravidão do demônio e do pecado, e assim cada um de nós pode dizer com o Apóstolo: “Ele me amou e se entregou por mim (Gal. 2, 20)”.

A história de cada homem é a história da contínua solicitude de Deus para com ele. Cada homem é objeto da predileção do Senhor. Jesus tentou tudo com Jerusalém, e a cidade não quis abrir as portas à misericórdia. É o profundo mistério da liberdade humana, que tem a triste possibilidade de rejeitar a graça divina.

Como é que estamos correspondendo às inúmeras instâncias do Espírito Santo para que sejamos santos no meio das nossas tarefas, no nosso ambiente? Quantas vezes em cada dia dizemos sim a Deus e não ao egoísmo à preguiça, a tudo o que significa falta de amor, mesmo em pormenores insignificantes?

A entrada triunfal de Jesus foi bastante efêmera para muitos. Os ramos verdes murcharam rapidamente. O hosana entusiástico transformou-se, cinco dias mais tarde, num grito furioso: Crucifica-o! Por que foi tão brusca a mudança, por que tanta inconsistência?

São Bernardo comenta: “Como eram diferentes umas vozes e outras! Fora, fora, crucifica-o e bendito o que vem em nome do Senhor, Hosana nas alturas! Como são diferentes as vozes que agora o aclamam Rei de Israel e dentro de poucos dias dirão: Não temos outro rei além de César! Como são diferentes os ramos verdes e a Cruz, as flores e os espinhos! Àquele a quem antes estendiam as próprias vestes, dali a pouco o despojam das suas e lançam a sorte sobres elas.”

A entrada triunfal de Jesus em Jerusalém pede-nos coerência e perseverança, aprofundamento da nossa fidelidade, para que os nossos propósitos não sejam luz que brilha momentaneamente e logo se apaga. Muito dentro do nosso coração, há profundos contrastes: somos capazes do melhor e do pior. Se queremos ter em nós a vida divina, triunfar com Cristo, temos de ser constantes e matar pela penitência o que nos afasta de Deus e nos impede de acompanhar o Senhor até a Cruz.

A Igreja nos lembra que a entrada triunfal vai perpassar todos os passos da Paixão de Cristo. Terminada a procissão mergulha-se no mistério da Paixão de Jesus Cristo: Em Is 50 4-7 descreve o Servo sofredor, na esperança da vitória final. Vemos nele a própria pessoa de Jesus Cristo. Em Fl 2,6-11 temos a chave principal de todo o mistério deste Domingo de Ramos: Jesus humilhou-se e por isso Deus o exaltou!

No texto de Mt 27, 11 – 54, somos chamados a contemplar a PAIXÃO e a MORTE de Jesus. Que durante a Semana Santa possamos tirar muitos frutos da meditação da Paixão de Cristo. Que em primeiro lugar tenhamos aversão ao pecado; possamos avivar o nosso amor e afastar a tibieza!

Judas, Pedro, os discípulos negaram o Mestre! Porém, o Senhor não desiste de nós! Em tudo Deus é mais forte! Deus nos convida a nos unir a Ele neste caminho rumo a Jerusalém, ainda que parte nossa contenha um pouco de Judas, um pouco de Pedro e muito das sonolências dos discípulos. Cristo nos leva assim mesmo a Jerusalém, na certeza de que Ele é fiel, constante e “não dorme nem cochila”.

Estejamos dispostos a seguir com o Senhor a Jerusalém e morrer cada dia com Ele para que seu amor seja tudo em todos!

Toda nossa vida é, em certo sentido, uma “semana santa” se a vivemos com coragem e fé, na espera do “oitavo dia” que é o grande Domingo do repouso e da glória eterna.

Neste tempo, Jesus nos repete o convite que dirigiu a seus discípulos no Horto das Oliveiras: “Ficai aqui e vigiai comigo” (Mt 26,38).

Aproveitemos esta Semana Santa para meditarmos nos exemplos preciosos deixados por Jesus e levemos seus vários ensinamentos para a nossa vida.

Maria também está em Jerusalém, perto do seu Filho, para celebrar a Páscoa: a última Páscoa judaica e a primeira Páscoa em que o seu Filho é o Sacerdote e a Vítima. Não nos separemos dEla. Nossa Senhora ensinar-nos-á a ser constantes, a lutar até o pormenor, a crescer continuamente no amor por Jesus. Permaneçamos a seu lado para contemplar com Ela a Paixão, a Morte e a Ressurreição do seu Filho. Não encontraremos lugar mais privilegiado!

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*Monsenhor José Maria Pereira, Sacerdote da Diocese de Petrópolis, é, também, Professor, Juiz do Tribunal Eclesiástico Interdiocesano de Niterói e Diocesano de Petrópolis e Vigário da Paróquia de São José do ItamaratI, enviando para o site, semanalmente, a homilia do domingo.

abr 05

LEITURA ORANTE: FREI LUDOVICO GARMUS

LUDOVICO GARMUS

DOMINGO DE RAMOS – ELE ERA MESMO FILHO DE DEUS –

*Frei Ludovico Garmus, ofm –

ORAÇÃO: “Deus eterno e todo-poderoso, para dar aos homens um exemplo de humildade, quisestes que o nosso Salvador se fizesse homem e morresse na cruz. Concedei-nos aprender o ensinamento da sua paixão e ressuscitar como ele em sua glória”.

1. LEITURA: Is 50,4-7

Não desviei o meu rosto das bofetadas e cusparadas.

Sei que não serei humilhado.

O texto de hoje traz as palavras do 3º Cântico do Servo Sofredor. É uma figura profética que está entre os judeus exilados na Babilônia. Ele está convencido de ter recebido uma missão da parte de Deus para levar uma mensagem de conforto para os exilados desanimados. O Servo apresenta-se como um discípulo obediente, atento a cada manhã para receber a mensagem divina que deverá transmitir. Mas, para cumprir esta missão enfrentará o desprezo e o sofrimento.

Embora ameaçado de morte pelos adversários, Jesus entra resolutamente em Jerusalém para cumprir sua missão até o fim. Confiando no auxílio divino, Jesus não se deixou abater, mas foi fiel até a morte de cruz; por isso foi glorificado por Deus, que o tornou “Senhor” (2ª leitura).

SALMO RESPONSORIAL: Sl 21

Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?

2. SEGUNDA LEITURA: Fl 2,8-9

Humilhou-se a si mesmo;

por isso, Deus o exaltou acima de tudo.

Jesus, Filho de Deus, podia ter escolhido o caminho do poder, mas esvaziou-se de si mesmo e assumiu a condição de servo. Apresentando-se como quem é “manso e humilde de coração” (Mt 11,29), procurou socorrer os mais necessitados (Mt 27,42). Não se identificou-se com a classe dominante, mas com a maioria das pessoas, sujeitas à dominação, exploradas, desprezadas, marginalizadas; tornou-se solidário com todos os “crucificados” da história humana. Como o Servo do Cântico de Isaías, foi obediente até a morte de cruz. Por isso o Pai o ressuscitou dos mortos. O exemplo de Cristo tornou-se o caminho do cristão.

ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO

Salve, ó Cristo obediente! / Salve, amor onipotente,

que te entregou à cruz/ e te recebeu na luz!

3. EVANGELHO: Mt 26,14–27,66

“Ele era mesmo Filho de Deus”.

Jesus não é entregue à morte contra a sua vontade. Ele se entrega nos sinais do pão e do vinho, na doação livre de sua vida, de seu corpo e de seu sangue. Se quisesse pedir, o Pai lhe enviaria em socorro 12 legiões de anjos. Renuncia ao poder e à violência e se entrega humildemente nas mãos do Pai, para que se cumpram as Escrituras (26,53). É traído por Judas e negado por Pedro, que se arrepende. É condenado à morte pelo Sinédrio porque se apresenta como o Cristo e Filho de Deus. Judas entra em desespero e se enforca. Os sumos sacerdotes entregam Jesus a Pilatos, porque só ele podia condenar alguém à morte.

A acusação diante do governador romano é de caráter político, como se vê na pergunta de Pilatos: “Tu és o rei dos judeus”? Sob pressão da multidão, “sabendo que haviam entregue Jesus por inveja”, Pilatos propõe a escolha entre Barrabás e Jesus que chamam de Messias. O povo, instigado pelos sumos sacerdotes, escolhe Barrabás, preso por suas aspirações messiânicas de caráter político, e rejeita o próprio Messias, Servo do Senhor (27,21-22). – Destacam-se algumas afirmações próprias de Mateus: o sonho da mulher de Pilatos (27,19); Pilatos que lava as mãos, responsabilizando a multidão (27,24-25); o terremoto, a cortina do templo que se rasga, e a ressurreição dos mortos na hora da morte de Jesus (27,51b-53). Os judeus zombam de Jesus como Messias (26,68) e os soldados romanos como rei (27,27-31). Nas zombarias, dirigidas a Jesus na cruz aparece o motivo da destruição do Templo (26,60-62), usado como acusação contra Jesus no processo do Sinédrio; os chefes religiosos lembram a ação salvadora de Jesus, mas agora incapaz de salvar-se a si mesmo; a confiança de Jesus em Deus, que agora abandona seu Filho; a confissão do centurião romano que diz: “Ele era mesmo Filho de Deus”. Por fim, os guardas que os sumos sacerdotes colocam como vigias junto ao túmulo, para que o corpo de Jesus não fosse roubado pelosa discípulos.

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* Frei Ludovico Garmus é Doutor em Exegese Bíblica, Professor de Exegese no Instituto Teológico Franciscano-ITF, em Petrópolis, escritor, conferencista e colabora com o nosso Blog, autorizando a reprodução de textos e de reflexões de sua autoria.

abr 05

QUARESMA: TEMPO DE ORAÇÃO, JEJUM E CARIDADE

domingo de ramos - 4

DOMINGO DE RAMOS – 05/04/2020

1Feliz o homem que não procede conforme o conselho dos ímpios, não trilha o caminho dos pecadores, nem se assenta entre os escarnecedores.2Feliz aquele que se compraz no serviço do Senhor e medita sua lei dia e noite.3Ele é como a árvore plantada na margem das águas correntes: dá fruto na época própria, sua folhagem não murchará jamais. Tudo o que empreende, prospera.4Os ímpios não são assim! Mas são como a palha que o vento leva.5Por isso não suportarão o juízo, nem permanecerão os pecadores na assembléia dos justos.6Porque o Senhor vela pelo caminho dos justos, ao passo que o dos ímpios leva à perdição. (Sl 1, 1-6)

PRIMEIRA LEITURA:

LEITURA DO PROFETA ISAÍAS – (Is 50,4-7) –

4O Senhor Deus deu-me língua adestrada, para que eu saiba dizer palavras de conforto à pessoa abatida; ele me desperta cada manhã e me excita o ouvido, para prestar atenção como um discípulo. 5O Senhor abriu-me os ouvidos; não lhe resisti nem voltei atrás. 6Ofereci as costas para me baterem e as faces para me arrancarem a barba; não desviei o rosto de bofetões e cusparadas. 7Mas o Senhor Deus é meu auxiliador, por isso não me deixei abater o ânimo, conservei o rosto impassível como pedra, porque sei que não sairei humilhado.     

– Palavra do Senhor.     

– Graças a Deus.

SALMO RESPONSORIAL: Sl  21(22)

R. Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?

1. Riem de mim todos aqueles que me veem, / torcem os lábios e sacodem a cabeça: / “Ao Senhor se confiou, ele o liberte / e agora o salve, se é verdade que ele o ama!” 

R. Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?

2. Cães numerosos me rodeiam furiosos, / e por um bando de malvados fui cercado. / Transpassaram minhas mãos e os meus pés, / e eu posso contar todos os meus ossos. 

R. Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?

3. Eles repartem entre si as minhas vestes / e sorteiam entre si a minha túnica. / Vós, porém, ó meu Senhor, não fiqueis longe, / ó minha força, vinde logo em meu socorro! 

R. Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?

4. Anunciarei o vosso nome a meus irmãos / e no meio da assembleia hei de louvar-vos! / Vós que temeis ao Senhor Deus, dai-lhe louvores, † glorificai-o, descendentes de Jacó, / e respeitai-o, toda a raça de Israel! 

R. Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?

SEGUNDA LEITURA:

LEITURA DA CARTA DE SÃO PAULO AOS FILIPENSES – (Fl  2,6-11)

6Jesus Cristo, existindo em condição divina, não fez do ser igual a Deus uma usurpação, 7mas ele esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e tornando-se igual aos homens. Encontrado com aspecto humano, 8humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz. 9Por isso, Deus o exaltou acima de tudo e lhe deu o nome que está acima de todo nome. 10Assim, ao nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra 11e toda língua proclame: “Jesus Cristo é o Senhor”, para a glória de Deus Pai.       

 – Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

EVANGELHO: Mt 27,11-54 – mais breve

O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo  segundo São Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

N (Narrador): Paixão de nosso Senhor Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, 11Jesus foi posto diante de Pôncio Pilatos, e este o interrogou:

L (Leitor): Tu és o rei dos judeus?

N: Jesus declarou:

P (Presidente): É como dizes.

N: 12E nada respondeu, quando foi acusado pelos sumos sacerdotes e anciãos. 13Então Pilatos perguntou:

L: Não estás ouvindo de quanta coisa eles te acusam?

N: 14Mas Jesus não respondeu uma só palavra, e o governador ficou muito impressionado. 15Na festa da Páscoa, o governador costumava soltar o prisioneiro que a multidão quisesse. 16Naquela ocasião, tinham um prisioneiro famoso, chamado Barrabás. 17Então Pilatos perguntou à multidão reunida:

L: Quem vós quereis que eu solte: Barrabás ou Jesus, a quem chamam de Cristo?

N: 18Pilatos bem sabia que eles haviam entregado Jesus por inveja. 19Enquanto Pilatos estava sentado no tribunal, sua mulher mandou dizer a ele:

L: Não te envolvas com esse justo! Porque esta noite, em sonho, sofri muito por causa dele.

N: 20Porém os sumos sacerdotes e os anciãos convenceram as multidões para que pedissem Barrabás e que fizessem Jesus morrer. 21O governador tornou a perguntar:

L: Qual dos dois quereis que eu solte?

N: Eles gritaram:

G (Grupo ou assembleia): Barrabás.

N: 22Pilatos perguntou:

L: Que farei com Jesus, que chamam de Cristo?

N: Todos gritaram:

G: Seja crucificado!

N: 23Pilatos falou:

L: Mas que mal ele fez?

N: Eles, porém, gritaram com mais força:

G: Seja crucificado!

N: 24Pilatos viu que nada conseguia e que poderia haver uma revolta. Então mandou trazer água, lavou as mãos diante da multidão e disse:

L: Eu não sou responsável pelo sangue deste homem. Este é um problema vosso!

N: 25O povo todo respondeu:

G: Que o sangue dele caia sobre nós e sobre os nossos filhos.

N: 26Então Pilatos soltou Barrabás, mandou flagelar Jesus e entregou-o para ser crucificado. 27Em seguida, os soldados de Pilatos levaram Jesus ao palácio do governador e reuniram toda a tropa em volta dele. 28Tiraram sua roupa e o vestiram com um manto vermelho; 29depois teceram uma coroa de espinhos, puseram a coroa em sua cabeça e uma vara em sua mão direita. Então se ajoelharam diante de Jesus e zombaram, dizendo:

G: Salve, rei dos judeus!

N: 30Cuspiram nele e, pegando uma vara, bateram na sua cabeça. 31Depois de zombar dele, tiraram-lhe o manto vermelho e, de novo, o vestiram com suas próprias roupas. Daí o levaram para crucificar. 32Quando saíam, encontraram um homem chamado Simão, da cidade de Cirene, e o obrigaram a carregar a cruz de Jesus. 33E chegaram a um lugar chamado Gólgota, que quer dizer “lugar da caveira”. 34Ali deram vinho misturado com fel para Jesus beber. Ele provou, mas não quis beber. 35Depois de o crucificarem, fizeram um sorteio, repartindo entre si as suas vestes. 36E ficaram ali sentados, montando guarda. 37Acima da cabeça de Jesus, puseram o motivo da sua condenação: “Este é Jesus, o rei dos judeus”. 38Com ele também crucificaram dois ladrões, um à direita e outro à esquerda de Jesus. 39As pessoas que passavam por ali o insultavam, balançando a cabeça e dizendo:

G: 40Tu que ias destruir o templo e construí-lo de novo em três dias, salva-te a ti mesmo! Se és o Filho de Deus, desce da cruz!

N: 41Do mesmo modo, os sumos sacerdotes, junto com os mestres da lei e os anciãos, também zombavam de Jesus:

G: 42A outros salvou… a si mesmo não pode salvar! É rei de Israel… Desça agora da cruz! e acreditaremos nele. 43Confiou em Deus; que o livre agora, se é que Deus o ama! Já que ele disse: Eu sou o Filho de Deus.

N: 44Do mesmo modo, também os dois ladrões, que foram crucificados com Jesus, o insultavam. 45Desde o meio-dia até as três horas da tarde, houve escuridão sobre toda a terra. 46Pelas três horas da tarde, Jesus deu um forte grito:

P: Eli, Eli, lamá sabactâni?

N: Que quer dizer: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” 47Alguns dos que ali estavam, ouvindo-o, disseram:

G: Ele está chamando Elias!

N: 48E logo um deles, correndo, pegou uma esponja, ensopou-a em vinagre, colocou-a na ponta de uma vara e lhe deu para beber. 49Outros, porém, disseram:

G: Deixa, vamos ver se Elias vem salvá-lo!

N: 50Então Jesus deu outra vez um forte grito e entregou o espírito.

Todos se ajoelham e faz-se uma pausa.

N: 51E eis que a cortina do santuário rasgou-se de alto a baixo, em duas partes, a terra tremeu e as pedras se partiram. 52Os túmulos se abriram e muitos corpos dos santos falecidos ressuscitaram! 53Saindo dos túmulos, depois da ressurreição de Jesus, apareceram na cidade santa e foram vistos por muitas pessoas. 54O oficial e os soldados que estavam com ele guardando Jesus, ao notarem o terremoto e tudo que havia acontecido, ficaram com muito medo e disseram:

G: Ele era mesmo Filho de Deus!            

– Palavra da salvação!

– Glória a vós, Senhor.

 

FONTE:   https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/

abr 04

QUARESMA: TEMPO DE ORAÇÃO, JEJUM E CARIDADE

LITURGIA DA QUARESMA - 5

5ª SEMANA DA QUARESMA – SÁBADO – 04/04/2020 –

1Feliz o homem que não procede conforme o conselho dos ímpios, não trilha o caminho dos pecadores, nem se assenta entre os escarnecedores.2Feliz aquele que se compraz no serviço do Senhor e medita sua lei dia e noite.3Ele é como a árvore plantada na margem das águas correntes: dá fruto na época própria, sua folhagem não murchará jamais. Tudo o que empreende, prospera.4Os ímpios não são assim! Mas são como a palha que o vento leva.5Por isso não suportarão o juízo, nem permanecerão os pecadores na assembléia dos justos.6Porque o Senhor vela pelo caminho dos justos, ao passo que o dos ímpios leva à perdição. (Sl 1, 1-6)

PRIMEIRA LEITURA:

LEITURA DA PROFECIA DE EZEQUIEL – (Ez  37,21-28) –

21Assim diz o Senhor Deus: “Eu mesmo vou tomar os israelitas do meio das nações para onde foram, vou recolhê-los de toda parte e reconduzi-los para a sua terra. 22Farei deles uma nação única no país, nos montes de Israel, e apenas um rei reinará sobre todos eles. Nunca mais formarão duas nações nem tornarão a dividir-se em dois reinos. 23Não se mancharão mais com os seus ídolos e nunca mais cometerão infames abominações. Eu os libertarei de todo pecado que cometeram em sua infidelidade e os purificarei. Eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus. 24Meu servo Davi reinará sobre eles, e haverá para todos eles um único pastor. Viverão segundo meus preceitos e guardarão minhas leis, pondo-as em prática. 25Habitarão no país que dei ao meu servo Jacó, onde moraram vossos pais; ali habitarão para sempre, também eles, com seus filhos e netos, e o meu servo Davi será o seu príncipe para sempre. 26Farei com eles uma aliança de paz, será uma aliança eterna. Eu os estabelecerei e multiplicarei, e no meio deles colocarei meu santuário para sempre. 27Minha morada estará junto deles. Eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. 28Assim as nações saberão que eu, o Senhor, santifico Israel, por estar o meu santuário no meio deles para sempre”.                  

– Palavra do Senhor.     

– Graças a Deus.

EVANGELHO:  Jo 11,45-56

O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo  segundo São João.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 45muitos dos judeus que tinham ido à casa de Maria e viram o que Jesus fizera, creram nele. 46Alguns, porém, foram ter com os fariseus e contaram o que Jesus tinha feito. 47Então os sumos sacerdotes e os fariseus reuniram o conselho e disseram: “O que faremos? Esse homem realiza muitos sinais. 48Se deixamos que ele continue assim, todos vão acreditar nele, e virão os romanos e destruirão o nosso lugar santo e a nossa nação”. 49Um deles, chamado Caifás, sumo sacerdote em função naquele ano, disse: “Vós não entendeis nada. 50Não percebeis que é melhor um só morrer pelo povo do que perecer a nação inteira?” 51Caifás não falou isso por si mesmo. Sendo sumo sacerdote em função naquele ano, profetizou que Jesus iria morrer pela nação. 52E não só pela nação, mas também para reunir os filhos de Deus dispersos. 53A partir desse dia, as autoridades judaicas tomaram a decisão de matar Jesus. 54Por isso, Jesus não andava mais em público no meio dos judeus. Retirou-se para uma região perto do deserto, para a cidade chamada Efraim. Ali permaneceu com os seus discípulos. 55A Páscoa dos judeus estava próxima. Muita gente do campo tinha subido a Jerusalém para se purificar antes da Páscoa. 56Procuravam Jesus e, ao reunirem-se no templo, comentavam entre si: “O que vos parece? Será que ele não vem para a festa?”                            

– Palavra da salvação!

– Glória a vós, Senhor.

 

FONTE:   https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/      

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