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Sementes da Palavra, É tempo de semear

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fev 01

ESPÍRITO SANTO: ELE É DEUS E ESTÁ NO MEIO DE NÓS

O ESPÍRITO SANTO

O PODER DO ESPÍRITO SANTO –

O tema proposto nesta resenha é justamente o título do livro do Pastor protestante americano William Franklin Graham Jr., mundialmente conhecido, simplesmente, como Billy Graham. Billy nasceu em 07 de novembro de 1918 e faleceu, aos 99 anos de idade, em 21 de fevereiro de 2018, há poucos meses de completar o centésimo aniversário.

Pois bem, a partir da crença na  doutrina da Trindade, parece fora de qualquer dúvida que o aprofundamento sobre Espírito Santo tem sido um dos maiores, e mais perseguidos, objetivos de Teólogos cristãos, católicos e protestantes. Cada um a seu modo e com seus argumentos próprios, expõe o fruto de suas pesquisas e experiências, no afã de levar ao mundo a manifestação mais fecunda de Deus para toda a humanidade.

A partir desta edição, e nas seguintes, vamos transcrever alguns trechos do livro do falecido Pastor que, não obstante, deixou um verdadeiro legado para cristãos de todos os matizes. A obra, editada pela Vida Nova [1], é muito bem elaborada e didática o suficiente para que, qualquer pessoa que seja alfabetizada, possa ler e compreender de modo satisfatório. Senão vejamos:

“Quem é o Espírito Santo?

Alguns anos atrás um professor de quinto ano perguntou aos alunos de sua classe se alguém poderia explicar a eletricidade. Um rapaz levantou a mão. O professor perguntou: — Como você poderia explicar, Jimmy? Jimmy coçou a cabeça, pensou, e respondeu: — Ontem à noite eu ainda sabia, mas agora esqueci! O professor sacu­diu tristemente a cabeça e disse para a classe: — Que tragédia! A única pessoa no mundo que já entendeu a eletricidade, e ele esqueceu!

Esse professor está na mesma situação que você e eu quando estudamos a doutrina da Trindade. Aceitamos o fato de que o Espírito Santo é Deus, assim como o Pai e o Filho são Deus. Mas quando temos de explicar, Ficamos num beco sem saída.

Nos últimos anos foi falado e escrito sobre o Espírito Santo mais do que qualquer outro tema religioso, excetuando o ocultismo. Isso aconteceu principalmente por causa da influência do movimento carismático, que tem sido chamado de “a terceira força” do cristia­nismo, ao lado do catolicismo e do protestantismo. O movimento carismático mais recente, que tem algumas de suas origens no pentecostalismo histórico e na ênfase no Espírito Santo, está atualmente influenciando profundamente a maioria das principais denominações, bem como o catolicismo. Podemos sentir como o assunto é vasto, e como sabemos pouco sobre ele. Mesmo assim, Deus revelou em sua Palavra tudo que devemos saber.

Neste livro surgirão muitas perguntas que crentes confusos e às vezes incultos tentaram responder. De fato, milhões de cristãos em todos os continentes estão fazendo estas perguntas. Estão procurando e merecem respostas bíblicas. Por exemplo: O que é o batismo do Espírito Santo? Quando ocorre? E possível e necessário falar em lín­guas hoje em dia? Existe uma experiência chamada “segunda bênção”?

Antes de responder as essas questões, iniciaremos nosso estudo com uma pergunta fundamental: Quem é o Espírito Santo?

O Espírito Santo é uma pessoa

A Bíblia ensina que o Espírito Santo é uma pessoa. Jesus nunca o chamou de “isto” quando falava do Espírito Santo. Em João 14, 15 e 16, por exemplo, Jesus falou do Espírito Santo como “Ele”, porque ele não é uma força ou uma coisa, mas uma pessoa. Falta instrução ou mesmo discernimento a alguém que trata o Espírito Santo como “isto”.

Na Bíblia vemos que o Espírito Santo tem intelecto, emoções e vontade. Além disso, a Bíblia diz que ele faz coisas que uma força não faria, somente uma pessoa real.

Ele fala: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. Ao vencedor dar-lhe-ei que se alimente da árvore da vida que se encontra no paraíso de Deus” (Ap 2.7).

“E, servindo eles ao Senhor, e jejuando, disse o Espírito Santo: Separai-me agora a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado”

Ele intercede: “Do mesmo modo também o Espírito nos ajuda na fraqueza; porque não sabemos o que havemos de pedir como con­vém, mas o Espírito mesmo intercede por nós com gemidos inexprimíveis” (Rm 8.26, IBB).

Ele testifica: “Quando, porém, vier o Consolador, que eu vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da verdade, que dele procede, esse dará testemunho de mim” (Jo 15.26).

Ele guia: “Então disse o Espírito a Filipe: Aproxima-te desse carro, e acompanha-o” (At 8.29).

“Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus” (Rm 8.14).

Ele ordena: “E percorrendo a região frígio-gálata, tendo sido impedidos pelo Espírito Santo de pregar a palavra na Ásia, defron­tando Mísia, tentavam ir para Bitínia, mas o Espírito de Jesus não o permitiu” (At 16.6, 7).

Ele conduz: “Quando vier o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará as coisas que hão de vir” (Jo 16.13).

Ele nomeia: “Portanto, tende cuidado de vós mesmos e de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para pastoreardes a igreja de Deus” (At 20.28, A21).

Pode-se mentir para ele: “Então disse Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, reservando parte do valor do campo? Conservando-o, porventura, não seria teu? E, vendido, não estaria em teu poder? Como, pois, assen­taste no coração este desígnio? Não mentiste aos homens, mas a Deus” (At 3.3, 4).

Pode-se insultá-lo: “De quanto mais severo castigo julgais vós será considerado digno aquele que calcou aos pés o Filho de Deus, e profanou o sangue da aliança com o qual foi santificado, e ultrajou o Espírito da graça?” (Hb. 10.29).

Pode-se blasfemar contra ele: “Por isso vos declaro: Todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito Santo não será perdoada. Se alguém proferir alguma palavra contra o Filho do homem ser-lhe-á isto perdoado; mas se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será isto perdoado, nem neste mundo, nem no porvir” (Mt. 12.31, 32).

Pode-se entristecê-lo: “E não entristeçais o Espírito de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção” (Ef 4.30).

Cada uma das emoções e atitudes que alistamos são características de uma pessoa. O Espírito Santo não é uma força impessoal, como a gravidade e o magnetismo. Ele é uma pessoa, com todos os atributos de uma personalidade. Mas não é só pessoa; também é divino.

O Espírito Santo é uma pessoa divina: ele é Deus

Em toda a Bíblia podemos ver claramente que o Espírito Santo é o próprio Deus. Podemos assim deduzir dos atributos que as Escrituras lhe confere. Estes atributos, sem exceção, são os do próprio Deus.

Ele é eterno: significa que nunca houve um momento em que ele não existiu. “Muito mais o sangue de Cristo que, pelo Espírito eterno, a si mesmo se ofereceu sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência de obras mortas para servirmos aó Deus vivo!” (Hb. 9.14).

Ele é Todo-poderoso: “Respondeu-lhe o anjo: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te envolverá com a sua som­bra; por isso também o ente santo que há de nascer, será chamado Filho de Deus” (Lc 1.35).

Ele é onipresente: “Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da tua presença?” (SI 139.7, A21).

Ele é onisciente: “Deus, porém, revelou-as a nós pelo seu Espírito. Pois o Espírito examina todas as coisas, até mesmo as profundezas de Deus. Pois, quem conhece as coisas do homem, senão o espírito do homem que está nele? Assim também ninguém conhece as coisas de Deus, a não ser o Espírito de Deus.” (ICor 2.10,11, A21).

Ele e Deus: “Então disse Pedro: Ananias, por que encheu Sata­nás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, reservando parte do valor do campo? Conservando-o, porventura, não seria teu? E, vendido, não estaria em teu poder? Como, pois, assentaste no coração este desígnio? Não mentiste aos homens, mas a Deus” (At 5.3, 4, grifo meu).

“E todos nós com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito” (2Co 3.18).

Ele é o Criador: A primeira referência bíblica ao Espírito Santo está em Gênesis 1.2 (Moffatt), onde lemos: “O Espírito de Deus pairava por sobre as águas”. No entanto, Gênesis. 1.1 diz: “No princípio criou Deus os céus e a terra”. E em Colossenses 1, escre­vendo à igreja de Colossos sobre o Senhor Jesus Cristo, no meio de outras grandes verdades, Paulo nos diz:

Nele foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer princi­pados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele tudo subsiste (é conservado em ordem e harmonia, BLH) (Cl 1.16, 17).

Assim, Deus-Pai, Deus-Filho e Deus-Espírito Santo estavam jun­tos criando o mundo. E da máxima importância para todos os cristãos compreender e aceitar esses fatos, tanto na teologia como na prática.

Certa vez fiz algumas destas afirmações na presença de vários seminaristas. Um deles me perguntou: “Geralmente ele é menciona­do por último. Isto não implica em inferioridade?”. Respondi-lhe com alguns textos das Escrituras: Romanos 15.30 ele não é mencio­nado por último: “Rogo-vos, pois, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e também pelo amor do Espírito, que luteis juntamente comigo nas orações a Deus a meu favor”. E em Efésios 4.4 Paulo diz: “Há somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação”.

Mas, além disso, a colocação usual das três pessoas da Trindade no Novo Testamento tem a ver com sua sequência e função. Dizemos, por exemplo, que oramos ao Pai, através do Filho, no poder do Espírito Santo. Já havia escrito antes na introdução que, em termos de função, o Pai veio primeiro, depois o Filho se encarnou, morreu e ressuscitou. Agora, o Espírito atua nesta era do Espírito. A sequência não prejudica a igualdade, só tem a ver com função e cronologia.”[2]

CONTINUA EM BREVE

_______________________________________________________ [1] GRAHAM JR, William Franklin – O PODER DO ESPÍRITO SANTO –  2ª edição revisada. São Paulo. Vida Nova: reimpressão 2015. 155 páginas. [2] Op. Cit. págs. 17-21

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