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Sementes da Palavra, É tempo de semear

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set 20

LEIA A BÍBLIA TODOS OS DIAS: LEITURAS SUGERIDAS PARA HOJE

LEIA A BÍBLIA - 2019

24ª SEMANA DO TEMPO COMUM – SEXTA-FEIRA – 20/09/2019 –

3Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que do alto do céu nos abençoou com toda a bênção espiritual em Cristo,4e nos escolheu nele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis, diante de seus olhos.5No seu amor nos predestinou para sermos adotados como filhos seus por Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua livre vontade,6para fazer resplandecer a sua maravilhosa graça, que nos foi concedida por ele no Bem-amado.  7Nesse Filho, pelo seu sangue, temos a Redenção, a remissão dos pecados, segundo as riquezas da sua graça8que derramou profusamente sobre nós, em torrentes de sabedoria e de prudência.” (Ef 1, 3-8)

PRIMEIRA LEITURA:

LEITURA DA PRIMEIRA CARTA DE SÃO PAULO A TIMÓTEO – (1Tm 6,2-12) –

Caríssimo, 2ensina e recomenda estas coisas. 3Quem ensina doutrinas estranhas e discorda das palavras salutares de nosso Senhor Jesus Cristo e da doutrina conforme à piedade 4é um obcecado pelo orgulho, um ignorante que morbidamente se compraz em questões e discussões de palavras. Daí é que nascem invejas, contendas, insultos, suspeitas, 5porfias de homens com mente corrompida e privados da verdade, que fazem da piedade assunto de lucro. 6Sem dúvida, grande fonte de lucro é a piedade, mas quando acompanhada do espírito de desprendimento. 7Porque nada trouxemos ao mundo como tampouco nada poderemos levar. 8Tendo alimento e vestuário, fiquemos satisfeitos. 9Os que desejam enriquecer caem em tentação e armadilhas, em muitos desejos loucos e perniciosos que afundam os homens na perdição e na ruína, 10porque a raiz de todos os males é a cobiça do dinheiro. Por se terem deixado levar por ela, muitos se extraviaram da fé e se atormentam a si mesmos com muitos sofrimentos. 11Tu que és um homem de Deus, foge das coisas perversas, procura a justiça, a piedade, a fé, o amor, a firmeza, a mansidão. 12Combate o bom combate da fé, conquista a vida eterna, para a qual foste chamado e pela qual fizeste tua nobre profissão de fé diante de muitas testemunhas.       

– Palavra do Senhor.     

– Graças a Deus.

EVANGELHO:  Lc 8,1-3

O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo  segundo São Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1Jesus andava por cidades e povoados, pregando e anunciando a boa-nova do reino de Deus. Os doze iam com ele; 2e também algumas mulheres que haviam sido curadas de maus espíritos e doenças: Maria, chamada Madalena, da qual tinham saído sete demônios; 3Joana, mulher de Cuza, alto funcionário de Herodes; Susana e várias outras mulheres que ajudavam a Jesus e aos discípulos com os bens que possuíam.                

– Palavra da salvação!

– Glória a vós, Senhor.

 

FONTE:   https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/

set 19

LEIA A BÍBLIA TODOS OS DIAS: LEITURAS SUGERIDAS PARA HOJE

LEIA A BÍBLIA - 2019

24ª SEMANA DO TEMPO COMUM – QUINTA-FEIRA – 19/09/2019 –

3Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que do alto do céu nos abençoou com toda a bênção espiritual em Cristo,4e nos escolheu nele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis, diante de seus olhos.5No seu amor nos predestinou para sermos adotados como filhos seus por Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua livre vontade,6para fazer resplandecer a sua maravilhosa graça, que nos foi concedida por ele no Bem-amado.  7Nesse Filho, pelo seu sangue, temos a Redenção, a remissão dos pecados, segundo as riquezas da sua graça8que derramou profusamente sobre nós, em torrentes de sabedoria e de prudência.” (Ef 1, 3-8)

PRIMEIRA LEITURA:

LEITURA DA PRIMEIRA CARTA DE SÃO PAULO A TIMÓTEO – (1Tm 4,12-16) –

Caríssimo, 12ninguém te despreze por seres jovem. Pelo contrário, serve de exemplo para os fiéis na palavra, na conduta, na caridade, na fé, na pureza. 13Até que eu chegue, dedica-te à leitura, à exortação, ao ensino. 14Não descuides o dom da graça que tu tens e que te foi dada por indicação da profecia, acompanhada da imposição das mãos do presbitério. 15Com perseverança, põe essas coisas em prática, para que todos vejam o teu progresso. 16Cuida de ti mesmo e daquilo que ensinas. Mostra-te perseverante. Assim te salvarás a ti mesmo e também àqueles que te escutam.       

– Palavra do Senhor.     

– Graças a Deus.

EVANGELHO:  Lc 7,36-50

O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo  segundo São Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 36um fariseu convidou Jesus para uma refeição em sua casa. Jesus entrou na casa do fariseu e pôs-se à mesa. 37Certa mulher, conhecida na cidade como pecadora, soube que Jesus estava à mesa na casa do fariseu. Ela trouxe um frasco de alabastro com perfume 38e, ficando por detrás, chorava aos pés de Jesus; com as lágrimas começou a banhar-lhe os pés, enxugava-os com os cabelos, cobria-os de beijos e os ungia com o perfume. 39Vendo isso, o fariseu que o havia convidado ficou pensando: “Se este homem fosse um profeta, saberia que tipo de mulher está tocando nele, pois é uma pecadora”. 40Jesus disse então ao fariseu: “Simão, tenho uma coisa para te dizer”. Simão respondeu: “Fala, mestre!” 41“Certo credor tinha dois devedores; um lhe devia quinhentas moedas de prata, o outro cinquenta. 42Como não tivessem com que pagar, o homem perdoou os dois. Qual deles o amará mais?” 43Simão respondeu: “Acho que é aquele ao qual perdoou mais”. Jesus lhe disse: “Tu julgaste corretamente”. 44Então, Jesus virou-se para a mulher e disse a Simão: “Estás vendo esta mulher? Quando entrei em tua casa, tu não me ofereceste água para lavar os pés; ela, porém, banhou meus pés com lágrimas e enxugou-os com os cabelos. 45Tu não me deste o beijo de saudação; ela, porém, desde que entrei, não parou de beijar meus pés. 46Tu não derramaste óleo na minha cabeça; ela, porém, ungiu meus pés com perfume. 47Por essa razão, eu te declaro: os muitos pecados que ela cometeu estão perdoados, porque ela mostrou muito amor. Aquele a quem se perdoa pouco mostra pouco amor”. 48E Jesus disse à mulher: “Teus pecados estão perdoados”. 49Então, os convidados começaram a pensar: “Quem é este que até perdoa pecados?” 50Mas Jesus disse à mulher: “Tua fé te salvou. Vai em paz!”                

– Palavra da salvação!

– Glória a vós, Senhor.

 

FONTE:   https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/

set 18

LEIA A BÍBLIA TODOS OS DIAS: LEITURAS SUGERIDAS PARA HOJE

LEIA A BÍBLIA - 2019

24ª SEMANA DO TEMPO COMUM – QUARTA-FEIRA – 18/09/2019 –

3Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que do alto do céu nos abençoou com toda a bênção espiritual em Cristo,4e nos escolheu nele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis, diante de seus olhos.5No seu amor nos predestinou para sermos adotados como filhos seus por Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua livre vontade,6para fazer resplandecer a sua maravilhosa graça, que nos foi concedida por ele no Bem-amado.  7Nesse Filho, pelo seu sangue, temos a Redenção, a remissão dos pecados, segundo as riquezas da sua graça8que derramou profusamente sobre nós, em torrentes de sabedoria e de prudência.” (Ef 1, 3-8)

PRIMEIRA LEITURA:

LEITURA DA PRIMEIRA CARTA DE SÃO PAULO A TIMÓTEO – (1Tm 3,14-16) –

Caríssimo, 14escrevo com a esperança de ir ver-te em breve. 15Se tardar, porém, quero que saibas como proceder na casa de Deus, que é a Igreja de Deus vivo, coluna e fundamento da verdade. 16Não pode haver dúvida de que é grande o mistério da piedade: ele foi manifestado na carne, foi justificado no espírito, contemplado pelos anjos, pregado às nações, acreditado no mundo, exaltado na glória!       

– Palavra do Senhor.     

– Graças a Deus.

EVANGELHO:  Lc 7,31-35

O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo  segundo São Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus: 31“Com quem hei de comparar os homens desta geração? Com quem eles se parecem? 32São como crianças que se sentam nas praças, se dirigem aos colegas, dizendo: ‘Tocamos flauta para vós e não dançastes; fizemos lamentações e não chorastes!’ 33Pois veio João Batista, que não comia pão nem bebia vinho, e vós dissestes: ‘Ele está com um demônio!’ 34Veio o Filho do homem, que come e bebe, e vós dizeis: ‘Ele é um comilão e beberrão, amigo dos publicanos e dos pecadores!’ 35Mas a sabedoria foi justificada por todos os seus filhos”.                

– Palavra da salvação!

– Glória a vós, Senhor.

 

FONTE:   https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/

set 17

LEIA A BÍBLIA TODOS OS DIAS: LEITURAS SUGERIDAS PARA HOJE

LEIA A BÍBLIA - 2019

24ª SEMANA DO TEMPO COMUM – TERÇA-FEIRA – 17/09/2019 –

3Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que do alto do céu nos abençoou com toda a bênção espiritual em Cristo,4e nos escolheu nele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis, diante de seus olhos.5No seu amor nos predestinou para sermos adotados como filhos seus por Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua livre vontade,6para fazer resplandecer a sua maravilhosa graça, que nos foi concedida por ele no Bem-amado.  7Nesse Filho, pelo seu sangue, temos a Redenção, a remissão dos pecados, segundo as riquezas da sua graça8que derramou profusamente sobre nós, em torrentes de sabedoria e de prudência.” (Ef 1, 3-8)

PRIMEIRA LEITURA:

LEITURA DA PRIMEIRA CARTA DE SÃO PAULO A TIMÓTEO – (1Tm 3,1-13) –

Caríssimo, 1eis uma palavra verdadeira: quem aspira ao episcopado saiba que está desejando uma função sublime. 2Porque o bispo tem o dever de ser irrepreensível, marido de uma só mulher, sóbrio, prudente, modesto, hospitaleiro, capaz de ensinar. 3Não deve ser dado a bebidas nem violento, mas condescendente, pacífico, desinteressado. 4Deve saber governar bem sua casa, educar os filhos na obediência e castidade. 5Pois quem não sabe governar a própria casa, como governará a Igreja de Deus? 6Não pode ser um recém-convertido, para não acontecer que, ofuscado pela vaidade, venha a cair na mesma condenação que o demônio. 7Importa também que goze de boa consideração da parte dos de fora, para que não se exponha à infâmia e caia nas armadilhas do diabo. 8Do mesmo modo, os diáconos devem ser pessoas de respeito, homens de palavra, não inclinados à bebida nem a lucro vergonhoso. 9Possuam o mistério da fé junto com uma consciência limpa. 10Antes de receber o cargo, sejam examinados; se forem considerados dignos, poderão exercer o ministério. 11Também as mulheres devem ser honradas, sem difamação, mas sóbrias e fiéis em tudo. 12Os diáconos sejam maridos de uma só mulher e saibam dirigir bem os seus filhos e a sua própria casa. 13Pois os que exercem bem o ministério recebem uma posição de estima e muita liberdade para falar da fé em Cristo Jesus.       

– Palavra do Senhor.     

– Graças a Deus.

EVANGELHO:  Lc 7,11-17

O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo  segundo São Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 11Jesus dirigiu-se a uma cidade chamada Naim. Com ele iam seus discípulos e uma grande multidão. 12Quando chegou à porta da cidade, eis que levavam um defunto, filho único; e sua mãe era viúva. Grande multidão da cidade a acompanhava. 13Ao vê-la, o Senhor sentiu compaixão para com ela e lhe disse: “Não chores!” 14Aproximou-se, tocou o caixão, e os que o carregavam pararam. Então, Jesus disse: “Jovem, eu te ordeno, levanta-te!” 15O que estava morto sentou-se e começou a falar. E Jesus o entregou à sua mãe. 16Todos ficaram com muito medo e glorificavam a Deus, dizendo: “Um grande profeta apareceu entre nós, e Deus veio visitar o seu povo”. 17E a notícia do fato espalhou-se pela Judeia inteira e por toda a redondeza.                

– Palavra da salvação!

– Glória a vós, Senhor.

 

FONTE:   https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/

set 16

EDITORIAL DA SEMANA: A FORÇA E O PODER DOS PENSAMENTOS

CAOS INTERIOR

OS PENSAMENTOS, COMO  FONTES DO CAOS INTERIOR –

*Por Luiz Antonio de Moura –

Parece missão impossível, o pedido para que alguém, por um instante que seja, pare de pensar. O mundo agitado no qual estamos inseridos é palco no qual os movimentos, internos e externos, fazem parte de todo o arranjo que, regido por mãos invisíveis, faz o ponteiro do tempo girar sem parar, e sem recuar.

Externamente existe todo um conjunto de atividades, diretas ou indiretas, que nos obriga a estarmos em constante movimento. Andamos, corremos, fazemos, buscamos, entregamos, falamos, ouvimos rapidamente, disparamos mensagens, cumprimentamos, rimos, fazemos cara feia, dizemos sim para uns, e não, para outros, quase que simultaneamente, dirigimos etc. Enfim, fazemos tudo isto e muito mais, quase sem perceber porque, internamente, somos bombardeados o tempo todo por incontáveis, e muitas vezes contraditórios e conflitantes, pensamentos. Esta é a rotina que nos é imposta pelo mundo, e dela não conseguimos nos livrar porque, então, seria abdicar daquilo que compreendemos como “vida”. Somos, e estamos, condicionados a esta realidade: mente e corpo acionados diuturnamente, feito máquinas movidas a baterias que, embora necessitem, nem sempre são recarregadas do modo correto.

É nesta marcha medonha que grande parte da humanidade caminha desde muito cedo, da mais tenra infância até os últimos instantes de estada neste plano terreno. Muitos nem chegam a ter plena consciência deste final, e ficam já pela metade do caminho  sob os cuidados de alguém, graças ao acúmulo de males, físicos e mentais, que caem sobre si.

Bem, o fato é que, para nós, ditos normais, a vida se resume nesta correria absurda, da qual a maioria não consegue, nem quer, escapar. Para muitas pessoas, esta roda giratória frenética é o que traz graça para a existência e o que faz a vida ser, realmente, prazerosa. Pobres infelizes!

Entretanto, se por um lado, a agitação física parece fugir do nosso controle, até porque, ou andamos ou somos empurrados, por outro lado temos a capacidade de, se quisermos, ordenar a mente de modo que os pensamentos fluam no curso justo e equilibrado do riacho interior que banha toda a nossa capacidade intelectiva e cognitiva.

Os pensamentos, a ciência já o comprovou por diversos modos são, também, fontes riquíssimas de prazer, de alegria, de cura e de compensação, sim, mas, igualmente, de dores, de sofrimentos, de angústias, de doenças, de medos, de descontroles e até de total descompasso com o mundo real. Ou seja, se existe um caos interior, a fonte primária pode estar relacionada diretamente com os pensamentos desordenados ou negativos que cultivamos, ou que, na pior das hipóteses, alimentamos no dia-a-dia da nossa caminhada terrena. Pensamentos negativos, vingativos e cheios de ressentimentos funcionam como estopins capazes de causarem pequenas e consistentes explosões mentais, ainda que de pequeno potencial, mas, que, com o acúmulo, podem ocasionar desastres de magnitude impensável em qualquer um de nós, seres humanos. Mal do qual os animais não padecem, justamente por serem, simplesmente, irracionais!.

Os pensamentos negativos, não raro, decorrem de projeções apontadas para o futuro e que, portanto, trazem para nós respostas (preocupações) totalmente indesejadas porque revelam, de forma maquiada, falsa e antecipada, ocorrências absolutamente incertas e, em muitos casos, improváveis. No entanto, são a elas que nos apegamos para imaginar que tudo “pode dar errado”, ou que, “tudo vai dar errado mesmo”, seja lá o que este “tudo” possa significar. Daí, munidos de respostas negativas, originadas dos nossos pensamentos catapultados para o futuro, sofremos. Ficamos angustiados e preocupados; surge o medo, a desconfiança, a insegurança; sentimos frio no estômago e facilitamos a produção, pelo organismo, de substâncias altamente tóxicas e poluentes que, no médio e longo prazos, trarão como consequências doenças, muitas vezes, incuráveis.

Os pensamentos eivados de ressentimentos, mágoas ou de sentimentos de ódio, de inimizades ou de vingança, ao contrário dos primeiros, são direcionados ao passado e referem-se diretamente a fatos e circunstâncias já sepultados pelo tempo. Fatos e circunstâncias que, ainda assim, conseguem exercer influência altamente danosa ao nosso momento presente, justamente porque insistimos na inútil, e improdutiva, tentativa de ressuscitá-los e, não conseguindo, passamos e repassamos todos eles em nossa mente, criando um ambiente de sofrimento, de tristeza, de revolta e de sincero desejo de vingança. Sentimentos que, ao longo do tempo, vão remoendo todo o nosso íntimo e transformando nossa vida em algo absolutamente indesejado e, portanto, nefasto.

Ora, se esta é a realidade vivida pelos seres humanos, e parece ser mesmo, então, o que fazer para a transposição das águas? Como agir para colocar cada pedra no seu devido lugar, todo o volume de água no devido leito, para que siga o curso normal dos grandes rios? Meditar!

A meditação como forma de esvaziamento, ainda que temporário, da mente, no sentido de afastar todo e qualquer pensamento direcionado para frente ou para trás, é método bastante eficaz para desobstruir os canais de ligação direta com o transcendente e libertar-nos dos nefastos efeitos causados pelo caos a que nos referimos acima. É colocar a mente em estado de profundo silêncio e repouso, ativando os sentidos da visão e da audição espirituais, quando são, ainda que momentaneamente, afastados todos aqueles pensamentos dos quais decorrem tantos males para as nossas vidas. Somente a prática constante e permanente da meditação, sem fórmulas escritas e sem roteiros pré-determinados, pode permitir que façamos uma verdadeira reconstrução do nosso ser interior, donde origina todo o bem, toda a luz, toda a verdadeira energia e, por conseguinte, toda a força necessária para seguirmos adiante de forma intacta e vencedora. É o verdadeiro recarregar das baterias!

Não se trata, obviamente, de tarefa fácil. Desafia-nos, em primeiro lugar, a uma verdadeira imersão em nosso interior, a fim de fazermos um reconhecimento, real, e não falseado ou desonesto, do estado mental e espiritual a que estamos submetidos e subordinados. Visto e compreendido este estado, precisamos tomar a decisão de agir. E agir, neste caso, importa praticar atos que vão de encontro a tudo o que até então permitimos ser acumulado em nossa mente e em nosso interior. Conflitos internos, certamente, surgirão, porque trata-se de toda uma existência vinculada ao caos mental com o qual fomos coniventes e ao qual, de certa forma, estamos condicionados. Porém, é possível vencer estes conflitos e, lenta e progressivamente, subir cada um dos degraus da escada que vai nos conduzir ao topo, à verdadeira Luz que, por sinal, já brilha dentro de cada um de nós. Esta é a porta de entrada, que sempre esteve aberta à sua frente. Daí por diante, entrar e agir, é com você.

Segundo o filósofo indiano J. Krishnamurti “Ninguém, ninguém pode ensiná-lo a meditar. Não importa quão longa seja a barba do cidadão ou as roupas exóticas que ele use. Descubra por si próprio, mantenha-se fiel à sua descoberta e não dependa de ninguém”[1].

A prática da meditação diária em momento, lugar e posição mais aprazíveis e convenientes, precedida, ou não, do diálogo com o sagrado, vai se tornando uma verdadeira necessidade para a alma, até o momento em que totalmente envolvida, ocorre o profundo mergulho nas águas refrescantes do nosso interior. De tal modo que os dias passam a ser absolutamente iluminados, independentemente, de onde e de com quem estamos.

Cultivar o silêncio interior, pondo um fim ao constante e perturbador falatório que existe no íntimo do seu ser, por meio do qual pensamentos conflitantes, e conflituosos, debatem-se o tempo todo, fazendo verdadeira algazarra na sua mente e impedindo que o seu "eu" possa prosperar, é, também, forma de apaziguar a mente, como um todo,  e de reconstruir toda a estrutura, que foi criada para te trazer plena realização com acesso, inclusive, à felicidade tão perseguida, porém, por caminhos tortuosos e labirínticos. 

Não é difícil encontrar pessoas bastante estressadas nas filas. Qualquer fila, principalmente, quando muito lenta, deixa as pessoas enervadas e, rapidamente, propensas às críticas e às reclamações. Nestas horas, para o praticante da meditação, e cultor do silêncio mental, o momento é mais do que oportuno para abstrair-se mentalmente, sem o socorro do celular ou do fone de ouvido, e iniciar um verdadeiro passeio pelo jardim interior. Rapidamente verá o fim daquele momento conflituoso. No entanto, é preciso, antes, construir e fazer a manutenção do jardim, pois, caso contrário, a pessoa acaba sendo abduzida pelo momento angustiante e, quando menos espera está, ela própria, brigando, xingando e desafiando todo mundo, de forma absolutamente insana, como muitos de nós já presenciou ou até mesmo já se viu envolvido.

O objetivo, aqui, é o incentivo a uma melhor administração mental, de tal forma que os pensamentos sirvam, apenas, para proporcionar bem estar e, não para, como costuma ocorrer, provocar situações totalmente prejudiciais para as pessoas, no aspecto físico ou mesmo no espiritual.

Reflita sobre tudo isto e, se julgar conveniente, faça uma visitinha ao seu interior, para verificar a quantas andam os seus pensamentos e para qual direção estão apontados, se para o passado ou para o futuro, e, se entender ser possível para você, inicie o processo de limpeza, de depuração, de administração e de reconstrução mental. Vai te fazer muito bem e, certamente, proporcionar dias e vida muito melhores. Faça isto. Namastê! Seja feliz, e boa sorte!

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*Luiz Antonio de Moura é um pensador espiritualista, um caminhante e um cultor do silêncio.

 

[1] KRISHNAMURTI, J. – Nossa Luz Interior – O verdadeiro significado da meditação. São Paulo. Ágora: 2000. 108 páginas.

set 16

LEIA A BÍBLIA TODOS OS DIAS: LEITURAS SUGERIDAS PARA HOJE

LEIA A BÍBLIA - 2019

24ª SEMANA DO TEMPO COMUM – SEGUNDA-FEIRA – 16/09/2019 –

3Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que do alto do céu nos abençoou com toda a bênção espiritual em Cristo,4e nos escolheu nele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis, diante de seus olhos.5No seu amor nos predestinou para sermos adotados como filhos seus por Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua livre vontade,6para fazer resplandecer a sua maravilhosa graça, que nos foi concedida por ele no Bem-amado.  7Nesse Filho, pelo seu sangue, temos a Redenção, a remissão dos pecados, segundo as riquezas da sua graça8que derramou profusamente sobre nós, em torrentes de sabedoria e de prudência.” (Ef 1, 3-8)

PRIMEIRA LEITURA:

LEITURA DA PRIMEIRA CARTA DE SÃO PAULO A TIMÓTEO – (1Tm 2,1-8) –

Caríssimo, 1antes de tudo, recomendo que se façam preces e orações, súplicas e ações de graças por todos os homens; 2pelos que governam e por todos os que ocupam altos cargos, a fim de que possamos levar uma vida tranquila e serena, com toda a piedade e dignidade. 3Isso é bom e agradável a Deus, nosso salvador; 4ele quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade. 5Pois há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens: o homem Cristo Jesus, 6que se entregou em resgate por todos. Esse é o testemunho dado no tempo estabelecido por Deus, 7e para este testemunho eu fui designado pregador e apóstolo, e – falo a verdade, não minto – mestre das nações pagãs na fé e na verdade. Quero, portanto, que em todo lugar os homens façam a oração, erguendo mãos santas, sem ira e sem discussões.       

– Palavra do Senhor.     

– Graças a Deus.

EVANGELHO:  Lc 7,1-10

O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo  segundo São Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1quando acabou de falar ao povo que o escutava, Jesus entrou em Cafarnaum. 2Havia lá um oficial romano que tinha um empregado, a quem estimava muito e que estava doente, à beira da morte. 3O oficial ouviu falar de Jesus e enviou alguns anciãos dos judeus para pedirem que Jesus viesse salvar seu empregado. 4Chegando aonde Jesus estava, pediram-lhe com insistência: “O oficial merece que lhe faças esse favor, 5porque ele estima o nosso povo. Ele até nos construiu uma sinagoga”. 6Então, Jesus pôs-se a caminho com eles. Porém, quando já estava perto da casa, o oficial mandou alguns amigos dizerem a Jesus: “Senhor, não te incomodes, pois não sou digno de que entres em minha casa. 7Nem mesmo me achei digno de ir pessoalmente ao teu encontro. Mas ordena com a tua palavra, e o meu empregado ficará curado. 8Eu também estou debaixo de autoridade, mas tenho soldados que obedecem às minhas ordens. Se ordeno a um: ‘Vai!’, ele vai; e a outro: ‘Vem!’, ele vem; e ao meu empregado: ‘Faze isto!’, e ele o faz”. 9Ouvindo isso, Jesus ficou admirado. Virou-se para a multidão que o seguia e disse: “Eu vos declaro que nem mesmo em Israel encontrei tamanha fé”. 10Os mensageiros voltaram para a casa do oficial e encontraram o empregado em perfeita saúde.                

– Palavra da salvação!

– Glória a vós, Senhor.

 

FONTE:   https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/

set 15

COMENTÁRIO AO EVANGELHO – MONS. JOSÉ MARIA PEREIRA

ZÉ MARIA - 2018

XXIV DOMINGO DO TEMPO COMUM – A ALEGRIA DO ENCONTRO!

*Por Mons. José Maria Pereira –

No Evangelho, em Lc 15, 1-32, Jesus narra as três “parábolas da misericórdia”. Quando Ele fala, nas suas parábolas, do pastor que vai atrás da ovelha perdida, da mulher que procura a moeda, do pai que sai ao encontro do filho pródigo e o abraça, não se trata apenas de palavras, mas constituem a explicação do seu próprio ser e agir ( Enc. Deus Caritas est, 12 ). Com efeito, o pastor que encontra a ovelha perdida é o próprio Senhor que assume em si mesmo, através da Cruz, a humanidade pecadora para redimir. Depois, o filho pródigo, na terceira parábola, é um jovem que, tendo obtido a herança do pai, “partiu para uma terra distante e por lá esbanjou tudo quanto possuía, numa vida desenfreada” ( Lc 15, 13 ). Reduzido à miséria, foi obrigado a trabalhar como um escravo, aceitando até saciar-se com a comida destinada aos animais. Então – diz o Evangelho – “caiu em si” ( Lc 15, 17 ). “As palavras que ele prepara para o regresso permitem-nos conhecer o alcance da peregrinação interior que agora realiza... regressa ‘à casa’, a si mesmo e ao pai” ( Bento XVl, Jesus de Nazaré). “Levantar-me-ei, irei ter com meu pai e vou dizer-lhe: Pai, pequei contra o Céu e contra ti; já não sou digno de ser chamado teu filho” ( Lc 15, 18-19 ). Santo Agostinho escreve: “É o próprio Verbo que te grita para voltar; o lugar da calma imperturbável é onde o amor não conhece abandono” ( Confissões, lV, 11 ).  “Ainda estava longe quando o pai o viu, enchendo-se de compaixão. Correu-lhe ao encontro, abraçou-o, e cobriu-o de beijos” ( Lc 15, 20 ) e, cheio de alegria, mandou preparar uma festa. Nas três parábolas se dá uma importância muito particular à ALEGRIA daquele que encontra o que tinha perdido. O pastor, depois de encontrar a ovelha, “coloca-a nos ombros com alegria”, regressa à casa e convoca os amigos e vizinhos para que se alegrem com ele. A mulher, depois de ter procurado por todos os recantos da casa, ao encontrar a moeda perdida, faz a mesma coisa: “alegrai-vos comigo, porque achei a moeda perdida!” Muito mais faz o pai ao ver ao longe o filho que volta e que há tanto tempo tinha abandonado a casa paterna; não pensa em recriminá-lo, mas em fazer uma festa!

O personagem central destas parábolas é o próprio Deus (que é PAI), que lança mão de todos os meios para recuperar os seus filhos feridos pelo pecado. “No seu grande amor pela humanidade, Deus vai atrás do homem, escreve Clemente de Alexandria, como a mãe voa sobre o passarinho quando este cai do ninho; e se a serpente começa a devorá-lo, esvoaça gemendo sobre os seus filhotes (Dt 32, 11). Assim Deus busca paternalmente a criatura, cura-a da sua queda, persegue a besta selvagem e recolhe o filho, animando-o a voltar, a voar para o ninho.”

“Assim haverá alegria entre os anjos de Deus por um só pecador que se converte, do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão” (Lc 15, 7). Isto não quer dizer que o Senhor não estime a perseverança dos justos, mas aqui se põe em realce o gozo de Deus e dos bem-aventurados diante do pecador que se converte. É um claro chamamento ao arrependimento e a não duvidar nunca do perdão de Deus.

O pecado, tão detalhadamente descrito na parábola do filho pródigo, consiste na rebelião contra Deus, ou ao menos no esquecimento ou indiferença para com Ele e para com o seu amor, no desejo tolo de viver fora do amparo de Deus, de emigrar para uma terra distante, longe da casa paterna. Como se passa mal quando se está longe de Deus! “Onde se passará bem sem Cristo – pergunta Santo Agostinho -, ou quando se poderá passar mal com Ele?”

“Correu-lhe ao encontro, abraçou-o e cobriu-o de beijos” (Lc 15, 20). Acolhe-o como filho imediatamente! Estas são as palavras da Bíblia: cobriu-o de beijos, comia-o a beijos. Pode-se falar com mais calor humano? Pode-se descrever de maneira mais gráfica o amor paternal de Deus pelos homens? Perante um Deus que corre ao nosso encontro, não nos podemos calar, e temos que dizer-Lhe, como São Paulo: “Abbá, Pai” (Rm 8,15). Quer que Lhe chamemos de Pai, que saboreemos essa palavra, deixando a alma inundar-se de alegria.

“Deus espera-nos, como o pai da parábola, estendendo para nós os braços, embora não o mereçamos. Não importa o que lhe devemos. Como no caso do filho pródigo, o que é preciso é que lhe abramos o coração, que tenhamos saudades do lar paterno, que nos maravilhemos e nos alegremos perante o dom que Deus nos fez de nos podermos chamar e sermos realmente, apesar de tanta falta de correspondência da nossa parte, seus filhos” (São Josemaria Escrivá; Cristo que passa, nº.64).

Essa parábola deve nos despertar para a beleza do sacramento da Reconciliação (confissão). Na Confissão, através do sacerdote, o Senhor devolve-nos tudo o que perdemos por culpa própria: a graça e a dignidade de filhos de Deus. Cumula-nos da sua graça e, se o arrependimento é profundo, coloca-nos num lugar mais alto do que aquele em que estávamos anteriormente. O arrependimento é a medida da fé e graças a ele voltamos à verdade.

O pecado existe e todo o pecado é uma ofensa a Deus, porém a misericórdia de Deus é maior do que todos os nossos pecados. Contudo supõe uma atitude de retorno: CONVERSÃO.

O Pai é Deus, que tem sempre as mãos abertas, cheias de misericórdia. O filho mais novo é a imagem do pecador, que percebe que só pode ser feliz junto de Deus, nem que seja no último lugar, mas com o seu Pai-Deus. E o mais velho? É um homem trabalhador, que sempre serviu…; mas sem alegria. Serviu porque não tinha outra solução, e, com o tempo, o seu coração tornou-se pequeno. Foi perdendo o sentido da caridade enquanto servia. O seu irmão é já, para ele, “esse teu filho”. É a figura de todo aquele que esquece que estar com Deus, nas coisas grandes e nas coisas pequenas, é uma honra imerecida.

Deus espera de nós uma entrega alegre, sem tristeza nem constrangimento, pois Deus ama aquele que dá com alegria (2 Cor 9, 7). “É uma doce alegria pensar que o Senhor é justo, que conhece perfeitamente a fragilidade da nossa natureza! Por que então temer? Ele que se dignou perdoar, com tanta misericórdia, as culpas do filho pródigo, não será também justo comigo, que estou sempre junto d’Ele?” (Santa Teresinha do Menino Jesus). Com alegria sirvamos ao Senhor nas coisas menores!

Irmãos! Como não abrir o nosso coração para a certeza de que, mesmo sendo pecadores, somos amados por Deus? Ele nunca se cansa de vir ao nosso encontro, percorre sempre em primeiro lugar a estrada que nos separa d’Ele.

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*Monsenhor José Maria Pereira, Sacerdote da Diocese de Petrópolis, é, também, Professor, Juiz do Tribunal Eclesiástico Interdiocesano de Niterói e Diocesano de Petrópolis e Vigário da Paróquia de São José do ItamaratI, enviando para o site, semanalmente, a homilia do domingo.

 

set 15

LEITURA ORANTE – FREI LUDOVICO GARMUS

LUDOVICO GARMUS

24º DOMINGO DO TEMPO COMUM – CRISTO VEIO AO MUNDO PARA SALVAR OS PECADORES –

* Por Frei Ludovico Garmus, ofm –

ORAÇÃO: “Ó Deus, criador de todas as coisas, volvei para nós o vosso olhar e, para sentirmos em nós a ação do vosso amor, fazei que vos sirvamos de todo o coração”.

1. PRIMEIRA LEITURA: Ex 32,7-11.13-14

E o Senhor desistiu do mal que havia ameaçado fazer.

A primeira leitura nos ensina que a misericórdia divina para com o pecador prevalece sobre a cobrança da Lei de Moisés. No monte Sinai, Deus havia dado a Israel os dez mandamentos e outras leis, por intermédio de Moisés. Firmou também uma aliança (pacto) com o povo libertado da escravidão do Egito. Por esta aliança, Deus escolheu Israel como seu povo. Israel, por sua vez, se comprometia a ter o Senhor como seu único Deus e a observar as suas leis. Mas enquanto Moisés recebia na montanha as tábuas da Lei o povo caiu na idolatria. Fizeram para si um bezerro de ouro para adorar e diziam: “Estes são os teus deuses, que te fizeram sair do Egito”. No entanto, na introdução aos dez mandamentos, Deus assim se apresenta: “Eu sou o Senhor teu Deus, que te libertou do Egito, lugar de escravidão” (Ex 20,2). Portanto, Israel traiu a aliança com seu Deus e tornou-se infiel. Deixou de ser para Deus o “meu povo” e passou a ser “não-meu-povo” (cf. Os 1,9; 2,22-25). Por isso, na leitura de hoje, Deus manda Moisés descer do monte e lhe diz: “Corrompeu-se o teu povo, que tiraste da terra do Egito”. Em outras palavras, Deus já não reconhecia Israel como o seu povo que libertou do Egito. Por isso, Deus parece pedir a Moisés que não interceda mais em favor do povo (cf. Jr 7,16; 11,14; 14,11) e que o deixe exterminar Israel, com a promessa de fazer de Moisés uma grande nação. Moisés, porém, é solidário com o povo que, em nome de Deus, libertou os hebreus do Egito (“teu povo”), e começou logo a interceder em favor dos hebreus. Pela fé, Moisés tinha consciência que Deus ouve os lamentos dos hebreus oprimidos e se lembra da aliança com Abraão, Isaac e Jacó (Ex 2,23-25; 3,7-10). Moisés tinha consciência que Deus o havia escolhido para libertar seu povo oprimido e conduzi-lo à terra prometida (cf. Ex 2,1-10). Enfim, se Deus exterminasse seu povo seria infiel às promessas que havia feito (cf. Ex 3,7-10). Então Deus desistiu de cumprir sua ameaça, em atenção à súplica de Moisés.

Podemos resumir assim a mensagem desta leitura: Deus é sempre fiel a sua aliança; a misericórdia divina triunfa sobre a justiça da Lei; por outro lado, a súplica confiante dirigida a Deus atrai sua misericórdia.

SALMO RESPONSORIAL: Sl 50

Vou agora, levantar-me, volto à casa de meu pai.

2. SEGUNDA LEITURA: 1Tm 1,12-17

Cristo veio ao mundo para salvar os pecadores.

Na segunda leitura ouvimos parte da carta que Paulo escreveu a Timóteo, bispo de Éfeso, talvez quando estava preso em Roma. Com simplicidade apresenta sua missão num tom místico. Agradece a Cristo pelo dom da fé e pela força da graça recebida. Paulo, que antes blasfemava a Cristo e perseguia nos cristãos reconhece que, mesmo assim, Cristo o escolheu para servi-lo como pregador do Evangelho. Apesar de ser pecador, Paulo encontrou a misericórdia divina pelo dom da graça, da fé e do amor que há em Cristo Jesus. Agradece porque “Cristo veio ao mundo para salvar os pecadores” e Paulo se considera o primeiro deles. Paulo encontrou em Cristo a misericórdia divina, tornando-se modelo para todos os crêem em Cristo e esperam alcançar a vida eterna. – Reconheço a ação da misericórdia divina em minha vida? Sou capaz de manifestá-la aos outros?

ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO: 2Cor 5,19

O Senhor reconciliou o mundo com Cristo, confiando-nos sua Palavra,

A Palavra da reconciliação, a Palavra que hoje, aqui, nos salva!

3. EVANGELHO: Lc 15,1-32

Haverá no céu mais alegria por um só pecador que se converte.

Lucas reúne no cap. 15 três parábolas sobre a misericórdia. A liturgia de hoje permite escolher o texto mais curto, com as parábolas da ovelha e da moeda perdidas, ou o texto mais longo, que inclui a parábola do filho pródigo (ver 4º Domingo da Quaresma, ano C). Para melhor entendermos a mensagem convém prestar atenção ao contexto em que são colocadas as parábolas. Jesus, seguido por multidões (23º domingo), está em viagem a Jerusalém. Nessa viagem Lucas situa muitos ensinamentos do Mestre. A cena de hoje mostra Jesus rodeado de cobradores de imposto e de pecadores, dispostos a escutar seus ensinamentos. Também os fariseus estavam ali, mas apenas para criticá-lo. Os fariseus consideravam-se justos, mas criticavam os publicanos e pecadores. É neste contexto que Jesus conta as três parábolas.

Na parábola da ovelha perdida Jesus traz um exemplo da vida do campo. Um pastor tem cem ovelhas, perde uma, deixa no curral as noventa e nove e vai à procura da única ovelha perdida. Quando a encontra, carrega-a nos ombros e, cheio de alegria, convida os amigos para uma festa. E Jesus arremata a parábola com uma sentença: “Assim haverá no céu mais alegria por um só pecador que se converte, do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão”.

Na parábola da moeda perdida, o exemplo trazido é o da dona de casa numa cidade. Toda a sua “poupança” se resumia a dez moedas de prata. Ao perder uma delas, acendeu uma lamparina e procurou cuidadosamente a moeda até encontrá-la. Feliz por ter encontrado a moeda perdida, a mulher convidou as amigas e vizinhas para festejarem com ela. E Jesus conclui: “Haverá alegria entre os anjos de Deus por um só pecador que se converte”. – A ovelha perdida torna-se até mais querida que as noventa recolhidas no curral; a moeda perdida torna-se mais preciosa que as nove ainda guardadas. A alegria de encontrar a ovelha e a moeda perdidas é partilhada com amigos e vizinhos. Assim também, diz Jesus, a alegria será partilhada no céu, isto é, com Deus e seus anjos, por um só pecador que se converte. Em outras palavras, Deus misericordioso (1ª leitura) quer salvar a todos os que criou no seu amor (cf. Ez 18,32).

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* Frei Ludovico Garmus é Doutor em Exegese Bíblica, Professor de Exegese no Instituto Teológico Franciscano-ITF, em Petrópolis, escritor, conferencista e colabora com o nosso Blog, autorizando a reprodução de textos e de reflexões de sua autoria.

set 15

LEIA A BÍBLIA TODOS OS DIAS: LEITURAS SUGERIDAS PARA HOJE

BÍBLIA NOVÍSSIMA

24º DOMINGO DO TEMPO COMUM – OUVI, SENHOR, AS PRECES DO VOSSO SERVO E DO VOSSO POVO ELEITO: DAI A PAZ ÀQUELES QUE ESPERAM EM VÓS, PARA QUE OS VOSSOS PROFETAS SEJAM VERDADEIROS – 15/09/2019

3Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que do alto do céu nos abençoou com toda a bênção espiritual em Cristo,4e nos escolheu nele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis, diante de seus olhos.5No seu amor nos predestinou para sermos adotados como filhos seus por Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua livre vontade,6para fazer resplandecer a sua maravilhosa graça, que nos foi concedida por ele no Bem-amado.7Nesse Filho, pelo seu sangue, temos a Redenção, a remissão dos pecados, segundo as riquezas da sua graça8que derramou profusamente sobre nós, em torrentes de sabedoria e de prudência.” (Ef 1, 3-8)

PRIMEIRA LEITURA:

LEITURA DO LIVRO DO ÊXODO – (Ex 32,7-11.13-14) –

Naqueles dias, 7o Senhor falou a Moisés: “Vai, desce, pois corrompeu-se o teu povo, que tiraste da terra do Egito. 8Bem depressa desviaram-se do caminho que lhes prescrevi. Fizeram para si um bezerro de metal fundido, inclinaram-se em adoração diante dele e ofereceram-lhe sacrifícios, dizendo: ‘Estes são os teus deuses, Israel, que te fizeram sair do Egito!’” 9E o Senhor disse ainda a Moisés: “Vejo que este é um povo de cabeça dura. 10Deixa que minha cólera se inflame contra eles e que eu os extermine. Mas de ti farei uma grande nação”. 11Moisés, porém, suplicava ao Senhor seu Deus, dizendo: “Por que, ó Senhor, se inflama a tua cólera contra o teu povo, que fizeste sair do Egito com grande poder e mão forte? 13Lembra-te de teus servos Abraão, Isaac e Israel, com os quais te comprometeste por juramento, dizendo: ‘Tornarei os vossos descendentes tão numerosos como as estrelas do céu; e toda esta terra de que vos falei, eu a darei aos vossos descendentes como herança para sempre’”. 14E o Senhor desistiu do mal que havia ameaçado fazer ao seu povo.  

– Palavra do Senhor.     

– Graças a Deus.

SALMO RESPONSORIAL: Sl 50(51)

R. Vou agora levantar-me, volto à casa do meu pai.

1. Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia! / Na imensidão de vosso amor, purificai-me! / Lavai-me todo inteiro do pecado / e apagai completamente a minha culpa! 

R. Vou agora levantar-me, volto à casa do meu pai.

2. Criai em mim um coração que seja puro, / dai-me de novo um espírito decidido. / Ó Senhor, não me afasteis de vossa face / nem retireis de mim o vosso Santo Espírito! 

R. Vou agora levantar-me, volto à casa do meu pai.

3. Abri meus lábios, ó Senhor, para cantar, / e minha boca anunciará vosso louvor! / Meu sacrifício é minha alma penitente, / não desprezeis um coração arrependido! 

R. Vou agora levantar-me, volto à casa do meu pai.

SEGUNDA LEITURA:

LEITURA DA PRIMEIRA CARTA DE SÃO PAULO A TIMÓTEO – (1Tm 1,12-17)

Caríssimo, 12agradeço àquele que me deu força, Cristo Jesus, nosso Senhor, pela confiança que teve em mim ao designar-me para o seu serviço, 13a mim, que antes blasfemava, perseguia e insultava. Mas encontrei misericórdia, porque agia com a ignorância de quem não tem fé. 14Transbordou a graça de nosso Senhor com a fé e o amor que há em Cristo Jesus. 15Segura e digna de ser acolhida por todos é esta palavra: Cristo veio ao mundo para salvar os pecadores. E eu sou o primeiro deles! 16Por isso encontrei misericórdia, para que em mim, como primeiro, Cristo Jesus demonstrasse toda a grandeza de seu coração; ele fez de mim um modelo de todos os que crerem nele para alcançar a vida eterna. 17Ao rei dos séculos, ao único Deus, imortal e invisível, honra e glória pelos séculos dos séculos. Amém! 

 – Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

EVANGELHO: Lc 15,1-32 ou 1-10

O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo  segundo São Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

[Naquele tempo, 1os publicanos e pecadores aproximavam-se de Jesus para o escutar. 2Os fariseus, porém, e os mestres da lei criticavam Jesus: “Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles”. 3Então, Jesus contou-lhes esta parábola: 4“Se um de vós tem cem ovelhas e perde uma, não deixa as noventa e nove no deserto e vai atrás daquela que se perdeu, até encontrá-la? 5Quando a encontra, coloca-a nos ombros com alegria 6e, chegando a casa, reúne os amigos e vizinhos e diz: ‘Alegrai-vos comigo! Encontrei a minha ovelha que estava perdida!’ 7Eu vos digo, assim haverá no céu mais alegria por um só pecador que se converte do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão. 8E se uma mulher tem dez moedas de prata e perde uma, não acende uma lâmpada, varre a casa e a procura cuidadosamente, até encontrá-la? 9Quando a encontra, reúne as amigas e vizinhas e diz: ‘Alegrai-vos comigo! Encontrei a moeda que tinha perdido!’ 10Por isso, eu vos digo, haverá alegria entre os anjos de Deus por um só pecador que se converte”.]

11E Jesus continuou: “Um homem tinha dois filhos. 12O filho mais novo disse ao pai: ‘Pai, dá-me a parte da herança que me cabe’. E o pai dividiu os bens entre eles. 13Poucos dias depois, o filho mais novo juntou o que era seu e partiu para um lugar distante. E ali esbanjou tudo numa vida desenfreada. 14Quando tinha gasto tudo o que possuía, houve grande fome naquela região e ele começou a passar necessidade. 15Então foi pedir trabalho a um homem do lugar, que o mandou para seu campo cuidar dos porcos. 16O rapaz queria matar a fome com a comida que os porcos comiam, mas nem isso lhe davam. 17Então caiu em si e disse: ‘Quantos empregados do meu pai têm pão com fartura, e eu aqui, morrendo de fome. 18Vou-me embora, vou voltar para meu pai e dizer-lhe: ‘Pai, pequei contra Deus e contra ti; 19já não mereço ser chamado teu filho. Trata-me como a um dos teus empregados’. 20Então ele partiu e voltou para seu pai. Quando ainda estava longe, seu pai o avistou e sentiu compaixão. Correu-lhe ao encontro, abraçou-o e cobriu-o de beijos. 21O filho, então, lhe disse: ‘Pai, pequei contra Deus e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho’. 22Mas o pai disse aos empregados: ‘Trazei depressa a melhor túnica para vestir meu filho. E colocai um anel no seu dedo e sandálias nos pés. 23Trazei um novilho gordo e matai-o. Vamos fazer um banquete. 24Porque este meu filho estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi encontrado’. E começaram a festa. 25O filho mais velho estava no campo. Ao voltar, já perto de casa, ouviu música e barulho de dança. 26Então chamou um dos criados e perguntou o que estava acontecendo. 27O criado respondeu: ‘É teu irmão que voltou. Teu pai matou o novilho gordo, porque o recuperou com saúde’. 28Mas ele ficou com raiva e não queria entrar. O pai, saindo, insistia com ele. 29Ele, porém, respondeu ao pai: ‘Eu trabalho para ti há tantos anos, jamais desobedeci a qualquer ordem tua. E tu nunca me deste um cabrito para eu festejar com meus amigos. 30Quando chegou esse teu filho, que esbanjou teus bens com prostitutas, matas para ele o novilho cevado’. 31Então o pai lhe disse: ‘Filho, tu estás sempre comigo e tudo o que é meu é teu. 32Mas era preciso festejar e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi encontrado’”.

 – Palavra da salvação!

– Glória a vós, Senhor.

 

FONTE:   https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/    

set 14

LEIA A BÍBLIA TODOS OS DIAS: LEITURAS SUGERIDAS PARA HOJE

BÍBLIA - ANTIGO TESTAMENTO

23ª SEMANA DO TEMPO COMUM – SÁBADO – 14/09/2019 –

3Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que do alto do céu nos abençoou com toda a bênção espiritual em Cristo,4e nos escolheu nele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis, diante de seus olhos.5No seu amor nos predestinou para sermos adotados como filhos seus por Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua livre vontade,6para fazer resplandecer a sua maravilhosa graça, que nos foi concedida por ele no Bem-amado.  7Nesse Filho, pelo seu sangue, temos a Redenção, a remissão dos pecados, segundo as riquezas da sua graça8que derramou profusamente sobre nós, em torrentes de sabedoria e de prudência.” (Ef 1, 3-8)

PRIMEIRA LEITURA:

LEITURA DO LIVRO DOS NÚMEROS – (Nm 21,4-9) –

Naqueles dias, 4os filhos de Israel partiram do monte Hor, pelo caminho que leva ao mar Vermelho, para contornarem o país de Edom. Durante a viagem, o povo começou a impacientar-se 5e se pôs a falar contra Deus e contra Moisés, dizendo: “Por que nos fizestes sair do Egito para morrermos no deserto? Não há pão, falta água, e já estamos com nojo desse alimento miserável”. 6Então o Senhor mandou contra o povo serpentes venenosas, que os mordiam; e morreu muita gente em Israel. 7O povo foi ter com Moisés e disse: “Pecamos, falando contra o Senhor e contra ti. Roga ao Senhor que afaste de nós as serpentes”. Moisés intercedeu pelo povo, 8e o Senhor respondeu: “Faze uma serpente de bronze e coloca-a como sinal sobre uma haste; aquele que for mordido e olhar para ela viverá”. 9Moisés fez, pois, uma serpente de bronze e colocou-a como sinal sobre uma haste. Quando alguém era mordido por uma serpente e olhava para a serpente de bronze, ficava curado.       

– Palavra do Senhor.     

– Graças a Deus.

EVANGELHO:  Jo 3,13-17

O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo  segundo São João.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: 13“Ninguém subiu ao céu, a não ser aquele que desceu do céu, o Filho do homem. 14Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do homem seja levantado, 15para que todos os que nele crerem tenham a vida eterna. 16Pois Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna. 17De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele”.                

– Palavra da salvação!

– Glória a vós, Senhor.

 

FONTE:   https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/

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