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Sementes da Palavra, É tempo de semear

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jun 07

LEITURA ORANTE: POR FREI LUDOVICO GARMUS

LUDOVICO GARMUS

SANTÍSSIMA TRINDADE – GLÓRIA AO PAI E AO FILHO E AO ESPÍRITO SANTO –

*Por Frei Ludovico Garmus, ofm –

ORAÇÃO: “Ó Deus, nosso Pai, enviando ao mundo a Palavra da verdade e o Espírito santificador, revelastes o vosso inefável mistério. Fazei, que professando a verdadeira fé, reconheçamos a glória da Trindade e adoremos a unidade onipotente”.

1. PRIMEIRA LEITURA: Ex 34,4b-6.8-9

Senhor, Senhor! Deus misericordioso e clemente.

Moisés desceu do monte Sinai com as placas da Lei e encontrou o povo adorando um bezerro feito de ouro. Irritado, Moisés jogou as duas placas no chão e as quebrou. Deus queria exterminar povo que havia libertado do Egito. Moisés, porém, suplicou em favor do povo infiel e aplacou a ira divina (Ex 32–33). Então Deus ordenou a Moisés que preparasse duas novas placas de pedra, para encontrar-se novamente com Ele no monte Sinai. O texto de hoje narra o que aconteceu no encontro de Deus com Moisés. Sem dúvida, é um dos textos mais lindos de todo o Antigo Testamento. Uma verdadeira síntese da caminhada do povo pecador com Deus misericordioso e libertador. Enquanto Moisés sobe com as placas de pedra, Deus desce ao seu encontro e permanece com ele. No entanto, a permanência é rápida. Enquanto Deus passava na sua frente, Moisés prostra-se por terra em sua presença e exclama: “Senhor, Senhor! Deus misericordioso e clemente, paciente, rico em bondade e fiel”. Apesar dos pecados e infidelidades, o povo de Israel teve uma experiência viva da misericórdia divina em sua história. Por fim, contando com o amor misericordioso do Senhor, Moisés faz três pedidos: caminha conosco, perdoa nossas culpas e acolhe-nos como propriedade tua. Ou seja, como o seu povo escolhido, da nova aliança.

SALMO RESPONSORIAL

A vós louvor, honra e glória eternamente!

2. SEGUNDA LEITURA: 2Cor 13,11-13

A graça de Jesus Cristo, o amor de Deus

e a comunhão do Espírito Santo.

O breve texto desta leitura conclui a 2ª Carta de Paulo aos coríntios. Contém uma exortação (v. 11a), um voto ou promessa (v. 11b), uma despedida (v. 12) e uma bênção final (v. 13). Estes elementos aparecem também em outras cartas paulinas. Na exortação aparecem cinco verbos no imperativo que visam melhorar a vida em comunidade: alegrai-vos, trabalhai no vosso aperfeiçoamento, encorajai-vos, cultivai a concórdia – isto é, o diálogo – vivei em paz. É o caminho que Paulo traça para construir a paz na comunidade abalada por conflitos e divisões internas. Agindo assim, acontecerá o que o apóstolo deseja: “e o Deus do amor e da paz estará convosco”. A bênção final explica quem é o Deus do amor e da paz: “A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo”. É o Deus Trindade Santíssima, que nos envolve numa comunhão de Amor, como filhos e filhas queridos. Quando vivemos o amor com nossos irmãos, Deus que é amor estará sempre conosco.

ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.

Ao Deus que é, que era e que vem,

pelos séculos. Amém.

3. EVANGELHO: Jo 3,16-18

Deus enviou seu Filho ao mundo,

para que o mundo seja salvo por ele.

O Evangelho de hoje faz parte do diálogo de Jesus com Nicodemos (Jo 3,1-21). Nicodemos era um fariseu rico que admirava Jesus. Veio procurar Jesus de noite, porque discordava de outros fariseus que perseguiam a Jesus. Na conversa, Nicodemos reconhece Jesus como um mestre vindo de Deus, por causa dos sinais que fazia. Jesus lhe diz que ele precisava nascer de novo, isto é, nascer de Deus. Em outras palavras, assim como Nicodemos acredita em Jesus como um Mestre vindo de Deus, deveria também acreditar em Jesus como Filho de Deus, e assim nascer de novo, desta vez de Deus. No diálogo Jesus diz a Nicodemos que a chave de entrada na vida eterna é crer (três vezes) no Filho do Homem (3,9-15). A mesma insistência na fé aparece no evangelho de hoje. Deus amou tanto o mundo, que deu/entregou seu Filho unigênito para salvar todos que nele crerem. Deus não enviou seu Filho como juiz, para condenar as pessoas, mas para salvar a todos. A condição para ser salvo é crer no nome Filho unigênito. Este nome é Jesus, que significa “Deus salva”. Deus não condena ninguém. Quem não crê em Jesus Cristo, salvador da humanidade, condena-se a si mesmo.

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* Frei Ludovico Garmus é Doutor em Exegese Bíblica, Professor de Exegese no Instituto Teológico Franciscano-ITF, em Petrópolis, escritor, conferencista e colabora com o nosso Blog, autorizando a reprodução de textos e de reflexões de sua autoria.

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