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Sementes da Palavra, É tempo de semear

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jun 01

O PAPA FRANCISCO E A MÃE-TERRA

PLANETA TERRA - 2

A MÃE TERRA ESTÁ SOFRENDO: SOMOS OS RESPONSÁVEIS! – PARTE I –

A preocupação com o destino da humanidade passa, necessariamente, pela preocupação com a vida do planeta terra, nossa nave mãe. Há muito, que a comunidade científica mundial vem tentando alertar para a necessidade, e a responsabilidade, que todas as nações têm de racionalizar tanto a exploração dos bens naturais produzidos pela Terra, quanto com o entulho descartável e danoso para a vida desta mesma Terra. Diante dos fenômenos naturais observados de modo crescente e assustador, nas últimas décadas, o ser humano está se dando conta de que tudo é mesmo verdade e que, não apenas a racionalidade nos usos e nos costumes, mas, até mesmo a responsabilidade por tudo isso, é comum a todos os habitantes do planeta.

Em compasso com esta visão e com a urgência do tema, a Igreja publicou recentemente a Encíclica “Laudato Si” , Sobre o Cuidado da Casa Comum, do Papa Francisco. O documento, pelo tema e atualidade, pela origem e pela autoridade moral do subscritor, merece ser lido atenciosamente por todos os condôminos deste gigantesco condomínio, chamado Terra.

Nesta edição estamos publicando os trechos iniciais da referida Encíclica, com a finalidade de levar ao público em geral, e aos nossos leitores em especial, o conhecimento acerca deste documento tão atual, útil e, mais do que nunca, tão necessário e tão urgente.

CARTA ENCÍCLICA LAUDATO SI’ DO SANTO PADRE FRANCISCO SOBRE O CUIDADO DA CASA COMUM

1. «LAUDATO SI’, mi’ Signore – Louvado sejas, meu Senhor», cantava São Francisco de Assis. Neste gracioso cântico, recordava-nos que a nossa casa comum se pode comparar ora a uma irmã, com quem partilhamos a existência, ora a uma boa mãe, que nos acolhe nos seus braços: «Louvado sejas, meu Senhor, pela nossa irmã, a mãe terra, que nos sustenta e governa e produz variados frutos com flores coloridas e verduras».[1]

2. Esta irmã clama contra o mal que lhe provocamos por causa do uso irresponsável e do abuso dos bens que Deus nela colocou. Crescemos a pensar que éramos seus proprietários e dominadores, autorizados a saqueá-la. A violência, que está no coração humano ferido pelo pecado, vislumbra-se nos sintomas de doença que notamos no solo, na água, no ar e nos seres vivos. Por isso, entre os pobres mais abandonados e maltratados, conta-se a nossa terra oprimida e devastada, que «geme e sofre as dores do parto» (Rm 8, 22). Esquecemos-nos de que nós mesmos somos terra (cf. Gn 2, 7). O nosso corpo é constituído pelos elementos do planeta; o seu ar permite-nos respirar, e a sua água vivifica-nos e restaura-nos.

[…]

São Francisco de Assis

10. Não quero prosseguir esta encíclica sem invocar um modelo belo e motivador. Tomei o seu nome por guia e inspiração, no momento da minha eleição para Bispo de Roma. Acho que Francisco é o exemplo por excelência do cuidado pelo que é frágil e por uma ecologia integral, vivida com alegria e autenticidade. É o santo padroeiro de todos os que estudam e trabalham no campo da ecologia, amado também por muitos que não são cristãos. Manifestou uma atenção particular pela criação de Deus e pelos mais pobres e abandonados. Amava e era amado pela sua alegria, a sua dedicação generosa, o seu coração universal. Era um místico e um peregrino que vivia com simplicidade e numa maravilhosa harmonia com Deus, com os outros, com a natureza e consigo mesmo. Nele se nota até que ponto são inseparáveis a preocupação pela natureza, a justiça para com os pobres, o empenhamento na sociedade e a paz interior.

11. O seu testemunho mostra-nos também que uma ecologia integral requer abertura para categorias que transcendem a linguagem das ciências exatas ou da biologia e nos põem em contato com a essência do ser humano. Tal como acontece a uma pessoa quando se enamora por outra, a reação de Francisco, sempre que olhava o sol, a lua ou os minúsculos animais, era cantar, envolvendo no seu louvor todas as outras criaturas. Entrava em comunicação com toda a criação, chegando mesmo a pregar às flores «convidando-as a louvar o Senhor, como se gozassem do dom da razão».[19] A sua reação ultrapassava de longe uma mera avaliação intelectual ou um cálculo econômico, porque, para ele, qualquer criatura era uma irmã, unida a ele por laços de carinho. Por isso, sentia-se chamado a cuidar de tudo o que existe. São Boaventura, seu discípulo, contava que ele, «enchendo-se da maior ternura ao considerar a origem comum de todas as coisas, dava a todas as criaturas – por mais desprezíveis que parecessem – o doce nome de irmãos e irmãs».[20] Esta convicção não pode ser desvalorizada como romantismo irracional, pois influi nas opções que determinam o nosso comportamento. Se nos aproximarmos da natureza e do meio ambiente sem esta abertura para a admiração e o encanto, se deixarmos de falar a língua da fraternidade e da beleza na nossa relação com o mundo, então as nossas atitudes serão as do dominador, do consumidor ou de um mero explorador dos recursos naturais, incapaz de pôr um limite aos seus interesses imediatos. Pelo contrário, se nos sentirmos intimamente unidos a tudo o que existe, então brotarão de modo espontâneo a sobriedade e a solicitude. A pobreza e a austeridade de São Francisco não eram simplesmente um ascetismo exterior, mas algo de mais radical: uma renúncia a fazer da realidade um mero objeto de uso e domínio.

12. Por outro lado, São Francisco, fiel à Sagrada Escritura, propõe-nos reconhecer a natureza como um livro esplêndido onde Deus nos fala e transmite algo da sua beleza e bondade: «Na grandeza e na beleza das criaturas, contempla-se, por analogia, o seu Criador» (Sab 13, 5) e «o que é invisível n’Ele – o seu eterno poder e divindade – tornou-se visível à inteligência, desde a criação do mundo, nas suas obras» (Rm 1, 20). Por isso, Francisco pedia que, no convento, se deixasse sempre uma parte do horto por cultivar para aí crescerem as ervas silvestres, a fim de que, quem as admirasse, pudesse elevar o seu pensamento a Deus, autor de tanta beleza.[21] O mundo é algo mais do que um problema a resolver; é um mistério gozoso que contemplamos na alegria e no louvor.

O meu apelo

13. O urgente desafio de proteger a nossa casa comum inclui a preocupação de unir toda a família humana na busca de um desenvolvimento sustentável e integral, pois sabemos que as coisas podem mudar. O Criador não nos abandona, nunca recua no seu projeto de amor, nem Se arrepende de nos ter criado. A humanidade possui ainda a capacidade de colaborar na construção da nossa casa comum. Desejo agradecer, encorajar e manifestar apreço a quantos, nos mais variados sectores da atividade humana, estão a trabalhar para garantir a proteção da casa que partilhamos. Uma especial gratidão é devida àqueles que lutam, com vigor, por resolver as dramáticas consequências da degradação ambiental na vida dos mais pobres do mundo. Os jovens exigem de nós uma mudança; interrogam-se como se pode pretender construir um futuro melhor, sem pensar na crise do meio ambiente e nos sofrimentos dos excluídos.”

CONTINUA

Fonte:http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/encyclicals/documents/papa-francesco_20150524_enciclica-laudato-si.html

 

jun 01

LUZES SOBRE A PATRÍSTICA

farol de alexandria - 2– OS PADRES DA IGREJA NASCENTE -

Estamos dando ênfase a algumas matérias sobre os primeiros séculos do cristianismo, apresentando a vida e a obra dos Pais da Igreja, assim como dos escritores eclesiásticos, cujo conteúdo e essência são estudados e conservados pela ciência da Patrologia que, devido à enorme importância para a história da Igreja de Cristo, decidimos cognominá-la como o “Farol do Cristianismo”.

Hoje, amparados no magistério de homens do escol de Bento XVI, de Jacques Liébaert, de Berthold Altaner e de Alfred Stuiber, além da historiografia de Eusébio de Cesareia, estamos trazendo pequena parte da vida e da obra de um dos grandes personagens do período analisado: Orígenes.

Ao leitor, devemos informar que: conhecer a vida e a obra dos Pais da Igreja, bem como a dos escritores eclesiásticos, é conhecer os primeiros passos do cristianismo por intermédio daqueles que, ou conviveram e foram discípulos de alguns dos discípulos de Jesus, ou foram discípulos de mestres que com eles conviveram e aprenderam, e apreenderam, muito sobre a estada e a missão do Cristo aqui na terra. Portanto, a leitura dessas matérias só fará engrandecer a caminhada do cristão deste início de século XXI, fornecendo suporte para que a tocha do Evangelho seja passada às mãos das próximas gerações, de modo a perpetuar-se no tempo, enquanto o Senhor permitir.

Sobre Orígenes, Eusébio de Cesareia destaca que:

“1. Quem tentar transmitir longamente por escrito sua vida terá muito a dizer e a narração completa exigiria uma obra particular. No entanto, no momento, resumiremos a maioria dos fatos tão brevemente quanto possível e o pouco que dissermos, nós o explanaremos segundo as cartas e o relato de seus familiares sobreviventes entre nós.

2. No tocante a Orígenes, por assim dizer, é digno de memória, a meu ver, mesmo o tempo em que esteve envolvido em faixas. Era no décimo ano do reinado de Severo; Laeto governava Alexandria e o restante do Egito; Demétrio, por sua vez, tinha recentemente obtido, após Juliano, o episcopado das comunidades deste país.

3. O incêndio da perseguição se propagava então, e milhares de fiéis haviam cingido a coroa do martírio. Tal paixão pelo martírio se apossou da alma de Orígenes, ainda menino, que era para ele prazer ir ao encontro dos perigos, saltar e lançar-se à luta.

4. Pouco faltou para que perdesse a vida, mas a divina e celeste Providência, para o bem da maioria dos fiéis, pôs obstáculos a seu ardor, por meio da mãe.

5. Esta suplicou primeiro por palavras, exortando-o a se compadecer de seu amor materno; mas vendo-o ainda mais impetuosamente inclinado ao martírio, ao ter conhecimento da prisão e encarceramento do pai, e completamente tomado do desejo do martírio, escondeu todas as suas vestes, obrigando-o a ficar em casa.

6. Ele, porém, nada mais podendo fazer, e como o desejo intensificado, bem acima de sua idade, não o deixava ficar inativo, enviou ao pai uma carta cheia de exortações ao martírio, na qual o encorajava, dizendo textualmente: “Cuida de não mudar de opinião por nossa causa”. Seja isto anotado por escrito como primeira prova da vivacidade de espírito de Orígenes, ainda menino, e de sua adesão segura à religião.

7. Entretanto, ele já havia lançado sólidos fundamentos no conhecimento da fé, exercitando-se desde a infância nas divinas Escrituras. A estas se aplicara diligentemente, em medida extraordinária, pois seu pai, não contente de fazer com que passasse pelo ciclo dos estudos, não havia considerado supérflua a solicitude pelas Escrituras.

8. Acima de tudo, portanto, antes de se dedicar às disciplinas helênicas, ele o havia levado a exercitar-se nos estudos sagrados, exigindo diariamente dele recitações e prestação de contas.

9. E isto não desagradava ao menino, que, ao contrário, trabalhava com zelo excessivo, de tal sorte que não lhe bastava conhecer o sentido simples e óbvio das Escrituras Sagradas, mas já procurava, desde aquela ocasião, algo mais, querendo descobrir uma visão mais profunda. Chegava mesmo a deixar o pai embaraçado, fazendo-lhe perguntas sobre o que queria indicar a Escritura divinamente inspirada.

10. Este, exteriormente, fingia repreendê-lo, exortando-o a não procurar saber o que estava acima de sua idade ou além do sentido óbvio. Mas, interiormente, sentia intensa alegria, dando muitas graças a Deus, causa de todos os bens, por ter merecido ser pai de tal filho.

11. Diz-se que parava muitas vezes junto do filho adormecido, descobria-lhe o peito, íntima habitação do Espírito divino, beijava-o respeitosamente, considerando-se feliz pela ótima prole que possuía. Conta-se sobre a infância de Orígenes estas e muitas outras coisas análogas.

12. Quando o pai consumou o martírio, ficou sozinho com a mãe e seis irmãos menores. Não tinha mais do que dezessete anos.

13. Como a fortuna paterna fora confiscada pelos agentes do tesouro imperial, ele encontrou-se com os seus na carência das coisas necessárias à subsistência. Mas dignou-se a providência divina cuidar dele. Encontrou acolhimento, bem como tranquilidade junto de uma senhora riquíssima de recursos materiais e muito ilustre, mas que tratava com grande consideração um homem famoso entre os hereges que então viviam em Alexandria. Era antioqueno de nascença; ela o tinha na conta de filho adotivo, cercando-o inteiramente de cuidados.

14. Mas Orígenes, que forçosamente tinha de conviver com ele, desde então deu provas brilhantes de fé ortodoxa. Enquanto Paulo (assim ele se chamava), aparentando eloquência, reunia junto de si uma inumerável turba, não apenas de hereges, mas ainda dos nossos, Orígenes jamais consentiu em unir-se a ele para a oração, mantendo desde a infância a norma da Igreja e tinha horror, segundo sua própria expressão, das doutrinas heréticas.

15. Iniciado pelo pai nas disciplinas helênicas, após a morte deste último, ele se entregou com maior ardor e inteiramente ao exercício das letras, de sorte que veio a possuir pouco tempo após a morte do pai, uma preparação suficiente nos conhecimentos gramaticais e consagrando-se a eles, acumulou, ao menos para sua idade, a base necessária.

Ainda jovem, ensinava a doutrina de Cristo

1. Enquanto ele estava ocupado no ensino, conforme ele próprio relata em alguma parte por escrito, ninguém se dedicava em Alexandria à catequese, mas todos de lá haviam fugido pela ameaça da perseguição; alguns pagãos, contudo, procuraram-no para ouvir a palavra de Deus.

2. Denota que o primeiro dentre eles foi Plutarco, que, após uma vida louvável, foi ornado com o martírio divino; o segundo, Héraclas, irmão de Plutarco que, também, deu depois dele grande exemplo de vida filosófica e ascética e que, em seguida a Demétrio, foi considerado digno do episcopado em Alexandria.

3. Orígenes tinha dezoito anos ao começar a dirigir a escola de catequese; progrediu muito na ocasião das perseguições sob Áquila, governador de Alexandria, e seu nome tornou-se extremamente célebre, junto de todos aqueles cuja fé ele estimulava, por causa do acolhimento e zelo por ele manifestados para com todos os santos mártires conhecidos e desconhecidos.

4. Pois, não os assistia apenas na prisão, nem só quando interrogados e condenados, mas ainda depois da sentença final, com a maior audácia e expondo-se ao perigo, ficava junto deles ao serem os santos mártires levados para a morte. Assim, quando ele avançava corajosamente e com grande ousadia saudava os mártires com um beijo, acontecia frequentemente que o povo pagão que os cercava se enfurecia e estava a ponto de se precipitar sobre ele, mas estendia-se a mão de Deus para socorrê-lo e fazer com que milagrosamente escapasse. A mesma graça divina e celeste o protegeu em milhares de circunstâncias e é impossível dizer quantas vezes, quando ele se expunha às ciladas por seu ardor e ousadia excessivos em prol da doutrina de Cristo. E tão grande era a guerra que os infiéis lhe faziam, que se reuniam e punham guardas em volta da casa onde ele estava por causa da multidão daqueles aos quais ensinava as questões pertinentes à sagrada fé.”

Ainda, por meio de Eusébio de Cesareia, temos muito a relatar sobre a vida, a doutrina e a obra de Orígenes, isso, sem mencionar os outros autores aos quais já nos referimos no topo da página que, certamente, serão trazidos para apresentarem seus conhecimentos sobre a trajetória desse personagem tão rico, tão sábio, tão santo e que tantos exemplos deixou para as gerações que lhe sucederam, chegando até nós.

Em breve faremos outras publicações relativas ao período patrístico, a fim de melhor informar nossos leitores sobre a importância que os Pais da Igreja tiveram, para que a Igreja de Cristo saísse dos séculos sombrios e chegasse ao século XXI, apesar de todos os desafios impostos na atualidade.

mar 04

LEITURAS SUGERIDAS PARA O DIA

BÍBLIA - 2017

8ª SEMANA DO TEMPO COMUM – SEGUNDA-FEIRA – 04/03/2019 –

“Na Liturgia da Palavra vamos encontrar a força e o reforço necessários para a jornada que se apresenta diante de nós a cada manhã. Antes de iniciar as atividades do dia, leia atentamente as leituras sugeridas e reflita sobre a Palavra que aperfeiçoa individual e espiritualmente” –

PRIMEIRA LEITURA

LEITURA DO LIVRO DO ECLESIÁSTICO – (Eclo  17,20-28) – 20Aos arrependidos Deus concede o caminho de regresso, e conforta aqueles que perderam a esperança, e lhes dá a alegria da verdade. 21Volta ao Senhor e deixa os teus pecados, 22suplica em sua presença e diminui as tuas ofensas. 23Volta ao Altíssimo, desvia-te da injustiça e detesta firmemente a iniquidade. 24Conhece a justiça e os juízos de Deus, e permanece constante no estado em que ele te colocou e na oração ao Deus altíssimo. 25Anda na companhia do povo santo, com aqueles que vivem e proclamam a glória de Deus. 26Não te demores no erro dos ímpios, louva a Deus antes da morte; o morto, como quem não existe, já não louva. 27Louva a Deus enquanto vives; glorifica-o enquanto tens vida e saúde, louva a Deus e glorifica-o nas suas misericórdias. 28Quão grande é a misericórdia do Senhor e o seu perdão para com todos aqueles que a ele se convertem!

 – Palavra do Senhor.     

– Graças a Deus.

EVANGELHO: Marcos 10,17-27

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo † segundo São Marcos.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 17quando Jesus saiu a caminhar, veio alguém correndo, ajoelhou-se diante dele e perguntou: “Bom mestre, que devo fazer para ganhar a vida eterna?” 18Jesus disse: “Por que me chamas de bom? Só Deus é bom, e mais ninguém. 19Tu conheces os mandamentos: não matarás; não cometerás adultério; não roubarás; não levantarás falso testemunho; não prejudicarás ninguém; honra teu pai e tua mãe!” 20Ele respondeu: “Mestre, tudo isso tenho observado desde a minha juventude”. 21Jesus olhou para ele com amor e disse: “Só uma coisa te falta: vai, vende tudo o que tens e dá aos pobres, e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me!” 22Mas quando ele ouviu isso, ficou abatido e foi embora cheio de tristeza, porque era muito rico. 23Jesus então olhou ao redor e disse aos discípulos: “Como é difícil para os ricos entrar no reino de Deus!” 24Os discípulos se admiravam com essas palavras, mas ele disse de novo: “Meus filhos, como é difícil entrar no reino de Deus! 25É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino de Deus!” 26Eles ficaram muito espantados ao ouvirem isso e perguntavam uns aos outros: “Então, quem pode ser salvo?” 27Jesus olhou para eles e disse: “Para os homens isso é impossível, mas não para Deus. Para Deus tudo é possível”.

– Palavra da salvação!

– Glória a vós, Senhor.

  FONTE:   https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/    

mar 03

LEITURAS SUGERIDAS PARA O DIA

Closeup of wooden Christian cross on bible

8º DOMINGO DO TEMPO COMUM – 03/03/2019 –

“Na Liturgia da Palavra vamos encontrar a força e o reforço necessários para a jornada que se apresenta diante de nós a cada manhã. Antes de iniciar as atividades do dia, leia atentamente as leituras sugeridas e reflita sobre a Palavra que aperfeiçoa individual e espiritualmente” –

PRIMEIRA LEITURA:

LEITURA DO LIVRO DO ECLESIÁSTICO – (Eclo27,5-8) –

5Quando a gente sacode a peneira, ficam nela só os refugos; assim os defeitos de um homem aparecem no seu falar. 6Como o forno prova os vasos do oleiro, assim o homem é provado em sua conversa. 7O fruto revela como foi cultivada a árvore; assim, a palavra mostra o coração do homem. 8Não elogies a ninguém antes de ouvi-lo falar, pois é no falar que o homem se revela.

– Palavra do Senhor! – Graças a Deus.

SALMO RESPONSORIAL: 102(103)

R. Como é bom agradecermos ao Senhor.

1. Como é bom agradecermos ao Senhor / e cantar salmos de louvor ao Deus altíssimo! / Anunciar pela manhã vossa bondade, / e o vosso amor fiel, a noite inteira.

R. Como é bom agradecermos ao Senhor.

2. O justo crescerá como a palmeira, / florirá igual ao cedro que há no Líbano; / na casa do Senhor estão plantados, / nos átrios de meu Deus florescerão.

R. Como é bom agradecermos ao Senhor.

3. Mesmo no tempo da velhice darão frutos, / cheios de seiva e de folhas verdejantes; / e dirão: “É justo mesmo o Senhor Deus: / meu rochedo, não existe nele o mal!”

R. Como é bom agradecermos ao Senhor.

SEGUNDA LEITURA:

LEITURA DA PRIMEIRA CARTA DE SÃO PAULO AOS CORÍNTIOS (ICor 15,54-58)

Irmãos, 54quando este ser corruptível estiver vestido de incorruptibilidade e este ser mortal estiver vestido de imortalidade, então estará cumprida a palavra da Escritura: “A morte foi tragada pela vitória. 55Ó morte, onde está a tua vitória? Onde está o teu aguilhão?” 56O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. 57Graças sejam dadas a Deus, que nos dá a vitória pelo Senhor nosso, Jesus Cristo. 58Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e inabaláveis, empenhando-vos cada vez mais na obra do Senhor, certos de que vossas fadigas não são em vão, no Senhor.

– Palavra do Senhor!

– Graças a Deus.

EVANGELHO: Lucas 6,39-45

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo † segundo São Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 39Jesus contou uma parábola aos discípulos: “Pode um cego guiar outro cego? Não cairão os dois num buraco? 40Um discípulo não é maior do que o mestre; todo discípulo bem formado será como o mestre. 41Por que vês tu o cisco no olho do teu irmão e não percebes a trave que há no teu próprio olho? 42Como podes dizer a teu irmão: ‘Irmão, deixa-me tirar o cisco do teu olho’, quando tu não vês a trave no teu próprio olho? Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho, e então poderás enxergar bem para tirar o cisco do olho do teu irmão. 43Não existe árvore boa que dê frutos ruins nem árvore ruim que dê frutos bons. 44Toda árvore é reconhecida pelos seus frutos. Não se colhem figos de espinheiros nem uvas de plantas espinhosas. 45O homem bom tira coisas boas do bom tesouro do seu coração. Mas o homem mau tira coisas más do seu mau tesouro, pois sua boca fala do que o coração está cheio”.

– Palavra da salvação!

– Glória a vós, Senhor.

    FONTE: https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/    

fev 25

EDITORIAL DA SEMANA: TODA MISSÃO TEM UM FIM!

FRUTOS DA VIDA - 2

MISSÃO CUMPRIDA, É HORA DE OBSERVAR OS RESULTADOS –

*Por Luiz Antonio de Moura –

Muitos de nós acreditamos ser portadores de missões que, atribuídas por Deus, pela Lei, pela Cultura ou pela Moral, devem ser cumpridas à risca, fazendo desta, em muitos casos, a razão de ser da nossa existência. Não é pequeno o número de pessoas que só conseguem enxergar a vida sob a ótica da tal “missão” que, não raro, e para estas pessoas, dura por toda a vida.

Da minha parte, não enxergo a coisa exatamente desta forma. Penso que cada um de nós tem diversas missões para serem cumpridas no curso da vida e que, como tais, vão se sucedendo umas às outras, em uma saga contínua e permanente, cujo fim coincide com o término desta existência. Algumas missões são mais prolongadas do que outras; mais espinhosas; mais dolorosas; mais aguerridas; mais cansativas, mas, a todas é reservado um limite, um termo final. Um momento no qual dão-se por esgotadas e, portanto, encerradas, independentemente do resultado produzido. Daí por diante, parte-se para outra missão.

Exemplo que me parece bastante oportuno, principalmente, sob a ótica do momento atual da minha trajetória, é o relacionado com a missão a ser desempenhada com o foco totalmente voltado para os filhos. Trata-se de missão difícil, espinhosa e complicada, sim, mas, que tem tempo para findar. Não é missão de toda uma vida, porque, cumpre a cada pai e a cada mãe, acolher aquele serzinho que chega ao mundo para integrar a família, com todo o amor e com toda a dedicação possível e inimaginável. Chega da forma como todos nós sabemos e conhecemos muito bem: indefeso, inocente e carente de todo tipo de cuidado. Sem nada, completamente nu e absolutamente sozinho. De tudo e em tudo dependente de alguém! É a sina de todos nós, seres humanos: ao nascermos e ao morrermos, dependemos de alguém para nos levar de um lado para o outro!

Àquele pequeno ser que chega ao mundo, a mãe ensina por primeiro o caminho do bico do seio, levando-o à boca, para a primeira alimentação, seiva de continuidade de uma vida gestada em um ambiente propício, no qual nada faltava e tudo chegava da forma mais natural possível. Agora não! Agora ele depende da mãe para iniciar o processo da alimentação, com todos os suplementos e complementos necessários para que aquela vidinha ganhe mais tônus a cada dia, e  em todos os sentidos. Ele ou ela depende de alguém, normalmente, da mãe, para colher-lhe as primeiras (e muitas outras) fezes, trocando-lhe as fraudas e zelando pela manutenção e higiene daquele frágil corpo.

Depois, pouco mais tarde, vem o ensino de inúmeras outras atividades necessárias para o progresso daquele ser que, agora, já sabe pedir o famoso “papá”; já chora, quando não quer alguma coisa; já dá de mãos, com certa irritação, quando se sente objeto de abuso dos adultos corujões. Mas, ainda falta aprender a engatinhar para, em seguida, dar o primeiro grande avanço para a liberdade: os primeiros passos! Todos, na família, aguardam o momento deste pequeno astronauta fazer sua primeira caminhada que, para nós, serão apenas alguns passos, mas, para ele ou para ela, será uma grande caminhada rumo à independência. Daí por diante, ele/ela vai de vento em popa, mas, a missão do pai e da mãe ainda está longe de ser completada.

Vem o momento dramático da escola, dos primeiros contatos sociais com outros pequenos seres tão simples e inocentes quanto o nosso rebento. Mas, novamente estamos lá, ao lado dele ou dela, torcendo, dando força, incentivando e, não raro, também chorando pela insegurança de deixar aquela mudinha de árvore aos cuidados de jardineiros estranhos. Jardineiros e jardineiras que são, obviamente, bem preparados e muito bem treinados, mas, não somos nós! E acreditamos, sinceramente, que ninguém é capaz de fazer por ele ou por ela nada do que somente nós sabemos fazer.

A fase estudantil é uma das mais longas, mais complexas e mais delicadas porque pega nossos filhinhos com dois ou três anos de idade e acompanha-os até a entrada na Universidade. E nós, destemidos que somos, estamos ali firmes, fortes e resistentes. Resistentes às dificuldades por eles encontradas nos primeiros anos; resistentes em relação ao convívio com outros seres iguais que, vindos de outras raízes, possuem perfis, às vezes, bastante diferentes e complexos, assim como os modos de proceder em relação a tudo e a todos à volta. Resistentes às rebeldias da adolescência; resistentes ao ímpeto da juventude e, por fim, e já cansados, resistentes aos enfrentamentos abertos, resultantes do normalíssimo conflito de gerações.

Aqui, neste estágio, e na minha opinião, a missão paterna e materna caminha para o encerramento, porque, a partir do conflito gerado pela visão e consequente compreensão do mundo, quando o filho ou a filha enxerga o mundo e suas dependências com olhar próprio, muitas das vezes, bastante diferente do nosso olhar já treinado, experimentado e, porque não assumir, já viciado, acreditam já serem senhores absolutos dos próprios destinos, dispensando maiores comentários, evitando os diálogos mais aprofundados ou mesmo a necessária e saudável troca de experiências, para a verdadeira transmissão da vida e das suas vicissitudes. O que nós sabemos, ou achamos que sabemos, já não lhes interessa mais. Para eles, passamos a ser seres estranhos e já a caminho da obsolescência, seres de um outro mundo, de uma outra época, com outros valores e portadores de um “conhecimento” que a modernidade, sob muitos aspectos, já não reconhece mais como válido. É, quando acredito, a missão do pai e da mãe está encerrada”. Tudo foi feito, dito e ensinado. Experiências mil foram transmitidas. O que normalmente denominamos por "conselhos", foram distribuídos aos montões. Centenas de exemplos foram tomados como referências e indicativos para o bom e para o mau caminho. Enfim, aquele filho ou filha está preparado para a ação! E, de tão preparados, eles acreditam poder deixar de lado tudo o que receberam, e partir para suas aventuras e experiências próprias.

Dali por diante, é verdade, sempre estaremos prontos para o filho ou para a filha, mas, apenas para o acolhimento, o consolo e, não raro, para o socorro! E, quase sempre, o trunfo vitorioso é o da concordância ou o do silêncio.

É com esta visão e com este sentimento que vejo meu filho chegar aos vinte e um anos de idade! É preciso reconhecer, também, ser esta a primeira experiência pela qual estou passando. Mas ainda sou um menino, um menino que carrega no peito dúvidas, medos e inseguranças. Um menino que, infelizmente, não encontra outro menino para trocar ideias e experiências válidas para ambos, um mais velho, o outro, mais jovem. Tão jovem que, em razão da idade que chega e faz desabrochar toda a impetuosidade da vida, não percebe o valor absoluto, e a importância, do diálogo constante e permanente com este menino que ele já considera velho demais e fora de moda. Ambos são meninos, porém, cada qual refletindo o seu próprio tempo.

Um dia eu também tive vinte e um anos de idade, e como eu sonhei poder ser tratado pelo meu pai como um adulto, um adulto capaz de ter ideias e opiniões próprias e interessantes; um adulto capaz de principiar e de prolongar um diálogo forte, saudável e frutuoso para ambos quando eu, certamente, teria a vantagem de aprender muito mais. No entanto, meu pai, vindo de uma realidade na qual não conheceu o carinho, o acolhimento, o amor, o consolo ou mesmo o socorro de um pai ou de uma mãe, rechaçava, como evita até hoje, o diálogo aberto, franco e sincero com os filhos, por se achar, ele próprio, o senhor absoluto de todas as razões e de todas as verdades.

Do alto destes meus quase sessenta anos olho para os vinte e um anos passados como um raio, e percebo ter cumprido minha missão o que, para mim, é motivo de orgulho, satisfação e consolo pessoal e espiritual muito grande. Cumpri, sim, a missão que me competia como pai. Agora, resta-me apenas sentar na varanda e, tal qual o ancião que tem os olhos perdidos no horizonte, aguardar para apreciar os resultados do extenso plantio que fiz no decorrer destes últimos vinte e um anos esperando, ainda, para ver o que revelarão os anos vindouros.

Aos pais e mães mais jovens, não sirvo de modelo, porque ousei agir bem adiante no tempo, acreditando estar construindo pontes e viadutos pelos quais muitas cargas positivas seriam transportadas de forma permanente, espontânea e inteiramente gratuita. Entretanto, qual não tem sido minha surpresa, quando vejo que, tudo construído e desobstruído para gerar integração plena, assim como a produção de esplêndidos resultados, existe um pedágio a ser pago, instalado pelas artimanhas da vida. Um pedágio que dificulta o fluxo natural do transporte de projetos, planos e experiências, criando obstáculos onde não existem e obscurecendo a visão, impedindo a percepção e, evidentemente, afastando a possibilidade de se preparar, em larga escala, para as armadilhas que o futuro guarda para a totalidade dos seres humanos.

Não importa o quanto está sendo, ou o quanto ainda será, cobrado para a travessia das tais pontes e viadutos. O que realmente importa, para mim, e, talvez, até de forma egoísta, é a convicção de ter cumprido com o papel que me foi designado: o papel de pai! Cumpri-o com altivez e com determinação; cumpri-o com satisfação e com orgulho e, na condição daquele que planta uma árvore frutífera em terras alheias, ou mesmo nas próprias, espero que alguém recolha os frutos que, mais dia, menos dia, não tenho dúvidas, aparecerão. Afinal, o que é a vida, senão um plantar e um colher permanentes? Seja feliz, e boa sorte!

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*Luiz Antonio de Moura é um pensador espiritualista, um caminhante e um cultor do silêncio!

   

fev 24

SEMANÁRIO DOMINICAL

PAULO DAHER - 2018

7ª. DOMINGO ANO C DA  7ª. SEMANA  TEMPO  COMUM

*Por Monsenhor Paulo Daher -           

1 SAMUEL 26, 2-7.9-12-13.22-23Davi com suas tropas chegou ao acampamento de Saul, enquanto todos estavam dormindo.  Entrou na tenda do rei Saul sem que o percebessem e não feriu o rei, pegou só o cantil e a lança dele. Depois de voltar para outro lado da colina gritou para Saul dizendo o que fez e mostrando o que trouxe sem ofender o rei. Este reconheceu a fidelidade de Davi e o elogiou diante de Deus.

Davi o escolhido de Deus mostra mais uma vez a Saul que invejava seus grandes feitos nas batalhas, sua fidelidade ao rei, em nome do Senhor.

É exemplo para nós. Devemos conhecer o que o Senhor pede de nós e orientados por sua vontade mesmo diante de “inimigos” que nos fazem mal, saibamos entender que não somos juízes de ninguém. Sigamos o que conhecemos por nossa consciência e deixemo-nos guiar pelo que o Senhor espera de nós. 

Ainda estejamos atentos a que devemos respeitar as autoridades ou os de quem dependemos em nossos trabalhos. Mas jamais aprovar seus abusos contra nossa consciência.

Às vezes por não seguir os maus exemplos de pessoas a quem

prestamos serviço ou de quem dependemos para o que devemos realizar, além do sofrimento talvez devamos renunciar a este trabalho se quiserem forçar-nos como condição para continuar aí. Podemos até perder bens mas é melhor estar de bem com nossa consciência do que pactuar com a desonestidade.

1ª. CORÍNTIOS 15, 45-49, o apóstolo leva-nos a pensar em nossa condição de seres humanos, do que somos e herdamos dos que nos precederam. Somos criados por Deus, mas infelizmente trazemos conosco a fragilidade que herdamos de nossos pais. Mas somos também herdeiros da riqueza de Cristo que nos assumiu com irmãos e por nós agiu e age diante do Pai.

Mais visíveis são nossas maneiras que agem como herança de nossos pais. Tantos suas qualidades como também características que poderíamos chamar de deficiências ou fraquezas.

Depende de nós, ajudados pela presença e ação de Cristo, conduzir nossa vida como tantas pessoas santas fizeram, movidos pela graça de sermos filhos de Deus resgatados pelo grande amor que o Senhor tem por nós e manifestou de maneira maravilhosa com a presença de seu Filho que veio viver conosco nossa vida.

Na vida todos conhecemos crianças que quase abandonadas por sua família foram assumidas por pessoas que a aceitaram como filhos e lhes deram condição de sobreviver e de se preparar melhor para seu futuro.

Muitas pessoas santas também tiveram oportunidade pela graça de Deus e amor de pessoas de fé de serem educadas na vida humana melhor e vida religiosa que as transformou.

Jovens que moravam no interior sem às vezes a mínima condição de sobrevivência humana, foram acolhidas por religiosas que as educaram e lhes deram condição de até um dia serem superioras desta mesma congregação que as recebeu.

A riqueza que qualquer pessoa traz consigo é uma realidade que precisa ser entendida e aceita quando participamos de um trabalho pastoral numa paróquia ou num movimento.

EM   LUCAS 6, 27-38, Jesus apresenta algo novo quebrando a maneira radical dos judeus. Amem seus inimigos. Orem pelos que o ofendem. Aceitem as ofensas e agressões. É a maneira nova de voltar a aceitar qualquer “irmão” que nos faça sofrer. Não revidar. Não julgar. Não condenar. Perdoar sempre.

Talvez para que não se contaminassem com a vida que muitos tinham como natural na sociedade antiga do tempo dos judeus, para se preservar dos costumes pagãos, se seguia à risca: Olho por olho, dente por dente. Recebeu, deve dar em troca com a mesma moeda.

Jesus insiste na regra de ouro: somos capazes até de mudar a agressividade do outro pela mansidão.

Hoje por causa das injustiças sociais gritantes em relação à discriminação das pessoas por sua cor, condição social, estamos quase voltando ao que havia antigamente. Como dizia um modesto trabalhador:  ataque que eu me defendo. Ou o que alguns pais diziam e ainda dizem a seus filhos: não tragam nenhuma agressão para a casa. Reajam como gente! Não sejam bobos.

Mas Jesus disse que ele era caminho, a verdade e a vida. E continua mantendo seus princípios: perdoem a quem os ofende!

Um dia um padre na missa pediu que tirassem de lá um cão que estava incomodando as pessoas. O dono não gostou e depois na sacristia agrediu o padre com um bofetão. Quando a família soube fiou consternada. Vivia dizendo que ele fosse pedir perdão ao padre que não tinha reagido nem dissera nada a ninguém. Por fim o senhor pediu perdão e depois foi um grande colaborador do padre em seus trabalhos.

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* Monsenhor Paulo Daher é Vigário Geral da Diocese de Petrópolis, colabora enviando gentilmente seus comentários aos textos litúrgicos da semana.

fev 24

A PALAVRA DO SACERDOTE

ZÉ MARIA-2

VII DOMINGO DO TEMPO COMUM – NÃO JULGAR... PERDOAR –

 *Por Mons. José Maria Pereira –

O Evangelho (Lc 6, 27 – 38) nos convida a ser magnânimos, a ter um coração grande, como o de Cristo. Manda-nos a bendizer aqueles que nos amaldiçoam, orar pelos que nos injuriam..., praticar o bem sem esperar nada em troca, ser compassivos como Deus é compassivo, perdoar a todos, ser generosos sem calculismos. E termina com estas palavras do Senhor: Dai e vos será dado. Uma boa medida, calcada, sacudida, transbordante será colocada no vosso colo. E alerta-nos: Com a mesma medida com que medirdes os outros, vós também sereis medidos  (Lc 6, 38).

A virtude da magnanimidade, muito relacionada com a virtude da fortaleza, consiste na disposição de realizar coisas grandes, e São Tomás chama-a “ornato de todas as virtudes”. É uma disposição que acompanha sempre uma vida santa.

O magnânimo (tem alma grande) propõe-se ideais altos e não se encolhe perante os obstáculos, as críticas ou os desprezos, quando é necessário enfrentá-los por uma causa elevada. Não se deixa intimidar de forma alguma pelos respeitos humanos e pelas murmurações; importa-lhe muito mais a verdade do que as opiniões, frequentemente falsas e parciais.

A grandeza de alma demonstra-se também pela disposição de perdoar o que quer que seja das pessoas próximas ou afastadas. Não é próprio do cristão ir pelo mundo afora com uma lista de agravos no coração, com rancores e recordações que lhe amesquinham o ânimo e o incapacitam para os ideais humanos e divinos a que o Senhor nos chama.

Assim como Deus está disposto a perdoar tudo de todos, a nossa capacidade de perdoar não pode ter limites, nem pelo número de vezes, nem pela magnitude da ofensa, nem pelas pessoas das quais nos advém a suposta injúria: “Nada nos assemelha tanto a Deus como estarmos sempre dispostos a perdoar. Na Cruz, Jesus cumpria o que havia ensinado: Pai, perdoa-lhes. E imediatamente a desculpa: porque não sabem o que fazem (Lc 23, 34). São palavras que mostram a grandeza de alma da sua Humanidade Santíssima. E ainda lemos no trecho do Evangelho (Lc 6, 27-28): Amai os vossos inimigos..., orai pelos que vos caluniam.

Vamos nos concentrar num ponto importante do discurso de Jesus: “Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados” (Lc 6, 37). O sentido não é: não julgueis os homens e assim os homens não vos julgarão; mas antes: não julgueis e não condeneis o irmão e assim Deus não vos condenará.

Quem és tu para julgar um irmão? Somente Deus pode julgar porque Ele conhece os segredos do coração, os “porquês”, as intenções e os objetivos de uma ação. Mas nós o que sabemos daquilo que se passa no coração da pessoa quando faz uma determinada ação? O que sabemos sobre os condicionamentos que influem nessa ação, sobre os meandros de suas intenções? Querer julgar, para nós, é realmente uma operação assaz arriscada, é como lançar uma pedra de olhos fechados sem saber a quem irá atingir: nós nos expomos a ser injustos, impiedosos, unilaterais. Basta olhar para nós: como é difícil julgar a nós mesmos e quantas trevas envolvem nosso pensamento, para entender que é totalmente impossível descer nas profundidades de outra existência, em seu passado, em seu presente, na dor que experimentou...

Diz São Paulo: “Ó homem, tu que julgas os que praticam tais coisas e, no entanto, as fazes também tu, pensas que escaparás ao julgamento de Deus?” (Rm 2, 3). O motivo aduzido por São Paulo é: Tu que julgas fazes as mesmas coisas! É um traço característico da psicologia humana julgar e condenar nos outros, sobretudo, o que nos desagrada em nós mesmos, mas que não ousamos enfrentar. O avarento condena a avareza; o sensual vê, em tudo, pecados de luxúria; o orgulhoso só vê nos outros pecados de soberba. Projeta-se o próprio mal e a própria intenção deturpada nos outros, iludindo-nos, assim, de nos libertar de modo indolor. Mas isto é uma mentira e uma hipocrisia; é uma forma de alienação (alienação de nosso “eu” doentio): Hipócrita –diz Jesus quando assim me comporto -, tira primeiro a trave do teu olho e depois o cisco do olho de teu irmão! (Mt 7, 5). Há pessoas que se assemelham a juízes em sessão permanente: de manhã levantam e sentam no tribunal, permanecendo aí o dia todo emitindo sentenças. Ouvem uma notícia e já têm um julgamento; chega uma pessoa e, apenas sai, lhe jogam nas costas um julgamento.

Mais perto de nós, nos relacionamentos cotidianos, na família e no ambiente de trabalho: não julgar, não condenar! O melhor é falar, expressar com clareza o próprio desacordo, uma desaprovação. Jesus condena o juízo, não a correção; quando você corrige o irmão lhe faz dois favores: mostra que ele é capaz de aceitar a correção e lhe dá uma possibilidade de defesa. Isto não humilha a pessoa, mas lhe dá a certeza de que é valorizada, considerada capaz de aceitar uma crítica e de melhorar.

Em tudo é importante que cultivemos a virtude da magnanimidade, muito próxima da virtude da fortaleza! Ser magnânimo! Ter alma grande!

Jesus sempre pediu esta grandeza de alma aos seus. O primeiro mártir, Santo Estêvão, morrerá pedindo perdão para aqueles que o matam (At 7, 60). E nós não saberemos perdoar as pequenezes de cada dia? E se alguma vez chega a difamação ou a calúnia, não saberemos aproveitar a ocasião para oferecer a Deus algo tão valioso? Melhor ainda seria se, à imitação dos santos, nem sequer chegássemos a ter que perdoar – por nunca nos sentirmos ofendidos.

Santa Teresa dizia: “Não deixeis que a vossa alma e o vosso ânimo se encolham, porque poderão perder-se muitos bens... Não deixeis que a vossa alma se esconda num canto, porque, ao invés de caminhar para a santidade, terá muitas outras imperfeições mais” (Caminho de Perfeição, 72, 1)

A magnanimidade dilata o coração e torna-o mais jovem, com maior capacidade de amar. É virtude que é fruto de um íntimo relacionamento com Jesus Cristo. Uma vida interior rica e exigente, repleta de amor, sempre se faz acompanhar de uma disposição de empreender grandes tarefas por Deus. É uma atitude habitual que se baseia na humildade e que traz consigo “uma esperança forte e inquebrantável, uma confiança quase provocativa e a calma perfeita de um coração sem medo”, que “não se escraviza perante ninguém: é servo unicamente de Deus” (J. Pieper, As Virtudes Fundamentais).

O magnânimo (é generoso) atreve-se ao que é grande porque sabe que o dom da Graça eleva o homem a tarefas que estão acima da sua natureza, e as suas ações ganham então uma eficácia divina: esse homem apoia-se em Deus, que é poderoso para fazer nascer das pedras filhos de Abraão (Mt 3, 9); e é audaz nas suas iniciativas apostólicas, porque é consciente de que o Espírito Santo se serve da palavra do homem como instrumento, mas que é Ele quem aperfeiçoa a obra (Cf. São Tomás, Suma Teológica, 2 – 2, q. 171, a. 2). Caminha e trabalha com a segurança de quem sabe que toda a eficácia procede de Deus, pois, é Ele quem dá o crescimento (1 Cor 3, 7).

A Virgem Maria nos conceda a grandeza de alma que Ela teve nas suas relações com Deus e com os irmãos. Dai e vos será dado... Não nos apouquemos, não nos encolhamos. Jesus presencia a nossa vida!

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*Mons. José Maria Pereira, Sacerdote da Diocese de Petrópolis, é, também, Professor, Juiz do Tribunal Eclesiástico Interdiocesano de Niterói e Diocesano de Petrópolis e Vigário Paroquial de Nossa Senhora de Fátima enviando para o Blog, semanalmente, a homilia do domingo.

           

fev 18

EDITORIAL DA SEMANA: TRABALHADORES DO BRASIL

TEMPOS MODERNOS - 2019

TEMPOS MODERNOS – O SÉCULO QUE VIVE NO PASSADO –

Tanto o trabalho manual e repetitivo, ao longo do tempo, quanto o “intelectual”, dependente do preenchimento de formulários e de tomada de decisões previamente estabelecidas (os tais modelos), abrem o caminho mais certeiro para o emburrecimento do trabalhador.”

*Por Luiz Antonio de Moura –

Quando falamos em “tempos modernos”, quase sempre vem à mente a lembrança do jovem Chaplin mergulhado no interior de uma fábrica de montagem de peças, apertando parafusos, em uma atividade tão frenética que,  já no intervalo para o almoço, mostrava as mãos trêmulas e vacilantes, repetindo o mesmo gesto, ainda que sem a chave na mão. Coisa de louco, diriam os jovens de hoje.

Diriam isto porque, muitos dos nossos jovens ainda não mergulharam no famigerado ambiente da produção em série de qualquer um dos objetos que consomem ou compram diariamente, pela internet ou mesmo nas lojas físicas. O trabalho de natureza repetitiva, manual ou intelectual que seja, ao invés de uma saudável prática e uma bem-vinda experiência, traz doenças físicas, mentais e espirituais, muitas das quais perseguem as pessoas pelo resto de suas vidas.

Parece incrível que tais ambientes ainda existam e que, por outra, ainda sejam comandados por pessoas que se revelam dotadas com a mesma mentalidade que vigorava no interior das fábricas das décadas de 1920/1930 do século passado. Porém, existem e estão cada vez mais presentes, tanto nos setores públicos, quanto nos privados. Tanto na produção em série, massificada, quanto no trabalho meramente burocrático e intelectual, dependente de relatórios e de decisões previamente elaboradas (os famigerados modelos), com a simples escusa de acelerar o trabalho, produzir mais e preservar pesquisas e coletas de dados já realizadas.

Tanto o trabalho manual e repetitivo, ao longo do tempo, quanto o “intelectual”, dependente do preenchimento de formulários e de tomada de decisões previamente estabelecidas (os tais modelos), abrem o caminho mais certeiro para o emburrecimento do trabalhador. Num primeiro momento, a simples e ingênua repetição de atos e de formas parece coisa simples, racional e saudável. Entretanto, o tempo se encarrega de mostrar que  chega a hora em que o trabalhador ou a trabalhadora passam a sofrer do vício do trabalho repetitivo, e ficam de tal modo vinculados ao sistema que, se for modificado o conteúdo central do trabalho, ele/ela passará batido e, olhando apenas para a peça e o instrumento ou para o título e para as primeiras linhas, dará o mesmo resultado para a questão posta diante de si, tamanha a lesão cognitiva que já tomou conta do seu precioso cérebro.

Aqui, volta a lembrança do trabalhador Chaplin embrenhado, e indefeso, em meio à multiplicidade de engrenagens, simbolizando muito bem tentáculos de um sistema que devora o ser humano de tal forma que, em pouco tempo, se sente como um verdadeiro dente da engrenagem. E mais: muitos, se veem como um dente muito importante na dinâmica que faz tudo girar ao seu redor. Tão importante que são capazes de tudo para se manterem atrelados ao sistema que, paradoxalmente, devora-os com prazer e satisfação e que, quando os consome totalmente, já tem outro, engrenado, para representar o mesmo papel, em um verdadeiro ciclo vicioso e ceifador de  saúdes e de vidas.

Ainda assim, desconhecendo ou fingindo desconhecer as severas consequências das regras impostas e alimentando todo o sistema, chefes intelectualizados, sindicalistas, trabalhadores e outros que se dizem do ramo, estão verdadeiramente assombrados com tudo o que vem sendo proposto (alguma coisa já foi, inclusive, implantada) no campo dos direitos trabalhistas sem, no entanto, mexerem um dedo sequer para questionar seriamente o condenável sistema produtivo, manual ou mesmo intelectual, no qual estão imersos até o pescoço milhões de trabalhadores, exigindo de subordinados, associados e comandados, apenas, e sempre, mais agilidade no processo produtivo, como que a bloquear ainda mais a capacidade intelectiva do cidadão ou da cidadã que, no dia-a-dia, produzem, de verdade, as grandes riquezas e mantêm, impreterivelmente, os ótimos bônus financeiros e os excelentes salários daqueles que, em posição de comando, estão no topo da cadeia produtiva.

O filme que relata a aflição e a descoloração pessoal daquele operário representado, de forma magistral, pelo jovem Charles Chaplin, não raro, é passado em palestras e em congressos, mundo afora, como modelo de produção a ser fortemente criticado e, de fato rejeitado pelos administradores modernos, haja vista o indizível mal que causa aos trabalhadores. Entretanto, ainda contaminados e, de certa forma embotados, pelo pensamento dominante naquelas já citadas décadas do século passado, todos eles  (líderes, chefes e administradores), com raríssimas exceções, mantêm o mesmo sistema de cobrança e de exigência de agilidade na produção de resultados em seus ambientes de trabalho, caçoando daqueles que afirmam estarem sofrendo e alegando não aguentarem mais o sistema viciante e viciado, ou, o que mais acontece, preparando a substituição do que denominam "maçãs podres".

Atualmente, em certas áreas do serviço público, adota-se o teletrabalho, como a joia da coroa. Diferentemente dos procedimentos similares adotados na iniciativa privada, nacional e estrangeira, líderes que representam estes setores públicos, além de não fornecerem equipamentos adequados e aptos à qualidade do trabalho, de não se responsabilizarem pelos efetivos custos operacionais e de não oferecerem um centavo a mais de incentivo para os trabalhadores, diferentemente do que ocorre no setor privado, ainda se acham no direito de exigir aumento expressivo da produtividade, no que contam, infelizmente, com a concordância dos trabalhadores e das trabalhadoras que, já embotados e incapazes de perceber o quanto estão sendo explorados, lutam para assegurar o que ainda acreditam ser um “privilégio”.

O teletrabalho, na forma em que foi pensado, planejado e executado com relativo sucesso por grandes grupos corporativos, grupos que, querendo ganhar cada vez mais, sabem o quanto é importante o bem estar dos seus empregados, tem por finalidade proporcionar aos trabalhadores e às trabalhadoras a possibilidade de executarem suas tarefas diárias no ambiente que lhes parece mais íntimo: a residência. E, justamente por respeitarem este ambiente íntimo, as grandes corporações fazem questão de encher estes trabalhadores de mimos, como jornada de trabalho inalterada, com respeito aos necessários intervalos regulares para a recomposição física, o fornecimento de equipamentos modernos, sofisticados e altamente eficientes, a manutenção periódica nos referidos equipamentos, serviço de help-desk funcionando de forma efetiva e eficaz, durante 24 horas por dia, além de um bônus salarial visando cobrir ou minimizar os custos de operacionalidade o que, incentiva e estimula tal modalidade de trabalho.

Isto sim, é respeitar o trabalhador e o seu íntimo ambiente residencial. Este sim, é o método que busca acrescentar ganhos pessoais, materiais e espirituais àqueles que asseguram os polpudos bônus financeiros aos sócios e acionistas ou os magníficos salários dos líderes, chefes e administradores. Aqui, sim, justifica que cada trabalhador ou trabalhadora lute com afinco para conseguir este que é um verdadeiro privilégio, totalmente oposto ao que tem sido oferecido aos trabalhadores brasileiros, principalmente, os de alguns setores públicos, cujos chefes e administradores acreditam, ou fingem acreditar, estarem na vanguarda do processo evolutivo do trabalho.

Penso ser chegado o momento de, mais do que direitos codificados, os trabalhadores buscarem formas de trabalho mais humanas e mais humanizadas, de modo que passem a ganhar algo que vale muito mais do que o dinheiro: o verdadeiro bem estar para a vida, com valorização e resguardo aos principais direitos da pessoa, onde quem comanda saiba respeitar o ambiente íntimo e pessoal daquele que lhe assegura os enormes ganhos e, por fim, a própria riqueza.

Caso contrário, o filme do velho-jovem Chaplin continuará a representar uma realidade que teima em não sair de cena. Uma realidade que tem transformado os nossos trabalhadores, ao longo do tempo, em bonecos robotizados, viciados na repetição de atos, de gestos e de comandos, que permanecem ativados e atuantes, mesmo fora do ambiente do trabalho, nas conversas de finais de semana com amigos e familiares, naquele papo que ninguém aguenta mais, mas que todos ouvem até por piedade daquele que se sente um importante dente da engrenagem produtiva na qual está inserido, pois todos percebem o prejuízo mental de que são portadores tais indivíduos. Reflita e, ainda que não concorde, veja se conhece realidade diferente e melhor. Seja feliz, e boa sorte!

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*Luiz Antonio de Moura é um pensador espiritualista, um caminhante e um cultor do silêncio.

fev 08

LEITURAS SUGERIDAS PARA O DIA

BÍBLIA - ANTIGO TESTAMENTO

4ª SEMANA DO TEMPO COMUM – SEXTA-FEIRA – 08/02/2019 –

“Na Liturgia da Palavra vamos encontrar a força e o reforço necessários para a jornada que se apresenta diante de nós a cada manhã. Antes de iniciar as atividades do dia, leia e reflita sobre a Palavra que aperfeiçoa individual e espiritualmente” –

PRIMEIRA LEITURA: Hebreus 13,1-8

Irmãos, 1perseverai no amor fraterno. 2Não esqueçais a hospitalidade, pois, graças a ela, alguns hospedaram anjos sem o perceber. 3Lembrai-vos dos prisioneiros, como se estivésseis presos com eles, e dos que são maltratados, pois também vós tendes um corpo! 4O matrimônio seja honrado por todos e o leito conjugal, sem mancha, porque Deus julgará os imorais e adúlteros. 5Que o amor ao dinheiro não inspire a vossa conduta. Contentai-vos com o que tendes, porque ele próprio disse: “Eu nunca te deixarei, jamais te abandonarei”. 6De modo que podemos dizer com ousadia: “O Senhor é meu auxílio, jamais temerei; que poderá fazer-me o homem?” 7Lembrai-vos de vossos dirigentes, que vos pregaram a palavra de Deus, e, considerando o fim de sua vida, imitai-lhes a fé. 8Jesus Cristo é o mesmo, ontem e hoje e por toda a eternidade.

– Palavra do Senhor!

– Graças a Deus.

 SALMO RESPONSORIAL: 26, 1. 3. 5. 8b-9abc

R. O Senhor é minha luz e salvação!

1O Senhor é minha luz e salvação;

de quem eu terei medo?

O Senhor é a proteção da minha vida;

perante quem eu tremerei?

R. O Senhor é minha luz e salvação! 

3Se contra mim um exército se armar,

não temerá meu coração;

se contra mim uma batalha estourar,

mesmo assim confiarei.

R. O Senhor é minha luz e salvação! 

5Pois um abrigo me dará sob o seu teto

nos dias da desgraça;

no interior de sua tenda há de esconder-me

e proteger-me sobre a rocha.

R. O Senhor é minha luz e salvação! 

8bSenhor, é vossa face que eu procuro;

não me escondais a vossa face!

9aNão afasteis em vossa ira o vosso servo,

9bsois vós o meu auxílio!

9cNão me esqueçais nem me deixeis abandonado.

R. O Senhor é minha luz e salvação!

EVANGELHO: Marcos 6,14-29

 — O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo † segundo São Marcos.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 14o rei Herodes ouviu falar de Jesus, cujo nome se tinha tornado muito conhecido. Alguns diziam: “João Batista ressuscitou dos mortos. Por isso os poderes agem nesse homem”. 15Outros diziam: “É Elias”. Outros ainda diziam: “É um profeta como um dos profetas”. 16Ouvindo isso, Herodes disse: “Ele é João Batista. Eu mandei cortar a cabeça dele, mas ele ressuscitou!” 17Herodes tinha mandado prender João e colocá-lo acorrentado na prisão. Fez isso por causa de Herodíades, mulher do seu irmão Filipe, com quem se tinha casado. 18João dizia a Herodes: “Não te é permitido ficar com a mulher do teu irmão”. 19Por isso Herodíades o odiava e queria matá-lo, mas não podia. 20Com efeito, Herodes tinha medo de João, pois sabia que ele era justo e santo, e por isso o protegia. Gostava de ouvi-lo, embora ficasse embaraçado quando o escutava. 21Finalmente, chegou o dia oportuno. Era o aniversário de Herodes, e ele fez um grande banquete para os grandes da corte, os oficiais e os cidadãos importantes da Galileia. 22A filha de Herodíades entrou e dançou, agradando a Herodes e seus convidados. Então o rei disse à moça: “Pede-me o que quiseres e eu to darei”. 23E lhe jurou, dizendo: “Eu te darei qualquer coisa que me pedires, ainda que seja a metade do meu reino”. 24Ela saiu e perguntou à mãe: “O que vou pedir?” A mãe respondeu: “A cabeça de João Batista”. 25E, voltando depressa para junto do rei, pediu: “Quero que me dês agora, num prato, a cabeça de João Batista”. 26O rei ficou muito triste, mas não pôde recusar. Ele tinha feito o juramento diante dos convidados. 27Imediatamente, o rei mandou que um soldado fosse buscar a cabeça de João. O soldado saiu, degolou-o na prisão, 28trouxe a cabeça num prato e a deu à moça. Ela a entregou à sua mãe. 29Ao saberem disso, os discípulos de João foram lá, levaram o cadáver e o sepultaram.   

– Palavra da salvação!

 – Glória a vós, Senhor.

  FONTES:   https://www.paulus.com.br/portal/liturgia-diaria/   http://liturgiadiaria.cnbb.org.br/app/user/user/UserView.php?ano=2018&mes=4&dia=7  

nov 18

SALMO É LUZ. SALMO É VIDA. SALMO É LOUVOR!

SALMOS - 2017

SALMO DO DIA – DOMINGO – 18/11/2018 – CANTANDO OU RECITANDO, APROXIMA-TE DO SENHOR –

SALMO – Sl 15,5.8.9-10.11

R. Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio!

5Ó Senhor, sois minha herança e minha taça,

meu destino está seguro em vossas mãos!

8Tenho sempre o Senhor ante meus olhos,

pois se o tenho a meu lado não vacilo.

R. Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio!

9Eis por que meu coração está em festa,

minha alma rejubila de alegria,

e até meu corpo no repouso está tranquilo;

10pois não haveis de me deixar entregue à morte,

nem vosso amigo conhecer a corrupção.

R. Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio!

11Vós me ensinais vosso caminho para a vida;

junto a vós, felicidade sem limites,

delícia eterna e alegria ao vosso lado!

R. Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio!

  ____________________________________________   FONTE: http://liturgiadiaria.cnbb.org.br/app/user/user/UserView.php?ano=2018&mes=4&dia=7

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