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Sementes da Palavra, É tempo de semear

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nov 25

SEMANÁRIO DOMINICAL

PAULO DAHER - 2018

DOMINGO – JESUS CRISTO, REI DO UNIVERSO –

 *Por Monsenhor Paulo Daher –

EM DANIEL 7, 13-14, na visão o profeta viu o Filho do Homem. Um ancião deu-lhe todo o poder sobre todos os povos.  Tendo passado o tempo de sua missão nesta terra, a apresentação da figura da situação final de seu trabalho, Cristo enfim apresenta-se ao Pai diante de todas as criaturas. 

A Ele  a quem fora dado todo o poder sobre a terra e sobre os céus exercido durante a existência da humanidade nesta terra, agora torna-se total e claro o que fez e quem ele sempre foi: Senhor do céu e da terra.

A ideia desta comemoração litúrgica numa celebração da Eucaristia, ainda agora em que vivemos no tempo, é levar-nos a não esperar o final para reconhecer que Jesus é o centro de tudo o que existe e para quem tudo converge para a aceitação do Pai como responsável pela vida de todas as criaturas.

Devemos sempre reconhecer quem é Deus em si e para nós, quem é Jesus, Filho eterno do Pai, que veio morar no meio de nós.

Os fatos do evangelho relembram a presença e a ação de Deus com seu  povo.  Temos de reconhecer com nossas palavras, sentimentos e ações que acreditamos e aceitamos que Cristo é o Senhor de nossa vida.

Ele sempre continua percorrendo conosco as estradas de nossa vida alegrando-nos com seu amor e misericórdia.

NO LIVRO DO APOCALIPSE DE S. JOÃO 1, 5-8, Jesus é a testemunha fiel, libertou-nos por seu sangue. Ele é o alfa e o ômega , o princípio e o fim, o todo-poderoso.

Mais uma vez com a Palavra de Deus, com S. João, relembramos, afirmamos e aceitamos quem é Jesus para nós.

Em nossa vida humana verificamos o valor que é para cada pessoa, o nosso nome, a nossa família,  e a história da vida dela e a nossa. Como é triste e humilhante para uma criança e também para qualquer pessoa quando perguntados quem são, mal poderem dizer seu nome. Mas quem são seus pais, donde você veio, quem é você?

Pensar e viver na interrogação: quem sou eu? Donde vim? Onde está minha família?  Sou um zé ninguém, sem nome, sem pátria, sem saber quem me colocou nesta terra.

Pela fé, seja eu quem for, sou pessoa importante. Sou filho de Deus. Tenho um Pai maravilhoso que cuida de mim, tenho um Irmão(Jesus) que a toda a hora me abraça e me beija, irmãos que me amam muito.

Lembro: um padre via um senhor simples que todo o dia deixava sua enxada de trabalho na porta da Igreja e ia lá dentro rezar. Não tinha livro, pois não sabia ler. Ficava muito tempo olhando para o sacrário. O padre um dia perguntou: o que você fica fazendo lá na frente diante do altar? Respondeu com sorriso de felicidade: eu olho para Jesus e Jesus olha para mim.

Oração de simplicidade quase mística!...

EM JOÃO 18, 33-37, Pilatos pergunta a Jesus se ele era rei. Jesus responde de maneira diferente, que seu reino não era este mundo. Que veio para dar testemunho da verdade. Que o ouçam.

Em toda a história dos povos verificamos que o ser humano criado à imagem e semelhança de Deus, quando descobre suas qualidades as desenvolve fazendo outros que dependem dele como um servidor.

Rei, senhor, dono, palavras que se originam do orgulho e se manifestam no domínio sobre outras pessoas.

Em nossa mente acanhada gostamos de ter pessoas que nos “obedeçam”, que façam o que nós devíamos fazer por nós mesmos.

Pilatos, homem infeliz,  medroso, serviçal, estremece diante de um pobre homem de Nazaré, porque andam dizendo que ele era rei.

Quantas vezes acontece num trabalho quando alguém começa a se sobressair com seriedade e competência, é alvo de humilhação ou perseguição. Fique onde está. Não vá além das sandálias!

Que significa a resposta de Jesus: veio para dar testemunho da verdade. Já dissera: sigam a verdade e a verdade os libertará.(Jo 8,32)

Somos o que somos, reis de nossa vida, e servidores de nossos irmãos. Somos família no sentido mais divino da palavra e da realidade: nós nos amamos porque em nossas veias corre o mesmo sangue de Cristo que nos fez irmãos amados.

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*Monsenhor Paulo Daher é Vigário Geral da Diocese de Petrópolis, colabora enviando gentilmente seus comentários aos textos litúrgicos da semana.

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