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Sementes da Palavra, É tempo de semear

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out 11

REFLEXÕES DE UM SEXAGENÁRIO

FIM DA ESTRADA

ENFIM, A TERCEIRA IDADE –

*por Luiz Antonio de Moura –

Alguém, talvez sem nada melhor para fazer na vida, decidiu cunhar o termo “terceira idade”, tendo por objeto as pessoas que chegam à casa dos sessenta anos de idade. Deste modo, ao soar o sinal da meia-noite, chega-se ao dia do início da terceira, e última, fase da vida. A coisa tem cara de melancólica, mas, na verdade, depende do ângulo pela qual é observada.

N’outro dia mesmo eu tinha vinte anos de idade e olhava para frente como quem observa uma estrada a ser percorrida. Nunca, realmente, me preocupei muito em saber o que poderia haver depois da próxima curva. Imaginava que, como tudo indicava, depois da curva, a estrada continuava o seu rumo natural. Com esta crença que, na juventude, toma ares de convicção, não via porque dar ouvidos aos mais experientes, quando alertavam para as armadilhas e para os perigos camuflados depois de cada uma das próximas curvas. É engraçado! A gente acredita mesmo que sabe de tudo e que os outros estão fora da época. Mas não, eles têm sempre razão. Maldita razão! Logo após a primeira curva, lá está escondida alguma armadilhazinha, pronta para nos pregar as primeiras peças.

Assim, de peça em peça; de armadilha em armadilha, a gente vai aprendendo que nada na vida é constante, apesar do nosso querer. Esta lógica torna-se tão contumaz na nossa caminhada, que tem gente que passa a sentir falta da próxima curva, porque não consegue viver de forma constante. Necessita da vida sob alerta, sob o risco e sob o perigo. Gente que, depois de algum tempo, a gente identifica como doente de verdade. Sim, porque, apesar de tudo o que a vida nos propõe, imagino ser normal esperar, e até desejar, que depois da próxima curva, sempre exista uma continuidade de tudo o que é bom e, é claro, o fim de tudo o que é ruim, incomoda e traz sofrimentos.

Bem, deixando de lado os doentes e amantes da dor e do sofrimento, o certo é que n’outro dia mesmo, eu tinha meros vinte anos de idade e olhava para frente imaginando, com o tempo, alcançar a velocidade de cruzeiro, a partir de quando, seriam retas, descidas e curvas suaves e mais retas a serem percorridas, até, então, chegar na fase da tal “terceira idade”, com força, experiência, certeza e ares de sabedoria para, enfim, destruir todo aquele cenário pintado por quem já havia concluído aquele percurso e que, sem maiores cuidados, alertava para os buracos e fossos após cada uma das curvas seguintes.

Dos vinte aos trinta anos, a velocidade é boa. A gente sente que o carro está sob controle e imagina poder acelerar um pouco mais, sem medo das tais curvas. Aliás, as curvas costumam ser emocionantes e a gente, é claro, não sente medo delas. Vai que vai! A estrada alterna trechos muito bons com outros meio esburacados, mas, olhando para fora do veículo do tempo, percebe-se que alguém está fazendo os reparos necessários e, então, imagina-se que, aconteça o que acontecer, haja o que houver durante o percurso, sempre haverá alguém fazendo aqueles reparos. Temos segurança e já pensamos em esboçar pequeno sorriso, como quem diz: “não disse que conheço o caminho?”.

Dos quarenta aos cinquenta, um bom trecho já foi percorrido e, conforme previsto, já vimos muita coisa estranha na estrada percorrida. Depois de algumas curvas, pudemos perceber que o carro já não apresenta a mesma estabilidade; já descobrimos que, vez por outra, fomos realmente surpreendidos por situações desagradáveis depois de certas curvas; pudemos experimentar alguns trechos esburacados e cheios de crateras, nos quais nenhum reparo foi ou está sendo feito. Aquele meio sorriso convencido começa a sair dos nossos lábios e passamos a afirmar que, sob certos aspectos, alguns dos alertas recebidos lá atrás, no início da jornada, tinham alguma veracidade e começamos a nos tornar mais espertos, com os olhos mais atentos na estrada. Até porque, nesta fase da vida, muitos de nós já está usando os indesejáveis óculos. “É só para perto”, a gente afirma. Mas, na verdade, muitas coisas, para serem realizadas, dependem dos benditos óculos!.

Dos cinquenta aos sessenta longo trecho já foi percorrido e algumas experiências foram adquiridas. Umas, bem amargas; outras, menos um pouco, mas, no cômputo geral, é possível verificar as marcas deixadas por umas e por outras. Agora já temos consciência de que, depois de cada curva, sempre existe a possibilidade de surgirem pedras pontiagudas, abismos, armadilhas naturais e outras preparadas gentilmente pelos adversários. Já sabemos “por experiência”, que a estrada é perigosa e traiçoeira; que não podemos confiar em ninguém e, então, passamos a pronunciar o nome de Deus com maior frequência: Deus me livre; se Deus quiser; graças a Deus; tenho fé em Deus, e por aí vai. Já aqui estamos plenamente convencidos do quão enganados estávamos lá atrás, quando dos queridos e saudosos vinte anos!

A partir dos sessenta anos, nossa velocidade tende a ser bastante reduzida. Não, por deterioração ou cansaço da máquina, mas, por precaução. Já estamos cansados dos solavancos que antecedem a frenagem antes de cada curva que, agora, sabemos esconderem perigos. Já estamos prevenidos, por experiência própria, dos enormes riscos da entrada em alta velocidade nas curvas e da (in)consequente aceleração após cada uma delas, acreditando, ou mantendo a ilusão de que, após cada curva, as retas são decorrência natural do grande tracejado percurso.

Nesta fase, normalmente, ao olharmos para frente e para trás, sabemos avaliar com bastante probabilidade de acerto, muito do que ainda pode acontecer, caso insistamos em permanecer com a máquina acionada naqueles níveis de outrora. É preciso ir freando lentamente muito antes de cada curva. É preciso sair de cada curva com velocidade próxima do “zero” para, lenta e sabiamente, ir acelerando muito de acordo com as condições apresentadas diante de nós.

Na marca dos sessenta anos, passamos a compreender que o perigo não está escondido depois de cada curva, mas, incrivelmente, nas grandes retas, nas quais levamos o veículo a velocidades verdadeiramente impraticáveis, posto que, em alta velocidade, a brusca frenagem antes de curvas que vão surgindo do nada, causa impactos bastante negativos no corpo e na alma. Então, e somente então, começamos a compreender que, o ideal é percorrer as grandes retas com velocidade média, aumentando esporádica e cautelosamente, entrando nas curvas com boa estabilidade e saindo delas com segurança redobrada. Ah, aprendi os segredos! No entanto, alguém sussurra nos fones que trazemos colados aos ouvidos: “falta pouco para a chegada. Você já percorreu mais da metade do caminho útil. Prepare-se para entrar na reta final”. Agora, como consolo, só resta aos mais sábios e mais conscientes, tirar o pé do acelerador, colocá-lo no freio para, lenta e progressivamente, ir parando o carro porque, logo ali na frente está faixa de chegada!

Finalmente, tomamos consciência de que ainda podemos ser muito úteis, caminhando, agora, como instrutores de pista, alertando os novatos para os grandes perigos da estrada. Eles, porém, assim como nós outrora, não acreditam no que dizemos. Ligam seus veículos e, como loucos, saem em altíssimas velocidades! Lá se vão eles passar por tudo o que passamos, repetir os mesmos erros, ou outros ainda maiores para, no final, aos sessenta, entrarem na fase final da caminhada, na tal da “terceira idade” e, fatalmente, pretenderem ser o que agora queremos ser: instrutores de pista.

Hoje – 11 de outubro de 2019 – chego na marca dos sessenta anos! Entro nesta que chamam de “terceira idade”. Enfim, a terceira idade! Olho para frente e percebo com muita facilidade os riscos, para a saúde e para a vida, de continuar numa velocidade, ainda, ditada por quem está confortavelmente à margem da pista. Para quem não está, de fato e concretamente, na chuva, o guarda-chuva sempre será  uma peça feia, incômoda e inútil.

Chego aos sessenta anos de idade com conhecimento suficiente para saber que, daqui por diante, a estrada começa a ficar cada dia em condições mais desafiadoras, mais perigosas e mais propensas a transformar meu veículo em peça de museu deixando-me, em qualquer próxima curva, à pé. O melhor e mais sábio, para mim, é entrar na próxima à direita, trocar os pneus por uns mais macios e suaves, próprios para a grama, e ir curtir os belos e magníficos jardins que permeiam toda a grande pista da vida, deixando para os mais afoitos, os ainda despreparados e para os novatos, a possibilidade de engalfinharem-se na incrível “corrida maluca” da vida, na qual, além de competirem insaciavelmente uns com os outros, contarão sempre com a presença de certos fantasmas que, apesar do tempo, insistem em permanecer na pista, criando tumultos e fazendo papel de bobos, porque desrespeitam e desconsideram o poder e a força implacável do tempo, sob os mais diversos pretextos.

Posso até vir a ser instrutor de pista, porém, sabendo, de antemão, que, os que estão para iniciar o percurso, só vão, verdadeiramente, compreendê-lo quando puderem, assim como faço hoje, olhar para trás e dizerem o que digo: Enfim, a terceira idade!

Não sou merecedor de grandes congratulações, afinal, segui as regras. Joguei o jogo. Agora, estou arrumando as malas para entrar na verdadeira fase boa da vida. Aquela reservada aos verdadeiramente sábios. A fase a partir da qual, farei longas caminhadas. Não, naquela estrada estonteante, mas, na estrada que conduz aos vestiários, onde trocarei toda indumentária por roupas mais adequadas ao descanso, ao repouso, à leitura, às orações, à meditação e, enfim, aos passos na grande reta, ao fim da qual, espero, receberei de Deus o grande troféu da vida.

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*Luiz Antonio de Moura é um pensador espiritualista, um caminhante e um cultor do silêncio.

jul 02

EDITORIAL DA SEMANA: A FORÇA DA TEOLOGIA NA MINHA VIDA

CHI e RHO

O QUE A TEOLOGIA ESTÁ FAZENDO COM A MINHA VIDA –

*Por Luiz Antonio de Moura –

É impressionante o que uma paixão pode produzir na vida das pessoas. E, quando falo sobre paixão e sobre as consequências, nada é excluído: paixão é paixão e pronto. O apaixonado fica bobo, subverte a ordem da própria vida, abandona outros projetos, vive extasiado, entrega-se ao objeto da paixão, enfim, sai do prumo e da linha.

Durante muitos anos mantive no segredo da alma, a paixão pelos bancos acadêmicos, lugar que, para mim, é o grande propulsor da intelectualidade com a qual o Senhor nos premia antes mesmo de produzirmos qualquer coisa. O Criador quer que cada um de nós, venha à luz com esta chama inflamada que, mais tarde, será intensificada no curso da vida e, lá pelos bancos acadêmicos, cada um vai depurá-la a seu modo, da melhor forma possível.

Comigo não foi, e não tem sido diferente. Primeiro, a vocação para o Direito; a doce paixão pela justiça; a coragem para defender pontos de vista e a determinação para estar sempre ao lado do injustiçado, seja ele quem for, tenha a vida que tiver. Uma vez injustiçado, sempre me posiciono em defesa dele. Mas, mesmo o gigantismo do direito, a partir de um determinado momento, permitiu que meu olhar ambicioso enxergasse no horizonte, ainda que muito distante, certo limite, e mais do que isso: permitiu-me ver o limite da interdependência entre as diversas especialidades do direito, como a que mostrar-me que, é possível, senão chegar a este limite, ao menos aproximar-me o máximo dele. Cansei-me ou me desiludi com o Direito? De forma alguma, é amor antigo que está no sangue, corre nas veias!

Entretanto, uma paixão antiga, adormecida no leito de algodão da alma e blindada pela força do Espírito, saiu do sono no qual estava mergulhada e levantou-se para a vida: o estudo da Teologia! Sempre, desde a juventude, acalentei o sonho de estudar Teologia, mesmo sem saber ao certo as dimensões que a envolvem. Mesmo desconhecendo a profundidade abismal que desafia o mergulhador acadêmico a lançar-se na direção da pesquisa, do aprendizado e da busca pelo conhecimento, navegando por águas complexas e misteriosas, procurando, em cada centímetro explorado, encontrar uma fagulha de luz disponibilizada pelo Espírito de Deus, pois, só assim é possível avançar.

Ao comentar com algumas pessoas, no final do ano de 2013, que estava me preparando para iniciar o curso de Teologia, vi caras de espanto e ouvi palavras de assombro. Das caras de espanto, percebi certo sentimento de piedade, como a dizerem: “coitado, está ficando louco” ou “será que não nada melhor para fazer?”. Das palavras de assombro, ouvi claramente alguns alertas como: “cuidado, ‘dizem’ que quem estuda teologia acaba ficando perturbado”; “dizem que o estudo da teologia leva à perda da fé”; “já ouvi dizerem que estudar teologia faz a pessoa ficar fanática”. Todos os alertas tinham em comum a mesma fonte: “dizem que...”.

Eu, obviamente, não dei ouvidos ao que “dizem” e parti para a realização daquele sonho antigo. E qual não foi a minha surpresa quando, já no primeiro semestre, no estudo da Patrologia, o professor apresentou uma bibliografia listada em mais de seis páginas! Levei um susto, pois, se para uma matéria apenas, existe uma bibliografia tão vasta, o que acontecerá com as outras matérias? Pois o susto só aumentou e as bibliografias foram ficando cada vez mais extensas, e cada autor indica outro tanto de fontes e assim sucessivamente, num crescente que parece não ter fim. Foi então que percebi que a Teologia, diferentemente do Direito, não permite enxergar qualquer limite, ainda que no horizonte mais longínquo a ser buscado pelos olhos humanos.

Toda paixão tem um tempo de maturação, ao fim do qual se transforma em amor ou em qualquer outro sentimento menos nobre. Minha paixão pela Teologia, de fato, amadureceu e transformou-se em amor. Um amor fecundo, de cuja relação nasceram alguns frutos, dentre os quais o primogênito é o “robustecimento da fé em Deus”. Tudo o que eu pensava que conhecia sobre Deus era infinitamente menor do que o que conheço hoje, que é infinitamente menor do que o que ainda estou para conhecer, que é infinitamente menor do que aquilo que o Senhor ainda vai me revelar quando estivermos juntos, face a face, no Reino que Ele preparou para todos os seus filhos e filhas. E é justamente esta infinitude, esta sensação de inalcançabilidade que faz com a Teologia seja tão fascinante, deixando sempre a impressão de que, por mais que eu corra, jamais cruzarei a linha de chegada. Nem eu, nem ninguém. Porque o mestre dos mestres, o tempo, não permite. Para alguns, isso pode ser motivo de desilusão e até de desânimo; para outros, como eu, isso é motivo de incentivo e de vontade de correr cada vez mais, mesmo sabendo que nunca cruzarei a linha de chegada.

Entretanto, existe um prêmio de consolação: após esta existência, o aprendizado sobre Deus continua, mas, então, não será mais como que em reflexo, como dizia o Apóstolo Paulo, mas, face a face, quando tudo será revelado por Aquele que é tudo em todos e que, sendo Aquele que é, como disse a Moisés, de tudo e em tudo nos fará partícipes por toda a eternidade.

Se eu pudesse, jamais induziria alguém a professar esta ou aquela fé, a pertencer a esta ou àquela religião, mas, induziria todas as pessoas a estudarem Teologia para que, como eu, pudessem sentir a felicidade que eu sinto e pudessem ter a esperança que eu tenho porque, esperança é mais do que vida, é para além da vida onde, paradoxalmente, ela morre e tudo, absolutamente tudo, é revelado tal como é, transformando imediatamente toda a esperança até então viva, na mais pura e cristalina realidade. Nada mais haverá para ser esperado, porque tudo o que é do Pai espera por todos nós e será concedido a todos nós que cremos, professamos e testemunhamos com a própria vida a crença que n’Ele depositamos.

A Teologia transformou a minha vida em uma vida, que não é mais de fé somente, mas, de profunda convicção. Não acredito mais que Deus está no meio de nós. Eu tenho absoluta convicção de que Ele está, sim, aqui, aí, lá, acolá e, enfim, em toda parte porque Deus é vida, é amor, é ar, é luz, é sentimento, é esperança, é tudo o que temos, somos e sentimos. Por esta razão, Ele habita no íntimo de cada um de nós e clama sem cessar pela nossa atenção, porque, mesmo sendo quem somos Ele confia em cada um de nós e espera que saibamos abrir as portas do nosso coração e as janelas do nosso espírito para fazer entrar a luz que vai iluminar as nossas vidas, numa preciosa antecipação do que ainda está por vir, após esta pobre existência.

E, vejam bem, ainda tenho um bom caminho para percorrer até a conclusão do curso. Faço uma ideia do quanto minha vida ainda está para ser iluminada!

Não posso mentir para você, leitor e leitora, pois, quero, sim, induzi-lo(a) a estudar a Teologia, independentemente da sua religião. Procure o líder da sua igreja ou da congregação religiosa a que pertence e informe-se sobre como fazer para ingressar em um bom curso de Teologia. Mas, cuidado, procure um bom Curso de Teologia, registrado no MEC e reconhecido pelos meios acadêmicos idôneos, para que você não seja presa fácil de aproveitadores, de hereges e de falsos profetas, o que seria um verdadeiro dano para a sua vida.

Se te ajudar, deixo aqui este testemunho sobre o que a Teologia fez com a minha vida e como transformou-a para sempre. Fica, além do testemunho, o convite e a plena convicção de que estou partilhando um tesouro com você.  Um tesouro tão imenso que o Senhor não quer que eu me apodere dele sozinho, mas, que o divida com todos os irmãos e irmãs. Está partilhado com você, só depende da sua atitude. Seja feliz, e boa sorte!

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*Luiz Antonio de Moura é estudante de Teologia no Instituto Teológico Franciscano-ITF, em Petrópolis, é um pensador espiritualista, um caminhante e um cultor do silêncio.

       

mai 13

NOSSA SENHORA DE FÁTIMA: A MÃE DE TODAS AS MÃES

FÁTIMA - 2018 DIA DAS MÃES E DIA DE NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO DE FÁTIMA!

*Por Viviane Noel –

Hoje, dia 13 de maio, é um dia pra lá de especial! Comemoramos o Dia das Mães na companhia daquela que foi, é e sempre será a Mãe da humanidade, independentemente de seus filhos buscarem seu colo ou não!

Nossa Senhora do Rosário apareceu em Fátima, Portugal, no ano de 1917, mas continua aparecendo para cada um de nós diariamente, cada vez que rezamos o rosário, ou ao menos o terço. Com os olhos da fé, da esperança e do amor, podemos ver e sentir a presença de Nossa Senhora do Rosário em nossas vidas!

Ela abre seu Imaculado Coração a todos nós, como abriu Àquele que gerou: Jesus! E quanto amor cabe nesse coração escolhido por Deus e do qual jorram tantas graças? Seria possível mensurar? Não seria como contar gotas num oceano em constante movimento? Seu amor pela humanidade é imensurável, e sua intercessão por nossas causas é incansável!

Antes das aparições de Nossa Senhora em Fátima, um anjo, o Anjo de Portugal, apareceu para as três crianças, ensinando as seguintes orações de amor, devoção e reparação: “Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos. Peço-Vos perdão para os que não creem, não adoram, não esperam e não Vos amam”; “Santíssima Trindade, Pai, Filho, Espírito Santo, adoro-Vos profundamente e ofereço-Vos o Preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os sacrários da Terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido. E pelos méritos infinitos do Seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-Vos a conversão dos pobres pecadores”.

Somos todos um! Rezemos uns pelos outros! Não sejamos indiferentes diante do Puro Amor! Façamos como as mães fazem: elas não desistem de seus filhos, ainda que eles caminhem por vales sombrios. Não desistem, porque o foco delas não é o vale sombrio, mas a montanha ensolarada!

Que sejamos sacrários vivos, onde o Senhor possa repousar como repousou no ventre de nossa Mãe! Que todas as mães do mundo sejam abençoadas e tenham suas forças renovadas nos Sagrados Corações de Jesus e de Maria, bem como na oração do santo terço!

O terço na mão - recitado como um mantra de amor - é um poderoso auxílio na adversidade e um bálsamo de alegria em todo e qualquer momento!

Quem aceita Maria como Mãe, capaz da mais fervorosa intercessão, nunca está só! Ela é a Mãe das mães! Ela cuida de cada filho e de cada mãe na face da Terra!

Feliz Dia das Mães para todas as mulheres que geram no ventre ou no coração, ou em ambos! Que Nossa Senhora do Rosário tenha sempre presença em seus corações!

Assim seja! Assim é!

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* Viviane Gonçalves Noel, é formada em Pedagogia, pela Universidade Católica de Petrópolis e pós-graduada em Espiritualidade, Ecologia e Educação - uma abordagem transdisciplinar, pelo Instituto Teológico Franciscano. Trabalha com a criação de poesias e crônicas personalizadas para as mais diversas ocasiões. Em dezembro de 2014, lançou seu primeiro livro: Francisco de Assis e a Profunda Poesia de Ser Parte da Natureza, pela Editora Chiado. Em maio de 2015, lançou, de forma independente, seu segundo livro, o infantil: O Travesseiro Mágico. 
   

nov 04

UM POEMA PARA REFLETIR

FREI ARIOVALDO -3

E A CASA NÃO CAIU 

*Por Frei José Ariovaldo da Silva, ofm – 

Banho tomado

após suada caminhada,

em minha cama agora espraiado,

do jeito que nasci,

janela aberta para um céu ensolarado

e apressadamente varrido

por louco vento Leste-Oeste, penso eu,

miro blocos de nuvens revoltas, agitadas,

cruzando-se, tropeçando-se em desespero,

empurradas para um rumo que não sabem.

Encantado,

no movimento delas embarquei

e, tomado de súbita ótica ilusão,

senti a casa tombando sobre mim.

Assustei-me e, neste susto mentiroso,

lembrei-me de outros, tantos outros,

que ventos loucos da humana mente

fizeram meu corpo sobre mim cair.

Hoje, depois de tantos medos,

vem a ilusão e me diz

que dela virei aprendiz:

de mim desnudo, na fé,

toquei a orla de meus segredos,

literalmente de pé,

sou livre, feliz.

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*Frei José Ariovaldo da Silva é frade franciscano (OFM); doutor em Liturgia pelo Pontifício Instituto Litúrgico de Roma; professor do Instituto Teológico Franciscano (Petrópolis, RJ); membro da equipe de reflexão da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da CNBB; membro do Centro de Liturgia “Dom Clemente Isnard”, ligado ao Instituto Pio XI (UNISAL – São Paulo); foi membro da Comissão para Acabamento da Basílica de Aparecida; assessor de Liturgia, conferencista, escritor

set 22

LUZES DA CRIAÇÃO

FREI ARIOVALDO -3

IPÊ AMARELO: EXTREMAMENTE FORTE E ESBELTO -

Falar sobre o Ipê amarelo é falar do Brasil, onde esta espécie é apaixonadamente apreciada. No entanto, falar sobre o Ipê amarelo em forma de poesia é tentar eternizá-lo na memória de todos nós que o conhecemos e que apreciamos sua estrondosa beleza. Frei José Ariovaldo, na sua delicadeza acadêmica, e com o olhar voltado para as profundezas da vida, de todos os seres e em todos os sentidos, traz para todos nós pequena composição poética sobre esta gigantesca e belíssima árvore. Vale a pena ler, com os olhos e com o espírito.

 IPÊ AMARELO - 2

IPÊ AMARELO –

 *Por Frei José Ariovaldo da Silva – 09.09.2017 –

Ipê amarelo,

meu querido, meu lindo,

quisera ver o céu azul, bem mais lindo...

Mas só em ver você, todo de amarelo,

este espaço-liberdade todo colorindo,

o azul do céu fica muito bem mais lindo...

Então tiro neste chão sagrado o meu chinelo,

 pois sinto, aqui e agora, o céu, fruindo.

Por isso, lhe digo, com prazer, sorrindo:

Em todas as primaveras, meu lindo,

seja sempre muito bem-vindo!

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 *Frei José Ariovaldo da Silva é frade franciscano (OFM); doutor em Liturgia pelo Pontifício Instituto Litúrgico de Roma; professor do Instituto Teológico Franciscano (Petrópolis, RJ); membro da equipe de reflexão da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da CNBB; membro do Centro de Liturgia “Dom Clemente Isnard”, ligado ao Instituto Pio XI (UNISAL – São Paulo); foi membro da Comissão para Acabamento da Basílica de Aparecida; assessor de Liturgia, conferencista, escritor.
 

set 19

SINAIS DOS TEMPOS

FREI ARIOVALDO -3

OS SINAIS DOS TEMPOS –

Na poesia, os sinais dos tempos! É preciso percebê-los, compreendê-los e decifrá-los, porém, não podem passar despercebidos, desprezados, ignorados. Seja na música, na poesia ou na simples narrativa dos fatos, a atenção é convidada a estar sempre presente, pois, os sinais estão aí, por toda parte e precisam ser vistos. Frei José Ariovaldo, com toda a sua fineza acadêmica, sua argúcia e delicadeza literárias, apresenta o poema “QUE PENA”, por meio do qual faz o convite à reflexão.

QUE PENA!

*Por José Ariovaldo da Silva – 15.09.2017 –

Vivemos tempos sombrios,

em que humanos perdem seus brios.

Pensando-se inteligentes deuses,

mandam em Deus, no mar e nos rios.

Pensando-se donos da terra,

armam-se em tenebrosa guerra.

Pensando-se anjinhos puros,

esgueiram-se por enredos obscuros.

Pensando-se gente de bem,

atiram pedras ao outro que vem.

Pensando-se piedosos de inverno,

fazem do paraíso um inferno.

Pensando-se todo-poderosos,

tem medo da arte, horrorosos.

Pensando-se filhos de Maria,

infelizes, tem medo da poesia.

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*Frei José Ariovaldo da Silva é frade franciscano (OFM); doutor em Liturgia pelo Pontifício Instituto Litúrgico de Roma; professor do Instituto Teológico Franciscano (Petrópolis, RJ); membro da equipe de reflexão da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da CNBB; membro do Centro de Liturgia “Dom Clemente Isnard”, ligado ao Instituto Pio XI (UNISAL – São Paulo); foi membro da Comissão para Acabamento da Basílica de Aparecida; assessor de Liturgia, conferencista, escritor.
 

set 16

FREI JOSÉ ARIOVALDO – O POETA NÃO MORREU!

FREI ARIOVALDO -3

Pedido ao Capitão

  (Frei José Ariovaldo da Silva, OFM – 08.01.2017 

Muito antigamente

no sertão do Ceará,

derrubar uma carnaúba

pra fazer um pequeno casebre

de um pobre sertanejo

foi motivo de bronca e castigo,

pois esta árvore sagrada

servia de sombra para o gado

do opulento fazendeiro.

Informação, por acaso, colhida

do admirável José de Alencar

e creio ser verdadeiro.

Hoje, Brasil afora,

milhões de árvores abatidas

pra criar gado de corte,

fazem rico enricar

e um povo todo condenar

à lenta morte.

Senhor capitão-mor,

com todo respeito,

permita uma carnaúba morrer

para o pobre se proteger.

Deixe a floresta viver

pra raça humana sobreviver.           

TROCA DE COMANDO

            ( José Ariovaldo da Silva - Brasília, 15.08.2017)

 Estou em Brasília...

Acheguei-me à janela 

e, dela,

unido ao povo aflito

desta nação verde-amarela,

com Jesus

a caminho da cruz

soltei de novo aquele grito:

Jerusalém, Jerusalém,

que matas os profetas

e apedrejas os que te foram enviados...

Mas dias outros, virão, com certeza,

e com eles o fim dessa secura e tristeza,

depressão:

Após a treva mortal do deus mercado,

será a vez da Vida, eterna Luz que reluz,

a da Justiça do Deus negado,

ressurreição.

Sob este comando caminho:

libertadora direção

que me seduz

e ao azul-e-branco

me conduz. 

INTEGRAÇÃO

                 (José Ariovaldo da Silva, OFM - 27.08.2017)

Sacerdotiza no meu templo ardente,

profetiza no meu chão carente,

rainha no meu palácio-gente,

clareia-me a perturbadora mente,

desnuda-me a alma deste corpo crente

e, desse trono, serena, linda e sorridente,

canta a beleza da vida que nos consente

o eterno abraço amoroso, comovente,

no total vazio de nós, simplesmente,

que da diva Pobreza o corpo agora sente...

Não mais sou eu, pálido vivente.

Sou tu que eu sou, somente,

Clara e Francisco, finalmente.

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*Frei José Ariovaldo da Silva é frade franciscano (OFM); doutor em Liturgia pelo Pontifício Instituto Litúrgico de Roma; professor do Instituto Teológico Franciscano (Petrópolis, RJ); membro da equipe de reflexão da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da CNBB; membro do Centro de Liturgia “Dom Clemente Isnard”, ligado ao Instituto Pio XI (UNISAL – São Paulo); foi membro da Comissão para Acabamento da Basílica de Aparecida; assessor de Liturgia, conferencista, escritor.

dez 08

SANTA CATARIA LABOURÉ E A MEDALHA MILAGROSA – PARTE IV

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HISTÓRIA DE SANTA CATARINA LABOURÉ E NOSSA SENHORA DA MEDALHA MILAGROSA –

PARTE IV –

*Por Viviane Gonçalves Noel - 

No dia 30 de junho de 1832, as primeiras 1.500 medalhas foram entregues para as religiosas Filhas da Caridade, que as distribuíram para os doentes, vítimas dos flagelos de uma terrível epidemia de cólera que atingiu Paris. No mesmo momento da distribuição, a peste retrocedeu! Começaram, então, as graças de conversão, proteção e cura.

Em poucos anos, a medalha ficou mundialmente conhecida. Em 1836, mais de dois milhões de medalhas haviam sido cunhadas. Foi o próprio povo que lhe deu o nome de Medalha Milagrosa ou Medalha de Nossa Senhora das Graças.

O arcebispo de Paris, Dom Quélen, ordenou um inquérito oficial sobre os efeitos da Medalha Milagrosa, tendo como conclusão as seguintes palavras: “A rápida propagação, o grande número de medalhas cunhadas e distribuídas, os admiráveis benefícios e as graças singulares obtidas parecem sinais do Céu, que confirmam a realidade das aparições, a veracidade das narrativas da vidente e a difusão da medalha”.

Desde 1830, a invocação “Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós” passou a ser repetida por cristãos do mundo inteiro. Mas só em 8 de dezembro de 1854, o papa Pio IX proclamou o dogma da Imaculada Conceição. Em 1858, nas aparições em Lourdes, a própria Mãe proclamou: “Eu sou a Imaculada Conceição”.

Em 1894, o papa Leão XIII aprovou a missa da festa de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, celebrada no dia da segunda aparição de Nossa Senhora a Santa Catarina, dia 27 de novembro.

Em 1947, o papa Pio XII declarou Catarina santa!

Viva Santa Catarina Labouré!

Viva Nossa Senhora das Graças!

Viva a Medalha Milagrosa!

Não desperdicemos tantas graças, usemos com devoção e amor a Medalha Milagrosa!

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*Viviane Gonçalves Noel, é formada em Pedagogia, pela Universidade Católica de Petrópolis e pós-graduada em Espiritualidade, Ecologia e Educação - uma abordagem transdisciplinar, pelo Instituto Teológico Franciscano. Trabalha com a criação de poesias e crônicas personalizadas para as mais diversas ocasiões. Em dezembro de 2014, lançou seu primeiro livro: Francisco de Assis e a Profunda Poesia de Ser Parte da Natureza, pela Editora Chiado. Em maio de 2015, lançou, de forma independente, seu segundo livro, o infantil: O Travesseiro Mágico.

dez 06

SANTA CATARIA LABOURÉ E A MEDALHA MILAGROSA – PARTE III

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HISTÓRIA DE SANTA CATARINA LABOURÉ E NOSSA SENHORA DA MEDALHA MILAGROSA –

PARTE III - 

*Por Viviane Gonçalves Noel -

Às dezessete horas e trinta minutos, em dezembro de 1830, Catarina estava em oração quando ouviu pela última vez o barulho de um traje de seda se aproximando. Eis que a Mãe apareceu, novamente, com os mesmos raios luminosos, junto ao tabernáculo, confirmando a missão de Catarina: cunhar a medalha!

Catarina reparou que, de algumas pedras dos anéis de Nossa Senhora, não saiam raios. Maria lhe esclareceu: “Estas pedras das quais não sai luz são as graças que os homens se esquecem de me pedir”.

O que estamos esperando para colocar aos pés de Maria nossas mais ardentes necessidades? Como podemos nos esquecer de confiar nossos pedidos a essa Mãe tão amorosa?

Eu sou testemunha das infinitas graças que Nossa Senhora, generosamente, distribui. Basta que tenhamos fé e perseverança! Foram muitos os momentos de minha vida em que pude contar com o auxílio de Maria, através do uso da Medalha Milagrosa. Qualquer necessidade ou desejo que brote verdadeiramente do coração é passível da graça e da intercessão de nossa Mãe!

Catarina, enfim, recebeu o hábito e, no dia 5 de fevereiro, chegou a um asilo num bairro pobre de Paris, onde cuidou dos miseráveis, anciãos e feridos de guerra por quarenta e seis anos.

Na última aparição, Maria havia orientado Catarina a buscar ajuda de seu confessor, o padre Aladel, para a confecção da medalha. No início, ele não acreditou em Catarina. Ela, porém, passou dois anos insistindo, o que fez com que o padre procurasse o arcebispo de Paris que, em 20 de junho de 1832, autorizou a cunhagem de duas mil medalhas.

Aguardemos a última parte dessa fascinante história de fé e devoção!

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*Viviane Gonçalves Noel, é formada em Pedagogia, pela Universidade Católica de Petrópolis e pós-graduada em Espiritualidade, Ecologia e Educação - uma abordagem transdisciplinar, pelo Instituto Teológico Franciscano. Trabalha com a criação de poesias e crônicas personalizadas para as mais diversas ocasiões. Em dezembro de 2014, lançou seu primeiro livro: Francisco de Assis e a Profunda Poesia de Ser Parte da Natureza, pela Editora Chiado. Em maio de 2015, lançou, de forma independente, seu segundo livro, o infantil: O Travesseiro Mágico.

dez 04

SANTA CATARIA LABOURÉ E A MEDALHA MILAGROSA – PARTE II

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HISTÓRIA DE SANTA CATARINA LABOURÉ E NOSSA SENHORA DA MEDALHA MILAGROSA –

PARTE II –

*Por Viviane Gonçalves Noel - 

Catarina seguiu tendo visões com a imagem do coração de São Vicente de Paulo e até mesmo de Jesus no Santíssimo Sacramento do altar. Catarina só não tinha, ainda, visto a dona de seus desejos mais amorosos, objeto de suas orações perseverantes levadas ao Pai: Nossa Senhora!

Mas eis que, às onze horas e trinta minutos da noite de 18 de julho de 1830, na véspera de um dia importantíssimo, o dia de São Vicente de Paulo, Catarina ouviu chamá-la, era um menino pequeno, vestido de branco, seu anjo da guarda! Ele a conduziu até a capela, especificamente ao presbitério, ao lado da cadeira de braços do sacerdote e lhe disse: “Eis a Santíssima Virgem”!

Catarina se jogou aos pés de Maria e apoiou as mãos nos joelhos da Mãe, com a intimidade de uma filha! Ela própria relatou: “Ali se passou o mais doce momento de minha vida. Não me seria possível dizer tudo o que senti. Ela me disse como eu devia me conduzir em relação ao meu diretor espiritual e várias coisas mais”.

Num sábado, às dezessete horas e trinta minutos do dia 27 de novembro de 1830, Catarina recebeu a segunda visita da Mãe. Catarina encontrava-se em oração na capela, quando ouviu um barulho de traje de seda se aproximando. Maria apareceu vestida de seda branca, com um véu também branco, seus pés estavam apoiados na metade de um globo, esmagando uma serpente. De suas mãos postas para baixo, como quem abençoa a humanidade, saiam raios brilhantes, especificamente dos anéis em seus dedos. Catarina ouviu então: “Este globo que vês representa o mundo inteiro, especialmente a França, e cada pessoa em particular. Os raios são o símbolo das graças que derramo sobre as pessoas que mais pedem”.

 Nessa mesma aparição, formou-se em torno da Virgem um quadro oval com a seguinte frase em letras de ouro: “Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós”. Então, Catarina ouviu o seguinte pedido da Mãe: “Fazei cunhar uma medalha conforme este modelo. Todas as pessoas que a trouxerem consigo, usando-a em torno do pescoço, receberão grandes graças. Elas serão abundantes para todos que a usarem com confiança”.

Instantes depois, o quadro se virou. Na outra face, a letra “M” com uma cruz em cima e dois corações embaixo. O coração da esquerda estava cercado de espinhos e, o da direita, transpassado por uma espada. Doze estrelas distribuídas em forma oval cercavam esse lado do quadro.

Aguardemos a parte três dessa história de amor e infinitas graças!

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*Viviane Gonçalves Noel, é formada em Pedagogia, pela Universidade Católica de Petrópolis e pós-graduada em Espiritualidade, Ecologia e Educação - uma abordagem transdisciplinar, pelo Instituto Teológico Franciscano. Trabalha com a criação de poesias e crônicas personalizadas para as mais diversas ocasiões. Em dezembro de 2014, lançou seu primeiro livro: Francisco de Assis e a Profunda Poesia de Ser Parte da Natureza, pela Editora Chiado. Em maio de 2015, lançou, de forma independente, seu segundo livro, o infantil: O Travesseiro Mágico.

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