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set 27

FAMÍLIA: CAMINHOS E DESAFIOS

INVESTIR NO RELACIONAMENTO INVESTIR NO RELACIONAMENTO –

*Por Pastor Elton Pothin –

                     No momento do casamento ou no início do relacionamento, o casal recém-casado está coladinho, lado a lado, frente a frente, juntinhos, sem nenhuma distância ou barreira entre eles. Entre os dois, o diálogo flui de maneira livre e direta.

                  Com o passar do tempo, porém, começam a surgir preocupações e situações que exigem atenção, cuidado e tempo. E, se não acontecer o devido cuidado, essas preocupações, compromissos e afazerem começam a crescer cada vez mais em importância, assumindo uma posição que interfere na vida do casal, tornando-se o assunto principal em torno do qual gira toda a conversa.

                       Que preocupações, compromissos e assuntos seriam esses? Os mais diversos: filhos, emprego, dinheiro, conforto, amizades, família, sonhos e projetos.

Cito dois exemplos:

1. Para o casal João e Maria estava claro: só haveria casamento depois que o carro estivesse pago e a casa construída. Durante os quatro anos de namoro, o casal investiu tudo o que podia nessa perspectiva. Muitas oportunidades de sair juntos e namorar, passeios, lazer, alegrias e descontração foram deixados de lado, sacrificadas em nome deste propósito – sacrifícios e renúncias pelo tão sonhado projeto. Resultado: uma das mais belas casas do bairro, toda mobiliada, mas vazia. João e Maria separaram-se poucos meses depois de casar. O que aconteceu? O tempo de namoro não foi usado para investir prioritariamente na relação dos dois e, sim, em coisas, em projetos. Não falavam mais de si um para o outro, não namoravam mais, não investiam no relacionamento. A conversa era sobre a casa, o carro, como conseguir dinheiro para tudo isso, os detalhes da casa – e o casal acabou se distanciando, se tornando um estranho ao outro.

2. Nasceu o filho de José e Rita. Já no tempo de gravidez, a atenção do casal se voltou para a gravidez, a arrumação do quarto do bebê, fraldas, roupas, chá de fraldas, escolha do melhor pediatra... Quando o bebê nasceu, toda a atenção se voltou para ele. A esposa tornou-se mãe e passou a se dedicar completamente ao filho. O marido tornou-se pai e também se dedicava ao filho. Este filho foi crescendo, os pais sempre preocupados em suprir todas as suas necessidades, dando sempre apoio em todos os setores. E o filho foi crescendo. Cultivou suas amizades e, com o tempo, foi tendo autonomia e, um dia, seguiu sua vida por conta própria, longe dos pais. De repente, estava o casal novamente sozinho. E, quando se viam sozinhos juntos, não mais conversavam. Não tinham mais assunto. Não sabiam mais o que dizer um ao outro. Suas conversas giravam sempre em torno do filho, suas atividades eram sempre em função do filho. Não demorou muito e todos se surpreenderam com a separação de José e Rita depois de mais de vinte anos de casado!

                        O surgimento de preocupações, objetivos, filhos, etc. é normal e faz parte da vida. Quem não se preocupa com a casa, com os filhos, com o emprego, com os amigos? O PROBLEMA SURGE quando esses assuntos tomam uma importância maior do que o relacionamento entre o casal, de tal forma que o casal já não se comunica mais de forma livre e direta, namorando, cultivando a amizade, o carinho, tendo tempo um para o outro. O foco passa a ser um terceiro elemento.

         Por isso, é importante ter consciência de que deve-se INVESTIR PRIORITARIAMENTE NO RELACIONAMENTO. Namorar, amar, sair juntos, jantar juntos, conversar sobre si, sobre o relacionamento... Enfim, TER TEMPO UM PARA O OUTRO sem que outros assuntos intervenham.

                       Como escrevemos no artigo anterior, AMAR É UM VERBO. PRESSUPÕE E EXIGE ATITUDES.

                      Quais as atitudes que você está tomando em relação ao seu esposo, à sua esposa para que o amor não se vá?

Pastor Elton Pothin, é natural de Arroio do Tigre-RS, formou-se em Teologia pela Faculdade de Teologia da Escola Superior de Teologia da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil em São Leopoldo/RS, em julho de 1993. Atuou como Pastor nas Comunidades de Teutônia/RS; Martin Luther (Joinville/SC) e, ultimamente, está à frente da Comunidade Evangélica de Confissão Luterana em Petrópolis-RJ.

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