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mar 06

O CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA

CATECISMO - 2019

CATECISMO

DA

IGREJA CATÓLICA

Introdução

PRIMEIRA PARTE - A PROFISSÃO DA FÉ

Primeira Secção: «Eu Creio» – «Nós Cremos» Capítulo Primeiro: O Homem é «capaz» de Deus

Capítulo Segundo: Deus vem ao encontro do homem

A Revelação de Deus

A transmissão da revelação divina

A Sagrada Escritura

Capítulo Terceiro: A resposta do homem a Deus

Eu creio

Nós cremos

Segunda Secção: A Profissão da Fé Cristã

O Credo: Símbolo dos Apóstolos: Credo Niceno-Constantinopolitano Capítulo Primeiro: Creio em Deus Pai

Os Símbolos da Fé

«Creio em Deus, Pai Omnipotente, Criador do Céu e da Terra»

O céu e a terra

O homem

A queda

Capítulo Segundo: Creio em Jesus Cristo, o Filho unigênito de Deus

«E em Jesus Cristo, seu único Filho, Nosso Senhor»

«Jesus Cristo foi concebido pelo poder do Espírito Santo, e nasceu da Virgem Maria»

«Jesus Cristo padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado»

«Jesus Cristo desceu aos infernos, ressuscitou dos mortos ao terceiro dia»

«Jesus subiu ao céu está sentado à direita do Pai Omnipotente»

«De onde virá a julgar os vivos e os mortos»

Capítulo Terceiro: Creio no Espírito Santo

«Creio no Espírito Santo»

«Creio na Santa Igreja Católica»

A Igreja no desígnio de Deus

A Igreja: povo de Deus, corpo de Cristo, templo do Espírito Santo

A Igreja é una, santa, católica e apostólica

Os fiéis: hierarquia, leigos, vida consagrada

Creio na Comunhão dos santos

Maria Mãe de Cristo, Mãe da Igreja

«Creio na remissão dos pecados»

«Creio na ressurreição da carne»

«Creio na vida eterna» «Ámen»

SEGUNDA PARTE - A CELEBRAÇÃO DO MISTÉRIO CRISTÃO

Primeira Secção: A Economia Sacramental

Capítulo Primeiro: O Mistério pascal no tempo da Igreja

Liturgia – Obra da Santíssima Trindade

O Mistério Pascal nos Sacramentos da Igreja

Capítulo Segundo: A celebração sacramental do Mistério Pascal Celebrar a liturgia da Igreja Quem celebra?

Como celebrar?

Quando celebrar?

Onde celebrar?

Diversidade Litúrgica e Unidade do Mistério

Segunda Secção: Os sete Sacramentos da Igreja

Os sete Sacramentos da Igreja

Capítulo Primeiro: Os sacramentos da iniciação cristã

O Sacramento do Baptismo

O Sacramento da Confirmação

O Sacramento da Eucaristia

Capítulo Segundo: Os Sacramentos da cura

O sacramento da Penitência e da Reconciliação

O sacramento da Unção dos Enfermos

Capítulo Terceiro: Os sacramentos ao serviço da comunhão e da missão

O Sacramento da Ordem sacerdotal

O Sacramento do Matrimónio

Capítulo Quarto: As outras celebrações litúrgicas

Os Sacramentais

As Exéquias Cristãs

TERCEIRA PARTE - A VIDA EM CRISTO

Primeira Secção: A vocação do Homem: A Vida no Espírito Capítulo Primeiro: A dignidade da pessoa humana

O homem imagem de Deus

A nossa vocação à bem-aventurança

A liberdade do homem

A moralidade das paixões

A consciência moral

As virtudes

O Pecado

Capítulo Segundo: A comunidade humana

A pessoa e a sociedade

A participação na vida social

A justiça social

Capítulo Terceiro: A salvação de Deus: a Lei e a graça

A Lei Moral

Graça e Justificação

A Mãe e Mestra

Segunda Secção: Os Dez Mandamentos

Êxodo - Deuteronômio - Fórmula da Catequese

Capítulo Primeiro: «Amarás o Senhor teu Deus com todo teu Coração, com toda a tua

Alma e com todas as tuas forças»

O Primeiro Mandamento: Eu sou o Senhor teu Deus não terás outro Deus além de mim

O Segundo Mandamento: Não invocar o Santo Nome de Deus em vão

O Terceiro Mandamento: Santificar os Domingos e Festas de Guarda

Capítulo Segundo: «Amarás o Teu próximo como a Ti mesmo»

O Quarto Mandamento: Honrar Pai e Mãe

O Quinto Mandamento: Não Matar

O Sexto Mandamento: Não cometer o Adultério

O Sétimo Mandamento: Não roubar

O Oitavo Mandamento: Não levantar falsos testemunhos

O Nono Mandamento: Guardar castidade nos pensamentos e nos desejos O Décimo Mandamento: Não cobiçar as coisas alheias

QUARTA PARTE - A ORAÇÃO CRISTÃ

Primeira Secção: A Oração na Vida Cristã

Capítulo Primeiro: A Revelação da Oração A Revelação da Oração no Antigo Testamento

A Oração Plenamente revelada e realizada em Jesus

A Oração no Tempo da Igreja

Capítulo Segundo: A Tradição da Oração

Nas Fontes da Oração

O Caminho da Oração

Guias para a Oração

Capítulo Terceiro: A Vida de Oração

As Expressões da Oração

O Combate da Oração

Segunda secção: A Oração do Senhor: Pai Nosso

Pai Nosso

«A Síntese de todo o Evangelho» «Pai Nosso que estais nos Céus » As sete petições

Apêndice

A) Orações Comuns

B) Fórmulas de Doutrina Católica

Abreviaturas Bíblicas

INTRODUÇÃO

1. No dia 11 de Outubro de 1992, o Papa João Paulo II entregava aos fiéis de todo o mundo o Catecismo da Igreja Católica, apresentando-o como «texto de referência» (1) para uma catequese renovada nas fontes vivas da fé. A trinta anos da abertura do

Concílio Vaticano II (1962-1965), completava-se assim o desejo expresso em 1985 pela Assembleia Extraordinária do Sínodo dos Bispos, para que fosse composto um catecismo de toda a doutrina católica quer no tocante à fé quer no que se refere à moral.

Cinco anos depois, a 15 de Agosto de 1997, ao promulgar a edição típica do Catecismo da Igreja Católica, o Sumo Pontífice confirmava a finalidade fundamental da obra: «Apresenta-se como exposição completa e íntegra da doutrina católica, que permite a todos conhecer o que a mesma Igreja professa, celebra, vive, reza na sua vida quotidiana» (2).

2. Para uma maior valorização do Catecismo e vir ao encontro dum pedido que surgiu no Congresso Internacional de Catequese em 2002, João Paulo II instituiu, em 2003, uma Comissão especial, presidida pelo Card. Joseph Ratzinger, Prefeito da

Congregação da Doutrina da Fé, em ordem à elaboração dum Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, como formulação sintetizada dos conteúdos da fé. Após dois anos de trabalho, foi preparado um projecto de compêndio, que foi enviado para apreciação aos Cardeais e aos Presidentes das Conferências Episcopais. O projecto recebeu, em geral, uma apreciação positiva por parte da maioria absoluta de quantos responderam. Tendo em conta as propostas de melhoramento que chegaram, a Comissão procedeu à revisão do projecto e preparou o texto final da obra.

3. São três as características principais do Compêndio: a estrita dependência do

Catecismo da Igreja Católica; o género dialoga]; a utilização das imagens na catequese.

Antes de mais, o Compêndio não é uma obra autónoma, pois não pretende, de modo nenhum, substituir o Catecismo da Igreja Católica: pelo contrário. remete continuamente para ele, quer mediante a indicação, ponto por ponto, dos números a que se refere, quer através da contínua referência à estrutura, ao desenvolvimento e aos seus conteúdos. Além disso o Compêndio pretende despertar um renovado interesse e fervor em relação ao Catecismo, que, com a sua sábia exposição e a sua unção espiritual, permanece sempre o texto de base da catequese eclesial de hoje.

Como o Catecismo, também o Compêndio se divide em quatro partes, de acordo com as leis fundamentais da vida em Cristo.

A primeira parte, intitulada «A profissão da fé», é uma síntese adequada da lex credendi, isto é, da fé professada pela Igreja Católica, retirada do Símbolo Apostólico ilustrado com o Símbolo Niceno-Constantinopolitano, cuja proclamação constante nas assembleias cristãs mantém viva a memória das principais verdades da fé.

A segunda parte, intitulada «A celebração do mistério cristão», apresenta os elementos essenciais da lex celebrandi. O anúncio do Evangelho encontra a sua resposta privilegiada na vida sacramental. Nela os fiéis experimentam e testemunham em cada momento da sua existência a eficácia salvífica do mistério pascal, por meio do qual Cristo realizou a obra da nossa redenção.

A terceira parte, intitulada «A vida em Cristo», chama a atenção para a lex vivendi, isto é, para o empenho que os baptizados têm de manifestar nas sua: atitudes e nas suas opções éticas de fidelidade à fé professada e celebrada. Os fiéis são chamados pelo Senhor Jesus a agir de acordo com a sua dignidade de filhos de Deus Pai na caridade do Espírito Santo.

A quarta parte, intitulada «A oração cristã», apresenta uma síntese da lex orandi, isto é, da vida de oração. A exemplo de Jesus, o modelo perfeito do orante, também o cristão é chamado ao diálogo com Deus na oração, de cuja expressão privilegiada é o Pai-nosso, a oração que o próprio Jesus nos ensinou.

4. Uma segunda característica do Compêndio e a sua forma dialogada, que retoma um antigo género literário da catequese, constando de pergunta e resposta. Trata-se de repropor um diálogo ideal entre o mestre e o discípulo, mediante uma sequência de interrogações que envolvem o leitor convidando-o prosseguir na descoberta de aspectos novos da verdade da fé. O género dialogal concorre também para abreviar notavelmente o texto, reduzindo-o ao essencial. Isto poderia ajudar a assimilação e a eventual memorização do conteúdo.

5. A terceira característica reside nas imagens, que assinalam a organização do Compêndio. Provêm do riquíssimo património da iconografia cristã. A tradição secular e conciliar diz-nos que também a imagem é pregação evangélica. Os artistas de todos os tempos apresentaram à contemplação e à admiração dos fiéis os factos salientes do mistério da salvação, no esplendor da cor e na perfeição da beleza. Indício de que, hoje mais do que nunca, na época da imagem, a imagem sagrada pode exprimir muito mais que a palavra, pois é muito mais eficaz o seu dinamismo de comunicação e de transmissão da mensagem evangélica.

6. A quarenta anos da conclusão do Concílio Vaticano II e no ano da Eucaristia, o Compêndio pode constituir um ulterior subsídio para satisfazer quer a fome de verdade dos fiéis de todas as idades e condições, quer também a necessidade de quantos, não sendo fiéis, têm sede de verdade e de justiça. A sua publicação terá lugar na solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, colunas da Igreja universal e evangelizadores exemplares do Evangelho no mundo antigo. Estes apóstolos viveram o que pregaram e testemunharam a verdade de Cristo até ao martírio. Imitemo-los no seu ardor missionário e peçamos ao Senhor a fim de que a Igreja siga sempre o ensinamento dos Apóstolos, dos quais recebeu o primeiro alegre anúncio da fé.

20 de Março de 2005, Domingo de Ramos.

Joseph Card. Ratzinger

Presidente da Comissão especial

CONTINUA NA PRÓXIMA SEMANA

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