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Sementes da Palavra, É tempo de semear

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fev 10

EDITORIAL DA SEMANA: QUEM PODE, DE FATO, SER FELIZ?

ÁRVORE COM FRUTOS

A VERDADEIRA FELICIDADE REALMENTE EXISTE?

*Por L. A. de Moura –

Existe o que se possa denominar como “verdadeira felicidade?”. Se olharmos para o contexto do mundo, com todas as circunstâncias e estruturas existentes e dominantes a resposta, talvez, possa ser negativa. No entanto, se olharmos para o que o ser humano, realmente, pode ser e fazer no curso da sua existência, então, podemos afirmar com segurança que “sim, a verdadeira felicidade existe” e está ao alcance de todas e de quaisquer pessoas.

Como assim? Aquele que não se deixou levar pelo conselho dos maus, praticando o mal no lugar do bem; aquele que não se permitiu ser seduzido pela sede de vingança e pela troca incessante do mal pelo mal, mas, que, ao contrário, pratica o bem independentemente de quem seja o receptor e sem esperar nada em troca. Enfim, aquele que está, e que é, sempre solidário e compassivo para com o outro e, acima de tudo, misericordioso, na alegria ou na tristeza, na saúde ou na doença, na riqueza ou na pobreza, colocando-se com as mãos sempre abertas, mais para dar do que para receber. Este, de fato, encontra a felicidade sentada à sua porta ou por onde quer que caminhe, porque compraz-se em fazer a felicidade alheia, sem se preocupar com a sua própria que, no tempo certo, vem-lhe ao encontro.

Verdadeiramente feliz é, também, aquele que não se deteve no caminho da iniquidade, da perversidade, da incompreensão, do desamor, do egoísmo, da discórdia, da desunião, da maldade e da malícia, deixando-se conduzir pela efemeridade do poder, pela ambição, pelo orgulho, pela vaidade, pela avareza, pelo desvirtuamento e pela adulteração de todos os propósitos divinos para os seres humanos, mudando e reinterpretando tudo ao seu gosto e prazer.

A felicidade não chega até aquele que tomou assento na cadeira dos zombadores, daquele que escarnece do pobre, do sofrido, do indigente, do perseguido e excluído e do necessitado. Não alcança a felicidade aquele que desrespeita a divindade, o sagrado e as devoções alheias, ou faz troça da desgraça que cai sobre todos os infelizes.

Infinitamente feliz é aquele que coloca sua vida, vontade, rumos e caminhos na lei do Senhor e que, seja noite ou seja dia, vive a meditar sobre ela, tendo-a como verdadeiro norte para a sua existência. Porque, na Palavra do Senhor estão escondidos todos os mistérios, todos os segredos e todos os tesouros que, uma vez descobertos ou desvendados, são capazes que dar aos seres humanos a maior de todas as riquezas, sem qualquer comparação com a maior de todas que possa conquistar no mundo que, sempre, no final, premia cada um com uma sepultura, simples ou ornamentada.

Aquele que agir da forma acima prescrita, será como a árvore frondosa que, plantada à beira do riacho de águas cristalinas, donde recolhe toda a seiva necessária para a sua existência e crescimento, dará bons e belos frutos e suas folhas e flores, além de não caírem no solo, sempre renovarão a promessa de novas e ricas colheitas. E todas as coisas que ele fizer, serão marcadas pelo sucesso, pelo progresso e pela mais abundante prosperidade, porque tudo será infinitamente abençoado pelas mãos do Criador, e assim permanecerá de geração em geração, porque sua memória jamais cairá no esquecimento.

Assim não sucederá, porém, ao que é mau, ao que invoca o mal sobre si e sobre os outros; ao que explora, oprime, deprime, despreza, agride, violenta e ceifa vidas, inocentes ou não, porque a lei do Senhor é “Não matarás”, sem qualquer exceção. Os que assim procedem serão como a poeira mais fina espalhada por toda a superfície da terra, sem rumo, sem direção e sem destino. Jamais conhecerão a verdadeira paz de espírito. Jamais experimentarão a verdadeira felicidade, mas, viverão eternamente dominados, atormentados e punidos pelo mal, pela dor, pelo desassossego, pela inquietude, pela ansiedade e por todo tipo de perturbação, porque preferiram seguir as regras de um mundo cada vez mais decadente, do que os preceitos do Senhor; deram mais crédito às palavras vãs dos homens, do que à Sabedoria divina. Fizeram-se condutores de cegos e deixaram-se por eles ser conduzidos. Por esta razão, o precipício é o destino assegurado para todos estes.

E tudo assim acontece porque o Senhor conhece, perfeitamente, o caminho dos sábios e dos justos, sabe com precisão tudo o que passam e que sofrem neste mundo e, desta forma, sempre está ao lado de todos eles para que não tropecem n’alguma pedra e venham a cair estatelados no chão. Não assim com os maus, não assim. Mas, por causa das escolhas que fizeram e dos caminhos que seguiram por sua própria inclinação e vontade, rumarão para o abismo, donde, uma vez caídos, jamais ressurgirão para a vida.

Não veja neste simples e humilde texto nenhum resquício de fanatismo religioso ou de fundamentalismo exacerbado. Depois de lê-lo calmamente, caso dele venha discordar, por exagerado que possa parecer, leia o Salmo nº 1, e entenderá a razão de cada uma das palavras acima colocadas.

Se ainda assim, discordar de tudo, siga em frente na sua caminhada, pois, ainda que de modo involuntário, já terá feito a sua escolha e a sua opção de vida e para a vida. Seja feliz, e boa sorte!

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*L. A. de Moura é estudante de Teologia, é um pensador espiritualista, um caminhante e um cultor do silêncio.

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