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Sementes da Palavra, É tempo de semear

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mai 11

EDITORIAL DO MÊS: TUDO O QUE DEUS CRIOU É BOM!

OBRAS DE DEUS

A BELEZA DA CRIAÇÃO – O CRIADOR NÃO ECONOMIZOU NAS CORES –

*Por Luiz Antonio de Moura –

A Bíblia, no livro Gênesis ou livro das origens, narra os primórdios da criação, momentos nos quais o Senhor Deus entendeu ser útil e necessário concretizar tudo o que já existia no seu Santo Espírito, mas que ainda não possuía forma. Tudo era apenas um abismo de trevas e de escuridão. E o Senhor, diante daquele cenário afirma: “Fiat lux” (haja a luz!). E fez-se a luz, e Deus viu que a luz era boa. A imensa claridade, surgida da explosão da vontade divina, clareou imediata e absolutamente todo o espaço no entorno de Deus. Um espaço absolutamente infinito. A partir da luz, Deus foi ordenando a existência de todas as demais criaturas e disse: “Produza a terra seres vivos segundo a sua espécie: animais domésticos, répteis e animais selvagens, segundo a sua espécie” (Gn 1,24), e assim, foram ordenadas todas as águas, justa e perfeitamente separadas do elemento árido (terra) e foram criadas as luzes celestiais, as aves e os pássaros, os peixes, as árvores, a relva, os animais – dos menores aos mais robustos; dos mais simples aos mais selvagens – e toda a riqueza detida nas entranhas da terra e no abismo das águas. E tudo, Deus viu que era bom. Mas, para o Senhor, faltava o ápice daquela obra. Então, na Sua profunda, perfeita e única Sabedoria, Deus disse: “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança” (Gn 1,26).

Ao criar o homem com suas próprias mãos, Deus não quis que ele fosse apenas mais uma de suas criaturas. Deu-lhe poder de mando e de domínio sobre todas as coisas, sob a seguinte sentença: “Que ele reine sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais domésticos e sobre toda a terra, e sobre todos os répteis que se arrastam sobre a terra” (Gn1, 26).

Tudo criou o Senhor Deus e submeteu ao ser humano: terra, aves e pássaros, animais domésticos e selvagens, peixes e répteis. E, fazendo cair a primeira chuva sobre a terra, vieram à vida todos os vegetais, desde os mais rasteiros até as frondosas e gigantescas; desde a minúscula grama até as mais potentes árvores frutíferas. Encheu de vida a terra e o mar. Encheu de beleza e de formosura o céu e todo o universo. A verdadeira beleza da criação! Animais saltitando pela terra e pela relva; peixes, pequenos e grandes, cortando as águas dos mares e dos rios; pássaros colorindo o céu e as árvores e, com seu magnífico gorjeio, expressando o primeiro gesto de louvor ao Criador.

Muitos e muitos homens ao longo da história da humanidade souberam apreciar e valorizar o conjunto da obra de Deus, encantados e maravilhados com tudo o que viram. Dentre tantos, vêm à lembrança Sidarta Gautama (o Buda), Jesus de Nazaré e Francisco de Assis, que contemplaram toda a criação com profundo amor, respeito e senso de unidade e de preservação. Buda, nascido por volta do século VI a.C., estabeleceu verdadeira e sábia conexão, não apenas com as criaturas terrenas, mas, também, com todo o universo dedicando a maior parte da sua existência terrena à meditação, à contemplação e à busca da perfeita harmonia e do profundo equilíbrio entre todos os seres criados por Deus, sem nada tocar ou retocar, tamanha a perfeição que atribuiu a toda a Criação.

Jesus, filho do Criador, mais do que ninguém respeitou todos os seres criados pelo Pai e, também, mais do que ninguém, exerceu o pleno domínio sobre todas as criaturas, fosse da terra, fosse do mar ou mesmo do ar. Dominou céus e terra e tudo o que neles existe: exigiu que a figueira desse os frutos no tempo certo; chamou cardumes inteiros e imensos, aonde os homens nada encontravam; andou sobre as águas; derrotou os males do corpo e do espírito e, também a morte e, por fim, elevou-se aos céus, acima de todas as nuvens, diante dos homens. Jesus, verdadeiramente Deus, verdadeiramente homem. Jesus, o novo Adão. O Novo Homem a quem tudo é submetido e que tudo e a todos respeita e ama de forma infinitamente perfeita, porque sabe que tudo é obra de Deus, Criador sábio, magnífico e perfeito!

Francisco de Assis, nascido rico e potente, quis reduzir-se à insignificância, assumindo e vivendo na mais absoluta pobreza, para amar todas as criaturas e com elas conviver de forma intensa. Amou os seres humanos; amou a chuva, as flores, as aves, os insetos, os animais selvagens, o ar, as águas, as estrelas, o vento, o Sol, a Lua, as montanhas, o frio e o calor. Amou o elemento árido (terra), estabelecendo com ele conexão tão profunda que, em seus últimos instantes de vida, quis estar em profundo entrelaçamento da criatura com a mãe terra. Tão profundo amor e respeito por toda a obra de Deus levou Francisco a chamá-los, todos, de “irmãos”. Irmão Sol; irmão Vento; irmã Lua; irmã Morte! Assim como Jesus, Francisco quis ser e viver tudo em todos buscando a unidade e a harmonia de tudo e de  todos com o Todo, numa compreensão semelhante à de Buda acerca de todas as maravilhas criadas por Deus.

Independentemente do sucesso ou do fracasso das escolas budistas, cristãs e franciscanas, no prolongamento e na disseminação do respeito, do apreço, da admiração, da propagação das maravilhas, da preservação e da continuidade da obra e do louvor eterno ao Deus Criador, é sempre necessário e saudável recorrer ao salmista que, de forma excepcional e majestosa clama:

“1Bendize, ó minha alma, o Senhor!

Senhor, meu Deus, vós sois imensamente grande! De majestade e esplendor vos revestis,2envolvido de luz como de um manto. Vós estendestes o céu qual pavilhão,3acima das águas fixastes vossa morada. De nuvens fazeis vosso carro, andais nas asas do vento;4fazeis dos ventos os vossos mensageiros, e dos flamejantes relâmpagos vossos ministros.5Fundastes a terra em bases sólidas que são eternamente inabaláveis.6Vós a tínheis coberto com o manto do oceano, as águas ultrapassavam as montanhas.7Mas à vossa ameaça elas se afastaram, ao estrondo de vosso trovão estremeceram.8Elevaram-se as montanhas, sulcaram-se os vales nos lugares que vós lhes destinastes.9Estabelecestes os limites, que elas não hão de ultrapassar, para que não mais tornem a cobrir a terra.10Mandastes as fontes correr em riachos, que serpeiam por entre os montes.11Ali vão beber os animais dos campos, neles matam a sede os asnos selvagens.12Os pássaros do céu vêm aninhar em suas margens, e cantam entre as folhagens.13Do alto de vossas moradas derramais a chuva nas montanhas, do fruto de vossas obras se farta a terra.14Fazeis brotar a relva para o gado, e plantas úteis ao homem, para que da terra possa extrair o pão15e o vinho que alegra o coração do homem, o óleo que lhe faz brilhar o rosto e o pão que lhe sustenta as forças.16As árvores do Senhor são cheias de seiva, assim como os cedros do Líbano que ele plantou.17Lá constroem as aves os seus ninhos, nos ciprestes a cegonha tem sua casa.18Os altos montes dão abrigo às cabras, e os rochedos aos arganazes.19Fizestes a lua para indicar os tempos; o sol conhece a hora de se pôr.20Mal estendeis as trevas e já se faz noite, entram a rondar os animais das selvas.21Rugem os leõezinhos por sua presa, e pedem a Deus o seu sustento.22Mas se retiram ao raiar do sol, e vão se deitar em seus covis.23É então que o homem sai para o trabalho, e moureja até o entardecer.24Ó Senhor, quão variadas são as vossas obras! Feitas, todas, com sabedoria, a terra está cheia das coisas que criastes.25Eis o mar, imenso e vasto, onde, sem conta, se agitam animais grandes e pequenos.26Nele navegam as naus e o Leviatã que criastes para brincar nas ondas.27Todos esses seres esperam de vós que lhes deis de comer em seu tempo.28Vós lhes dais e eles o recolhem; abris a mão, e se fartam de bens.29Se desviais o rosto, eles se perturbam; se lhes retirais o sopro, expiram e voltam ao pó donde saíram.30Se enviais, porém, o vosso sopro, eles revivem e renovais a face da terra.31Ao Senhor, glória eterna; alegre-se o Senhor em suas obras!32Ele, cujo olhar basta para fazer tremer a terra, e cujo contato inflama as montanhas.33Enquanto viver, cantarei à glória do Senhor, salmodiarei ao meu Deus enquanto existir.34Possam minhas palavras lhe ser agradáveis! Minha única alegria se encontra no Senhor.35Sejam tirados da terra os pecadores e doravante desapareçam os ímpios. Bendize, ó minha alma, ao Senhor! Aleluia.” (Salmo 103).

É o nosso dever e a nossa salvação sempre dar-vos graças, ó Pai, em todo tempo e lugar porque pela Vossa misericórdia e pelo Vosso Amor, tudo criastes e a tudo dais vida para que nós, obras-primas das Vossas mãos, tenhamos vida e, por Jesus Cristo, vosso filho e Nosso Senhor, tenhamo-la de forma plena, abundante e eterna. Louvo-Te Senhor e que todos, num só coro, louvem-Te também, agora e para sempre, pelos séculos dos séculos, amém! Admire as obras do Senhor, todas, e mantenha-se em conexão com tudo, com todos e com o Todo. Seja feliz, e boa sorte!

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*Luiz Antonio de Moura é um pensador espiritualista, um caminhante e um cultor do silêncio.

2 comentários

  1. Tereza Vasconcelos

    Que site lindo! Deus abençoe vocês! <3

    1. lisaac

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