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Sementes da Palavra, É tempo de semear

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nov 11

SEMANÁRIO DOMINICAL

PAULO DAHER - 2018

32º. DOMINGO – TODOS SOMOS FILHOS DE DEUS E IRMÃOS ENTRE NÓS –

*Por Monsenhor Paulo Daher –

NO 1º. LIVRO DOS REIS 17, 10-16, o profeta Elias chegou em de Sarepta. Encontrou uma viúva com seu filhinho que recolhia gravetos de árvore. O profeta pediu que ela preparasse um pão para ele. Ela respondeu que o pouco que tinha a ajudaria a preparar um pão para ela e seu filhinho e depois morreriam. Elias disse que ela preparasse um pão para ele. E daí pra frente nunca mais faltou o pão na casa da viúva.

É de grande lição de fé para nós este trecho.

O profeta não conseguia se livrar da rainha Jezabel que o perseguia e fugia de lugar para lugar para cumprir ordens de Deus,

Iluminado por Deus não exigia do Senhor que resolvesse logo a impertinência da rainha. Tinha visão de Deus mas este não queria ainda resolver a situação. Para nós seres humanos julgamos ser o mais certo a decisão de afastar logo esta figura perniciosa para o profeta e para a vida religiosa do povo.

Deus ainda queria faze-lo experimentar sua presença diferente de tudo que ele aprendera até então.

Começou a prova-lo pela fome. E lhe manda uma viúva com seu filhinho mais pobre que ele. Inspirado pede um pão. Ela o prepa-rou e durante um mês sem nada, por milagre tiveram pão cada dia.

Os profetas são sempre para nós exemplo e caminho para realizarmos a vontade de Deus sobre nós e sobre os outros.

Mesmo com poderes extraordinários que são mais em benefício dos outros, eles não se sentem semi-deuses poderosos. Pois bem compreendem que tudo o que o Senhor lhes dá para facilitar a missão de evangelizadores é mais em proveito dos outros. E muitas vezes causam-lhes sofrimento

NA CARTA AOS HEBREUS 9, 24-28, Jesus entrou no santuário não para oferecer sacrifícios por  seus pecados que não os tem, mas pelos nossos. E sua intercessão não precisará se repetir. Ele se ofereceu e se oferece uma só vez por todos como sacrifício perfeito diante do Pai por todos nós.    

O sentido mais espiritual e religioso da vinda de Jesus a este mundo foi e é viver nossa vida, sem pecado e oferece-la em tudo o que Ele fez e por tudo que sofreu, de modo especial por sua crucifixão e morte na cruz, oferecendo-se ao Pai por nós.

Este assim chamado “sacrifício” de sua vida por nós, alcança do Pai o perdão de nossos pecados, ao mesmo tempo que se coloca conosco, na conquista de uma vida espiritual melhor.

É para sempre, por nós, cada um de nós, de uma forma pessoal. Não é um resgate mundial e universal de todas as pessoas. Cada um de nós caminha com Jesus até o Pai.

Esta oferta de sua vida por nós é perfeita. Nos outros sacrifícios religiosos cada um pede primeiro por seus pecados, pois os temos muito. Com Jesus, Ele pede mais por nós, pois Ele jamais pecou.

Quando se afirma que Jesus de uma vez por todas ofereceu-se ao Pai por nós, entendemos que foi e é um gesto que não precisa se repetir para realizar sua missão de Salvador. É que qualquer gesto de Jesus, Deus e homem, é infinito. Não é do passado, não é do presente nem é só do futuro. Esta presença salvadora e divina como qualquer manifestação de Deus é infinita.

Os gestos de Jesus para nós e por nós é sempre presente, como a eternidade. Embora nós estejamos ligados ao passado ao presente e ao futuro, o que Jesus é e faz é sempre presente, eterno.

NO EVANGELHO DE MARCOS 12, 38-44, Jesus observa que os chefes religiosos são vaidosos, escolhem os primeiros lugares, querem ser aplaudidos nas praças, rezam mais para receberem mais dinheiro. Jesus diz aos apóstolos sobre a esmola dos ricos e a esmola da viúva. Essa foi atendida porque deu tudo o que tinha...

Em qualquer posição social em que estejamos, sendo ricos ou pobres, com saúde ou doentes, nossa dignidade é a mesma, porque todos somos filhos de Deus e irmãos entre nós.

A atenção de Deus sobre as pessoas é sem predileções. Quando nos vê, Ele sabe que está lá um filho seu querido. Nada nos faz diferentes como seres humanos: nem sabedoria, nem ignorância, riqueza ou pobreza, nível social ou aparência.

Aliás para contradizer nossos costumes e classificar as pessoas, os que aos olhos das pessoas podem parecer pequenos ou sem valor, muitas vezes na história de nossa salvação é que são escolhidos para realizar seu plano de amor e misericórdia para com todos nós. E mesmo os que são destaque na vida por sua sabedoria, inteligência, maneira prática melhor de viver, quando são escolhidos, percebemos que foi mais por sua humildade e espírito de serviço do que por suas posses, sabedoria ou nível social.

Em nossa convivência social seja fora seja dentro da Igreja, com pessoas religiosas ou não, ricas ou pobres, nossa atitude sempre tem de ser gente que tratam com respeito qualquer pessoa e não exijamos dos outros honrarias ou palavras de exaltação. Basta-nos que nos considerem irmãos queridos e amados.

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 *Monsenhor Paulo Daher é Vigário Geral da Diocese de Petrópolis, colabora enviando gentilmente seus comentários aos textos litúrgicos da semana.

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