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Sementes da Palavra, É tempo de semear

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nov 12

LEIA A BÍBLIA TODOS OS DIAS: LEITURAS SUGERIDAS PARA HOJE

BÍBLIA - ANTIGO TESTAMENTO

32ª SEMANA DO TEMPO COMUM – TERÇA-FEIRA – 12/11/2019 –

3Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que do alto do céu nos abençoou com toda a bênção espiritual em Cristo,4e nos escolheu nele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis, diante de seus olhos.5No seu amor nos predestinou para sermos adotados como filhos seus por Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua livre vontade,6para fazer resplandecer a sua maravilhosa graça, que nos foi concedida por ele no Bem-amado.  7Nesse Filho, pelo seu sangue, temos a Redenção, a remissão dos pecados, segundo as riquezas da sua graça8que derramou profusamente sobre nós, em torrentes de sabedoria e de prudência.” (Ef 1, 3-8)

PRIMEIRA LEITURA:

LEITURA DO LIVRO DA SABEDORIA – (Sb  2,23-3,9) –

23Deus criou o homem para a imortalidade e o fez à imagem de sua própria natureza; 24foi por inveja do diabo que a morte entrou no mundo, e experimentam-na os que a ele pertencem. 3,1A vida dos justos está nas mãos de Deus, e nenhum tormento os atingirá. 2Aos olhos dos insensatos parecem ter morrido; sua saída do mundo foi considerada uma desgraça, 3e sua partida do meio de nós, uma destruição; mas eles estão em paz. 4Aos olhos dos homens parecem ter sido castigados, mas sua esperança é cheia de imortalidade; 5tendo sofrido leves correções, serão cumulados de grandes bens, porque Deus os pôs à prova e os achou dignos de si. 6Provou-os como se prova o ouro no fogo e aceitou-os como ofertas de holocausto; 7no dia do seu julgamento hão de brilhar, correndo como centelhas no meio da palha; 8vão julgar as nações e dominar os povos, e o Senhor reinará sobre eles para sempre. 9Os que nele confiam compreenderão a verdade, e os que perseveram no amor ficarão junto dele, porque a graça e a misericórdia são para seus eleitos.                    

– Palavra do Senhor.     

– Graças a Deus.

EVANGELHO:  Lc 17,7-10

O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo  segundo São Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus: 7“Se algum de vós tem um empregado que trabalha a terra ou cuida dos animais, por acaso vai dizer-lhe, quando ele volta do campo: ‘Vem depressa para a mesa’? 8Pelo contrário, não vai dizer ao empregado: ‘Prepara-me o jantar, cinge-te e serve-me, enquanto eu como e bebo; depois disso tu poderás comer e beber’? 9Será que vai agradecer ao empregado, porque fez o que lhe havia mandado? 10Assim também vós, quando tiverdes feito tudo o que vos mandaram, dizei: ‘Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer’”.                    

– Palavra da salvação!

– Glória a vós, Senhor.

 

FONTE:   https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/    

nov 11

EDITORIAL DA SEMANA: A LIBERDADE COMO O BEM MAIOR

ATRÁS DAS GRADES

ENTRE O CONDE DE MONTE CRISTO E FIÓDOR DOSTOIÉVSKI –

*Por Luiz Antonio de Moura –

Existe um paralelo que pode ser traçado entre as histórias de Edmond Dantès (O Conde de Monte Cristo) e a de Fiódor M. Dostoiévski, sabendo-se que a do primeiro é obra de ficção, fruto da genialidade de Alexandre Dumas, enquanto a segunda é parte da vida real do fabuloso escritor russo do século XIX.

Edmond Dantès, na trama do autor francês, é vítima de uma armadilha engendrada por “amigos” invejosos e, com o respaldo do procurador do rei, Gérard de Villefort, é acusado de ser bonapartista, crime de alta traição à Pátria, na França dos anos iniciais do séc. XIX. A questão principal da trama contra Dantès deve ser vista e analisada como um chicote de duas pontas afiadas: a primeira, formada por quem deseja ardentemente o lugar de comando da embarcação de cargas (Pharaon), de propriedade do velho e experiente sr. Morrel, que confia no trabalho, no caráter e na lealdade do jovem Edmond, então com dezenove anos de idade. Na outra ponta, o substituto do procurador do rei que, aos vinte e sete anos de idade, e agindo em nome e escudado pela lei, visava proteger, além dos interesses pessoais, o próprio pai, e pavimentar o caminho para a fama, o topo do poder na magistratura e a glória naquela sociedade “renovada”, pós-Napoleão. É justamente este “guardião” da lei e da moral, que aceita como verdadeiras as falsas acusações lançadas contra o jovem Edmond Dantès, cujo desejo maior era, de forma simples e humilde, prestar um bom trabalho ao velho armador, casar-se com a bela Mercedes e cuidar do pai, já idoso e adoentado. O sórdido Villefort, não apenas acolhe a denúncia que lhe chega às mãos como, também, manobra para que o pobre e humilde trabalhador seja eficientemente afastado do convívio da comunidade e da família, onde era tão querido e cortejado como exemplo de cidadão e de trabalhador.

Fiódor Mikháilovitch Dostoiévski, nascido no ano de 1821, é objeto de uma extensa biografia (5 longos volumes), escrita por Joseph Frank que, por mais de vinte anos, estudou e pesquisou sobre a vida do maior de todos os escritores russos. A referida biografia, editada pela EDUSP, a partir de 2008, é obra de peso literário e de grande utilidade para quem queira conhecer, na verdade dos fatos, quem foi o escritor tão citado por teólogos, psicólogos, sociólogos, humanistas e por personalidades marcantes e influentes ao longo de todo o século XX.

Pois bem, Dostoiévski, em dado momento da vida (1847), quando já era bastante conhecido e famoso por seus escritos, e tendo sido convidado para participar de reuniões literárias, cujo fundo era eminentemente político, é acusado de “conspirar” e de tramar contra o Czar, justamente por integrar um grupo denominado “Círculo de Petrachévski”, nome do ideólogo dos encontros.

Mikhail Petrachévski, na época, um jovem de 26 anos de idade, apenas seis meses mais velho que Fiódor Dostoiévski, mas, que tinha formação em economia política e tendências socialistas bastante acentuadas para o período, é descrito pelos amigos como sendo um sujeito excêntrico e cheio de “esquisitices”. Dostoiévski, no entanto, longe das tendências revolucionárias de Petrachévski, tinha grande interesse e preocupação com tudo o que se passava na Rússia de então e com os gravíssimos problemas vividos naquela sociedade czarista, notadamente, com as inúmeras injustiças sociais e com a acentuada pobreza advindas, principalmente, da servidão institucionalizada, equivalente à escravidão no Ocidente.

Enfim, denunciado o grupo do “Circulo de Petrachévski”, como foco de conspiração e de rebelião contra o Czar Fiódor, juntamente com outros companheiros, é preso e, incialmente, condenado ao fuzilamento, pena comutada no último instante pelo próprio imperador, para prisão na Sibéria, onde fica trancafiado durante seis anos sendo, depois, transferido para uma unidade militar onde é obrigado a seguir carreira, mesmo contra a vontade. Ao fim e ao cabo, e já adoentado, Dostoiévski só retornará à plena liberdade a exatos dez anos após a prisão ocorrida em 1849, quando pede aposentadoria no serviço militar, por motivo de grave enfermidade.

Edmond Dantès, diante de um procurador escolado, capaz de extrair dele toda a verdade dos fatos ocorridos durante a última viagem no comando emergencial do Pharaon, tem a nítida sensação de que será plenamente inocentado e absolvido das terríveis acusações lançadas contra ele. Acusações que, para a época, eram gravíssimas porque iam de encontro a tudo o que a “nova ordem política” representava, ou pretendia representar, para o período pós-napoleônico.

Entretanto, o sr. de Villefort, ao ouvir acusadores e acusado, logo percebe a real inocência de Dantès, mas, percebe, também, a existência de um documento, uma carta, na verdade, capaz de incriminar o próprio pai, razão pela qual decide, no recanto da sua consciência suja, determinar o encaminhamento de Edmond para a masmorra em que fora transformado o Castelo de If, lugar inexpugnável. Levado para aquele lugar sombrio, sem poder, sequer, avisar ou se despedir da noiva ou do pai que, com o passar do tempo, têm-no por completamente desaparecido, Dantès ficará ali, entre a depressão, a ameaça de loucura, a extrema solidão e a sensação de nunca mais poder ver e sentir a luz e os raios do sol.

Entretanto, graças à morte do Abade Faria, vizinho de cela no infortúnio, homem sábio e detentor de riqueza imensurável, Edmond Dantès consegue fazer-se passar pelo defunto e, camuflado no saco mortuário, é atirado nas profundezas do oceano, de onde consegue escapar e voltar à liberdade, na figura do enigmático, riquíssimo e vingador Conde de Monte de Cristo que, no entanto, jamais conseguirá mudar o passado no qual foi vítima escolhida a dedo.

Eu sou absolutamente suspeito para falar sobre Fiódor M. Dostoiévski e sobre o Conde de Monte Cristo, porque li com paixão a história de ambos, sendo que a do Conde, por ser um pouco menor (2 volumes apenas), já li duas vezes e, certamente, lerei mais uma ou duas ainda.

O que chamou a minha atenção, e eis aqui a razão deste texto, é que ambos, embora um seja personagem real e o outro fictício, foram vítimas de tramas, de mentiras, de falsas acusações, de calúnias, de condenações impostas por quem detinha o poder de julgar, do cumprimento de penas odiosas e, por fim, da reconquista da liberdade.

Ora, a liberdade para quem sai de uma prisão, principalmente, quando tem plena consciência da própria inocência, é algo de significado inominável e que, ao mesmo tempo, desperta sentimentos diversos. Se, para Fiódor Dostoiévski, ficar livre da cela, significou a possibilidade de cuidar da família e de retomar, com toda a força, a carreira de escritor e de pensador, para Edmond Dantès, agora na pele do Conde de Monte Cristo, significou impor derrota implacável a todos aqueles que, no passado, levaram-no para os fundos insalubres da masmorra.

A lição que fica de ambas as histórias é que, por mais que alguém possa dizer o contrário, e sejam lá quais forem os argumentos utilizados, jamais devemos nos alinhar com aqueles que se valem da mentira, da cilada, da calúnia e, por fim, da injustiça, para afastar da sociedade pessoas "incômodas". Devemos sempre ter em mente que, quando alguém alardeia estar combatendo crime e criminosos, denunciando, julgando e condenando de forma implacável, levantando bandeiras legalistas, moralistas e moralizantes, deve passar por séria análise psicológica e psiquiátrica porque, das duas uma, ou está acobertando interesses e pessoas muito próximas, ou preparando o terreno para perseguições, vinganças ou promoções pessoais de sorte que, de acordo com as conveniências, o truque é tirar de cena pessoas que podem servir como pedras no caminho, conforme ocorreu, tanto com Edmond Dantès, quanto com Fiódor Dostoiévski.

No caso dos personagens citados, tanto um quanto o outro, por fim, terminaram bem suas carreiras e seus algozes foram devidamente sepultados pela história. No drama do Conde de Monte Cristo, o sr. de Villefort, falso, mentiroso e promíscuo procurador, acabou relegado ao chiqueiro da trama e dele ninguém se recorda, a não ser quando relê a história. No caso de Dostoiévski, nenhum dos seus julgadores é, sequer, conhecido, ao passo que o escritor, entrou para a história e dela, certamente, jamais sairá porque, a história é, abaixo de Deus, a única e verdadeira Magistrada, sob cuja toga ficam ocultos para sempre os falsários, os mentirosos, os hipócritas e os traidores, lançando fachos de luz sobre todos os injustiçados e vítimas da mentira, da calúnia e da sordidez contra eles praticadas.

Caso seja do interesse do leitor ou da leitora, sugiro ler tanto o Conde de Monte Cristo, de Alexandre Dumas, pela Editora Zahar, quanto a biografia de Dostoiévski, pela Edusp. Leituras que, certamente, são bastante empolgantes e indutoras para a análise de inúmeros episódios vividos e conhecidos por homens e por mulheres de todos os tempos. Se for o caso, desejo uma excelente leitura. Seja feliz, e boa sorte.

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*Luiz Antonio de Moura é um pensador espiritualista, um caminhante e um cultor do silêncio.

 

nov 11

LEIA A BÍBLIA TODOS OS DIAS: LEITURAS SUGERIDAS PARA HOJE

BÍBLIA - ANTIGO TESTAMENTO

32ª SEMANA DO TEMPO COMUM – SEGUNDA-FEIRA – 11/11/2019 –

3Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que do alto do céu nos abençoou com toda a bênção espiritual em Cristo,4e nos escolheu nele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis, diante de seus olhos.5No seu amor nos predestinou para sermos adotados como filhos seus por Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua livre vontade,6para fazer resplandecer a sua maravilhosa graça, que nos foi concedida por ele no Bem-amado.  7Nesse Filho, pelo seu sangue, temos a Redenção, a remissão dos pecados, segundo as riquezas da sua graça8que derramou profusamente sobre nós, em torrentes de sabedoria e de prudência.” (Ef 1, 3-8)

PRIMEIRA LEITURA:

LEITURA DO LIVRO DA SABEDORIA – (Sb  1,1-7) –

1Amai a justiça, vós que governais a terra; tende bons sentimentos para com o Senhor e procurai-o com simplicidade de coração. 2Ele se deixa encontrar pelos que não exigem provas e se manifesta aos que nele confiam. 3Pois os pensamentos perversos afastam de Deus; e seu poder, posto à prova, confunde os insensatos. 4A sabedoria não entra numa alma que trama o mal nem mora num corpo sujeito ao pecado. 5O espírito santo, que a ensina, foge da astúcia, afasta-se dos pensamentos insensatos e retrai-se quando sobrevém a injustiça. 6Com efeito, a sabedoria é o espírito que ama os homens, mas não deixa sem castigo quem blasfema com seus próprios lábios, pois Deus é testemunha dos seus pensamentos, investiga seu coração segundo a verdade e mantém-se à escuta da sua língua; 7porque o espírito do Senhor enche toda a terra, mantém unidas todas as coisas e tem conhecimento de tudo o que se diz.                    

– Palavra do Senhor.     

– Graças a Deus.

EVANGELHO:  Lc 17,1-6

O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo  segundo São Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1Jesus disse a seus discípulos: “É inevitável que aconteçam escândalos. Mas ai daquele que produz escândalos! 2Seria melhor para ele que lhe amarrassem uma pedra de moinho no pescoço e o jogassem no mar do que escandalizar um desses pequeninos. 3Prestai atenção: se o teu irmão pecar, repreende-o. Se ele se converter, perdoa-lhe. 4Se ele pecar contra ti sete vezes num só dia e sete vezes vier a ti, dizendo: ‘Estou arrependido’, tu deves perdoá-lo”. 5Os apóstolos disseram ao Senhor: “Aumenta a nossa fé!” 6O Senhor respondeu: “Se vós tivésseis fé, mesmo pequena como um grão de mostarda, poderíeis dizer a esta amoreira: ‘Arranca-te daqui e planta-te no mar’, e ela vos obedeceria”.                    

– Palavra da salvação!

– Glória a vós, Senhor.

 

FONTE:   https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/    

nov 10

COMENTANDO O EVANGELHO – Pe. JOSÉ MARIA PEREIRA

ZÉ MARIA - 2018

XXXII DOMINGO DO TEMPO COMUM – CRER NA RESSURREIÇÃO!

*Por Mons. José Maria Pereira –

Hoje somos convidados, pela Palavra de Deus, a aprofundar a nossa fé na ressurreição dos mortos. Trata-se de uma das verdades fundamentais, enunciadas no Credo e que repetimos muitas vezes: “Creio na ressurreição da carne”.

O texto bíblico de 2Mc 7, 1-2. 9-14 fala-nos dos sete irmãos Macabeus que, junto com a mãe, preferiram a morte a transgredir a Lei do Senhor. Enquanto eram torturados, confessaram, com firmeza, a sua fé numa vida além da morte: “Prefiro ser morto pelos homens, tendo em vista a esperança dada por Deus, que um dia nos ressuscitará” (2Mc 7,14).

No Evangelho (Lc 20, 27-38), lemos que se aproximaram de Jesus alguns saduceus que negavam a ressurreição e queriam colocá-Lo em uma situação embaraçosa. Segundo a lei do levirato (Dt 25, 5-10), o cunhado devia casar-se com a viúva para dar um filho ao irmão falecido, para não morrer seu nome. Eram sete irmãos, todos se casaram com ela e morreram sem deixar filho. Morre também a mulher. De quem ela vai ser esposa no céu?

Jesus resolve a dificuldade reafirmando a Ressurreição e ensinando as propriedades dos corpos ressuscitados. A vida eterna não será igual à vida presente: “…nem os homens se casam, nem as mulheres se dão em casamento; e já não poderão morrer, pois serão iguais aos anjos, serão filhos de Deus, porque ressuscitaram” (Lc 20,36). E Jesus mostra o erro grave dos saduceus e argumenta: Moisés chama o Senhor de o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó, que tinham morrido há muito tempo. Ora, Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos, pois todos vivem para Ele. Portanto, ainda que os justos tenham morrido quanto ao corpo, vivem com verdadeira vida em Deus, porque as suas almas são imortais e esperam a Ressurreição dos corpos. Os saduceus, dali em diante, já não atreviam a interrogá-Lo! O matrimônio está ligado à presente condição de mortalidade do homem; onde não há mais morte, não há mais necessidade de nascimentos e, portanto, de se casar. Não é que desapareça a união que existiu entre duas pessoas durante a vida num vínculo santo; tudo o que há de positivo no mundo não é destruído na Ressurreição, mas sublimado e espiritualizado. Em outras palavras, a vida de ressuscitados não é como a vida de antes, é diferente, assemelha-se, de certo modo, à vida dos anjos e participa da mesma vida de Deus   (“são filhos de Deus”). Diz São João evangelista: “Caríssimos, desde já somos filhos de Deus, mas nem sequer se manifestou o que seremos! Sabemos que, quando Jesus se manifestar, seremos semelhantes a Ele, porque O veremos tal como Ele é” (1Jo 3, 2).

A resposta de Jesus é extraordinária; sem fugir do terreno escolhido pelos adversários que era a Lei Mosaica, com poucas palavras, Ele primeiro mostra onde está o erro dos saduceus e o corrige, depois dá à fé na Ressurreição a sua fundamentação mais profunda e mais convincente. Compreende-se a exclamação de admiração que sai da boca de alguns dos presentes: “Mestre, falaste bem!”.

Jesus, como se vê, põe uma alternativa radical: ou fé na Ressurreição dos mortos ou ateísmo! As duas coisas ou ficam em pé ou caem juntas; não se pode crer em um Deus que colocou em movimento céu e terra para o homem, que para ele sonhou uma grandiosa história de salvação, se depois o próprio homem fosse destinado a acabar no pó da sepultura. Deus acabaria, no fim, reinando sobre um imenso cemitério; seria um Deus dos mortos e, por conseguinte, um Deus morto ele mesmo. Toda a vida não passaria de uma brincadeira cruel, um fazer-nos entrever e desejar a luz, a alegria, a vida, mas só para nos dizer que não são feitas para nós. Basta formular um pensamento desta natureza para ver-lhe o absurdo e afastar-se dele com horror. Uma vez que se acreditou em Deus, precisa-se de maior esforço para não crer na ressurreição dos mortos do que para crer nela. Compreende-se por que Jesus concluiu sua discussão com os saduceus com uma inusitada força e quase com desprezo: “estais muito errados” (Mc 12,27).

Nós, cristãos, professamos no Credo a nossa esperança na ressurreição do corpo e na vida eterna. Este artigo da fé expressa o termo e o fim do designo de Deus sobre o homem. Se não existe ressurreição, todo o edifício da fé desaba, como afirma S. Paulo (1 Cor 15).

Diante da atração das coisas da terra que, por vezes podem parecer as únicas que contam, temos de considerar frequentemente que a nossa alma é imortal, e se unirá ao nosso corpo no fim dos tempos; ambos- o homem inteiro: alma e corpo- estão destinados a uma eternidade sem fim. Tudo o que levamos a cabo neste mundo deve ser feito com o olhar posto nessa vida que nos espera, pois pertencemos totalmente a Deus, de alma e corpo, com os sentidos e com as potências. Todo homem criado por Deus é destinado a viver na comunhão com Deus.

Escreveu S. Cirilo de Jerusalém: “A esperança da Ressurreição é a raiz de toda boa ação; a espera da retribuição fortalece a alma para o cumprimento do bem. Todo operário está pronto a suportar a fadiga se prevê a recompensa. Cada alma que crê na ressurreição tem cuidado de si mesma, a que não crê na ressurreição abandona-se à ruína. Quem crê que o corpo permanece para a ressurreição cuida desta veste da alma e não a suja com fornicação. Quem, ao invés, não crê na ressurreição abandona-se à impureza, abusando do próprio corpo como de algo que não lhe pertence…”.

Continua S. Cirilo: “A alma e o corpo pertencem-se mutuamente de maneira natural, e Deus criou-os um para o outro. Respeita-o, já que tem a grande sorte de ser templo do Espírito Santo. Não manches a tua carne, e, se te atreveste a fazê-lo, purifica-a agora com a penitência. Limpa-a enquanto tens tempo”.

Ensina S. Tomás que a nossa filiação divina, iniciada pela ação da graça na alma, “será consumada pela glorificação…, de forma que, assim como a nossa alma foi redimida do pecado, assim o nosso corpo será redimido da corrupção da morte”. E a seguir cita as palavras de S. Paulo aos Filipenses: “Ele transformará o nosso corpo, humilhado, tornando-o semelhante ao seu corpo glorioso, graças ao poder que o torna capaz também de sujeitar a si todas as coisas” (3,21).

Não podemos desprezar o nosso corpo, como também não podemos exaltá-lo como se fosse a única realidade no homem. Devemos dominá-lo mediante a mortificação porque, em consequência da desordem produzida pelo pecado original, tende a atraiçoar-nos. (cf. S. Josemaría Escrivá, Caminho, 196).

“Fostes comprados, por alto preço! Então, glorificai a Deus no vosso corpo”. (1 Cor 6, 20).

A cada dia somos transformados para estarmos sempre mais prontos para a Vida. Tenhamos o desejo do Céu! De que viveremos no Céu? Reza o Salmo 16: “Ao despertar, me saciará vossa presença”. A vida futura se realiza em Deus. Ele é a Vida. Lembra S. João: “Caríssimos, desde já somos filhos de Deus, mas não se manifestou ainda o que haveremos de ser. Sabemos que, quando Jesus se manifestar, seremos semelhantes a Ele, porque O veremos tal como Ele é” (1 Jo 3,2).

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*Monsenhor José Maria Pereira, Sacerdote da Diocese de Petrópolis, é, também, Professor, Juiz do Tribunal Eclesiástico Interdiocesano de Niterói e Diocesano de Petrópolis e Vigário da Paróquia de São José do ItamaratI, enviando para o site, semanalmente, a homilia do domingo.

       

nov 10

LEITURA ORANTE: FREI LUDOVICO GARMUS

LUDOVICO GARMUS

32º DOMINGO DO TEMPO COMUM – AO DESPERTAR, VEREI A VOSSA FACE –

Frei Ludovico Garmus, ofm –

Oração: “Deus de poder e misericórdia, afastai de nós todo obstáculo para que, inteiramente disponíveis, nos dediquemos ao vosso serviço”.

1. PRIMEIRA LEITURA: 2Mc 7,1-2.9-14

O Rei do universo nos ressuscitará para uma vida eterna.

Os últimos três domingos do ano litúrgico C, que precedem os domingos do Advento, estão voltados para a segunda vinda do Senhor, como Juiz dos vivos e dos mortos. No Antigo Testamento a crença na vida após a morte, junto de Deus, ainda não estava desenvolvida. Muito menos a fé na ressurreição dos mortos. Pensava-se que as pessoas que morriam iriam juntar-se aos seus antepassados, na morada dos mortos. Lá as pessoas estariam como que congeladas, incapazes até de louvar a Deus. Por isso nos Salmos de súplica e lamentação o salmista pede que Deus lhe conceda longa vida aqui na terra. Que vantagem teria Deus em fazer morrer o ser humano na flor da idade? Apenas perderia mais alguém capaz de louvá-lo estando vivo. No entanto, pequenos vislumbres de esperança de uma vida com Deus já aparecem nos salmos, como no Sl 73,23-26 e Sl 16,8-11, que já manifestam uma certeza: se alguém está em comunhão com Deus aqui na terra não precisa temer a morte.

A primeira leitura de hoje é uma confissão clara na ressurreição individual dos mortos. O texto se localiza no II século antes de Cristo. A Judeia estava então sob o domínio dos reis Selêucidas da Síria, herdeiros de parte do Império de Alexandre Magnos. O rei Antíoco IV, ferrenho amante da cultura grega, queria impor à força aos povos dominados os costumes gregos e o culto dos deuses pagãos. O texto narra a história duma mulher judia e de seus sete filhos. Exortados mãe viúva, resistem heroicamente às torturas, negando-se a oferecer incenso aos deuses pagãos. Importante é o que dizem os quatro primeiros filhos, momentos antes de serem executados: “Estamos prontos a morrer, antes que violar as leis de nossos pais” (v. 2). – “Tu, ó malvado, nos tiras desta vida presente. Mas o Rei do universo nos ressuscitará para uma vida eterna” (v. 9); – “do Céu recebi estes membros... do Céu espero recebê-los de novo” v. 11); – “prefiro ser morto pelos homens tendo em vista a esperança dada por Deus, que um dia nos ressuscitará” (v. 14).

Os judeus não separavam o corpo da alma; consideravam que a identidade de cada pessoa consistia na união do corpo com sua alma. No Evangelho, Jesus nos esclarece como será a vida da pessoa ressuscitada.

SALMO RESPONSORIAL: Sl 16

Ao despertar, me saciará vossa presença

e verei a vossa face.

2. SEGUNDA LEITURA: 2Ts 2,16–3,5

O Senhor vos confirme em toda boa ação e palavra.

Paulo pregou o Evangelho na sinagoga de Tessalônica durante alguns sábados, na companhia de Silvano e Timóteo. Não foi bem acolhido pelos chefes da sinagoga e poucos judeus se converteram. Teve, porém, grande sucesso entre os pagãos, simpatizantes do judaísmo, causando inveja aos judeus, que o ameaçaram. Para fugir das ameaças, os cristãos enviaram Paulo às escondidas a Bereia. Como não teve tempo para confirmá-los na fé e no conhecimento de Jesus Cristo, escreveu-lhes duas Cartas, pelos anos 50/51, focadas na esperança da segunda vinda do Senhor (escatologia). As Cartas são os primeiros escritos do Novo Testamento. No trecho hoje lido, o Apóstolo reza para que os fiéis da nova comunidade perseverem no amor de Deus e firmes a esperança e produzam frutos pelas boas palavras e ações (v. 16-17); isto é, que sejam evangelizadores pela fé que vivem na prática. Paulo pede também orações para que a palavra do Senhor seja glorificada em outras cidades como o foi em Tessalônica. Exorta os fiéis a permanecerem firmes nos ensinamentos recebidos. Que sejam firmes no amor de Deus e na esperança em Cristo, assim como o Senhor Jesus é fiel.

Assim, pela mútua oração, a fé, a esperança e o amor a Jesus Cristo se fortaleciam, e crescia o número de cristãos.

ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO

Jesus Cristo é o Primogênito dos mortos;

a ele a glória e o domínio para sempre!

3. EVANGELHO

Deus não é Deus dos mortos, mas Deus dos vivos.

No Evangelho deste domingo os saduceus questionam Jesus sobre a ressurreição dos mortos. Pouco antes, Jesus havia expulso os vendedores do Templo, controlado pelos sumos sacerdotes escolhidos do partido dos saduceus (Lc 19,45-48). Jesus, o partido dos fariseus e muitos outros judeus (1ª leitura) acreditavam na ressurreição, mas os saduceus não (cf. At 23,1-11). Para eles os mortos ficavam para sempre na morada dos mortos. Para ridicularizar a fé na ressurreição dos mortos, citam a lei do levirato (Dt 25,5-10; Gn 38; Rt 4,3-5). Segundo essa lei, se um homem se casa com uma moça e morre antes de lhe dar um filho, o irmão dele é obrigado a casar com a cunhada para gerar um filho em nome do irmão falecido. Os saduceus contam para Jesus um “caso” no qual sete irmãos casaram com a mesma mulher e todos morreram antes de gerar um filho; por fim morreu também a mulher. E perguntam: Na ressurreição, de qual do sete será ela mulher? Primeiro, Jesus lhes explica que as pessoas se casam apenas nesta vida presente, porque morrem. Mas os que forem dignos da ressurreição e da vida eterna não se casam porque já não podem morrer. Serão iguais aos anjos, serão filhos de Deus, porque já ressuscitaram. Isto é, estarão na vida eterna com Deus. Jesus confirma a fé na ressurreição com o episódio da sarça ardente (Ex 3,1-6). Ali Deus se apresenta a Moisés como o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacó, antepassados do povo. Portanto – diz Jesus – “Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos”, e conclui: “pois todos vivem para ele”.

Paulo apóstolo escreve longamente aos cristãos de Corinto sobre a ressurreição (1Cor 15,1-58). Alguns tinham dificuldade em acreditar que outros mortos haveriam de ressuscitar, embora acreditassem que Cristo ressuscitou dos mortos. Para explicar como será um corpo ressuscitado, Paulo Apóstolo recorre à imagem da semente: quando semeada, ela morre mas produz a planta e seus frutos (1Cor 15,35-49; cf. Jo 12,24). Na ressurreição, o que importa é a continuidade e identidade pessoal, entre a vida presente e a vida futura. Na semente está a futura planta, mas o formato da semente e da planta são totalmente diferentes.

Na missa, quando o sacerdote diz “eis o mistério da fé”, afirmamos nossa fé na continuidade de vida entre o Cristo morto e Ressuscitado: “Anunciamos, Senhor, a vossa morte e proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus”! É o que acontecerá com todos aqueles que nele creem.

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* Frei Ludovico Garmus é Doutor em Exegese Bíblica, Professor de Exegese no Instituto Teológico Franciscano-ITF, em Petrópolis, escritor, conferencista e colabora com o nosso Blog, autorizando a reprodução de textos e de reflexões de sua autoria.

nov 10

LEIA A BÍBLIA TODOS OS DIAS: LEITURAS SUGERIDAS PARA HOJE

Sacred objects, bible, bread and wine

32º DOMINGO DO TEMPO COMUM – 10/11/2019

3Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que do alto do céu nos abençoou com toda a bênção espiritual em Cristo,4e nos escolheu nele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis, diante de seus olhos.5No seu amor nos predestinou para sermos adotados como filhos seus por Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua livre vontade,6para fazer resplandecer a sua maravilhosa graça, que nos foi concedida por ele no Bem-amado.7Nesse Filho, pelo seu sangue, temos a Redenção, a remissão dos pecados, segundo as riquezas da sua graça8que derramou profusamente sobre nós, em torrentes de sabedoria e de prudência.” (Ef 1, 3-8)

PRIMEIRA LEITURA:

LEITURA DO SEGUNDO LIVRO DOS MACABEUS – (2Mc 7,1-2.9-14) –

Naqueles dias, 1aconteceu que foram presos sete irmãos com sua mãe, aos quais o rei, por meio de golpes de chicote e de nervos de boi, quis obrigar a comer carne de porco, que lhes era proibida. 2Um deles, tomando a palavra em nome de todos, falou assim: “Que pretendes? E que procuras saber de nós? Estamos prontos a morrer, antes que violar as leis de nossos pais”. 9O segundo, prestes a dar o último suspiro, disse: “Tu, ó malvado, nos tiras desta vida presente. Mas o rei do universo nos ressuscitará para uma vida eterna, a nós que morremos por suas leis”. 10Depois deste, começaram a torturar o terceiro. Apresentou a língua logo que o intimidaram e estendeu corajosamente as mãos. 11E disse, cheio de confiança: “Do céu recebi estes membros; por causa de suas leis, os desprezo, pois do céu espero recebê-los de novo”. 12O próprio rei e os que o acompanhavam ficaram impressionados com a coragem desse adolescente, que considerava os sofrimentos como se nada fossem. 13Morto também esse, submeteram o quarto irmão aos mesmos suplícios, desfigurando-o. 14Estando quase a expirar, ele disse: “Prefiro ser morto pelos homens, tendo em vista a esperança dada por Deus, que um dia nos ressuscitará. Para ti, porém, ó rei, não haverá ressurreição para a vida!”   

– Palavra do Senhor.     

– Graças a Deus.

SALMO RESPONSORIAL: Sl   16(17)

R.Ao despertar, me saciará vossa presença / e verei a vossa face!

1. Ó Senhor, ouvi a minha justa causa, / escutai-me e atendei o meu clamor! / Inclinai o vosso ouvido à minha prece, / pois não existe falsidade nos meus lábios! 

R.Ao despertar, me saciará vossa presença / e verei a vossa face!

2. Os meus passos eu firmei na vossa estrada, / e por isso os meus pés não vacilaram. / Eu vos chamo, ó meu Deus, porque me ouvis, / inclinai o vosso ouvido e escutai-me! 

R.Ao despertar, me saciará vossa presença / e verei a vossa face!

3. Protegei-me qual dos olhos a pupila / e guardai-me à proteção de vossas asas. / Mas eu verei, justificado, a vossa face / e, ao despertar, me saciará vossa presença.

R.Ao despertar, me saciará vossa presença / e verei a vossa face!

SEGUNDA LEITURA:

LEITURA DA PRIMEIRA CARTA DE SÃO PAULO AOS TESSALONICENSES – (1Ts 2,16-3,5)

Irmãos, 16nosso Senhor Jesus Cristo e Deus nosso Pai, que nos amou em sua graça e nos proporcionou uma consolação eterna e feliz esperança, 17animem os vossos corações e vos confirmem em toda boa ação e palavra. 3,1Quanto ao mais, irmãos, rezai por nós, para que a palavra do Senhor seja divulgada e glorificada como foi entre vós. 2Rezai também para que sejamos livres dos homens maus e perversos, pois nem todos têm a fé! 3Mas o Senhor é fiel; ele vos confirmará e vos guardará do mal. 4O Senhor nos dá a certeza de que vós estais seguindo e sempre seguireis as nossas instruções. 5Que o Senhor dirija os vossos corações ao amor de Deus e à firme esperança em Cristo.    

 – Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

EVANGELHO: Lc 20,27-38 ou 27.34-38

O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo  segundo São Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

[Naquele tempo, 27aproximaram-se de Jesus alguns saduceus, que negam a ressurreição, 28e o interrogaram]: “Mestre, Moisés deixou-nos escrito: se alguém tiver um irmão casado e este morrer sem filhos, deve casar-se com a viúva a fim de garantir a descendência para o seu irmão. 29Ora, havia sete irmãos. O primeiro casou e morreu sem deixar filhos. 30Também o segundo 31e o terceiro se casaram com a viúva. E assim os sete: todos morreram sem deixar filhos. 32Por fim, morreu também a mulher. 33Na ressurreição, ela será esposa de quem? Todos os sete estiveram casados com ela”. [34Jesus respondeu aos saduceus: “Nesta vida, os homens e as mulheres casam-se, 35mas os que forem julgados dignos da ressurreição dos mortos e de participar da vida futura, nem eles se casam nem elas se dão em casamento; 36e já não poderão morrer, pois serão iguais aos anjos, serão filhos de Deus, porque ressuscitaram. 37Que os mortos ressuscitam, Moisés também o indicou na passagem da sarça, quando chama o Senhor de ‘o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó’. 38Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos, pois todos vivem para ele”.                

– Palavra da salvação!

– Glória a vós, Senhor.

 

FONTE:   https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/

nov 09

LEIA A BÍBLIA TODOS OS DIAS: LEITURAS SUGERIDAS PARA HOJE

BÍBLIA - O CAMINHO

31ª SEMANA DO TEMPO COMUM – SÁBADO – 09/11/2019 –

3Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que do alto do céu nos abençoou com toda a bênção espiritual em Cristo,4e nos escolheu nele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis, diante de seus olhos.5No seu amor nos predestinou para sermos adotados como filhos seus por Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua livre vontade,6para fazer resplandecer a sua maravilhosa graça, que nos foi concedida por ele no Bem-amado.  7Nesse Filho, pelo seu sangue, temos a Redenção, a remissão dos pecados, segundo as riquezas da sua graça8que derramou profusamente sobre nós, em torrentes de sabedoria e de prudência.” (Ef 1, 3-8)

PRIMEIRA LEITURA:

LEITURA DA PROFECIA DE EZEQUIEL – (Ez  47,1-2.8-9.12) –

Naqueles dias, 1o anjo do Senhor fez-me voltar até a entrada do templo, e eis que saía água da sua parte subterrânea na direção leste, porque o templo estava voltado para o oriente; a água corria do lado direito do templo, a sul do altar. 2Ele fez-me sair pela porta que dá para o norte e fez-me dar uma volta por fora até a porta que dá para o leste, onde eu vi a água jorrando do lado direito. 8Então ele me disse: “Estas águas correm para a região oriental, descem para o vale do Jordão, desembocam nas águas salgadas do mar, e elas se tornarão saudáveis. 9Aonde o rio chegar, todos os animais que ali se movem poderão viver. Haverá peixes em quantidade, pois ali desembocam as águas que trazem saúde; e haverá vida aonde chegar o rio. 12Nas margens junto ao rio, de ambos os lados, crescerá toda espécie de árvores frutíferas; suas folhas não murcharão, e seus frutos jamais se acabarão: cada mês darão novos frutos, pois as águas que banham as árvores saem do santuário. Seus frutos servirão de alimento, e suas folhas serão remédio”.                    

– Palavra do Senhor.     

– Graças a Deus.

EVANGELHO:  Jo 2,13-22

O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo  segundo São João.

— Glória a vós, Senhor.

13Estava próxima a Páscoa dos judeus, e Jesus subiu a Jerusalém. 14No templo, encontrou os vendedores de bois, ovelhas e pombas e os cambistas que estavam aí sentados. 15Fez então um chicote de cordas e expulsou todos do templo, junto com as ovelhas e os bois; espalhou as moedas e derrubou as mesas dos cambistas. 16E disse aos que vendiam pombas: “Tirai isto daqui! Não façais da casa de meu Pai uma casa de comércio!” 17Seus discípulos lembraram-se, mais tarde, que a Escritura diz: “O zelo por tua casa me consumirá”. 18Então os judeus perguntaram a Jesus: “Que sinal nos mostras para agir assim?” 19Ele respondeu: “Destruí este templo, e em três dias o levantarei”. 20Os judeus disseram: “Quarenta e seis anos foram precisos para a construção deste santuário, e tu o levantarás em três dias?” 21Mas Jesus estava falando do templo do seu corpo. 22Quando Jesus ressuscitou, os discípulos lembraram-se do que ele tinha dito e acreditaram na Escritura e na palavra dele.                    

– Palavra da salvação!

– Glória a vós, Senhor.

 

FONTE:   https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/    

nov 08

LEIA A BÍBLIA TODOS OS DIAS: LEITURAS SUGERIDAS PARA HOJE

BÍBLIA - O CAMINHO

31ª SEMANA DO TEMPO COMUM – SEXTA-FEIRA – 08/11/2019 –

3Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que do alto do céu nos abençoou com toda a bênção espiritual em Cristo,4e nos escolheu nele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis, diante de seus olhos.5No seu amor nos predestinou para sermos adotados como filhos seus por Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua livre vontade,6para fazer resplandecer a sua maravilhosa graça, que nos foi concedida por ele no Bem-amado.  7Nesse Filho, pelo seu sangue, temos a Redenção, a remissão dos pecados, segundo as riquezas da sua graça8que derramou profusamente sobre nós, em torrentes de sabedoria e de prudência.” (Ef 1, 3-8)

PRIMEIRA LEITURA:

LEITURA DA CARTA DE SÃO PAULO AOS ROMANOS – (Rm  15,14-21) –

14Meus irmãos, de minha parte, estou convencido, a vosso respeito, que vós tendes bastante bondade e ciência, de tal maneira que podeis admoestar-vos uns aos outros. 15No entanto, em algumas passagens, eu vos escrevo com certa ousadia, como para reavivar a vossa memória, em razão da graça que Deus me deu. 16Por esta graça eu fui feito ministro de Jesus Cristo entre os pagãos e consagrado servidor do evangelho de Deus, para que os pagãos se tornem uma oferenda bem aceite, santificada no Espírito Santo. 17Tenho, pois, esta glória em Jesus Cristo no que se refere ao serviço de Deus: 18não ouso falar senão daquilo que Cristo realizou por meu intermédio, para trazer os pagãos à obediência da fé, pela palavra e pela ação, 19por sinais e prodígios, no poder do Espírito de Deus. Assim, eu preguei o evangelho de Cristo, desde Jerusalém e arredores até a Ilíria, 20tendo o cuidado de pregar somente onde Cristo ainda não fora anunciado, para não acontecer eu construir sobre alicerce alheio. 21Agindo dessa maneira, eu estou de acordo com o que está escrito: “Aqueles aos quais ele nunca fora anunciado verão; aqueles que não tinham ouvido falar dele compreenderão”.                    

– Palavra do Senhor.     

– Graças a Deus.

EVANGELHO:  Lc 16,1-8

O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo  segundo São Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1Jesus disse aos discípulos: “Um homem rico tinha um administrador que foi acusado de esbanjar os seus bens. 2Ele o chamou e lhe disse: ‘Que é isso que ouço a teu respeito? Presta contas da tua administração, pois já não podes mais administrar meus bens’. 3O administrador então começou a refletir: ‘O senhor vai me tirar a administração. Que vou fazer? Para cavar, não tenho forças; de mendigar, tenho vergonha. 4Ah! Já sei o que fazer, para que alguém me receba em sua casa quando eu for afastado da administração’. 5Então ele chamou cada um dos que estavam devendo ao seu patrão. E perguntou ao primeiro: ‘Quanto deves ao meu patrão?’ 6Ele respondeu: ‘Cem barris de óleo!’ O administrador disse: ‘Pega a tua conta, senta-te depressa e escreve cinquenta!’ 7Depois ele perguntou a outro: ‘E tu, quanto deves?’ Ele respondeu: ‘Cem medidas de trigo’. O administrador disse: ‘Pega tua conta e escreve oitenta’. 8E o senhor elogiou o administrador desonesto, porque ele agiu com esperteza. Com efeito, os filhos deste mundo são mais espertos em seus negócios do que os filhos da luz”.                    

– Palavra da salvação!

– Glória a vós, Senhor.

 

FONTE:   https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/    

nov 07

LEIA A BÍBLIA TODOS OS DIAS: LEITURAS SUGERIDAS PARA HOJE

BÍBLIA - O CAMINHO

31ª SEMANA DO TEMPO COMUM – QUINTA-FEIRA – 07/11/2019 –

3Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que do alto do céu nos abençoou com toda a bênção espiritual em Cristo,4e nos escolheu nele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis, diante de seus olhos.5No seu amor nos predestinou para sermos adotados como filhos seus por Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua livre vontade,6para fazer resplandecer a sua maravilhosa graça, que nos foi concedida por ele no Bem-amado.  7Nesse Filho, pelo seu sangue, temos a Redenção, a remissão dos pecados, segundo as riquezas da sua graça8que derramou profusamente sobre nós, em torrentes de sabedoria e de prudência.” (Ef 1, 3-8)

PRIMEIRA LEITURA:

LEITURA DA CARTA DE SÃO PAULO AOS ROMANOS – (Rm  14,7-12) –

Irmãos, 7ninguém dentre nós vive para si mesmo ou morre para si mesmo. 8Se estamos vivos, é para o Senhor que vivemos; se morremos, é para o Senhor que morremos. Portanto, vivos ou mortos, pertencemos ao Senhor. 9Cristo morreu e ressuscitou exatamente para isto, para ser o Senhor dos mortos e dos vivos. 10E tu, por que julgas o teu irmão? Ou, mesmo, por que desprezas o teu irmão? Pois é diante do tribunal de Deus que todos compareceremos. 11Com efeito, está escrito: “Por minha vida, diz o Senhor, todo joelho se dobrará diante de mim e toda língua glorificará a Deus”. 12Assim, cada um de nós prestará contas de si mesmo a Deus.                    

– Palavra do Senhor.     

– Graças a Deus.

EVANGELHO:  Lc 15,1-10

O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo  segundo São Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1os publicanos e pecadores aproximavam-se de Jesus para o escutar. 2Os fariseus, porém, e os mestres da lei criticavam Jesus: “Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles”. 3Então, Jesus contou-lhes esta parábola: 4“Se um de vós tem cem ovelhas e perde uma, não deixa as noventa e nove no deserto e vai atrás daquela que se perdeu, até encontrá-la? 5Quando a encontra, coloca-a nos ombros com alegria 6e, chegando a casa, reúne os amigos e vizinhos e diz: ‘Alegrai-vos comigo! Encontrei a minha ovelha que estava perdida!’ 7Eu vos digo, assim haverá no céu mais alegria por um só pecador que se converte do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão. 8E se uma mulher tem dez moedas de prata e perde uma, não acende uma lâmpada, varre a casa e a procura cuidadosamente, até encontrá-la? 9Quando a encontra, reúne as amigas e vizinhas e diz: ‘Alegrai-vos comigo! Encontrei a moeda que tinha perdido!’ 10Por isso, eu vos digo, haverá alegria entre os anjos de Deus por um só pecador que se converte”.                    

– Palavra da salvação!

– Glória a vós, Senhor.

 

FONTE:   https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/    

nov 06

LEIA A BÍBLIA TODOS OS DIAS: LEITURAS SUGERIDAS PARA HOJE

BÍBLIA - O CAMINHO

31ª SEMANA DO TEMPO COMUM – QUARTA-FEIRA – 06/11/2019 –

3Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que do alto do céu nos abençoou com toda a bênção espiritual em Cristo,4e nos escolheu nele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis, diante de seus olhos.5No seu amor nos predestinou para sermos adotados como filhos seus por Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua livre vontade,6para fazer resplandecer a sua maravilhosa graça, que nos foi concedida por ele no Bem-amado.  7Nesse Filho, pelo seu sangue, temos a Redenção, a remissão dos pecados, segundo as riquezas da sua graça8que derramou profusamente sobre nós, em torrentes de sabedoria e de prudência.” (Ef 1, 3-8)

PRIMEIRA LEITURA:

LEITURA DA CARTA DE SÃO PAULO AOS ROMANOS – (Rm  13,8-10) –

Irmãos, 8não fiqueis devendo nada a ninguém, a não ser o amor mútuo, pois quem ama o próximo está cumprindo a lei. 9De fato, os mandamentos: “Não cometerás adultério”, “não matarás”, “não roubarás”, “não cobiçarás” e qualquer outro mandamento se resumem neste: “Amarás a teu próximo como a ti mesmo”. 10O amor não faz nenhum mal contra o próximo. Portanto, o amor é o cumprimento perfeito da lei.                   

– Palavra do Senhor.     

– Graças a Deus.

EVANGELHO:  Lc 14,25-33

O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo  segundo São Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 25grandes multidões acompanhavam Jesus. Voltando-se, ele lhes disse: 26“Se alguém vem a mim, mas não se desapega de seu pai e sua mãe, sua mulher e seus filhos, seus irmãos e suas irmãs e até da sua própria vida, não pode ser meu discípulo. 27Quem não carrega sua cruz e não caminha atrás de mim não pode ser meu discípulo. 28Com efeito, qual de vós, querendo construir uma torre, não senta primeiro e calcula os gastos, para ver se tem o suficiente para terminar? Caso contrário, 29ele vai lançar o alicerce e não será capaz de acabar. E todos os que virem isso começarão a caçoar, dizendo: 30‘Este homem começou a construir e não foi capaz de acabar!’ 31Ou ainda, qual o rei que, ao sair para guerrear com outro, não se senta primeiro e examina bem se, com dez mil homens, poderá enfrentar o outro que marcha contra ele com vinte mil? 32Se ele vê que não pode, enquanto o outro rei ainda está longe, envia mensageiros para negociar as condições de paz. 33Do mesmo modo, portanto, qualquer um de vós, se não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo!”.                   

– Palavra da salvação!

– Glória a vós, Senhor.

 

FONTE:   https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/    

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